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Tuesday, August 25, 2015

A parede que queria ser feliz

Apesar de morar no mesmo apartamento há quase três anos, evito fazer mudanças muito drásticas, pensando no dia que irei embora.
Assim, desde sempre, as paredes aqui são brancas, e sobre esta base, vamos inserindo muitos elementos.
Havia já um tempo que eu estava um pouco descontente com a minha sala, que anda meio apinhada de objetos que herdei da família recentemente evadida do Brazil. E eu já notei que, quando insiro um novo objeto na composição, por simples que seja, fico muito mais feliz com minha casa.
Estava eu então considerando pintar a parede da sala na qual ficam as janelas, pois havia um descascado:
Socorro, Thais!

E aí, tinha vontade de amarelo, mas receio. Então pensei num verde ou azul, mais relaxante, e digitei no pinterest parede verde. Descobri que na terminologia pinterestiana, parede verde é parede com plantas, um pouco de madeira. E aquilo me instigou, em plena 23h45 de uma noite de quinta-feira.
E se eu usasse meu caixote de feira para colocar algumas plantas? Mas eram 23h45, seria chato usar a furadeira (tentando arrumar amizade com os vizinhos). Então me ocorreu colar com fita dupla-face e orar para ser suficiente.
Foi quando me lembrei, que havia ganho uma sapateira da Etna, esta aqui:


E juntei minha fita dupla-face, com as estantes, e reagrupei as plantinhas da casa. Para incrementar, o móvel de banheiro (sim meus pais são rykos e aquilo que eles usam no banheiro deles vem parar em minha sala de estar) recebeu dois novos objetos: essa orquídea no topo, com um vaso espelhado (herança também!) e a bandejinha que anteriormente comportava sachês de cheirinho, ganhou o toque baratinho e mais "embelezador" de que tenho notícias: velinhas, todas bem pequeninas. 
Foto contra a luz, de hoje de manhã.

Para fechar, meses atrás comprei na 25 de março um quadrinho de metal com uma kombi, feito para ser pendurado com preguinhos, e eu estava esse tempo todo andando com ele no carro, para lembrar de comprar os preguinhos adequados no tamanho. Pois nunca me lembrei, mas tudo bem, porque pensei no seguinte: se serviu para as "gradinhas" de madeira, há de servir para a gravurinha, fita dupla-face nele!

Não tem mais problema na Kombi!

Foi assim que fiz compras dentro de casa, reformulei a parede e agora fico encantada, contemplando-a. Claro que nem todo mundo tem em casa uma gradinha de madeira, plantas, um quadro, um vaso bafão espelhado com orquídea. Mas e se a pessoa afixasse aquelas esteirinhas de bambu, estilo de fazer sushi? E se a pessoa não tivesse um quadrinho, ela aproveitasse uma foto, cartão postal ou mesmo uma página de revista com imagem maneira e colasse na parede? Sim, não é um quadro, mas se a gente não tem dinheiro pro quadro, vai chorar numa parede sem graça até ter o dinheiro? Põe um durex e uma coisinha de papel bem linda, uai! Põe umas violetinhas de R$2 num vasinho comprado ou improvisado. Um tecidinho colorido meio sem função, pode ir para a parede. Eu juro, que inserir uma coisinha nova na parede revigora. Vai por mim, põe o que você quiser!
O que vocês acharam da minha parede que me deu tanto orgulho? Cafonalha total ou tem seu valor?

Friday, August 21, 2015

O resultado do projeto 90/10

Na consulta com a nutricionista:

às 19h da noite, após um pastel e 500g e um copo de suco de laranja, a balança marcava 61.3, o menor peso registrado nos 10 dias - o mesmo que eu pesava no início do dia. 
Fora isso, medidas uma beleza, entre outros bons indicadores, nos sintomas que passaram, na ausência de problemas que estavam se tornando rotineiros, exames no maior xuxu.
Depois de diversos elogios, algumas impressões finais:

- foi bom eu ter tido como meta ter um bom serviço a mostrar no final dos 10 dias, me mostrou como com consistência em poucos dias o resultado aparece;
- açúcar não é tão importante assim, os dias passaram muito tranquilos e quando me apertava a fome, era fome de pimentões, de um filé mignon bem gostoso com cogumelos, não de bolo ou macarrão;
- mesmo o queijo não é tão importante assim, quando estive em Brasília comi pouquíssimo queijo e fui super bem alimentada o temo todo;
- não é necessário zerar nem tampouco ficar perto disso nos carboidratos, desde que eles sejam oriundos de vegetais, tubérculos, raízes e frutas;
- creio que tentando chegar nos 90%, todos os dias fiquei perto disso, mas contabilizando ao longo dos 10 dias, eu fiquei em 80/20, por causa do final de semana passado.

