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Tuesday, November 25, 2014

A avaliação física

Iniciei ela hoje, mas termino somente na quinta-feira. Ainda não tive acesso ao total das medidas, mas apenas sei que estou com 4kg a menos que há seis meses atrás. 
E que um dos testes feitos comigo no início, era ver quanto tempo eu ficava fazendo 'prancha'. Se você não faz pilates nem funcional, pode ter passado assim como eu, alguns anos sem conhecer essa terminologia fitness. Então lhes explico o que é uma prancha:


Parece fácil? Então tente: quadril baixo, assim na altura dos pés, e numa perna só.


No primeiro dia que fiz essa prancha, creio ter ficado uns 10seg, com todas as banhas do abdome tremelicando e arfante ao final. Hoje, o treinador disse que era para eu ficar o quanto quisesse, mas que se chegasse a 1min, ele ia me mandar parar. Quando ele mandou, eu nem estava no limite ainda. :)
Fiz alguns outros testes, mas um deles também era sobre o aeróbico. Fiz na esteira, durante 20min, dos quais cinco passei correndo. Sei que isso parece ridículo, mas no passado eu fazia corridinhas de 1min num sofrimento danado. Minha frequência cardíaca normalizou cerca de 1min depois. 
Ontem, analisando as minhas finanças, havia concluído por parar um pouco os exercícios no mês de janeiro, para economizar e para descontrair. Mas hoje, ao ver os pequenos e parciais resultados, decidi que este dinheiro é muito bem-gasto. E que ao invés de não fazer em janeiro, aproveitarei que se trata de um mês calmo para fazer 3x na semana. 
Meus treinadores são atenciosos, gentis e mais importante que tudo, estão me ajudando a superar meus próprios limites. Rumo à mão encostada no chão!

Monday, November 24, 2014

A maldição da cozinheira rabugenta

Segundo meu próprio conto de fadas, sou a rainha das especiarias e das frutas misturadas com legumes, do doce com salgado e por aí vai. Se um dia você comer um mero espaguete a bolonhesa meu, vai provavelmente ficar frustrado porque vai sentir um toque lá no fundo de canela sem entender direito o motivo (mas já adianto que pus canela). 
Daí no conto, preciso alimentar apenas um único reizinho, e ele é faminto, guloso, e muito cheio de apetite. Ele adora quando tem curry de maçã, adora quando tem bolo funcional de banana, quando tento fazer meus primeiros gnocchis (e ficam feios, mas levíssimos) e come com gosto meu pudim de quatro leites, reinvenção de minha mãe que tropicalizei com coulis de limoncello e mangas cortadinhas no lugar dos mirtilos. Ele aprecia meus brigadeiros, come feliz meu cachorro-quente e a única coisa que se negou a aceitar (mas provou e admitiu que o gosto era bom) foi meu steak-tartare de mignon, pois é gaúcho e para ele as carnes precisam ser assadas.
Neste conto-de-fadas, a vilã é uma bruxa daquelas narigudas, magricelas, e com verruga, e certamente é igual à da história de João e Maria: ela cozinha muito bem, e não suporta o fato de ver o rei se fartar com as comidas que lhe dou. Então ela entra silenciosamente em minha cozinha, e esconde o gengibre, fazendo com que eu tenha um ingrediente fundamental da minha chaufa faltando, esconde o curry bom, deixando um que amarela mas não dá gosto, e sussurra para mim ao mercado que as cenouras não são tão importantes assim. 
É ela que me dá pequenos tapinhas nas mãos e me faz desequilibrar as panelas, que vergam perigosamente sobre as bocas do fogão, e ainda que me some com a tesoura quando quero picar cebolinhas perfeitas. Devido a ela, de vez em quando não peneiro o fermento, e sirvo-lhe um bolo com uma bolinha branca bem no meio, não muito agradável de se ver. Para seu desespero, no entanto, o reizinho tira a bolinha com a ponta de uma faca e devora o restante todo do bolo como se nada fosse. E pede mais, mas acabaram-se os ovos.
Daí que ontem, preparando essa chaufa do conto de fadas, fiz ela sem o gengibre, o que me frustrou, e com um curry sem sabor, e isso me frustrou duplamente. Ele mesmo assim repetiu três vezes, e tendo sobrado uma porção, pediu para levar de almoço. Mas já era a minha porção de almoço, e por mais que eu insistisse em dividir, ele me deu inteira. E hoje, quando fui comê-la, encontro dois pequenos boicotes que ela me deixou: um fio de barba do reizinho, que anda bem parecido com a Fera do outro conto, precisando aparar, e o mais chocante, um grampo de grampeador - o qual lembro bem, fazia parte de um saquinho plástico de temperos que estava manuseando. 
Ela morre de ciúmes dele, de seu olhar comprido para o pudim, de suas incursões à cozinha antes de dormir e de sua boquinha cheia de bolo, que tenta disfarçar e fingir que não pegou 'mais um pedacinho'. E é por isso que me põe grampos na comida, além de fios de barba, que caem enquanto estou ali mexendo a colher de pau e ganhando os beijinhos que me chegam por trás até as bochechas. 

