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Friday, December 08, 2017

A internalização

Passei um novembro de profundo recolhimento. Tive situações estressantes, complicadas, envolvendo a repartição, outros espaços que participo, e fiquei completamente zonza, sem saber o que fazer.
Porque queria, de verdade, era não estar naquela situação. Era poder simplesmente abandonar aquelas histórias, aquelas questões, e ficar apenas passando suave pelo mundo.
Você rapidamente descobre que o mundo não é suave, principalmente, as pessoas não são suaves. Elas não querem, ou não conseguem, é muito difícil você encontrar esse mood do ser suave no cotidiano. Ainda mais no cotidiano profissional. 
Assim que passei novembro no seguinte: tentando desviar de todas as situações que considerava potencialmente explosivas (nisso fui um sucesso, aquelas que evitei, realmente explodiram), as que explodiram sem a minha previsão, não fiquei tentando abafar antes que acontecesse o pior. Deixei o pior acontecer, o caos se instalar, e tentei mais assistir do que intervir. Nesse sentido, também fui um sucesso.
Ao chegar em casa, encontrava-me sempre estropiada como quem passou as últimas semanas num front de guerra. Talvez estivesse mesmo. Fui atrás de uma quantidade de livros, filmes, coisas extremamente envolventes, e mergulhei em mundos desconhecidos e diferentes deste daqui. Também foi um sucesso.
Tive uma amidalite atrás da outra, quando iniciava a me curar, começava com outro problema. Passei semanas me sentindo um lixo no quesito indisposição. Nesse exato minuto, sigo com uma tosse intermitente. 
A razão? Sufocada pelas palavras não ditas, pelas situações não evitadas, pelos sapos todos que tive de engolir. Embotada, passei a direcionar minha insatisfação a quem nem era culpado pela situação. Porque quando você decide que vai ficar no embotamento, se alguém tenta te tirar desse modo, reclamando do que não está bom, isso te incomoda pela segunda vez. E por não querer nem uma coisa, nem a outra, a gente cai.
Faz uns dias, não muitos, que passei a encontrar publicações que falam sobre a necessidade de aceitar, e não ficar tentando controlar as situações. Vi que me desgastei dobrado, talvez triplicado, tentando evitar os focos de incêndio. Eu queria, ao evitá-los, não me estressar com aquele conflito (no qual não estava diretamente envolvida, mas acabava me pegando), e acabei me estressando pensando em rotas de fuga para ele.
Assim que aceitei a questão, comecei a melhorar um pouco. Hoje acordei me sentindo muito melhor. Tenho um plano de me sentir melhor ainda, cuidando internamente, ao invés de ficar buscando maneiras externas não tão eficazes. 

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