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Monday, October 06, 2014

As simplicidades felizes do amor

Passei o final de semana inteiro com sonolência, tendo tido alguns episódios de indigestão intercalados com uma crise de enxaqueca. Dormi sonecas esquisitas no meio do dia, tive sono em horas inapropriadas e de manhã, com os primeiros raios de sol, estava desperta e queria levantar. 
Entre levantar e deitar, entre comer sem vontade, episódios febris (não meus, dele), sonolências e compromissos de ambos, redescubro o prazer de poder estar em sua companhia durante dois dias inteiros e três noites, mesmo que sem grandes eventos acontecendo, mesmo com episódios aqui e ali de saúde desfavorecida, não posso evitar de olhar sem parar seus olhinhos doces e pretos de brigadeiro, mesmo quando fechados ainda e se espreguiçam feito um gato no sol, esticando cada pequeno traço de sua linda face. Tem calor próprio e sorriso feliz, mãozinhas quentinhas e macias, e quando vejo estou ali enredada numa situação da qual não quero sair, em que sinto falta de sua companhia silenciosa. Mesmo quando estamos em nossos não-melhores momentos, como no final de semana que passou, em que às 23h de sábado ele lia seus textos no computador enquanto eu arrumava gavetas em outro cômodo, sentia-me feliz por sua presença gentil e tranquila, e torcia para que nunca acabasse aquele sábado a noite, ou as gavetas para arrumar, ou os textos dele para ler. Estou irremediavelmente apaixonada por sua simplicidade e por seu afeto, me tornei assídua frequentadora deste país de felicidade em que sua presença me transporta independente de quaisquer outros fatores. Sinto-me como uma casa, habitada por pessoas solares e por flores como aquelas que me traz de suas incursões pelo meu bairro. 

4 comments:

Bah said...

Ownnnn fofo!

K!

Cristiano said...

Ownn o amor... :))

Nay said...

Que lindo! :) Adoro sua maneira poética de escrever. Riquíssimo!

uaifai said...

Que bom ter alguém que trás paz e equilíbrio! =)

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