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Wednesday, December 20, 2017

Passando incólume por dezembro

Ao contrário de outros anos, desta vez prometi a mim mesma que só faria o mínimo dos mínimos, evitando quaisquer dissabores associados à superlotação de sonífera ilha e o caos de  dezembro.
Extraordinariamente, não deixei consultas ou exames importantes, não atochei de eventos e nem participei de nenhuma insanidade coletiva. Declinei das confraternizações da repartição, do sindicato e mesmo de visitar a família quando estava cansada demais. Trabalhei de maneira regular (sem faltar, até fiz alguma hora-extra, mas bem pouco).
Antecipadamente, comprei presentes de Natal, embora ainda faltem algumas complementações. Essas, resolverei somente no dia 20/12 (hoje), de posse de meu 13º salário. 
Me ausentarei da repartição em caráter definitivo a partir do dia 22/12, só retornando no dia 02/01. Serão 10 incríveis dias para tomar Sol, descansar, assistir filmes e séries (séries em especial, opto por assistir somente quando em férias ou recesso, pois gosto de maratonas). Tenho planos de uma comida relaxada e divertida, embora sem me exceder naquilo de que não aprecio tanto.
Aproveitarei esses dias em BC também para me atualizar a respeito das tendências comerciais. Quero biquínis, brusinhas e sapatilhas novas.
Estou em contagem regressiva e só penso no dia 22!

E assim que chegar dia 22, pensarei na noite do dia 25, quando terá sido o fim do Natal.

Monday, December 18, 2017

O bichinho do han-han

Estou há quase cinco dias pigarreando (nunca pensei que usaria esse verbo depois dos anos 90), depois de passar algumas semanas com tosse alérgica, amigdalite viral, entre outros dissabores.
Só efetivamente melhorou quando parei um tempo com o goró, pois com o açúcar eu não parei. Também como bem pouco queijo, mas em tempos de inflamação, como ainda menos, pois é uma notória fonte de criação de muco. 
Ando comendo glúten pontualmente também, desde que de boa procedência, como num pão de fermentação natural, um bolo feito por mim mesma com minhas farinhas orgânicas, essas coisas. 
Mas já tegiversei: fatos são que eu vi uma melhora substancial quando parei de beber, por módicos 4 dias. Mas sobrou esse incômodo efeito colateral, que preciso dar um jeito de solucionar. 
É bom sentir a saúde de volta, depois de tantos dias me sentindo prejudicada.

Thursday, December 14, 2017

Inovações dietéticas (ou melhor, a saga do aparelho)

Logo no primeiro mês, apenas com aparelho na parte de baixo, ousei e tentei comer uma pipoca, iguaria de minha predileção infinita. 
A Ortodontista havia me dito para não comer nada duro nem crocante, mas eu sou teimosa, infinitamente teimosa, e comer é um prazer muito importante em minha vida. Que logo de cara, não quis abdicar (veja que depois fui obrigada a capitular, mas vem comigo que já te conto).
Então, assim que masquei com dificuldade e pouca alegria os primeiros grãos, descolei uma pecinha de meu aparelho, que ficou dançante em minha boca durante alguns dias. Não a perdi, ela ficou presa no arame, e se tornou meu lazer íntimo e particular ficar girando aquela pecinha em torno de seu próprio eixo com a língua.
Nada me preparou para o que foi o instalar da parte de cima do aparelho. Hoje em dia, alimentos se grudam e se alojam em lugares surpreendentes, absurdos, e mesmo após parar de colocar comida na boca, uns 15min ainda estou comendo - comendo os restos que ficam presos onde não deveriam.
Mas o pior, foi que ela colou quatro pecinhas praticamente no céu da boca, por trás de alguns dentes, para poder instalar elásticos.
No primeiro bolo de Natal com castanhas e passas, mastiguei muitas coisas crocantes, inclusive, as pecinhas do aparelho. Duas, que ingeri sem nem sentir, e que neste momento provavelmente povoam os encanamentos de Santa Catarina - espero que não se tenham alojado em definitivo em meu sistema digestivo.
Daí ontem, ao retornar, tive que relatar esses fatos, e pela terceira vez ela colou a minha pecinha que fica solta e terminou com minha diversão. Disse que reforçou mais a cola e ainda alterou a posição. E também me mostrou que essas peças são coisas que já comprei, quando paguei os olhos da cara por este aparelho do satã. Se eu engolir novas, teremos de comprar e eu terei que pagar.
Daí nem recolou as peças que engoli, pois disse que vai me dar uma folga e eu poderei curtir as festas e comer melhor sem essas coisinhas. 
Em janeiro, o pesadelo recomeça: com as peças recoladas, e o elástico instalado.

