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Monday, March 23, 2015

Sobre o árduo processo de síntese

Quanto mais eu me descubro, menos eu tenho assunto pra esse blogue aqui, enquanto os outros vão bombando de postagens realmente relevantes e que no futuro podem me elucidar. Embora já estejam me elucidando no presente.
Mas então hoje me ocorreu que há meses posto aqui receitas, fotos de lugares, dicas disso e daquilo, tantas vezes talvez para ninguém além de mim mesma, e fui vendo a dinâmica facebook entrar nesse bloguinho.
Daí que hoje resolvi relatar o perrengue que é cada vez que eu resolvo rodar as 9 saias da baiana lá em casa e exigir que o namoradinho entenda que dormir mais de 5 dias na semana na casa de um ser não é mais categorizado como 'visita', e que ele precisa mais do que lavar a louça, precisa esfregar a privada e o chão também de vez em quando. Isso, considerando que ele não flutua, ele suja o chão também, e considerando o tanto que mijar de pé altera o estado de meu vaso sanitário, conheça sua nova amiga, a escovinha.
Sempre é um desgaste, e sempre sobra mais para mim, enquanto vamos tentando equacionar uma divisão difícil de decretar uma regra, porque na teoria a pessoa mora em outro lugar, mas na prática, aboletou-se aqui em casa e ajuda muito a alegrar e a desordenar o ambiente.
Daí que nesse exato momento, tivemos uma nova rediscussão das regras com relação a isso, e por ora, está bem vivo em sua memória que deve lavar os pratos logo que comemos para não 'esquecer' e ir embora, para eu não ficar com aquilo para depois e para não ficar assim portanto brava com ele por ter sobrado com a pia, se você quer me comer na pia da cozinha é imperioso que passe a frequentá-la com assiduidade, é um lema entendível assim como lavar a louça is very sexy. E assim vamos construindo, entre brigas por SMS e barganhas de todos os lados, o que eu quero (mais divisão de tarefas), e o que ele quer (menos reclamações e namorada mais feliz), e eventualmente percebemos o que nós queremos: ficarmos em paz, pois não suportamos o fato de brigar um com o outro. 
Mas brigamos, brigamos sempre e brigamos até que bastante, porque muito raramente um dos dois concorda com a reclamação do outro, e nessas de tese-antítese-síntese, no fim, sempre saímos achando que valeu a pena brigar. E sempre um pouco diferentes, agora preciso dividir os meus domínios territoriais das panelas, nem que seja para ele despejar a massa dentro da água fervendo, para depois eu secar a louça. Mas explorando juntos novos territórios, depois que a pia restou vazia.

1 comment:

Liu said...

Ai, esse pequeno machismo nosso de cada dia é desgastante. Por outro lado, é gostoso ver que apesar de haver resistência, o parceiro está disposto e melhorar.

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