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Tuesday, December 16, 2014

Chipe Libre: o melhor bar de Santiago

Sei que já tem mais de mês que voltei do Chile, mas é que quase não comentei a respeito. E hoje, revisando aqui minhas fotos, me recordei desta que foi de longe a melhor experiência em termos de bar lá. Como cheguei a mencionar, fiquei com impressão de que o atendimento lá era sempre um pouco impaciente, mas não no Chipe Libre.
Estávamos passeando pela microfeirinha de antiguidades do bairro Lastarria, um pouco frustrados pois era mesmo muito pequena, e meio andando a esmo pois tudo lá abre tarde. Recém eram 11h. Então por ali ficavam diversos cafés e bares, e logo depois de levar um fora no café em frente, que não nos serviria drinks sem que comêssemos (apesar das mais de 50 mesas desocupadas nos 3 andares da casa), chegamos a este bar que, como a maioria, tem uma fachada que não revela todo seu potencial.
Ela, a fachada: ninguém imaginaria o que esconde...

Andando pelo bar, descobrimos que para trás, ele era enorme, e tinha uma espécie de terraço na parte de trás, que foi onde escolhemos ficar. 
Como o foco eram bons-drink, escolhemos dentro de uma carta gigantesca, o meu Cosmopolitan de todos os dias e o Pisco peruano dele. Deveria ter batido fotos do cardápio, pois eram diversas marcas de pisco, o verdadeiro forte da casa. Mas não só: muitos drinks, muitos vinhos, muitas cervejas e muitos charutos também. Jamais lembrarei da marca agora, mas fumamos um charuto cubano também.
Tudo isso num bar praticamente vazio, mas com a maior atenção dos garçons: tiravam todas as dúvidas, davam ideias, mas não ficavam ali nos pressionando para mais alguma coisa. Entenderam que nosso tempo era outro, que estávamos apenas fazendo hora tomando alguma coisa, para abrir o apetite. Só que o bar era tão legal que ficamos muito mais do que o tempo previsto. Levamos quase 4h lá dentro, ficamos literalmente até o nosso dinheiro todo acabar.


Mais pisco, mais espumante
Quando quis comer algo, vi que tinha centolla no cardápio, curiosidade minha que estava doida para provar. O acompanhamento era panacotta de palmitos, e sinceramente, não sei como vivi até aqui sem provar disso. Mother of god.


A comida, os drinks
Encantada pela apresentação do prato, me deliciei com o sabor suave da carne da centolla e da panacotta. Nunca comi algo assim no Brasil. Tomei mais algumas copas de espumante enquanto meu namorado provava mais piscos, e saímos de lá literalmente trocando as pernas. É a minha melhor dica para esse tipo de coisa, e pelo que fui ler no tripAdvisor, as noites lá são ainda melhores. 
Não lembro exatamente o preço das coisas, mas lembro de pensar que eram preços ok, coisa que pagaríamos no Brasil. Acho que a centolla saiu uns R$28, um prato ultranobre e turístico. Minhas taças de espumante saíam menos de R$15, os drinks uns R$20 - enfim, preço de Brazil, em restaurantes/bares bem menos legais.

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