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Monday, March 30, 2015

Seriadinho novo (pra mim): Desperate Housewives


Sigo feliz da vida sem televisão em casa. Isso cria um ambiente diferente porém bastante acolhedor, em que pergunto a mim mesma que tipo de música preciso ouvir para me adequar ao estado de espírito. Mas eu sinto falta de algum entretenimento mais televisivo, para usar com moderação, e acabei assinando o Netflix em fevereiro.
Bem, estou feliz com a assinatura: tenho visto mais filmes que antes, e também dia desses comecei o Desperate Housewives. A sinopse simples é que conta o cotidiano de uma vizinhança situada na Wisteria Lane (o nome da alameda) e os dramas pessoais de quatro donas de casa classe média alta. Junto com crimes misteriosos. É meio suspense, meio comédia e meio drama. Tipo a vida, né?
É o tipo da série que em geral não me chamaria nunca a atenção, mas me recordo de ter assistido algumas vezes anos atrás quando ainda tinha TV em casa e zapeava à procura de distração.
E confesso que me pegou porque é bem-feita, bem-acabada nas historinhas, atuações e principalmente no suspense. Um episódio nunca acaba sem deixar aquele clima para você PRECISAR ver o próximo. Fechei o primeiro mistério ontem - vi a primeira temporada em uma semana.
Sábado de manhã, acordei cedo demais e o boy ainda dormia. Falei que ia baixar bem o volume para ele poder dormir, mas ele mandou eu aumentar, que ele queria assistir também. Ajeitou seu rostinho lindo todo animado no travesseiro, para ver melhor, e eu fiquei apreensiva. Sei que não tem graça, ainda mais vendo assim episódios soltos. De fato, ele não gostou.
Mas eu já fui pega, e quando começo uma coisa, tenho essa necessidade de ir até o fim. Refém do seriado!
Minha personagem preferida e com a qual mais me identifico: Gaby e sua imensa vontade de ser feliz. A personagem mais livre de todas, para mim. E a mais chata do mundo: Susan e sua eterna atrapalhação arfante. Sério, chata demais. Me escangalhei de rir no episódio em que surge sua mãe, com o mesmo "charminho" arfante.
Estou escrevendo sobre isso para, principalmente, correr mais o tempo. Faltam 15min para eu sair da repartição e ir em casa ver mais uns dois episódios, a média que atinjo durante a semana :)

Tuesday, March 24, 2015

O improviso que foi um sucesso

Quando fui pela Europa pela última vez, em 2012, comprei uma imensa quantidade de quinquilharias, inclusive acessórios de cabelo.
Um deles era essa tiarinha trançada em dourado, que comprei em Budapeste, por coisa de não sei quantos mil florins húngaros equivalentes a menos de 3 euros. 
Ocorre que sou um ser que vive na sofrência com dor de cabeça, e por isso, raramente uso algo na cabeça. Parece que a pressão psicológica de estar de tiara vira uma pressão física e eu preciso tirar. Além disso, meus quatro fiapos escorridos não se prestam a muita presilha, infelizmente, então eu tenho uma modesta coleção de adereços não-utilizados.
Mas aí hoje eu acordei de cabelo sujo. Cabelos escorridos sujam de manhã pra de noite, e isso faz com que eu me torne um ser nada apresentável de aparecer em público. E então, sem muita ideia do que colocar na cabeça, resolvi futricar nos meus adereços. E hoje consegui usar esse sem a enxaqueca chiar (ao menos por enquanto):
Selfie no banheiro da repartição, onde os elogios foram mais constantes.

Feliz da vida com o meu invento, coloquei um anelzinho porque acho esse vestidão cinza, longo, muito sem-graça. E como a tiarinha era doirada, fui com um daqueles de pedra falsa bem vistoso, para continuar a combinação da riqueza.
Mas o que de tudo mais me chocou foi como que o povo do trabalho amou o negócio do cabelo, os diversos apelidos da hora que ele suscitou. Tudo isso por causa de um disfarce pra cabelo sujo?! Que ahazo!

Monday, March 23, 2015

Sobre o árduo processo de síntese

Quanto mais eu me descubro, menos eu tenho assunto pra esse blogue aqui, enquanto os outros vão bombando de postagens realmente relevantes e que no futuro podem me elucidar. Embora já estejam me elucidando no presente.
Mas então hoje me ocorreu que há meses posto aqui receitas, fotos de lugares, dicas disso e daquilo, tantas vezes talvez para ninguém além de mim mesma, e fui vendo a dinâmica facebook entrar nesse bloguinho.
Daí que hoje resolvi relatar o perrengue que é cada vez que eu resolvo rodar as 9 saias da baiana lá em casa e exigir que o namoradinho entenda que dormir mais de 5 dias na semana na casa de um ser não é mais categorizado como 'visita', e que ele precisa mais do que lavar a louça, precisa esfregar a privada e o chão também de vez em quando. Isso, considerando que ele não flutua, ele suja o chão também, e considerando o tanto que mijar de pé altera o estado de meu vaso sanitário, conheça sua nova amiga, a escovinha.
Sempre é um desgaste, e sempre sobra mais para mim, enquanto vamos tentando equacionar uma divisão difícil de decretar uma regra, porque na teoria a pessoa mora em outro lugar, mas na prática, aboletou-se aqui em casa e ajuda muito a alegrar e a desordenar o ambiente.
Daí que nesse exato momento, tivemos uma nova rediscussão das regras com relação a isso, e por ora, está bem vivo em sua memória que deve lavar os pratos logo que comemos para não 'esquecer' e ir embora, para eu não ficar com aquilo para depois e para não ficar assim portanto brava com ele por ter sobrado com a pia, se você quer me comer na pia da cozinha é imperioso que passe a frequentá-la com assiduidade, é um lema entendível assim como lavar a louça is very sexy. E assim vamos construindo, entre brigas por SMS e barganhas de todos os lados, o que eu quero (mais divisão de tarefas), e o que ele quer (menos reclamações e namorada mais feliz), e eventualmente percebemos o que nós queremos: ficarmos em paz, pois não suportamos o fato de brigar um com o outro. 
Mas brigamos, brigamos sempre e brigamos até que bastante, porque muito raramente um dos dois concorda com a reclamação do outro, e nessas de tese-antítese-síntese, no fim, sempre saímos achando que valeu a pena brigar. E sempre um pouco diferentes, agora preciso dividir os meus domínios territoriais das panelas, nem que seja para ele despejar a massa dentro da água fervendo, para depois eu secar a louça. Mas explorando juntos novos territórios, depois que a pia restou vazia.

