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Wednesday, March 09, 2016

Tentando voltar com o 8 de março.

Assim como eventualmente o frisson e a artificialidade envoltos nas demais datas comemorativas me deram um bode permanente, tive dificuldade ontem de me sentir contente com a chegada de 8 de março.
De "parabéns" a "não me deem parabéns" a gente confusa pensando que era uma data comercial feito as outras, a não estar atolada de trabalho na data no sentido de construir alguma marcha ou palestra ou whathever, senti um certo vazio.
Acabei enveredando pelo outro lado, aquele meio raivoso, que se queixa daqueles que se queixam da gente se queixar. Que acho excelente a nível de desabafo mas não ajuda a unificar mais gente nas pautas tão necessárias para as mulheres.
Mas ontem fui uma dessas!
Hoje, não acordei muito melhor. De ressaca, não só de álcool mas também de tanto fritar a mente em meus nebulosos pensamentos, me sinto imprensada e a little bit desmotivada para assumir um papel nessa confusão em que estamos todos metidos.
Apesar que ainda me choca o quanto que as pessoas podem ser grosseiras quando se trata dos movimentos de luta contra as opressões. Que a pessoa seja privilegiada por não ser oprimida e por isso tenha dificuldade de enxergar a opressão, vá lá, que acontece eventualmente com todo mundo. Mas será mesmo que esse povo que fala que "o mundo tá ficando chato" considera que a humanidade em seu estado atual já é o pináculo da evolução, a melhor versão de nós mesmos? Tipo, nem uma pulguinha atrás da orelha morde?
Em tempo, para terminar tão sem sentido quanto comecei: relendo meus históricos desse blogue, vejo o quanto já reproduzi de machismo, racismo e homofobia ao longo dos anos. Peço desculpas se alguém mexer nesse histórico, porque vai encontrar coisas realmente deploráveis lá atrás.

1 comment:

Liu said...

Me senti contemplada com o que você disse sobre ter reproduzido machismo, racismo e homofobia em textos antigos do blog. Eu já havia percebido isso no meu, mas não pretendo apagar nem alterar nada, porque vejo o meu blog principalmente como um registro pessoal mesmo e, em algum momento da vida, eu fui aquela pessoa.


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