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Wednesday, November 19, 2014

As coisas que não sinto falta do Chile

É bom salientar: o Chile vale a pena de ser visitado, mas não dá, definitivamente não dá para ir com uma expectativa de Buenos Aires. As duas cidades não podem ser comparadas e se pudessem, Santiago perderia. Apesar de que, como gosto muito mais de peixe do que de carne, comi melhor no cotidiano em Santiago - mas esse post é sobre Santiago. E sobre coisinhas que não gostei tanto quando estive lá, e está longe de ser uma palavra final:

- o atendimento. Achei no geral os garçons/garçonetes um pouco impacientes, e também meio inflexíveis. Um determinado dia, era cedo ainda, e quisemos ir no terraço de um restobar tomar um drink e apreciar a vista, mas não queríamos almoçar nem desayuno. Apesar do restaurante estar completamente vazio, eu e meu namorado fomos impedidos de ficar, pois não iríamos comer. Um garçom brasileiro não perderia a oportunidade de vender alguns drinks para um casal que não ia transformar o restaurante numa festa de encerramento de firma, mas lá, o que é a regra, é a regra;
- o gosto da água. Engraçadamente, todas as águas sem gás lá tem um sabor meio salgado, como fosse água de rio, sabem? Todas diziam ser livres de sódio, mas o sabor é bem diferente;
- a poluição. Devido ao smog, a linda vista da Cordilheira em alguns dias ficava meio encoberta. Além disso, sofremos com a secura na garganta, na pele e nos olhos;
- a disposição das coisas nas farmácias e lojas de cosméticos. Acostumada com as lojas brasileiras, em que a gente vai no corner, fuça, se duvidar até cheira os esmaltes, e ter que ficar pedindo para a atendente me alcançar os produtos que eu peço é meio chato. Fez com que eu não comprasse quase nada;
- a conversão das moedas. Eles usam casas decimais demais, então você paga não sei quantos mil cada coisa, além disso, não é só tirar os zeros: 20mil pesos vale cerca de R$5 e isso é muito chato de ficar fazendo;
- os horários. O almoço não começa antes das 13h30, o que até aí é ok, mas não ter nada aberto até quase 11h30 da manhã me deixava meio aflita, afinal, eu acordava cedo era para poder aproveitar mais - e aí aproveitava somente os lugares públicos;
- não poder bater fotos nas casas do Neruda. Fui na La Chascona e La Sebastiana, e fiquei um pouco frustrada, pois alguns detalhes vou acabar esquecendo e as fotos permitem você relembrar. Não sei qual é o motivo, mas deterioramento das obras não é;
- pastel de choclo. Eu não tenho nada contra, mas gosto mais quando o sabor vem mais salgadinho, achei o pastel bastante adocicado (devido ao milho obviamente);
- a palta. Eu sou super fã de abacate e como de boa em quase tudo, mas não com tanta frequência. Comi temaki filadélfia, cachorro-quente, sanduíche e sei lá mais o que com a bendita da palta enfiada nas coisas - às vezes, sem tempero nenhum, só fatiadinha ali para constar.

São apenas detalhes que não prejudicam o geral da experiência, mas é um pouquinho de incômodo sabem?
Ainda sobre o tratamento que recebi das pessoas, encontrei com uma amiga minha lá. Ela, que é chilena e morou anos em BH, atesta que as pessoas são normais, mas que às vezes se expressam grosseiramente sem ser de fato grosseiras, sabe como? Tipo os gaúchos (adoro os gaúchos, mas levam essa fama). Se Helena que conhece o tratamento mineiro diz que é tudo bem, eu acredito que é tudo bem mesmo. Além da obviedade do fato de que pode ser apenas uma conjunção de acontecimentos parecidos.


2 comments:

Bruxa do 203 said...

Faz tanto tempo que não vou para lá, que nem posso mais dar opinião!!!

Lembro que eu adorava! Em geral, sempre me sentia muito bem atendida nos lugares. Não sou de ficar conversando, mas lá eu falava com todo mundo.

Tinha problemas sérios com a poluição.

Cristiano said...

A ultima pessoa que conversei sobre santiago estranhou o fato das pessoas fumarem e muito dentro dos bares!!!

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