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Thursday, August 13, 2015

Projeto 90/10

Ontem minha expectativa era de postar o cardápio de anteontem, mas a internet falhou e eu acabei saindo correndo hoje de manhã. Então, vou emblocar logo os três dias, que seguiram mais ou menos a mesma ordem, pois almocei, lanchei e jantei nos mesmos lugares:

não tomei café da manhã, apenas todos os dias tomei um café com óleo de coco;
sempre por volta das 12h30 almocei salada de alface, tomate, pepino, rúcula e carne optei pelas grelhadas - comi linguiças grelhadas também;
de sobremesa, provei barras de proteínas (doces) mas com baixo carbo, como por exemplo Quest Bar;
lanchei lasquinhas de coco, pedacinhos de frutas, tomei café puro e comi pão de queijo e/ou tapioca;
no jantar apenas uma porção da carne com os legumes disponíveis.

Nestes dias, os meus 10% ficaram por conta das barras de proteína, hoje comi margarina (heresia total, mas não tinha manteiga nem azeite para colocar na tapioca), as linguiças, o pão de queijo do coffe break (não peguei biscoito nem bolo nem outros assados farinhentos). Não ingeri álcool, não ingeri glúten, não ingeri açúcar.

No entanto, percebi que aqui em Brasília, as opções de restaurante, apesar de mostrarem uma variedade considerável de saladas e até algumas carnes, no fim fica enjoativo, porque se reserva o potencial criativo do cozinheiro para os carbos: lasanha disso, macarrão daquilo, torta de não sei o que. Fora isso, nenhum desses locais tinha azeite de oliva para que eu pudesse engordurar um pouco a salada, o que acabou gerando pouca gordura, e mais proteína - o que é ruim no sentido da saciedade, que com a gordura fica muito melhor.
Não consegui aplicar jejum intermitente nos moldes da nutri, que sugeriu que eu pulasse o jantar e priorizasse o café da manhã, por conta dos horários e da pressão social que é estar numa casa com mais de 10 pessoas agregadas em torno da preparação do jantar e você ficar dizendo que hoje não quer. Aliás, tudo que neguei gerou uma comoção, e me chamou deveras a atenção: todo mundo come demais o tempo todo de tudo. 
Sem entrar em detalhes escatológicos, metabolismo funcionou direitinho, o sono ficou legal, a disposição também, sem lombeira depois do almoço. Pele bonita, unhas e cabelos não notei diferença. Confesso que meu psicológico não está ajudando: fui injetada numa bomba de estresse todos estes dias, por conta das negociações com a repartição, a palestra que eu fui fazer (no fim foram duas, sendo uma no improviso), a imensa saudade do namorado e do cãozinho (além da preocupação com ele, lá tantos dias sem mim) e saudade de casa mesmo. De poder cozinhar minha comidinha sem 50 palpites, amar minha casinha, molhar as plantinhas, essas coisas miúdas. Aqui me desliguei totalmente dos problemas de lá, mas me deixei levar pelos problemas daqui, então, a bateria sente isso.
Pular o café da manhã é algo que eu já fazia corriqueiramente, pois começando a trabalhar 10h45 opto por levantar mais tarde, mas pretendo na segunda-feira testar a dica da nutri e privilegiar um bom café da manhã por um lanche reforçado no entardecer e pular o jantar - isso é algo que na prática em casa já quase se dá, pois costumo lanchar forte 17h30 e não comer mais nada. Tudo pelo bem da ciência e dos experimentos :)
Não posso me pesar nem me medir, pois chegarei de Brasília diretamente em Gothan, só me peso no domingo. 
Acho que o Cristiano me perguntou como andava a saúde, e estou muito feliz em poder dizer que depois de muito tempo, todos os exames acusam apenas bons resultados, em absolutamente tudo. A tal disbiose intestinal (uma mucosa irritada com baixa imunidade portanto) ainda é uma sombra, e qualquer vacilo meu pode voltar a me atacar, mas finalmente estou começando a virar a chave, e me entender com isso - nunca mais nenhum tipo de doença oportunista, nem um resfriado sequer, me atingiu. Colesterol e outros índices apontam que por dentro do sangue estou um xuxu, e isso também me anima.
Esteticamente, não observo grandes diferenças, mas sei que quarta-feira faremos novas fotos e então poderei comparar. O mais importante deste projeto é retomar o domínio sobre minha alimentação, e não simplesmente me deixar levar por aquilo que me oferecem, quando tantas vezes eu sequer aprecio o que está ali diante de mim. Melhor deixar para escorregar naquilo que é difícil de recusar de verdade, não no que não faço questão.
Amanhã, começa o páreo realmente duro: comidinhas caseiras, festas e todas as tentações a meu dispor. Vou estipular os compromissos para ver se não fujo dos 10%!

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