Wednesday, December 13, 2017

Depois de quatro anos sem fazer, o balanço de 2017

Há anos que não faço minha usual retrospectiva de final de ano, porém, não quis deixar de registrar algumas coisas super legais que me aconteceram neste último. Não que nos outros não tenham tido, mas dentro dessa ideia de me internalizar, e ter maior qualidade de vida também no quesito dos pensamentos, achei importante resgatar este movimento de auto-análise e de resgate das memórias.
O melhor livro de 2017: eu vou conseguir concluir minha meta anual de 24 livros, e dei uma passeada por diversos estilos diferentes. Curiosamente, então , o que mais gostei foi o Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, de Gustavo Cerbasi, que apesar de ser “auto-ajuda” é uma sumidade na questão da organização financeira. Graças a este livro, comecei a me organizar para investir (e guardar) dinheiro.
O melhor filme de 2017: o primeiro que pensei foi o Hidden Figures (que acho que aqui ficou chamado de Estrelas Além do Tempo). Achei inspirador, maravilhoso.
A pessoa mais marcante de 2017: MOZÃO, que ainda não conhecia, e passamos o ano inteiro nos conhecendo melhor. Ele é apaixonante, comovente e uma das melhores pessoas que já conheci. Eu, que não tinha muito experiência em amar e admirar ao mesmo tempo, estou achando isso incrível!
A melhor viagem – a viagem de férias é difícil competir, não é mesmo? Logo no início, retornei em Amsterdam, depois passei mais alguns bons dias em Eslováquia, retornei à Polônia e conheci Cracóvia, e também conheci a Romênia. Vamos fechar com esse lugar, então, a cidadezinha de Oradea.
O melhor momento: esse ano meu aniversário foi muito bom, durou quase dois dias inteiros, e eu fui imensamente feliz perto de muitas pessoas amadas.
O pior momento: fiquei até pensativa, tentando eleger um pior momento, me recordando se houve realmente algum momento tão ruim assim. Claro que alguns momentos aconteceram, especialmente na repartição, porém não me envolviam diretamente.
A melhor compra do ano: não foi uma compra, mas sim um presente: meu mixer novo, da kitchenaid, deu uma nova revitalizada em minha cozinha, dinamizou muitos preparos, e ainda mudou a textura de receitas antigas. Lembrei de uma compra: o chromecast.
A pior compra do ano: minha calça jeans, artigo de vestuário que não possuía desde 2013 (coincidentemente), e que comprei em agosto, mas já agora estão folgadas e não consigo usar muito.
A melhor comida de restaurante: comi um porco enrolado no bacon com manteiga de ervas e umas batatas incríveis no restaurante Carpano, no centro de Kosice, cidade onde meus pais viviam na Eslováquia.
A melhor comida caseira: as berinjelas empanadas de forno e as cenouras assadas, ambas receitas da Lara Nesteruk e que são mandatárias aqui em casa. Também empanei e fritei cogumelos, obtendo um resultado espantoso.
A música que define 2017: Starving, de Hailey não sei das quantas. Definitivamente, I didn’t know that I was starving till I tasted you.
O que aprendi em 2017: que feito é melhor que perfeito, e que a constância é FUNDAMENTAL, para qualquer meta – mais do que medidas extremas, estratosféricas.
O que não aprendi em 2017: a não me afetar com a pessoa difícil e complicada da minha repartição.
Post preferido de 2017: este aqui, em que começo a finalmente abrir meu coração e relatar, a quem quiser ler, tudo o que tive que fazer para aprender a cuidar de mim mesma, com o mesmo critério com que um dia quis cuidar dos outros.

Post preferido que não escrevi de 2017: todos os da Ana são para mim lições de vida, mas este aqui em que ela disserta sobre como muitas vezes, ficamos apenas mirando a vida que queremos pelos olhos dos outros, ao invés de viver a nossa própria, me pegou muito de jeito!

Friday, December 08, 2017

A internalização

Passei um novembro de profundo recolhimento. Tive situações estressantes, complicadas, envolvendo a repartição, outros espaços que participo, e fiquei completamente zonza, sem saber o que fazer.
Porque queria, de verdade, era não estar naquela situação. Era poder simplesmente abandonar aquelas histórias, aquelas questões, e ficar apenas passando suave pelo mundo.
Você rapidamente descobre que o mundo não é suave, principalmente, as pessoas não são suaves. Elas não querem, ou não conseguem, é muito difícil você encontrar esse mood do ser suave no cotidiano. Ainda mais no cotidiano profissional. 
Assim que passei novembro no seguinte: tentando desviar de todas as situações que considerava potencialmente explosivas (nisso fui um sucesso, aquelas que evitei, realmente explodiram), as que explodiram sem a minha previsão, não fiquei tentando abafar antes que acontecesse o pior. Deixei o pior acontecer, o caos se instalar, e tentei mais assistir do que intervir. Nesse sentido, também fui um sucesso.
Ao chegar em casa, encontrava-me sempre estropiada como quem passou as últimas semanas num front de guerra. Talvez estivesse mesmo. Fui atrás de uma quantidade de livros, filmes, coisas extremamente envolventes, e mergulhei em mundos desconhecidos e diferentes deste daqui. Também foi um sucesso.
Tive uma amidalite atrás da outra, quando iniciava a me curar, começava com outro problema. Passei semanas me sentindo um lixo no quesito indisposição. Nesse exato minuto, sigo com uma tosse intermitente. 
A razão? Sufocada pelas palavras não ditas, pelas situações não evitadas, pelos sapos todos que tive de engolir. Embotada, passei a direcionar minha insatisfação a quem nem era culpado pela situação. Porque quando você decide que vai ficar no embotamento, se alguém tenta te tirar desse modo, reclamando do que não está bom, isso te incomoda pela segunda vez. E por não querer nem uma coisa, nem a outra, a gente cai.
Faz uns dias, não muitos, que passei a encontrar publicações que falam sobre a necessidade de aceitar, e não ficar tentando controlar as situações. Vi que me desgastei dobrado, talvez triplicado, tentando evitar os focos de incêndio. Eu queria, ao evitá-los, não me estressar com aquele conflito (no qual não estava diretamente envolvida, mas acabava me pegando), e acabei me estressando pensando em rotas de fuga para ele.
Assim que aceitei a questão, comecei a melhorar um pouco. Hoje acordei me sentindo muito melhor. Tenho um plano de me sentir melhor ainda, cuidando internamente, ao invés de ficar buscando maneiras externas não tão eficazes. 