Ou é isso, ou então eu sou muito distraída.

Thursday, November 20, 2014

O supermercado mais legal da cidade

Apesar de ter dito que faria um 'outubro concentrado', foi em novembro que me concentrei muito melhor em não gastar dinheiro e consegui fazer um operativo melhor de economia e recolhimento. Provavelmente porque eu já não tinha mais mesmo nada para gastar, kakakakaka, foi mais fácil.
Daí que olha só, o supermercado deste mês rendeu o combustível, a comida, dois presentes de aniversário e ainda está rendendo meus programas de final de semana. Desde que voltei ao Brazil ainda não fui comer nem um mísero temaki, coisa rara de acontecer, mas consegui isso não porque não comi, e sim porque fui comer... no supermercado.
Desde sempre eu comprava as bandejinhas que o Angeloni comercializava, mas não era aquela maravilha, aliás, era meio fraco mesmo - e caro. No Imperatriz de Jurerê Internacional, todos os dias o sushiman vai lá e deixa bandejas prontas - além disso, eles ainda fazem o que você pedir na hora: temaki, sashimis, alguma peça que você goste mais, etc. E tem balcãozinho com banquetas para comer lá, um caixa para pagar direto e umas bebidas sendo vendidas (não alcoolicas). 
Achei uma coisa muito boa, viram?! Quantas vezes saio de casa direto de algum lugar e fico comendo batatinha frita pelos corredores! Poder comer um sushizinho fresquinho e pagar no vale faz meu novembro concentrado mais concentrado!

Wednesday, November 19, 2014

As coisas que não sinto falta do Chile

É bom salientar: o Chile vale a pena de ser visitado, mas não dá, definitivamente não dá para ir com uma expectativa de Buenos Aires. As duas cidades não podem ser comparadas e se pudessem, Santiago perderia. Apesar de que, como gosto muito mais de peixe do que de carne, comi melhor no cotidiano em Santiago - mas esse post é sobre Santiago. E sobre coisinhas que não gostei tanto quando estive lá, e está longe de ser uma palavra final:

- o atendimento. Achei no geral os garçons/garçonetes um pouco impacientes, e também meio inflexíveis. Um determinado dia, era cedo ainda, e quisemos ir no terraço de um restobar tomar um drink e apreciar a vista, mas não queríamos almoçar nem desayuno. Apesar do restaurante estar completamente vazio, eu e meu namorado fomos impedidos de ficar, pois não iríamos comer. Um garçom brasileiro não perderia a oportunidade de vender alguns drinks para um casal que não ia transformar o restaurante numa festa de encerramento de firma, mas lá, o que é a regra, é a regra;
- o gosto da água. Engraçadamente, todas as águas sem gás lá tem um sabor meio salgado, como fosse água de rio, sabem? Todas diziam ser livres de sódio, mas o sabor é bem diferente;
- a poluição. Devido ao smog, a linda vista da Cordilheira em alguns dias ficava meio encoberta. Além disso, sofremos com a secura na garganta, na pele e nos olhos;
- a disposição das coisas nas farmácias e lojas de cosméticos. Acostumada com as lojas brasileiras, em que a gente vai no corner, fuça, se duvidar até cheira os esmaltes, e ter que ficar pedindo para a atendente me alcançar os produtos que eu peço é meio chato. Fez com que eu não comprasse quase nada;
- a conversão das moedas. Eles usam casas decimais demais, então você paga não sei quantos mil cada coisa, além disso, não é só tirar os zeros: 20mil pesos vale cerca de R$5 e isso é muito chato de ficar fazendo;
- os horários. O almoço não começa antes das 13h30, o que até aí é ok, mas não ter nada aberto até quase 11h30 da manhã me deixava meio aflita, afinal, eu acordava cedo era para poder aproveitar mais - e aí aproveitava somente os lugares públicos;
- não poder bater fotos nas casas do Neruda. Fui na La Chascona e La Sebastiana, e fiquei um pouco frustrada, pois alguns detalhes vou acabar esquecendo e as fotos permitem você relembrar. Não sei qual é o motivo, mas deterioramento das obras não é;
- pastel de choclo. Eu não tenho nada contra, mas gosto mais quando o sabor vem mais salgadinho, achei o pastel bastante adocicado (devido ao milho obviamente);
- a palta. Eu sou super fã de abacate e como de boa em quase tudo, mas não com tanta frequência. Comi temaki filadélfia, cachorro-quente, sanduíche e sei lá mais o que com a bendita da palta enfiada nas coisas - às vezes, sem tempero nenhum, só fatiadinha ali para constar.