Monday, March 16, 2015

Meu mês preferido do ano

Oi Paraíso, estou aqui

Este é um decreto recente em minha vida, mas que fez muito sentido nesse finde. Geralmente, passo os meses de janeiro e especialmente fevereiro muito melada, muito indisposta com aquele sol na moleira, comendo picolés em profusão e é isso aí. Tudo está lotado: as praias, o centro, os cinemas, os shows, as sorveterias, os restaurantes. Não há onde parar o carro. Não há como ir de ônibus. O suor escorre com tudo que se põe sobre a gente.
Daí, miraculosamente, chega março. Os turistas vão todos embora, restando pouca gente nas praias. Menos fila nos lugares, volta a ter um espaço na areia. O sol é quentinho, gostoso, mas não é cruel. E a água do mar ainda não esfriou, o que torna os banhos ótimos.

Os restaurantes voltam a funcionar numa lotação aceitável, e a sorveteria ainda tem sentido, só que agora sem filas. É delicioso caminhar na Beira Mar à noite, o programa faz sentido.
Anoitece cedo, e com isso, passo a ficar um pouco melancólica. Fico também consciente de que preciso correr: antes que a tarde passe, e antes que este maravilhoso mês acabe. Comer uma feijoada e escutar um samba no centro da cidade não dói mais nos olhos e nem vira um mela-mela insuportável. 


Março, você é ótimo. Espero que seja longo.

As fotos que ilustram esse post são da encantadora, paradisíaca e bucólica Armação da Piedade, em Governador Celso Ramos. E nenhuma das fotos faz jus à imensa beleza e tranquilidade do local.

Monday, March 02, 2015

Livro: Mulheres, Comida e Deus



Eis aí um título de livro que jamais chamaria a minha atenção, porém, eu li uma resenha num blogue desses de dieta, que dizia sobre ter traços autobiográficos da autora que, além de terapeuta, superou sua própria compulsão por comida e se livrou da obesidade.
Como eu sou uma pessoa com diversas questões de compulsão para resolver, eu fiquei com vontade de ler, guardei na mente e deixei a vida rolar. Daí meses atrás estava passeando no Angeloni da Beira Mar e, como sempre, fui verificar o que tinha de livros por lá. E justamente tinha esse, e me lancei na leitura.
Confesso que terminei somente algumas semanas atrás.
Quanto a algum eventual viés religioso, sem problemas, o livro não fala sobre isso. Fala de espiritualidade, mas não impossibilita a leitura, é algo bem pontual, mínimo. Fala na realidade sobre diversos tipos de situações e resistências que pessoas compulsivas têm. Fala sobre o auto-julgamento, fala sobre conviver com um sentimento desagradável e dolorido. Também caracteriza as pessoas conforme o seu tipo de compulsão alimentar. Segundo este livro, sou uma pessoa restritiva: adoro um bom conjunto de regras e quando olho minha geladeira percebo essa bipolaridade: as compras que fiz empolgada para a dieta funcional, as que fiz para a lowcarb, as que fiz para ayurveda e por aí vai. Me atenho ao método e por uns 2-3 dias sigo empolgada. E depois volto ao mesmo padrão de sempre.
Meu objetivo alguns anos atrás era emagrecer 10kg e eu já emagreci muito mais que isso desde então: melhorei minha lesão na coluna, melhorei meus índices de colesterol e triglicérides, minha aparência e minha disposição. Mas ainda me sinto presa a algum projeto de fazer dieta, de emagrecer, sem sequer saber direito o que fazer com isso. É uma constante preocupação minha, como se eu ainda não tivesse completado minha tarefa, apesar dos resultados em termos de números e em termos de qualidade. 
O mais importante deste livro para mim foi aprender a identificar A Voz, como ela chama. Esta voz, interna, ela diz coisas muito cruéis para mim. Eu nunca falei em voz alta comigo do mesmo jeito que permito à Voz falar dentro de meus pensamentos. É tão cruel que eu não consigo repetir. Eu jamais falaria com ninguém como A Voz fala comigo. No entanto, eu também sou A Voz.
E esta Voz, por sua vez, tem o exato som dos adultos que me cercavam quando eu ainda era uma criança e recebia alguma repreensão. Tem o mesmo tom, usa as mesmas expressões coloquiais da época. Há uma mistura entre como eu trato a mim mesma, como penso merecer ser tratada, e em como fui tratada de fato. As fronteiras são difusas, mas é necessário estabelecê-las. E calar esta Voz.
Assim, não se trata de um livro fácil de se ler, pois encará-lo exige encarar sua própria dor. Mas a mim foi muito revelador e importante para aprofundar minha consciência de mim mesma, pode ser que seja assim para mais gente.

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