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Wednesday, June 24, 2015

Pernambuco-bucolismo


Anos atrás eu era viciada num álbum da Marisa Monte chamado Infinito Particular, sendo Vilarejo a principal razão disso.
Daí eu ia ouvindo o álbum até o final e uma música quase sem instrumentos fala do bucolismo e saudade do Pernambuco. Pernambuco esse que sempre quis conhecer, mas acabei nunca priorizando.
Daí semanas atrás a vida me pregou uma peça, e fui inscrita para um congresso em Recife. Fiquei feliz pensando que talvez no dia da ida ou da volta eu poderia ir ver Olinda ou o centro histórico...que nada.
Cheguei 19h de domingo e fui embora 7h da manhã de quarta, sem nem um minutinho. Então pensei: posso acordar mais cedo e ir em algum lugar próximo... que nada.
Fiquei ao equivalente de São José-Florianópolis, numa praia específica bem longe de tudo e com tubarões no mar (foi assim que meu plano de "pelo menos uma caminhada e um mergulho à noite" também foram cancelados).
Tive contato apenas com os pernambucanos presentes no congresso, staff do hotel e funcionários no aeroporto. De Recife, não vi nada. A mim restou somente a vista do mar, dos barquinhos e o café da manhã com carne de sol, cuscus e banana da terra.

Coqueiros na praia - algo raro em nosso litoral sulista, mas abundante no nordeste. Em Pernambuco me acendeu novamente uma luz, a de que preciso estar melhor posicionada diante de certas coisas, e tive uma incrível conversa com uma senhora de mais de 60 anos que me disse que o que a mantém viva e jovem é nunca se contentar em apenas cuidar de si e de sua família, mas sim, sempre se manter envolvida com as atividades coletivas e políticas.
O calor intenso com brisa mas principalmente o calor contido nos sotaques e nas vozes pernambucanas me marcou de forma indelével. 
Também sinto um bucolismo, agora. E saudade daquilo que não vivi, tal como um apaixonado que não concretiza seu amor platônico!
Pernambuco sequestrou meu coração, e acho que vamos ter que bater esse papo mais de perto logo, antes que o bucolismo me corroa.

1 comment:

Valquiria Paula said...

Ahhh, sumida! Minha paixão platônica sempre foi Fortaleza, mas hoje em dia tenho a impressão de que a paixão é tão platônica, mas tão platônica que nunca consigo visitar, sempre acontece algo errado =(

Quem sabe agora, Pernambuco, neh? Bjs e seja bem vinda de volta à Blogosfera

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