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Monday, January 19, 2015

Avanços na análise

Achei que eu poderia falar bastante sobre minhas sessões de terapia, mas vi que muitas coisas discutidas são bastante íntimas e até criei um blogue, fechado, apenas para eu mesma registrar meus progressos. Tenho descoberto coisas amazing sobre a minha pessoa, estamos sempre progredindo. Bem mais devagar do que eu previa, mas não virei uma pessoa louca de um dia para outro, não vai ser de um dia para outro que irei me consertar.
Daí que hoje falávamos sobre como muitas vezes sinto necessidade de me refugiar em meu mundinho próprio, e como considero algumas interrupções a essa minha 'onda' particular algo invasivo. E nem me interessa onde estou: se é em casa, numa festa ou na sala de aula, se preciso entrar na onda, eu entro. 
Só que aqui na repartição, há algo que me atrapalha muito nessa minha onda: esse algo é alguém de quem nunca falei: o meu vizinho de mesa, o Biscoitinho do Shrek.
Oi, eu sou o Biscoitinho, redondo até de cabeça
Biscoitinho parece mesmo com o personagem, e ele até sabe que esse é o apelido que lhe dei. Ele vive querendo conversar, e às vezes parece que quer me capturar. Me vejo muitas vezes tentando fugir de suas investidas, de seu campo de visão, porque quando ele me vê disponível (tipo quando entro na onda, que nem agora, escrevendo sobre mim mesma no expediente), ele se aprochega para conversar. Se transforma num polvo, gruda e é bem difícil de me libertar de seu abraço de polvo.
Trabalhamos muito a minha dificuldade em ser objetiva com as pessoas e mandá-las para outro lugar. Como tenho uma postura de quem está sempre de bem com a vida, o povo acha que eu estou realmente apreciando os momentos que estamos passando juntos, o que nem sempre é verdade. Maioria das vezes, estou apenas tendo empatia pelo outro, tratando-o com gentileza, e não apreciando o momento junto com o outro. Claro que busco tirar o melhor proveito possível de todas as situações, já que sou obrigada, tento descontrair e até me divertir, mas não é algo que me dê prazer.
Voltando ao Biscoitinho, lembrei-me que semana passada vi o gerente trabalhando de fones de ouvido, e com isso, me surgiu uma ideia: e se eu comprasse headphones? Quem sabe com isso eu não conseguisse ostensivamente fazer as pessoas desencanarem de mim?

Tô nem aí com a música, o que eu quero é sossego!

A Analista disse tratar-se de uma solução inócua, pois o maior problema não são os outros, mas minha pouca clareza em dizer 'não estou afim'. Em 2015 direi mais vezes que não estou afim.

2 comments:

Valquiria Paula said...

Engraçado que eu estava escrevendo um post sobre como se livrar de gente chata e vendo seu post quase morri com a ideia dos headphones... só que pensei em como isso chamaria mais atenção e geraria mais perguntas (pelo menos na minha repartição seria assim) e desisti de pensar nisso rsrss

Eu citei seu post neste meu aqui http://palavrasdevalquiria.blogspot.com.br/2015/01/como-se-livrar-de-gente-chata.html Tomei essa liberdade porque já fiz outra vez e vc disse que não se importava, mas qualquer coisa me avise que tiro o link, ok?

Cristiano said...

Acho que melhor que não estou afim é eu não posso agora. As pessoas tem mania de levar tudo para o lado pessoal

:P

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