Na próxima semana, uma nova estratégia, no momento estou de folga, apreciando uns Oreos. Beijos, sociedade!

Tuesday, August 18, 2015

Projeto 90/10 e os dias que restam

Apesar das minhas boas intenções no final de semana...Quando você resolve adotar alguma restrição, vai rapidamente perceber que opção é uma ilusão. Temos poucas, bem poucas opções mesmo, se você quiser sair da comida industrializada, se quiser evitar o glutamato monossódico, se quiser saber o que significa cada ingrediente contido no rótulo, se quiser deixar o açúcar para lá. 
Então eu consegui fazer opções razoavelmente funcionais e livres destas coisas, mas ainda assim, fora do previsto. E em alguns momentos, não consegui encontrar opção nenhuma:

SEXTA

jejum intermitente até 15h, quebrado com o lanche do avião (joguei fora o pão e comi os frios) mais umas lascas de coco seco;
lanche às 19h de azeitonas e pedacinhos de ovos cozidos
jantar que durou muitas horas (festa) com churrasco, salada, maionese de batatas, purê de mandioca - além de espumante e vinho tinto
cerca de 5h da manhã, um "lanche" de mais um repeteco da comida do jantar, uma bola de sorvete
cerca de 9h30 da manhã, café puro com pão de queijo (nessa noite não dormi, pois era festa)

SÁBADO

jejum intermitente até 15h15, quebrado com... um SUBWAY de peito de peru (#fail - fui comer na praça de alimentação do Angeloni e não tinha nenhum outro quiosque aberto). Dei uma de safada e comi um cookie, ainda;
jantar por volta das 22h de risotto de cordeiro e vinho tinto

DOMINGO

sem jejum, comi às 8h da manhã uma fatia de torta de frango com palmito, mais uma fatia de torta de nozes, aveia e mel e um café preto
almocei 18h um macarrão sem glúten com molho de tomate, tomei vinho tinto
por volta das 22h comi uns tequinhos de queijo pecorino para tapear a fominha

SEGUNDA

jejum intermitente até 15h, aconteceu devido à correria do dia, somente café com óleo de coco e água morna com limão e vinagre
almocei linguado grelhado, legumes (couve-flor, brócolis, cenoura e palmito) amanteigados, um pouquinho de purê de batatas
pulei o jantar e fiz jejum até agora, tomando somente água com limão e vinagre, pois estava com uma certa acidez no esôfago

E as percepções:

quanto a sexta-feira, foi bem difícil ver aquele guaraná geladinho no voo, e foi muito bom eu ter levado meu lanchinho (coco em lascas), porque no segundo voo, foi o que me segurou no psicológico - enquanto todo mundo comia um biscoito, eu comia um coquinho orgânico saudável e delicioso, e não me sentia excluída do momento "lanche". Já na festa, vi que enquanto não estava muito bêbada, era fácil me recordar do que queria evitar, mas quando chegou o sorvete, eu já estava mais para lá do que para cá e tomei sem nem pestanejar (lembro vagamente de pensar "ah, pelo menos não tem glúten"). Mas vi que rolaram biscoitos e recusei, o pão de queijo eu não comi compulsivamente como comeria meses atrás.
No sábado, comi o Subway com bastante alegria, pois lembro que gostava do lanche. Daí não sei se dei azar ou se evoluí mesmo, achei que meu lanche estava sem graça. Me deliciei com o risotto, mas comi ele todo, e passei a noite toda sem conseguir descansar direito, tendo um piriri fulminante na madrugada e só assim pude dormir. Penso que a quantidade atrapalhou.
No domingo, ainda estava meio desarranjada e ter comido aquelas tortas foi algo que certamente não contribuiu, porém, eu estava numa padaria que gosto deveras e comendo dois dos meus pratos prediletos lá. Curiosamente, não consegui terminar a torta doce, e concluí que estava doce demais. E no passado, eu tomava tudo com café com leite e suco de laranja pequeno, como podia isso caber no meu estômago?!
Sobre ontem, a correria foi importante para eu não ficar pensando muito em comida, e tive a sorte de comer num local muito gostoso e bem-feitinho. Como eu ainda não tinha testado isso do jejum intermitente pulando o jantar, encarei como uma experiência a se fazer.
Foi bem curioso, porque em alguns momentos me vinha na ideia que eu queria comer, e tive que evitar olhar o instagram, e outros blogues culinários que vivo lendo. Se eu visse comida, queria. Tive receio de não dormir legal, mas dormi feito uma pedra e hoje de manhã acordei normalmente, sem mais fome que o habitual. 
O peso diminuiu de forma dramática, embora eu não tenha notado outros sintomas, medidas, etc. Não senti aquela eletricidade, clareza de raciocínio, nem senti moleza ou mal-estar. Está sendo um dia normal, apesar de que agora, escrevendo o post, estou ficando com vontade de comer novamente. Em cerca de 1h irei almoçar uma comida bem gostosa num restaurante aqui perto, com abundância de saladas e também bastante churrasco, umas carnes bem gostosas. 
A pequena meta de hoje até amanhã é manter o foco para a consulta que será às 19h, comer direitinho com bastante nutrientes mas dentro dos permitidos, quanto ao jejum talvez eu não mantenha pela noite de hoje porque terei companhia. Vamos ver.
O bom de ter um objetivo tão específico e definido foi que com isso eu trabalhei com bastante afinco para desviar dos alimentos proibidos, e os resultados apareceram rapidamente.
Amanhã: o cardápio e o parecer da nutricionista!

Friday, August 14, 2015

Os novos compromissos do 90/10

Escrevo esta postagem mais uma vez do aeroporto de Brasília, de onde rumarei para Gothan. Não tenho cardápio a declarar: estou confortavelmente com um café com óleo de côco, e com reservas de côco em lascas e chocolate 70% para o caso de a vontade de quebrar o jejum surgir no meio do voo. Se surgir na conexão, sempre posso procurar mais coisas, mas no momento estou tranquila e dei um passo muito importante na prática de jejum intermitente: não estou desesperada por comer "qualquer coisa" apenas por medo de morrer de fome. Estou convencida de que não sou uma refugiada afegã que precisa se nutrir urgentemente sob risco de desmaiar no meio de todo mundo por inanição.
O final de semana sempre traz atividades de lazer que envolvem álcool e uma alimentação altamente inflamatória, além da minha própria liberdade individual de comprar aquilo que me despertar o interesse, sem interferência dos demais. Isso significa que a pressão por "só hoje- você não precisa - mas já não está exagerando?" vai aumentar, e eu não preciso só trabalhar a minha determinação, ainda me obrigo a trabalhar a paciência, porque mandar tomar no cu soa mal educado. A pessoa achar que fez medicina e nutrição e querer me dar uma consultinha de graça, aparentemente é considerado educado.
Sendo assim, optarei por evitar sentir vontade de mandar as pessoas tomar no cu, recusando sem explicar muito porque "só aquela cuquinha de farinha de trigo com açúcar não me faz mal nenhum", dizendo sempre que já comi. Não interessa se acabei de chegar do banheiro, digo que já comi no banheiro. Se a pessoa for muito pentelha (vocês não têm noção do quanto uma pessoa pode ser inconveniente se ela decidir que você TEM que comer o que ela ofereceu), vou aceitar e discretamente me livrar da tal coisinha inofensiva.
Apesar disso, esse tende a ser um final de semana em que os 10% vão se dilatar, porque sendo final de semana, é provável eu ingerir vinho, é provável que farofas e outras raízes e tubérculos sejam apresentados a mim com bom aspecto, é provável até que eu mesma resolva comer um doce de açúcar. Essa é a lógica do final de semana, não devo me preocupar tanto com isso. O que não posso é me vender barato, gastando meus 10% num sei lá, misto quente de pão de fôrma - melhor comer de uma vez uma ciabatta bem boa com patê de berinjela, ou ao invés de aceitar um Sonho de Valsa, comer logo uma fatia de banoffe
Recapitulando, então:
- não aceitar coisas que não são irresistíveis apenas para agradar quem ofereceu;
- não se vender barato, se for para o outro lado da força;
- tentar usar os 10% em opções menos piores, ou seja, sem glúten, mas apenas se essa opção me parecer boa (de nada me adianta optar por mousse de maracujá, que é sem glúten mas uma bomba de lactose e açúcar, se vou por conta disso deixar de comer uma fatia de torta de nozes que eu realmente amo - se é pra fazer mal, que seja fazendo bem ao psicológico);
- se pela manhã eu estiver sem fome, não acompanhar meu namorado no café da manhã dele, ficar com o meu cafezinho com óleo de coco apenas;
- em casa, escolher virtualmente apenas o que eu quiser, do mais gostoso que tiver, mas dentro da #paleo, pois tenho todos os recursos disponíveis.

