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Wednesday, September 30, 2015

3 FACTS (minha versão adaptada do 3 THINGS)

Blogueiras que fazem muito publipost têm isso de selecionar 3/5/10 sei lá quantas coisas prediletas do período, geralmente produtos caros, recém lançados, etc.
Eu não sou uma pessoa de objetos; não, definitivamente os objetos são até maltratados por mim, celular de tela quebrada, tudo vem e vai de forma tranquila em minhas mãos, não ponho de verdade muito apego nas coisas.
Mas considerando que o blogue andou muito parado e que eu gosto de, de vez em quando, reler algumas postagens para relembrar a vibe do momento, inventei essa tag nova, nomeada de 3 facts.
Simples assim, quero poder semanalmente eleger 3 fatos prediletos e deixá-los registrados de forma pública. Querem saber a coisa mais curiosa? Com isso, você dá muito valor ao que te acontece, pois é MUITO difícil escolher somente 3 fatos legais na semana...Que bom, né?
A semana passada foi de correria por conta da greve, então meus melhores fatos aconteceram no finde:
1 - sábado acordei 7h da manhã, depois de dormir pesadamente desde as 20h. O boy ainda não tinha dormido e encontramos uma manhã como janela de tempo para tomarmos um chimarrão;
2 - no mesmo sábado, fui ver a exposição do Miró lá no CIC e no mesmo espaço estava rolando uma feira japonesa, e eu fiz uma oficina de mangá e desenhei minha primeira bonequinha;
3 - no domingo, comecei a pintar meu livro de colorir, enquanto ele estudava.

Foi um final de semana muito chuvoso, difícil de sair, então foi uma sorte ter encontrado essas atividades para fazer, de forma gratuita e diversificada de minhas atividades habituais.

Quais foram os seus 3 fatos prediletos da semana?

Tuesday, September 29, 2015

Filme: Que Horas Ela Volta?



Assisti esse filme sábado passado no cinema, e confesso que minha noite acabou depois disso. E que chorei copiosamente no cinema.
Dito isso, vamos ao resumo: Val é empregada doméstica de uma família de classe média que recebe sua filha na casa dos patrões, para passar uns dias. A moça ao chegar questiona a relação trabalhista e familiar com Val e com ela mesma, em várias cenas constrangedoramente comuns nas casas brasileiras.
A atuação de Regina Casé está um desbunde, mas no geral todo o filme é muito bem-feito e merece cada prêmio que ganhar. Porque cada cena, cada diálogo, é um dedo na ferida sobre a relação tão comum nos dias de hoje ainda no Brasil, cheia de vestígios do período da escravidão nada sutis.
O filme mostra através da fotografia aquela casa e família sob os olhos de Val, que enxerga seus bastidores, seus defeitos, suas necessidades de manutenção e sua decadência. A decadência da casa revelava para mim a decadência da classe média brasileira, tentando se mostrar atual e ainda de alguma forma parte do que é vivo na humanidade. Tenta, mas não consegue, pois todos os seus "princípios" e tentativas de oxigenação se asfixiam quando se confrontam os interesses de classe; seu verniz arranha rapidamente, quando o que se apresenta é a ameaça de seus pequenos confortos, de sua hierarquia silenciosa. Gramsci, um autor que estudei no Serviço Social anos atrás, tem uma expressão para falar dos filhos da classe média: os mamíferos de luxo, pessoas cuja contribuição social são nulas, parasitando o trabalho alheio e gerando um peso maior no fardo da humanidade. Os patrões de Val são os mamíferos de luxo retratados em todas as suas forças e fraquezas patéticas, rapidamente perdendo a linha quando tirados de seu estado de conforto e posição hierárquica.
Acho que a Jéssica, personagem que faz o papel de mexer com tudo, seria talvez a menos interessante de todas, mas que cumpre aquele papel de ser a escada para todos os outros se revelarem. 
Arrancou muitas lágrimas de mim, saí do cinema arrasada pela cruel realidade de como o trabalho doméstico é tratado em nosso país. Pensei em quantas mulheres já conheci nessa condição e quantas inclusive já cuidaram de mim nesta relação que é trabalhista mas que nunca é só isso. Em todos os símbolos que ninguém questiona: uma comida para ela, outra para eles, uma área da casa é para ela, outra para eles, um curso de faculdade é para a filha dela, outra para o filho deles. Os referenciais estéticos: as coisas que Val escolhe para si, para a filha, para a sua casa. Por outro lado, as coisas que a patroa escolhe. 
É tudo perturbador e muito cru, mas algo é mais que tudo: perceber a reação das pessoas na sala de cinema. Perceber quando elas riram, quando demonstraram revolta, e que ninguém demonstrou emoção. Seria eu a única pessoa naquela sala incomodada com o fato de que isso ainda seja uma realidade tão disseminada em nosso país?
Ainda está nos cinemas. Assistam!