Tuesday, December 05, 2017

Um pequeno conto sobre o desapego

Há quase três anos atrás, recebi de presente (como uma valiosa herança) de meus pais, então de mudança para a Eslováquia, os seus eletrodomésticos da Kitchen Aid e as panelas Le Creuset.
Entusiasmada, achei que havia ganhado sozinha na loteria, com aqueles eletrodomésticos imensos, potentes, e comecei a fantasiar sobre tudo aquilo que eu poderia criar, cozinhar, passar a ser enquanto cozinheira, de posse deles.
A voltagem é 110, em Santa Catarina vivemos no 220 e junto dos eletros, vieram o adaptador. Dado o trambolho que eram, comprei um móvel especialmente para acomodá-los, e então simplesmente nunca usei a batedeira para nada. Ou o multiprocessador, que veio até com os extras feitos para encher linguiças. Usei o liquidificador muito pouco, incomodada com o fato de que precisava esvaziar uma superfície inteira, para poder caber todos os seus infindáveis cabos, perto de tomada, e por aí vai.
Usei até o dia em que tomei um choque elétrico maior que a semana, usando o adaptador invertido e pifando indefinidamente o pobre coitado.
Adquiri um liquidificador bom, mas não tanto, e segui a vida. Segui a vida inclusive com a batedeira velhinha que minha mãe me doara de outra mudança sua, leve e prática.
Quanto às panelas, reconheço que aquele tacho maior, imenso, usei muito para fazer meus caldos caseiros, deixando-os reduzir indefinidamente. A frigideira de ferro, bem recentemente, passei a também colocar em uso de forma mais constante, tostando bem os meus legumes. 
No entanto, uma panela daquele peso não se presta a estourar uma pipoca. Ou a ser jogada cheia de água fervendo na pia, para escorrer o macarrão, sem riscos graves. 
E fiquei ali, mais de dois anos, com meus lindos apetrechos vermelhos, caros e de grife, e bem menos usados do que idealizava.
E aí, semanas atrás, minha mãe me pede eles emprestados, até que o container com suas mudanças traga novamente os seus apetrechos.
Me deu aquele breve apeguinho quando ela disse que, caso eu fizesse questão dos eletrodomésticos, eles me comprariam outros exatamente iguais, mas caso não, eles apenas me dariam aqueles menores, de voltagem correta, que usaram lá durante estes anos.
Percebi que, mesmo sendo a opção mais óbvia, simples, eu tinha um pequeno apego àquela ideia, idealizada, de mim mesma com meus ultra eletrodomésticos fodas. 
E da mesma maneira, como me aliviei podendo desovar todos aqueles objetos, então me desfiz desse apego, aceitando que em minha vida, preciso de algo muito mais simples, do contrário não irei utilizar. Que posso ter uma ou outra panela daquelas, mas no geral, eu preciso MESMO é de panelas mais leves e de simples manuseio (mas de fundo triplo, pelo amor).
Entreguei novamente, então, os utensílios, emprestei temporariamente as panelas e combinei comigo mesma, que era chegada a hora de rever novamente os artefatos de minha cozinha. Inclusive mudar a despensa de lugar, para onde não pega sol e proteger meus alimentos que mofam quando chega o verão.
Que minha comida, minha culinária, aparece de forma despretensiosa e sem grandes camadas, não como tanto pão assim para me entregar à panificação, não cozinho para mais do que quatro pessoas para multiprocessar quilos de ingredientes.
Desapeguei dessa necessidade de provar algo que nem sei o que, a nem sei quem. Minha culinária se dá pelo meu conhecimento, curiosidade, técnica adquirida, experiência - não pelas grifes das panelas ou dos eletrodomésticos.
E terminei 2017 com um peso bem menor nos ombros!

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