Thursday, August 13, 2015

Projeto 90/10

Ontem minha expectativa era de postar o cardápio de anteontem, mas a internet falhou e eu acabei saindo correndo hoje de manhã. Então, vou emblocar logo os três dias, que seguiram mais ou menos a mesma ordem, pois almocei, lanchei e jantei nos mesmos lugares:

não tomei café da manhã, apenas todos os dias tomei um café com óleo de coco;
sempre por volta das 12h30 almocei salada de alface, tomate, pepino, rúcula e carne optei pelas grelhadas - comi linguiças grelhadas também;
de sobremesa, provei barras de proteínas (doces) mas com baixo carbo, como por exemplo Quest Bar;
lanchei lasquinhas de coco, pedacinhos de frutas, tomei café puro e comi pão de queijo e/ou tapioca;
no jantar apenas uma porção da carne com os legumes disponíveis.

Nestes dias, os meus 10% ficaram por conta das barras de proteína, hoje comi margarina (heresia total, mas não tinha manteiga nem azeite para colocar na tapioca), as linguiças, o pão de queijo do coffe break (não peguei biscoito nem bolo nem outros assados farinhentos). Não ingeri álcool, não ingeri glúten, não ingeri açúcar.

No entanto, percebi que aqui em Brasília, as opções de restaurante, apesar de mostrarem uma variedade considerável de saladas e até algumas carnes, no fim fica enjoativo, porque se reserva o potencial criativo do cozinheiro para os carbos: lasanha disso, macarrão daquilo, torta de não sei o que. Fora isso, nenhum desses locais tinha azeite de oliva para que eu pudesse engordurar um pouco a salada, o que acabou gerando pouca gordura, e mais proteína - o que é ruim no sentido da saciedade, que com a gordura fica muito melhor.
Não consegui aplicar jejum intermitente nos moldes da nutri, que sugeriu que eu pulasse o jantar e priorizasse o café da manhã, por conta dos horários e da pressão social que é estar numa casa com mais de 10 pessoas agregadas em torno da preparação do jantar e você ficar dizendo que hoje não quer. Aliás, tudo que neguei gerou uma comoção, e me chamou deveras a atenção: todo mundo come demais o tempo todo de tudo. 
Sem entrar em detalhes escatológicos, metabolismo funcionou direitinho, o sono ficou legal, a disposição também, sem lombeira depois do almoço. Pele bonita, unhas e cabelos não notei diferença. Confesso que meu psicológico não está ajudando: fui injetada numa bomba de estresse todos estes dias, por conta das negociações com a repartição, a palestra que eu fui fazer (no fim foram duas, sendo uma no improviso), a imensa saudade do namorado e do cãozinho (além da preocupação com ele, lá tantos dias sem mim) e saudade de casa mesmo. De poder cozinhar minha comidinha sem 50 palpites, amar minha casinha, molhar as plantinhas, essas coisas miúdas. Aqui me desliguei totalmente dos problemas de lá, mas me deixei levar pelos problemas daqui, então, a bateria sente isso.
Pular o café da manhã é algo que eu já fazia corriqueiramente, pois começando a trabalhar 10h45 opto por levantar mais tarde, mas pretendo na segunda-feira testar a dica da nutri e privilegiar um bom café da manhã por um lanche reforçado no entardecer e pular o jantar - isso é algo que na prática em casa já quase se dá, pois costumo lanchar forte 17h30 e não comer mais nada. Tudo pelo bem da ciência e dos experimentos :)
Não posso me pesar nem me medir, pois chegarei de Brasília diretamente em Gothan, só me peso no domingo. 
Acho que o Cristiano me perguntou como andava a saúde, e estou muito feliz em poder dizer que depois de muito tempo, todos os exames acusam apenas bons resultados, em absolutamente tudo. A tal disbiose intestinal (uma mucosa irritada com baixa imunidade portanto) ainda é uma sombra, e qualquer vacilo meu pode voltar a me atacar, mas finalmente estou começando a virar a chave, e me entender com isso - nunca mais nenhum tipo de doença oportunista, nem um resfriado sequer, me atingiu. Colesterol e outros índices apontam que por dentro do sangue estou um xuxu, e isso também me anima.
Esteticamente, não observo grandes diferenças, mas sei que quarta-feira faremos novas fotos e então poderei comparar. O mais importante deste projeto é retomar o domínio sobre minha alimentação, e não simplesmente me deixar levar por aquilo que me oferecem, quando tantas vezes eu sequer aprecio o que está ali diante de mim. Melhor deixar para escorregar naquilo que é difícil de recusar de verdade, não no que não faço questão.
Amanhã, começa o páreo realmente duro: comidinhas caseiras, festas e todas as tentações a meu dispor. Vou estipular os compromissos para ver se não fujo dos 10%!