Monday, September 21, 2015

Novas Constatações

Estou numa daquelas fases da vida em que tudo parece desmoronar ao nosso redor: certezas, objetos, pessoas, relações, tudo vai se esvaindo entre os dedos.
Ao contrário de sempre, há pouco sozinha fiquei matutando a respeito de alguns fatos recentes.
Vi em coisa de algumas semanas minha vidinha regrada, tranquila e satisfatória ir sendo minada de forma surreal por acontecimentos internos meus e externos. De repente, por conta de uma mudança específica em minha rotina e pessoas de convivência, passei a conviver de forma permanente com a insatisfação alheia com relação a diversos aspectos de minha vida. Passei a ser visada e questionada em termos de resultados e comprometimento, e para o azar de quem questionava, passei em todas as provas. A cada coisinha que se levantava a meu respeito, eu saía ainda melhor depois de ser questionada, provando de forma incontestável que merecia a posição que ocupava e estar conduzindo as coisas da melhor maneira. Com base a isso, julguei erroneamente que estava me desviando muito bem das balas maldosas que tentavam disparar.
E foi só hoje, chegando em casa e encontrando-a literalmente TODA CAGADA pela diarreia de meu bichinho que não comeu nada além de ração e biscoitos caninos, que me ocorreu:
e se ao invés de eu me perguntar o que está havendo com ele, eu me perguntasse o que está havendo comigo?
O que há comigo que meu cãozinho grita desesperadamente se saio durante à noite para ir na padaria? O que há comigo que o pé de limão tem esses mofos e bichinhos nos galhos? O que há comigo que aquele garoto feliz e apaixonado por tudo que possuía na vida mal consegue se animar para tomar um banho?
Posso estar equivocada; mas de repente me ocorreu que enquanto tudo aquilo de que eu considerava estar me desviando só me deixava mais forte e poderosa, meu micro-mundinho foi definhando sem que eu soubesse como evitar que isso ocorresse. Como se todas as balas que não me feriram tivessem sido desviadas para alvos menos resguardados que eu.
Cuidadosa que andei em não deixar a peteca cair e derrubar todos estes obstáculos, não houve energia suficientes para cuidar dessa sutil estrutura que me mantém de pé. E então hoje, enquanto fazia uma reengenharia total de um cômodo visando acomodar o cãozinho lá muito em breve, me ocorreu compartilhar esta reflexão assim, de forma pública, para ver se alguém mais considera que isso faça sentido. E ao ser indagada sobre a possibilidade de priorizar uma nova atividade extra, viajando para Brasília durante alguns dias, senti fortemente que não deveria fazê-lo, principalmente por causa de quem deixaria aqui, meu cãozinho e meu humano tão amado. Chegar em casa e encontrar aquela lambuzeira foi a certeza de que preciso prestar atenção em tudo isso.
Não sei se se trata de uma escolha definitiva, e uma coisa que aprendi com minhas escolhas que já considerei definitivas é que nunca é assim. Mas algo nesse caos me fez pensar que necessito de outra escolha para o momento. Não por mim, diretamente, mas por tudo aquilo que me sustenta e que, assim, se torna "por mim" porque não posso ver este mundo ao meu redor passando por apuros.

