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Wednesday, September 24, 2014

Livro: Bolsa Blindada

No domingo resolvi que como teria sessão de análise logo às 8h30 no centro, dormiria na casa do boy. Como decidi isso de última hora, paramos no mercado para um kit emergencial: escova de dentes, chinelos e uma toalha de banho branquinha, comprada por ele 'para ser minha toalha quando eu for dormir lá' (insiram muitos coraçõezinhos).
Era relativamente cedo, então pensei em adquirir alguma revista. Daí não gostei muito e dei uma olhada nos livros e, o único entre 50 Tons de Qualquer Coisa, religiosos e sei lá o que era este, que já tinha mais ou menos me chamado a atenção dias antes. Interessada em assessorias financeiras, decidi comprar, apesar da apresentação gráfica não ter agradado tanto.
Bom, o livro tem seu valor, sim. Apesar da autora desconsiderar completamente os revezes econômicos que determinam e muito aquilo que cada família/pessoa vai passar, enaltecer o mérito individual e citar longos e boring versículos e parábolas da Bíblia (eu jamais compraria o livro se soubesse disso), haviam dicas práticas, pequenas histórias e exemplos que são interessantes para aplicar no cotidiano. 
E recentemente como andei muito mais atenta ao cotidiano, me interessei em especial por um dado do livro, que diz que cerca de 30% daquilo que compramos no mercado vai fora. A cada R$100, R$30 vão fora. De meus R$813, quase R$250 vão fora. E se tem algo que acredito é neste número: quantas vezes, maravilhada com a possibilidade de bater bolos nunca realizados eu não comprei farinha de amêndoas ou atirei fora abobrinhas com creme de leite para suflês que não saíram da minha imaginação?
Com este valor, eu poderia: pagar todo meu combustível do mês, comprar um determinado cosmético caro que vende numa farmácia que aceita meu vale, renovar minhas louças, roupa de cama e banho, tomar 5 vinhos ou 6... Isso me deixou catatônica. 
Mas ao livro, voltando, além desta informação, ela menciona algumas outras, interessantes, que podem ajudar muito a quem quer iniciar um controle mais efetivo das suas finanças. Outro dado interessante: os maiores endividamentos são oriundos de pequenos gastos, não dos maiores. Novamente me identifiquei total. Ela propõe ainda alguns exercícios, que pretendo implementar, mas contarei sobre eles adiante. Por ora, gostaria de dizer que o livro custou R$29,90 e mesmo tendo divergências ideológicas com ele, comprei contente pois a partir da leitura, eu vou revisar os meus pequenos gastos, bem como tentar fechar a torneira dos meus 30% de compras desperdiçadas!
OBS - alguém mais notou como ando voraz na leitura? ;)

1 comment:

Bah said...

Ultimamente eu só tenho a intenção, mas bem que queria mesmo ler uns 15 por mês.

K!

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