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Friday, June 27, 2014

A chuva

Nunca esqueço quando chove desse jeito de um dia que minha mãe, dirigindo uma BMW, ficou irritada com um caminhão de lixo que cortara a sua frente. E ela, ali para nós, dentro do carro, queixou-se da lerdeza deles e eu respondi:
- Imagino esse homem catando lixo na chuva e te vendo na sua BMW pensando várias coisas sobre você e o que são prioridades nessa vida...
Eu odeio chuva. Quanto ao frio, é uma forte aversão, mas que associado à umidade, me cai os butiá do bolso.

Monday, June 23, 2014

Coisas que afetam as vésperas do meu aniversário e também a data em si

O fato de ser em junho. Isso faz com que eu seja pressionada a comemorar em clima 'temático', mesmo odiando esse tipo de festa. Até hoje, nunca cedi a tal pressão, e penso que a partir dos 30 serei ainda menos suscetível a tais campanhas.
O fato de ser na Copa. Embora ache tudo uma terrível bobagem, sou pressionada a também comemorar de forma 'temática', tendo inclusive minha mãe dito que usaria confetes verde-e-amarelos nos cupcakes deste ano (se estiver lendo isso, reafirmo: NÃO vai acontecer). Além de eu não ligar a menor, se torço para alguém, é para a seleção argentina. 
O fato de estar frio. Antevejo que, como em todos os outros anos, minha coleção de cachecóis vai aumentar muito neste domingo, por ser opção em abundância de variedade e preços baixos. Caso alguém aqui vá me presentear, por favor, evite me dar um cachecol ou então foque nas cores que ainda não possuo: cor crua, amarelo, azul celeste, branco.
O fato de eu estar severamente ocupada. Não preparei festa, nem pretendo preparar. Além de não ter cabeça, não tenho janela na agenda, tendo inclusive um casamento para ir na noite anterior.
O fato de eu não ligar muito para essa data. Até aceito comemorar, mas se não tiver nada, também fico contente.
Ah sim, vai ser domingo!

Friday, June 06, 2014

Oi, cerveja

Então resolvi comunicar azamiga que na falta delas fazerem filhos, estou gastando a verba destinada aos triciclos dos filhinhos dela com cerveja. Nisso, chegaram à conclusão que eu deveria então pagar a cerveja delas, já que se trata da verba dos triciclos. Achei abuso e mandei avisar que não pagarei a cerveja de ninguém. Voltei a beber cerveja com regularidade, já bebi nos últimos finais de semana e ontem bebi de novo. De modos que a verba da cerveja vai ter que ser redimensionada, mesmo com o aporte dos triciclos.
Neste final de semana, não fosse a minha vida uma loucura sindical cheia de perrengues, eu iria para sumpólo e encontraria todo mundo. Ainda passaria na Liberdade para recompor meu estoque asiático. Você vai para SP? Nem eu. Os ares da província estão me deixando entediada já.
Fora isso, ninguém está pagando a conta da saudade. Dia desses mencionei minhas amigas na sessão de terapia com A Analista. Expliquei que a gente faz muito esforço para se encontrar, e nisso é cada vez um rolo: Floripa, BH/Contagem, Buenos Aires, São Paulo, Rio... A gente se desdobra para se ver algumas vezes ao ano. Ela me disse que isso deve ser muito trabalhoso. Sinceramente nem ligo, ainda bem que vivo em 2014 e que existem soluções para amenizar nossa distância e manter nossa relação funcionando. Vale cada malabarismo de calendário e cada centavo gasto. 
Acho melhor tomar outra cerveja, dessa vez para lamentar que não vou estar em SP no finde.


Thursday, June 05, 2014

As bebês-aprendizes

Aqui na repartição me dou especialmente bem com duas adolescentes aprendizes que vivem atrás de mim perguntando qual é o esmalte que estou em cada mão, onde foi que comprei a meia-calça assim, de onde arrumei aquele acessório assado, e por aí vai. Uma delas recentemente pintou o cabelo de azul-bebê, uma vontade que tenho há muitos anos, pois acho que ficaria super bem em mim, um azulzinho meio metalizado assim, sabe? Daí que a tinta azul dela saiu completamente e sobrou apenas a parte descolorida com água oxigenada, pronta para receber outra cor. E hoje ela veio se consultar comigo sobre qual cor eu opinava que ela deveria colocar: um vermelho-vivo que lembra um pouco pink ou um vermelho mais ruivo, discreto, que iria clareando até as pontas. 
Fui categórica ao defender o cabelo vermelho-vivo, insisti o tempo todo que deveria ser o vermelho quase-pink, e ela não entendia porque tamanha insistência. Expliquei que ela tem 16 anos, é linda (como toda adolescente de 16 anos é, embora não saiba), e que certas coisas com o passar dos anos a gente perde a coragem de fazer. Tipo eu e meu cabelo azulzinho. Não acho que eu nunca vá fazer, mas acho que tentaria apenas assim numas férias, durante um mês, coisa do tipo. Que no trabalho eu ficaria com receio de usar, especialmente porque eu atendo ao público. 
Se há algo que não sinto a menor falta nessa vida é do tempo em que, 16 anos e cabelos multicolores, eu não podia fazer quase nada do que eu queria, me restando apenas poder pintar os cabelos da cor que quisesse sem medo de chocar o chefe. E foi pensando nisso que expliquei para a minha bebê que a melhor cor para ela é as mais lindamente adolescentes. Amanhã ela me mostra qual escolheu.

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