Monday, September 14, 2015

Constatações

Meu irmão voltou de Londres com minha cunhada para passar uma temporada no Brazil. Daí fui com amigues recepcioná-los e compramos umas coisinhas para um café: coxinhas, guaraná, pão de queijo, cuca de banana, Cheetos...(não me perguntem, as pessoas sentem falta de cada coisa quando fora!).
Comi tudo isso na maior animação pensando que poderia transformar essa transgressão de ontem no "dia do lixo", coisa que minha nutricionista condena, mas sempre acaba rolando de forma não-intencional.
Saímos de Curitiba depois de meia-noite e já saí meio empanzinada, até porque são itens que estufam e com os quais não estou acostumada. Cheguei a pedir um analgésico para a cunhada, mas não havia fácil por causa das bagagens recém-chegadas.
Em Gothan City, já era um latejo sem precedentes, me deixando tonta, e me fazendo desistir de ir dormir ainda em casa. Fiquei para dormir, e também não haviam comprimidos lá.
Que tortura foi essa curta viagem de 165km. Deu suador, enjoo, incômodo, e a enxaqueca insuportável! Passei o dia todo prostrada, como há muitos e muitos meses não ficava.
Tempo o suficiente para perceber duas coisas:
1 - tempos atrás já havia comido um pouco de Cheetos e ficado da mesma forma, numa viagem;
2 - eu consegui! 

Consegui o que?

Levo uma alimentação tão livre, limpa de tudo, que quando como estas porcarias relativamente comuns na vida das pessoas, fico como fiquei hoje. Cheguei naquele ponto crítico em que não consigo mais comer as coisas que sempre comi com pontada de culpa, sabendo que não deveria, mas no fundo, mantendo por ali.
Amanhã vai ser outro dia. E vai ser um dia limpo de tudo que me intoxicou ontem!

Tuesday, September 08, 2015

As novas brincadeiras

Há mais de um ano atrás, deixei aquele cabelão pelo meio das costas quase branco de tão loiro para trás, cortando e escurecendo.
Me diverti imensamente com novas cores de roupas, com batons, com a surpresa das pessoas, mas já estava começando a me aborrecer.
Eu não volto mais a ser como era, mas também não queria ir para o lado sem graça das coisas e pintar de ruivo (desculpe se você tem cabelos ruivos).
Eu queria pintar de azul. Quando loira, sonhava com um chanel capacetinho azul bebê, que nunca implementei por receio de me hostilizarem no silviço, mas agora, no sindicato, tenho mais coragem. Achei linda essa moda das meninas de cabelo escuro descolorirem da metade para baixo e então terem um azul ou roxo vibrante. E fui em busca do meu, com a mesma cabeleireira que já havia me transformado ano passado:

Me lembrou alguma bruxa de filme Disney...e eu gostei!

A realidade ficou abaixo da expectativa: por estar com meu cabelo muito escuro, se eu o descolorisse mais, ele poderia se danificar em excesso. Acabou ficando um azulzinho mais lavadinho, que tende a sair em breve, deixando uma espécie de ombré no lugar.
Dele em diante, posso ir colorindo de outras coisas (CLARO que farei no mínimo um roxo). 
Em menos de 10 dias, tenho uma assembleia de greve para dirigir, entrevista na TV e por aí vai. Nesse ínterim, devo deixar sem colorir para não chocar os coleguinhas. Quando faço reuniões nos locais de trabalho, prendo meu azulzinho num coque.
Mas confesso: isso está muito divertido!
Quantas vezes uma coisinha besta torna a gente mais feliz? Meu cabelo azul foi o ponto alto do feriadão!

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