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Thursday, January 28, 2016

A meditação

Já tem muitos anos e uma visão meio borrada e difusa de mim mesma, idealizada, de que eu consigo meditar e que isso faz parte do pacote do meu eu-evoluído, ativo, saudável, vegano, etc.
Daí que conforme mencionei quando publiquei minhas resoluções de 2016, dessa vez eu não sei em quantos hábitos irei trabalhar até o final do ano, mas achei por bem não fazer 12, sendo um para cada mês, porque corria o risco de eu acabar do jeito que comecei, ou seja, sem os hábitos.
Então, apesar de viver me coçando para colocar mais coisa junto, o meu hábito no qual venho trabalhando desde o início do ano é meditar.
E como eu faço isso?
Bem, todos os dias, logo após acordar, ainda em jejum, eu coloco meu telefone no modo avião, acalmo o cãozinho e me sento no sofá para prestar atenção em minha respiração. Na yoga, a professora sempre orienta a inspirar e expirar pelo nariz, porque isso "conecta" todos os nossos fiozinhos de energia, mas confesso que não consigo meditar legal assim. Durante longos anos de minha vida, eu nadava várias vezes por semana, e aprendi muito cedo a respirar corretamente, tenho um excelente fôlego, nenhuma postura errada de respiração, mas uma forte inclinação a soltar o ar pela boca. Isso me relaxa, desintoxica, me dá a percepção de limpeza das ideias - porque sim, ainda tenho muitas ideias tóxicas para expirar.
Então, ao invés de ficar me injuriando com a ideia de respirar o tempo todo pelo nariz e acabar frustrada, eu já inicio bem desse jeitinho. Entoo o 'om' algumas vezes, porque também me deixa energizada, e ao final, quando penso que já estou prestes a terminar, faço sete respirações "aterrada", ou seja, com os pés fixos no chão e aí sim, somente pelo nariz e com a língua colada no céu da boca. 
O resto do tempo, fico com uma postura meio clássica, aquela posição de lótus, mas não com as pernas cruzadas - eu junto as plantas dos pés e fico o tempo todo com as virilhas se alongando, o que também me dá uma boa sensação de sangue circulando, que me oxigena, faz as energias fluírem legal.
No futuro, é lógico, pretendo corrigir tudo isso e conseguir fazer "do jeito certo" - no entanto, isso também é relativo, uma vez que meditação é basicamente intenção, e só por isso as coisas já se saem melhor. Mas quero ir aprofundando os benefícios!

1 comment:

Não importa said...

Eu tenho uma certa dificuldade em me concentrar e trabalhar todo o meu entorno e não apenas hábitos e caráter para criar um clima propício à meditação. Mas considero isso muito importante para qualquer atividade. Como passo muito tempo sentada, considero super importante um lugar bem iluminado, silencioso, cadeira egormétrica e um bom massageador para os pés. Eu só não medito, mas me alongo a cada hora e oro sempre que sinto necessidade.
Mas algo que observei nesse seu post foi você estar ciente de que fazer tudo ao mesmo tempo é muito arriscado. Por mais que eu tenha hábitos perniciosos, eu sinto muita falta deles e, por isso, trabalho um por um até me sentir segura para avançar sem nenhum tipo de sofrimento. É assim que vou logrado êxito.
Boa sorte com as suas meditações. Os exercícios de respiração da ioga eu pretendo retornar a partir do meio do ano. E vamo que vamo!

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