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Monday, August 29, 2016

O espólio das férias


Wine and the city - Kosice presa em minha taça

Meu aniversário é dia 29 de junho. Segundo a astrologia, esse é meu ano novo pessoal - independente da astrologia, faz sentido também do ponto de vista lógico pensar que seu corpo faz um ciclo novo no seu aniversário, e não no calendário.
Junto disso, eu entraria em férias a partir de primeiro de agosto. O que espremeu em julho a responsabilidade de finalizar processos anteriores, que precisavam estar concluídos até as férias, e essa sensação de renovação em virtude do aniversário recém passado.
E aí em julho, muitas coisas diferentes rolaram: minha participação em dois congressos (um político, outro acadêmico) me reconectaram com a alegria que sinto em estar junto das pessoas pensando tirando planos conjuntos, não somente planos individuais. 
A capacidade que tive nestas oportunidades em me concentrar no aqui e agora, tendo inclusive, por alguns momentos, esquecido do celular porque a conversa estava boa - segundo um amigo meu, esta é uma perfeita definição de felicidade.
Os olhos abertos a todas as belezas que encontrei pelo caminho: o cerrado brasileiro em flor, os dias ensolarados de volta à sonífera ilha, a tatuagem nova, as oportunidades de convívio com pessoas de quem gosto, o exercício da intelectualidade que deixei adormecer nos últimos anos.
O processo contínuo e cada vez mais intenso de me desfazer das tralhas da vida - tralhas literais e figurativas, que têm finalmente abandonado os recônditos de casa e também da mente. Uma mente treinada para a concentração no agora. 
E então as férias e a insustentável leveza do ser: o fato de não ter amarras me possibilitou sentir liberdade e leveza a cada imprevisto. Eu não tinha compromissos com ninguém, além de mim mesma.
Nessa toada, o agora se apresentava com simples e importantes metas: dormir a noite toda. Acordar cedo. Dormir somente à noite, nenhuma soneca durante o dia. Comer as melhores coisas que pudesse encontrar, misturando o sabor e a saúde. Comprar novas louças para minha casa. Tomar um banho de lavanda. Devorar um livro atrás do outro. Assistir quatro filmes na mesma noite (dentro do avião, lógico). Dar um passeio de bicicleta...
E então voltar. Sem estar devendo, sem excesso de bagagem - nem de peso. Com histórias para contar, fotos e mais fotos. Paisagens. Seis países - nem sei mais quantas cidades. 
Uma simpática feirinha em Praga, com as deliciosas frutinhas de verão
Eu sempre prometo isso, nem sempre consigo cumprir... Mas pelo menos o que já escrevi no instagram irei transferir para cá.

Wednesday, August 24, 2016

O final dos #10diasbichoeplanta

Para ter uma variedade de frutas sem ter que comprar uma de cada, essas frutas cortadinhas (não é salada de frutas, banhada em suco, é apenas frutinhas picadas) salvam!
Algumas pessoas queridas cobraram, pois estavam curtindo acompanhar as postagens mais práticas a respeito do desafio. Eu fiquei muito enrolada nos dias finais do desafio, que foram também meus últimos dias antes das férias (estou escrevendo essa postagem diretamente dazoropa, onde já me encontro há 8 dias).
Assim, farei um apanhado geral e postarei algumas dicas finais.

PERCEPÇÕES:

Eu acho que comer bicho e planta é muito saudável e importante, porém, para quem não está habituado a comer menos carboidratos, pode acabar perdendo um pouco a mão nisso. Não regulei quantidades, pois sou da opinião que só podemos lidar com uma variável na equação de cada vez, então, acabei os 10 dias no mesmo peso. A disposição no entanto era notável. Isso e minha disciplina para não sair do desafio. Saí um pouco, mas foram provavelmente os 10 dias mais sem furos de toda a vida. E sempre coisas como uma fatia de queijo, um pedacinho de chocolate amargo, etc. Desinchando ao tirar os alimentos inflamatórios da rotina, terminei com 2cm a menos de cintura! Importante para quem estava a caminho das férias.

Na volta, pretendo apenas comer lowcarb, sem necessariamente me restringir à lista do bichoeplanta, mas talvez restringindo um pouco mais os queijos e chocolates. No entanto muitas vezes vi que eles teriam me ajudado a segurar melhor as quantidades - o risco é que quem não está habituado a comer "limpo", acaba deturpando o objetivo da estratégia, comendo muito mais do que o saudável destes itens.

Executei deliciosas receitas, mas para recordá-las teria que recorrer aos arquivos de instagram e prefiro postar coisas diferentes, mais recentes, que refletem o mood do dia.
Fica como dica, aos catarinenses que moram no norte do Estado, que estive em Campo Alegre a trabalho e no caminho vi alguns outdoors anunciando "hamburguer de cordeiro". Confesso que aprecio muito o sabor e fiquei encafifada. Me enchi de cara de pau e pedi ao chefe que entrasse na cidade para comprarmos.
Fui no tal do mercado do Marquinhos (ele tem fanpage no facebook) e não me arrependi: além dos hambúrgueres que eu queria, encontrei outros cortes, a certeza de uma procedência incrível (bichinhos abatidos na véspera), bacon defumado na própria fumaça e não feito de forma química... Além dos queijos de ovelha, que não adquiri por estar em bicho e planta.

Aí, os hambúrgueres de cordeiro, que fiz com uma raita de pepinos deliciosa (já consta receita aqui no blogue)
Acredito que a boa dieta é aquela que você faz. Mas algumas são mais fáceis de implementar na vida real, e acho que bichos e plantas (ou carnes, vegetais e frutas), são as mais abundantes variedades nos buffets Brasil afora.



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