Tuesday, August 11, 2015

O projeto 90/10

Existe uma regra do povo que segue dieta #paleo que propõe o seguinte: que você precisa se manter conforme a sua proposta de dieta durante 80% do tempo, deixando os 20% para eventuais deslizes e adaptar às suas preferências.

Depois de um retorno na nutricionista que foi puro elogio, não só naquilo que me incomodava - meus problemas autoimunes, quando você tem medo de adoecer por qualquer coisinha não se preocupa tanto com a aparência - mas também numa perda considerável de kilos, medidas e gordurinhas, saí de lá com uma proposta um pouco mais difícil de aplicar e para a qual não me dediquei adequadamente, nem em Brasília nem no interior de São Paulo onde passei o final de semana.

Daí que no domingo passei a noite quase toda em claro refletindo sobre diversas situações e tentando antecipar qual seria a minha rotina e os desafios que encontraria para poder não cometer mais nenhum deslize. Como que eu ia chegar dia 19 pior do que quando fui no dia 29? Seria erradíssimo!

Então lembrei que num determinado dia, preocupada com tudo o que me apareceria de tentações para fora da dieta, eu anotei meus compromissos para o dia seguinte, escrevendo inclusive as coisas óbvias: não pegar a sobremesa do buffet, não tomar refrigerante se alguém propor pegar uma garrafa (fazem isso quando almoçamos em vários), etc.

E portanto nessa semana, me comprometi com o seguinte:

- não dividir cerveja nem refrigerante com ninguém da casa;
- tomar somente café com óleo de coco pela manhã, aumentando meu período de jejum intermitente;
- comer somente as frutas de menor carboidrato: abacate, coco, morango e melão;
- evitar as castanhas, as raízes e tubérculos (mas não negar se forem a melhor opção);
- comprar muitos ovos para sustentar os momentos mais críticos;
- preparar gelatina zero para quando todos fossem tomar sorvete, coisa que não posso;
- fechar o nariz no aeroporto, PRINCIPALMENTE quando estou perto da Nutty Bavarian.

Assim, desde ontem, estou conseguindo manter o protocolo passado pela nutri acontecendo. Ainda na sexta-feira terei que renovar alguns compromissos, pois passarei por uma festa na sexta à noite e preciso me cuidar com o que vão me oferecer.  É chocante o tanto que as pessoas comem, o tempo todo, e querem que você coma, o tempo todo. E como aquilo que é considerado saudável, eu não estou podendo, isso tem gerado algumas discussões. Outra coisa chocante: sempre tem alguém pronto a opinar sobre a sua alimentação, mesmo sem você pedir ou mesmo permitir.
Daí que pensando na regra dos 80/20, resolvi que faltando somente alguns dias para meu retorno na nutri e também que, além dos elogios, eu gostaria de ter bons resultados e dar uma lembrada ao meu corpo quem é que manda, resolvi me esforçar para tentar me manter no 90/10. 
Isso é muito mutável conforme a proposta, mas nos meus 10% destes 10 dias estariam as frutas mais doces (melancia, manga, banana), o vinho, a farofa, a tapioca, não todos os dias, mas sim quando ficasse sem opção ou com muita vontade. Revisando de poucos em poucos dias para não perder o controle, que está sendo bem necessário nestes dias.
Para me manter comprometida, estou anotando como sempre no myfitnesspal, que ele calcula já os carbos, mas vou publicar no blogue também, para poder analisar as percepções nesses dias, como fez a Rita no mês de julho.

