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Monday, May 30, 2016

O que fazer na Eslováquia?



As árvores #mandamnudes em plenas 15h da tarde
Vou tentar escrever ainda sobre tudo aquilo que anotei pensando que seria útil, e que não encontrei em português quando buscava ideias do que fazer - mas não sei mesmo quando conseguirei cumprir.
Respondendo a minha própria pergunta do título, lá o que se faz é basicamente curtir uma outra cultura, uma arquitetura incrível, uma culinária diferentona porém saborosa, se compra muitas coisas mais barato que no Brasil e em outros países da Europa, se conhece pessoas simpáticas, na sua maioria locais, pode-se praticar esportes (de neve e de "aventura", como trilhas pelas florestas), se assiste a muitos espetáculos gratuitamente, de música e dança.
Imagine que nas suas férias você quer descansar num lugar bonito, agradável, não muito caro nem lotado de turistas. Há quem alugue uma casa na praia, de repente você pode querer conhecer um país fora do circuito - e nesse poderá ir sem medo do tédio, pois todos os dias vai encontrar coisas interessantes, curiosas, belas para olhar e conhecer.

Me encanta essa arquitetura histórica e uma espécie de padrão geométrico que uma casa vai pegando da outra...

Tire da sua mente aqueles filmes sobre o estalinismo como referência às cidades do leste: se fosse para ser filme, todos os contos de Andersen poderiam ser ambientados lá, e mesmo os filmes de Natal de Hollywood teriam perfeitos cenários lá. Florestas, neve, casinhas, ruas agradáveis, tudo está lá, para o deleite dos olhos. 
Mas eventualmente, um memorial te ajuda a ambientar: livre tradução é de alguns soldados mortos na "guerra fria"
O idioma é sim um problema, pois não existem referências ao inglês, falsos (ou verdadeiros haha) cognatos, nada - o segundo idioma é o alemão, eventualmente alguém mais jovem arrisca no inglês. Mas as pessoas são prestativas.
A moeda lá é o euro, é um país extremamente barato quando comparado aos vizinhos (mesmo os bem vizinhos mesmo), pois não há uma forte tradição turística. Assim, você pode ter o "gostinho" de Europa por um preço bem menor, a não ser que queira especificamente ver algum local. 

A catedral, o calçadão central, a beleza das árvores, a arquitetura...não te encanta?

Clichês não se tornam clichês à toa: eles realmente comem muito repolho e batatas, mas não é impossível encontrar uma comida que consideramos parecida com a nossa: saladas, massas e aves são abundantes. Doces, industrializados também - se você for muito fresco e não conseguir se permitir certas coisas. 
A panificação e os doces natalinos são incríveis, mesmo sem você poder pronunciar os nomes
O frio enquanto estive lá oscilou entre mais e menos 6ºC e foi suficiente para me deixar em pandarecos. Me virei com uma botinha de neve que minha mommys me deu, e casacos que já possuía, mas fiquei bem pouco exposta ao frio direto - entrava bastante nos locais sempre muito aquecidos e quando saía, ia com casaco, gorro, luvas e cachecol. Adquiri apenas uma meia de lá, forrada internamente, e com isso me virei. Quando andava um pouco mais nas ruas, me impressionava a dor que sentia nos ossos da face, especialmente as maçãs e a base do nariz. A pele ressecou intensamente, talvez mais pela água quente do que pelo frio em si. 
Acho que é uma espécie de Observatório das Belas Artes, difícil lembrar, difícil posar no frio

Conheci ligeiramente Bratislava, apenas uma tarde, infelizmente chuvosa e já escuro (anoitecia 15h da tarde), por isso, considero que preciso voltar - o pouco que vi é linda e bem parecida com Viena.
Também conheci uma montanha chamada Tatras, com estação de esqui. O restante do tempo, passei em outros países e Kosice, a segunda maior cidade da Eslováquia, com cerca de 600mil habitantes e muito bem estruturada e funcional. 

Cerca de 16h, muito frio mas o clichê se apresentou - Man At Work em Bratislava


Thursday, May 12, 2016

Filme: Still Alice




Eu e essas minhas manias de demorar a ver os filmes que são notoriamente os melhores de sua safra. Coração mole que sou, tive medo de chorar copiosamente e por isso adiei bastante o dia de ver esse filme que inclusive está no Netflix para nossa facilidade, e ontem, estando completamente de folga, julguei que conseguiria lidar com o eventual drama e fotografia sombria demais.
Boba, boba eu. Não só a fotografia não era como eu temia, como não chorei com o filme, embora ele tenha me tocado profundamente.
Conta a história da pesquisadora e professora Alice, que desenvolve Alzheimer precocemente e tem que ir abrindo mão de sua antiga vida. No caso dela, abrir mão das memórias e capacidade cognitiva tem um impacto muito forte, uma vez que é uma intelectual renomada, acostumada a se expressar com desenvoltura e reconhecida pela inteligência.
Assim, talvez para algumas pessoas, esquecer as relações e pessoas queridas dói mais do que abrir mão do trabalho, mas para alguém que trabalha com pesquisa, com linguagem, que se realiza fazendo pesquisas, que construiu a própria autoimagem a partir de se sentir intelectualmente desenvolvida... Perder o aspecto profissional e intelectual para uma pessoa com este perfil é deveras doloroso, ao mesmo tempo que coloca uma dignidade no processo de encarar a doença como não costumo ver em outras pessoas.
Acho que o filme me tocou porque passo a vida toda buscando um aprofundamento intelectual que, em teoria, me fará atravessar melhor os momentos da vida. Esse filme reafirma isso. Esse colocar em segundo plano aquelas coisas que em geral as pessoas me associam em primeiro plano: a juventude, a beleza, e de uns anos pra cá, a magreza. 
A cena do discurso é para mim a mais impactante, mas está longe de ser a única. Fiquei emocionada com a história e apaixonada pela protagonista - porque vi nela algo que passo a vida tentando ser, uma versão amadurecida e autorrealizada de mim mesma.
Duvido que alguém ainda não tenha visto, mas se for o caso, vejam no Netflix.

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