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Thursday, February 04, 2016

Um amor sincero e bandido chamado Grisbi

Na década de 90 a Parmalat não havia falido e além dos bichos de pelúcia, havia a incrível comercialização de biscoitos gostosos. Era dos mais caros e deliciosos, uns cookies ultra diferentões, farinha de trigo barroca do desejo, etc.
Um deles, maldita hora, fui descobrir o nome e do que se tratava aos 14 anos. Minha amiguinha havia recebido a mesada naquele dia, e foi no Angeloni comprar "minha Grisbi, ieeeeei" (até hoje lembro dela empolgadíssima com isso).
Foi ALI, exatamente ali, que fui atingida pela primeira vez por um raio gourmetizador. Eu, que amava coisas simples como Ruffles e Passatempo recheado, descobri que aquela delícia que minha amiga só podia comprar com a mesada era de fato a melhor bolachinha do mundo.
Anos se passaram comigo sempre vasculhando os mercados atrás dela. Cheguei a fazer estoque em casa, quando encontrava, e um ex-namorado meu me dera de presente certa vez, de tão importante que eu considerava a bolachinha.
Encontrei-a algumas vezes em BH, no Carrefour, e também me correspondi diversas vezes com a fábrica, na tentativa de encontrá-la.

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Nome novo, já nos anos 2000, mas a mesma sedução bandida
Até que em 2009 ficou oficial que não seria mais fabricada.
E aí, meu bem, meu mundo fez a Maysa e caiu.
Mas não por muito tempo: nazoropa, inadvertidamente, eu que considerava aquele amor perdido as reencontrei no Carrefour da cidadezinha onde meus pais viviam. E era melhor que antes: além do simples chocolate, havia a versão cítrica, de limão - doravante denominada A Melhor Bolacha das Galáxias.


Hello, Lover
E eu comecei a trazer pra casa cada vez que viajava. E tome pedir encomendada cada vez que alguém ia. E em dezembro passado, passei por quatro países entrando em todos os supermercados, farmácias e postos de gasolina em busca daquele biscoito, sem lograr êxito.
Minha sorte final foi uma conexão em Malpensa, por onde chafurdei em todas as lanchonetes e já desistindo e me consolando (pelo menos não comerei glúten, #mimimi), resolvo ir numa tabacaria com conveniências e lá estavam elas!
Canto dos anjos:

Para, para, paradise
Só haviam mais três. Coloquei-as imediatamente na cestinha e encarei a fila, apenas para descobrir que paguei 4 fucking euros e 50 por cada pacote, o que fazendo uma conversão exata, significa R$17 por pacote de bolacha industrializada. 
Mas o que importa quando o assunto é amor? Não importa o dinheiro, o glúten, os putos 22 gramas de carboidrato sem uma única fibra nessa caralha de embalagem. Não. O que importa é o abraço morninho que derreter aquele recheio cremoso no céu da boca me causa. Sentir a base amanteigada estremecer sob a pressão de meus centroavantes e deixá-las sempre na geladeira, onde ficam ainda mais gostosas.
Grisbi, eu te amo pra sempre. Eu te amo de chocolate, eu te amo de limão, eu te amo com nome Specialat, eu te amo e pago o preço que for para te ter. Quer namorar comigo? Tente usar um pacote de Grisbi junto - foi isso (e um salgado integral de frango, hahaha) que me convenceram a ir morar com meu namorado da época!

3 comments:

Não importa said...

A melhor bolachinha das galáxias é o negresco e fim de papo! ;)

Anonymous said...

Minha história é parecida!! Tb amava a bolachinha da parmalat, e agora vivo atrás da Grisbi de chocolate!! Não existe nada igual!

Sueli Secon said...

Sim a melhor bolachinha recheada do mundo é a Grisbis Parmalat, ai que saudade !Principalmente recheada de café com chocolate

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