São apenas detalhes que não prejudicam o geral da experiência, mas é um pouquinho de incômodo sabem?
Ainda sobre o tratamento que recebi das pessoas, encontrei com uma amiga minha lá. Ela, que é chilena e morou anos em BH, atesta que as pessoas são normais, mas que às vezes se expressam grosseiramente sem ser de fato grosseiras, sabe como? Tipo os gaúchos (adoro os gaúchos, mas levam essa fama). Se Helena que conhece o tratamento mineiro diz que é tudo bem, eu acredito que é tudo bem mesmo. Além da obviedade do fato de que pode ser apenas uma conjunção de acontecimentos parecidos.


Tuesday, November 18, 2014

Coisas do Chile que sinto falta daqui

1 - suco de framboesa. Gente, isso é tomado por eles o tempo todo em todos os lugares, uma delícia, com as sementinhas lá, e vende as framboesas congeladas no mercado para a pessoa bater em casa;
2 - ceviche. Eu sabia que comeria deliciosos frutos do mar, e foi isso mesmo, em todos os lugares que comi: deliciosos ceviches, moluscos incríveis, e apenas uma vez, peixe grelhado (que também estava ótimo);
3 - copa de vino. Gente, isso é muito legal: em qualquer bodega eu chegava e pedia a taça de vinho ou espumante, sendo que sempre tinha Carmenere e espumante. Maravilha!;
4 - rebajas. Lá as promoções são promoções de verdade, com preços muito legais, e todos os dias (não toda quinzena nem todo mês) entram novas coisas em liquidação;
5 - metrô. Apesar de sempre estar cheio, é muito rápido, e muito prático;
6 - banheira. Aquelas à moda antiga, sem hidromassagem, mas havia em absolutamente todas as hospedagens em que fiquei - e eu tomei banho de banheira diariamente;
7 - árvores. A primavera lá é muito florida, mas além disso, me encantava a quantidade de ruas arborizadas, muitas em todas as partes;
8 - arquitetura. A cada passo, praticamente, era possível encontrar mais um lindo detalhe arquitetônico pelas ruas das cidades, com uma conservação excelente;
9 - a vista para a Cordilheira dos Andes. De tudo que é lugar - o que mais explicar? Beijos.

Cá estou pensando também que há uma lista significativa de pequenas coisas que não apreciei. Tentarei fazer logo.

Monday, November 17, 2014

Filme: A menina que roubava livros


Tendo dado uma variada nos assuntos, achei que poderia retomar a falar sobre livros e filmes que consumi caudalosamente no último período. Este eu assisti no domingo passado, numa onda de filmes pelos quais estive interessada no Telecine. Eu li o livro há muitos anos atrás, que havia ganhado de minha mãe, e à época havia achado o livro ok, nem ruim mas nem ótimo.
Talvez por ter lido há tanto tempo atrás, em 2009, fiquei sem aquela pressão entre livro e roteiro, e considerei o filme muito bom. A historinha de Liesel, uma garotinha adotada por família pobre alemã que, apesar da dureza da vida ainda buscava contribuir em tudo que fosse possível para amenizar os tempos de guerra em sua comunidade, é contada de forma muito instigante no filme. Passei o tempo todo tensa, o filme naquele ritmo meio 'vai acontecer alguma coisa', e achei que no geral ficou uma boa adaptação. 
O filme se concentra em dizer como a vida das pessoas era dura naqueles tempos, retrata de uma forma muito incisiva o ufanismo hitlerista e como iplus interessante que é o fato de que, em alguns momentos, havia um narrador onisciente (com voz de homem), que era A Morte. A morte é muito presente em filmes ambientados na guerra, e neste, cumpriu um papel fundamental. Algo que me chamou a atenção foi o foco que é dado no apreço de Liesel pelos livros, quaisquer que sejam. Em tempos de abundância de tudo, inclusive de livros, é um pouco comovente ver como as coisas são ressignificadas nas dificuldades. Talvez eu esteja exagerando, mas achei um excelente filme, com uma bonita mensagem, sem ser o clichê completo. Um filme de sutilezas, apesar de algumas coisas serem retratadas de forma mais óbvia. Daí você vai prestando atenção, e surge uma nova camada, sabe como?
sso foi afetando as pessoas de diferentes formas. Tem um
É assim. :)

