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Tuesday, May 30, 2017

A saga do siso

Então quarta-feira passada eu almocei numa boa churrascaria, usando todos os meus 32 dentes, com ansiedade que fiquei pelos dias que não mascaria nada.
Tive bastante medinho de ingerir o antibiótico, remédio que não entrava nesse corpo há mais de dois anos (e achava eu, para nunca mais voltar), mas ao receber a explicação da minha ortodontista, estou aqui, firmemente, ingerindo-os até amanhã, quando acabam os 7 dias.
Conforme o previsto, foi tudo tranquilo e minha extração foi uma piada: em menos de 1h os quatro dentes já estavam fora da boca, com bem pouco desconforto e zero dor.
A Ortodontista, muito querida e gentil, me deixou à vontade para falar e avisar qualquer coisa, e ia me explicando a cada passo o que eu provavelmente sentiria. 
A coisa mais assustadora, sem dúvida nenhuma, é o barulho do seu dente sendo arrancado de um osso. É coisa de desenho animado, de filme de terror, é um desespero psicológico - no meu caso, para a minha sorte, exclusivamente psicológico.
Suei frio embaixo daquela manta onde a gente fica coberta para imunizar toda a área. E ali mesmo tive certeza que, ainda que fosse fácil, rápido e indolor, se precisasse por acaso ir lá novamente (como algumas pessoas precisam ou optam, tirando primeiro um ou o outro lado), eu não voltaria NEVER.
A recuperação foi muito boa também: fiz gelos, tomei os remédios e somente no primeiro dia tomei um dorflex, embora tivesse receita para um analgésico bem mais forte. Discretamente, o meu lado direito inchou, mas nada que me deixasse fora de circulação, como algumas pessoas relatam. Pouquíssimos sangramentos também e nada muito exagerado, que me deixasse com medo. Um pouco de gosto de sangue na boca é normal, afinal de contas.
No segundo dia, já comia meus ovinhos mexidos bem molinhos, coisas em temperatura ambiente e tudo bem.
Repousei bastante, quase não andei, fiquei bem deitada e tentei (mas não consegui) dormir sempre sem ser de lado. Agora, é começar a segunda parte, as correções ortodônticas que realmente precisarei fazer.
Considero que tive uma dose igual de sorte e de dedicação. Quis fazer tudo muito corretamente, não criei caso a respeito de nada, mas também fui respeitando apenas as limitações que me pareceram mais importantes. Quando tive medo de andar ou mastigar, não o fiz. Quando achei que podia, fiz. 
Em teoria, só posso voltar a treinar dentro de 15 dias decorrida a extração, mas estou me preparando para argumentar que devo ir já a partir dessa semana, desde que em ritmo leve e caso me sinta bem.
Vamos ver.

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