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Tuesday, October 24, 2017

O aparelho

Então ontem “instalei” aqui em minha boca um aparelho ortodôntico fixo, todo transparente, só na parte de baixo – por enquanto, uma vez que ao final do próximo mês, irei instalar em cima também.
As primeiras impressões são que a cada leve mastigada que dou, corro o risco de quebrar todas essas pecinhas. A tração honestamente ainda não dói. Também não senti ainda que minha boca está ferida por conta das pecinhas.
O que está realmente incomodando é uma contenção bem atrás dos centro-avantes, que me atrapalham muito a dicção, fazendo parecer que tenho língua presa, e essa imensa dificuldade em poder mastigar à vontade.
Logo eu, que costumava aplacar a ansiedade mascando cenouras, pipocas, castanhas e maçãs. Como diria Katia Cega, não está sendo fácil.
Segundo uma grande amiga minha, em uma semana já estarei escovando meus dentes só com a língua, sem medo de morder e comendo o que quiser – desde que meu dentista não saiba. Achei um bom conselho, pois ontem A Ortodontista me recomendou evitar alimentos duros e crocantes. Nem precisava dizer, pois ao mascar um inocente pedacinho de linguiça artesanal, já morri de medo e senti que estava prendendo pedacinhos em tudo que era canto.

Oremos! 

Monday, October 23, 2017

O horário de verão

Pela primeira vez em anos, o horário de verão me pegou de um jeito negativo, que está me custando habituar.
Na realidade, desde que me aproximei de um estilo de alimentação mais paleo, o horário de verão foi me soando muito antinatural, pois venho fazendo minha “higiene do sono” de forma completamente autônoma, ou seja:
- ao chegar em casa, depois do trabalho, conscientemente evito manter luzes ligadas, atividades estimulantes (inclusive atividade física), e vou gradativamente diminuindo todos os fatores externos como computador, conversas de whatsapp que me deixem agitada, leituras técnicas ou de trabalho, etc;
- bebo meu último café do dia impreterivelmente até as 16h, se calhou de não tomar café à tarde, deixo para o dia seguinte;
- evito sair, principalmente para ambientes barulhentos e cheios de estímulo, como shopping, e também prefiro comer fora em lugares mais sossegados e de iluminação indireta;
- me alimento cedo, por volta das 18h/19h, com bastante substância para ter tempo de fazer a digestão, e depois, com as luzes desligadas e no sofá de casa, bebo meu kefir para ir relaxando (pode ser uma taça de vinho, mas priorizo o kefir);
- tomo SEMPRE um banho, mesmo que não esteja exatamente suja, só para retirar qualquer vestígio de produtos químicos ou cosméticos, e colocar a mente no modo “ritual para dormir”;
- me deito antes de dormir, pelo menos uns 15min, escureço tudo, e coloco o celular em modo avião, para nenhuma notificação me interromper durante a noite (pretendo melhorar isso com um despertador analógico, mas honestamente, só derrubar o sinal já funciona muito bem);

Logo depois de pensar em tudo isso, o final de semana chegou. Continuei com muito sono, e aí, no sábado, acordei espontaneamente às 7h30 (que seriam as originais 6h30). Ali ficou claro qual é meu limite de horário, e que na realidade, aquela uma hora estava realmente me fazendo falta. E no domingo, acordei 7h por um compromisso, mas voltei para a cama antes das 8h e dormi até 11h! Há anos não me acontecia algo assim!

Hoje já acordei muito melhor, bem mais disposta – tanto pela reposição do sono, como pela adaptação que fiz. Junto com a adaptação do horário de verão, estou em outro horário na repartição (agora entro 7h30, o que me deixa com MUITO mais tempo livre), e também coincidiu de, na semana passada, ter iniciado outro plano alimentar, com menos carboidratos, o que sempre rende uma molezinha extra na gente. 

Monday, October 16, 2017

Como ficaram as vacas?

Então eu fiz estes planos, a vida me ligou e eu atendi – esquecendo completamente de vir aqui dar notícias de como foi este pequeno projeto.
Primeiramente, quero lhes dizer o sucesso que foi para mim, trabalhar com essa restrição. Fiz questão de catar lá no fundo da geladeira e dos armários, de propósito, aqueles itens que eu vinha sistematicamente ignorando, passando-os na frente dos outros: o kimchi que comprei no Japão e já venceu a validade em fevereiro (mas se querem saber, continua ótimo e saboroso), a couve-flor que gratinei pela primeira vez na vida (e não havia comido passado mais de mês), com um requeijão de tempos imemoriais inclusive. Aproveitei a oportunidade para fazer uma sopa de lentilhas de Rita Lobo, da sua nova temporada que fala de receitas históricas da sua família. Ficou MARAVILHOSA, inclusive. 
No feriado, fui à feira que acontece duas vezes por semana aqui na frente de casa, e comprei uma feira para levar à casa de praia: ervilhas-tortas, vagens, frutas de minha preferência, um naco de queijo colonial. Por 27 reais, eu comprei todo o necessário para um feriado e que até hoje ainda tenho sobras: as ervilhas e as vagens que não terminaram, o quiabo que comi e uma parte acabou indo fora, para minha tristeza. Um perfeito abacate. Falando nele, comecei finalmente a descongelar os abacates que residem no meu freezer, batendo eles com limão, kefir, whey, nata. Deliciosos shakes cremosos, porque o abacate empresta sua textura aveludada. Comi bife quando queria ter comido carne moída, e comi frango quando adoraria ter comprado mais uma peça de salmão. E sobrevivi!
Aí então entrou o vale, comi o que quis, comprei novamente alguns itens, e estou aqui com a geladeira um pouco mais vazia, as ideias um pouco mais arejadas, com algumas receitas novas na manga.
E prestes a começar mais um plano alimentar, pois depois de praticamente um ano fazendo só o que me convém, eu senti que precisava de mais uma ajuda profissional para terminar esse processo de me dedicar completamente à alimentação e aos cuidados com o que escolho. Não preciso mais emagrecer, mas hoje em dia, faço atividade física regular (musculação) e as necessidades mudam. A gente muda, também. A pessoa que eu era quando cheguei na primeira consulta tinha um tipo de necessidades, bem diferente das minhas atuais. Mas isso é assunto para outra postagem – que juro, pretendo que aconteça em breve!

O exercício da escrita é algo de que gosto muito, para deixar tão distante do meu dia-a-dia. Eu costumo postar diariamente uma foto e um arremedo de receita pelo instagram, mas a verdade é que eu gosto de escrever, e de discorrer mais longamente sobre os meus assuntos internos. Preciso disso, sabem? Nem que seja para contar sobre como foi que organizei a geladeira, depois de uma curta temporada sem comprar comida. 

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