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Wednesday, May 28, 2014

Le Castellet: o dia em que apreciei um artista trabalhar ao vivo

Vista do lado de fora do local - retirei da internet, do tripadvisor
Falando ontem de minha avó lembrei de uma dica incrível e que me mudou por dentro nessa mesma viagem com a família, lá em Parati. Já tinha quase dois anos que eu não ia lá, e eu me recordava nitidamente que da última vez, interessada num crepe, comi numa creperia que me serviu um recheio congelado no meio. Em Parati se alimentar custa muito caro, no geral, o que faz com que eu aplique o seguinte critério: se vai ser caro, é bom que seja uma delícia. De modos que como não muda muito mesmo a faixa de preço, sempre como nos lugares mais lindos, com cardápios mais sofisticados, pois assim a chance de frustração é menor.
Desta vez, eu estava louca para comer no tailandês de lá, que vem ganhando fama como um dos melhores tailandeses do Brasil, e como ando prospectando a Tailândia seriamente como destino de umas próximas férias, vivo sonhando com comidas condimentadas deliciosas. Fui demovida dessa ideia porque minhas companhias eram todas conservadoras em termos de gastronomia, e me contentei com outra dica que havia pegado semanas antes: a creperia nova que era de um francês super bem adaptado ao local. Incomodei desde a véspera e passei cedo na creperia para me assegurar de que estava aberta, e encontrei o tal francesinho arrumando alguma coisa e confirmando que abriria 16h, sendo que 18h30 sairia a fornada de pães e brioches do dia.
Chegamos mais ou menos nesse horário, e já tinha muita gente ali em volta, esperando a fornada dos pães e dos brioches. Ele trabalha praticamente sozinho, junto com um ajudante, e com a sua pequena família correndo pelo local. É tudo muito simples e até meio demorado, justamente por ser feito a tão poucas mãos. Mas além disso, é tudo feito com muita paciência e atenção aos detalhes. É coisa do tipo: ele faz os próprios azeites, ele faz a própria massa, a própria maionese, ele só compra aquilo que não tem outro jeito. O menu fica escrito num monte de lousas pela parede do local apertadinho, que fica ainda mais apertado nesse horário, em que os pães terminam rapidinho. Comemos os brioches, compramos os pães e eu resolvi comer um crepe de chocolate com banana, o que de tudo era o menos gostoso, além de gigantesco, feito para dividir.
Queria ter tido fome para jantar, para experimentar cada entradinha e cada prato, mas só de ter ficado ali tomando café e comendo um lanchinho enquanto a comunidade ia e vinha atrás dos pães e o francesinho, simpático e com sotaque quase desaparecido, conversava conosco e com todo mundo ao mesmo tempo, já valeu a viagem toda. Ele estava tão integrado ao seu espaço, e era tão habilidoso ao falar e lidar com os produtos que vendia, que me deixou emocionada.
O local é pequeno, de poucas mesas, escurinho, muito simples. O que não tem nada de simples é o exímio panificador que habita aquele espaço, e que cria incessantemente uma experiência mágica, além de gastronômica. Eles não têm site, mas encontrei a fanpage no facebook e as avaliações do tripadvisor. Também tenho poucas fotos, todas ruins, devido ao escuro do lugar e ao fato de que estava sem bateria quando cheguei lá. Mas por favor, se você passar por Parati, não deixe de ir comer um brioche às 18h30. E levar um pão para casa. E caso vá ao tailandês, me diga o que achou, sim?

2 comments:

Cristiano said...

Ta ai uma cidade que eu tenho muita vontade de conhecer... :))

Bah said...

Já fui pra Parati, mas fiquei em dois lugares específicos acampando, a cidade é super charmosa.

K!

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