O furto

Fui comemorar o aniversário de uma amiga na sexta numa night alternativa do centro da cidade. Posicionada entre o caixa do bar onde amigos meus trabalhavam, e a mesa onde estavam os convidados, deixei minha bolsinha lacrativa azul de paetês da Victorias Secrets no balcão em frente a tudo isso, próxima a mim e dentro de meu campo de visão.
De repente, conversando com um amigo vi uma mão delicadamente pegar minha bolsa e tirar dali. Fez com tanto cuidado que julguei ter sido a funcionária do caixa, receosa de que alguém houvesse perdido. Daí obviamente quando fui perguntar, não era.
Daí iniciei uma procura, que não durou mais que 10min e resultou positiva, tendo minha bolsinha ido parar no bar do outro lado do lugar, 'achada no chão'. Aham.
Perdi coisa de R$35 e o mais intrigante, 3 tridents. A pessoa deve ter ficado meio puta, porque havia somente: CNH, cartão de banco, iPhone 4 e com vidro quebrado ainda (quebrei mais cedo naquele dia), além do pouco dinheiro e o chiclete que já havia mascado dois.
Aliviada com não ter que abrir casa com chaveiro nem ir atrás de telefone, entubei o prejuízo sem ficar muito aborrecida. Mas queria ter mascado um trident na hora de voltar pra casa.

Friday, November 14, 2014

E como tudo que é bom...

...um dia as férias terminaram. O engraçado foi que eu pensei que terminavam ontem, mas não! Elas terminavam hoje.
E ontem eu levantei, me arrumei, me perfumei, me maquiei e ainda me borrei com o rímel novo (pintei a cara de preto e tive que refazer o lado esquerdo), saí toda atabalhoada, e quando chego, tem um carrinho bem em frente à minha cadeira.
- Se não é para vir, não venho!
- Mas não é mesmo! Seu retorno é só amanhã!

Um pouco revoltada comigo mesma, junto as trouxinhas e vou para casa, limpar o make, vestir um biquini e pegar mais praia.
Hoje, infelizmente era verdade. Estou aqui, trabalhando feito uma criança chinesa. Enquanto me recordo:

- da viagem ao Chile, 3 cidades, um acompanhante, muito amor e carinho;
- do passeio 2 dias atrás com mommys, fomos em BC dar um passeio, compramos coisinhas e fizemos fofocas;
- do final de semana passado, dormindo com meu mais que fofo, mais que quentinho mais que macio que qualquer ursinho de brinquedo, um ursinho de verdade, que abraça apertado e faz muito carinho, mesmo dormindo;
- dos dias de sol, calor e praia, muito bons, muito felizes, das cervejinhas e espumantes para acompanhar;
- dos diversos filmes que assisti e livros que li, com tempo de sobra para tal...

Eu certamente engordei, não fiz nenhuma consulta de rotina, faltei aos treinos, não arrumei a casa, mal e mal a limpei, pouco cozinhei e isso tudo foi fundamental para meu breve descanso. Ah, como dormi!

Tuesday, November 11, 2014

As compras chilenas

Cheguei na quarta-feira passada, mas como só tenho até amanhã de férias, andei aproveitando a praia, namorado lindo e lendo livros e vendo filmes. Daí agora, enquanto aguardo uma máquina de roupas lava para eu poder ir à praia enquanto elas secam, resolvi postar a fotografia da compra mais frugal de viagem que já fiz na vida. Preciso confessar duas verdades que influenciaram nisso, sendo a principal que lotei a mala de roupas que no fim não usei, e a segunda foi que no duty free, quando ia de fato comprar o que queria, a fila estava eloorme, tive medo de perder a conexão e abandonei meus produtinhos.
Enfim, foi diferente desta vez. Gastei meu precioso dinheiro em vinhos, ceviches e muitos bons drink por Santiago. E ao final, cheguei com o seguinte inventário:



Em sentido horário: 
blusinha da Falabella, que depois vi não ter forro e usarei somente como saída de praia, cerca de R$30;
blusinha comprada em brechó, sim primeira peça de brechó de minha vida, da Bow!, cerca de R$20;
casaco comprado em Valparaíso, com um desenho lindo e étnico, cerca de R$50;
roupinha de padre para por nas garrafas de vinho, da vinícola Concha y Toro, cerca de R$15,00;
forminhas de cupcake em formato de coração, Falabella, mais ou menos R$6 6 forminhas;
geleia de framboesa, fruta maravilhosa que devorei em sucos pelo Chile todo, cerca de R$5 cada pacote (sim, as mermeladas lá vêm assim);
casaquinho da Falabella, acho que uns R$40 na rebaja;
amêndoas inteiras com cobertura de chocolate, uns R$5 no mercado e eram deliciosas;
hidratante corretivo La Roche, para o dia, com Vitamina C Ativa, R$80 nas farmácias Ahumada;
e vinhos, claro, esse com a latinha da Concha y Toro compramos na winestore por uns R$20.


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