Sobre ontem, primeiro dia, tivemos:

jejum intermitente de 23h até 12h (portanto somente 11 horinhas, a maior parte dormindo)
no almoço, num restaurante: sashimis de salmão, frango assado, salada variada (folhas, tomate, couve-flor, etc) shimeji na manteiga, gengibre em conserva;
lanches: chocolate 70% da Nugali, café com óleo de coco, coco em lascas, morangos;
jantar: ovos mexidos, bacon em fatias, suco de laranja, parmesão em lascas

Ontem os meus 10% foram para comer o shoyu com o salmão, o gengibre em conserva, o chocolate e o suco de laranja (me empurraram a todo custo, não consegui recusar). 
Encarei o chocolate como dentro dos 10% por conta de eu ter lido no rótulo que tinha açúcar, mesmo sendo 70%. Mas hoje já corrigi e troquei de chocolate, por mais que eu goste muito desse.
Senti um pouco de fome quando estava perto de almoçar, mas nada que me afetasse a glicemia, foi muito tranquilo me segurar até o almoço, e a tarde foi terrível, porque no aeroporto nada me cabia - sorte que eu havia levado na bolsa meu próprio óleo de coco, meu coco em lascas, meu chocolatinho. 
Também é verdade que no primeiro dia a pessoa tem duas forças que se opoem: a motivação e a compulsão que o descontrole anterior faz aumentar a impressão de fome quando você resolve tratar as coisas melhor.

PESSOAS QUE DIZEM mas é só hoje, mas você não precisa, mas você está exagerando, mas você está sendo radical: vocês não só não ajudam, como também atrapalham e irritam.



Wednesday, August 05, 2015

A dignidade do aeroporto de Brasília

Escrevo essa postagem sentada confortavelmente na praça de alimentação, onde já almocei algum combo com cara de saudável no Giraffa's e aguardo minha condução me resgatar.
Faço isso de meu notebook, pois aqui tem internet liberada por tempo ilimitado e numa velocidade bem razoável - estou alternando essa postagem com assistir a nova temporada do Bela Cozinha, meu programa predileto e do qual eu já estava sentindo saudades.
Sempre passo algumas horas por ano aqui, pois compromissos sindicais me trazem para cá - a repartição tem sua sede aqui. E sempre fico me perguntando porque é que as porcarias de aeroportos de SP e Florianópolis não podem oferecer uma internet decente e uma praça de alimentação.
Aqui ainda tem plantas, num projeto paisagístico que já vi em vários edifícios locais, que acredito se dever ao fato da imensa secura do clima. Eles tentam criar uma sensação mais agradável com o frescor das plantas, e na minha opinião adianta.
Meu voo iniciou 6h45 e por isso não penteei sequer o cabelo para viajar. Daí foi legal que, ao chegar aqui, passei pelas lojas de perfume, escolhi um e passei - sempre tento lembrar de viajar sem perfume, porque escolho algum que não conheço no tester e venho experimentando durante o trajeto - bem mais eficaz do que espirrar no papelzinho.
O de hoje ficou aprovado e vai para a lista de próximos perfumes - estou com essa nova política de usar as coisas até acabar antes de adquirir outras e tenho somente dois perfumes em uso atualmente, um verão e outro inverno (o Chance, e o Guilty, respectivamente).
Serão nove dias aqui no meio do Brazil, com uma ida rápida ao interior de SP no meio, para ser palestrante num congresso (ui). Se eu fosse séria, ao invés de gastar meu tempo com essa postagem, estava pesquisando sobre o que irei falar.

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