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Friday, August 14, 2015

Os novos compromissos do 90/10

Escrevo esta postagem mais uma vez do aeroporto de Brasília, de onde rumarei para Gothan. Não tenho cardápio a declarar: estou confortavelmente com um café com óleo de côco, e com reservas de côco em lascas e chocolate 70% para o caso de a vontade de quebrar o jejum surgir no meio do voo. Se surgir na conexão, sempre posso procurar mais coisas, mas no momento estou tranquila e dei um passo muito importante na prática de jejum intermitente: não estou desesperada por comer "qualquer coisa" apenas por medo de morrer de fome. Estou convencida de que não sou uma refugiada afegã que precisa se nutrir urgentemente sob risco de desmaiar no meio de todo mundo por inanição.
O final de semana sempre traz atividades de lazer que envolvem álcool e uma alimentação altamente inflamatória, além da minha própria liberdade individual de comprar aquilo que me despertar o interesse, sem interferência dos demais. Isso significa que a pressão por "só hoje- você não precisa - mas já não está exagerando?" vai aumentar, e eu não preciso só trabalhar a minha determinação, ainda me obrigo a trabalhar a paciência, porque mandar tomar no cu soa mal educado. A pessoa achar que fez medicina e nutrição e querer me dar uma consultinha de graça, aparentemente é considerado educado.
Sendo assim, optarei por evitar sentir vontade de mandar as pessoas tomar no cu, recusando sem explicar muito porque "só aquela cuquinha de farinha de trigo com açúcar não me faz mal nenhum", dizendo sempre que já comi. Não interessa se acabei de chegar do banheiro, digo que já comi no banheiro. Se a pessoa for muito pentelha (vocês não têm noção do quanto uma pessoa pode ser inconveniente se ela decidir que você TEM que comer o que ela ofereceu), vou aceitar e discretamente me livrar da tal coisinha inofensiva.
Apesar disso, esse tende a ser um final de semana em que os 10% vão se dilatar, porque sendo final de semana, é provável eu ingerir vinho, é provável que farofas e outras raízes e tubérculos sejam apresentados a mim com bom aspecto, é provável até que eu mesma resolva comer um doce de açúcar. Essa é a lógica do final de semana, não devo me preocupar tanto com isso. O que não posso é me vender barato, gastando meus 10% num sei lá, misto quente de pão de fôrma - melhor comer de uma vez uma ciabatta bem boa com patê de berinjela, ou ao invés de aceitar um Sonho de Valsa, comer logo uma fatia de banoffe
Recapitulando, então:
- não aceitar coisas que não são irresistíveis apenas para agradar quem ofereceu;
- não se vender barato, se for para o outro lado da força;
- tentar usar os 10% em opções menos piores, ou seja, sem glúten, mas apenas se essa opção me parecer boa (de nada me adianta optar por mousse de maracujá, que é sem glúten mas uma bomba de lactose e açúcar, se vou por conta disso deixar de comer uma fatia de torta de nozes que eu realmente amo - se é pra fazer mal, que seja fazendo bem ao psicológico);
- se pela manhã eu estiver sem fome, não acompanhar meu namorado no café da manhã dele, ficar com o meu cafezinho com óleo de coco apenas;
- em casa, escolher virtualmente apenas o que eu quiser, do mais gostoso que tiver, mas dentro da #paleo, pois tenho todos os recursos disponíveis.

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