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Tuesday, February 02, 2016

Sobre voar

Viajei na ida de KLM e na volta de Alitalia. Por Deus, que se isso for uma opção viável, quero apenas e somente forever ir sempre de KLM.
Fui de econômica como sempre, mas com um atendimento impecável das comissárias, que eram simpáticas e trabalharam literalmente a noite toda.
A comida era bem razoável, considerando-se que era de voo. Nos foi explicado que como era um voo original do Brasil, o menu era brasileiro, então havia escondidinho e cuscus com cozido(minha escolha). As instruções de segurança foram todas feitas numa animação graciosa das porcelanas holandesas, e tudo era identificado assim também.

Jantinha: olhem a minigarrafinha de vinho, minigarrafinha de água, e a embalagenzinha com padrão de porcelana holandesa que havia em tudo nesse voo
As bebidas eram dignas: cerveja durante o voo era Heineken e o vinho sul-africano vinha numas minigarrafinhas de porção individual. Durante a noite, periodicamente passavam as comissárias que davam água sem gás e ofereciam alguma guloseima. Para a eventualidade de depois de tudo isso ainda você ter fome, havia um imenso cesto cheio de chocolatinhos, biscoitinhos e o meu grande amor holandês, que se chama stropwaffle.


Carrinho das bebidas: Amarula, Heineken e a padronagem porcelana holandesa 
Conversei a viagem inteira com uma brasileira que estava na janela. Eu fiquei no meio dela e de um holandês comprido que se deu muito mal: enquanto ele fechou os olhos e dormiu feito um buda da hora que embarcou, eu, de tanto me sentir ressecada e desidratada e com dor na lombar, importunei-o diversas vezes durante a noite para ir ao banheiro. Nem todas essas horas sentada me deram retenção de líquidos.
Eu aprendi, da forma mais dolorosa, que sou uma pessoa que viaja no corredor. Não adianta tentar me mandar na janelinha para eu apreciar a vista, eu preciso estar no corredor para andar, circular, ir ao banheiro, me alongar e por aí vai.
Aqui no Brasil, a parceira da KLM para voos domésticos é a Gol. Fui FLN-GRU de Gol, e dali por diante, de KLM.
De Alitalia, com receio de ficar presa novamente no corredor, fui MUITO cedo para o aeroporto, cedo até demais. Mas no fim, consegui uma poltrona não só no corredor, como também na primeira fileira da econômica, ganhando não só passagem livre, mas também espaço para a frente!
Não tinha tanto paparico das comissárias, nem a comida era tão gostosinha, nem tinha lanchinho esperando bater fome na madrugada, mas mesmo assim é digno. Bem menos que KLM, bem menos.
Algo que me emputeceu sobremaneira foi o fato de não ter conseguido fazer check in online, pelo fato dessas companhias terem convênios, mas não ir do início ao fim com a mesma. E mesmo chegando quase 8h antes no aeroporto de Budapeste, só quando o check in abriu foi que consegui imprimir minha passagem no guichê. Mesma coisa no Rio: fiquei desde 7h da manhã na rua da amargura com minhas bagagens, sem conseguir antecipar o voo nem fazer check in nem despachar as malas ou qualquer coisa. Precisa ver isso aê.

1 comment:

Cottage Regressiva said...

OMG! Adoro esses relatos de viagem! Me sinto viajando junto... Eu gostei bastante do seu st sobre meditação... Muitos fatos novos para mim que também me interesso por essa prática!!!

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