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Wednesday, February 26, 2014

O cardápio de pessoas: minha experiência com o Tinder

Não comentei aqui, mas andei trocando de celular depois que o antigo morreu. É mais moderninho, de touch, e com ele eu comecei a usar alguns aplicativos que sempre achei legal, tipo o Instagram (o meu nome é superthais, se alguém quiser adicionar - só tem foto de comida, mas...), e por insistência dazamiga fui experimentar o tal do Tinder.
Bom, no primeiro dia, eu baixei o aplicativo e ele ficou horas rastreando sem encontrar ninguém. Achei que estava com defeito e deixei pra lá, mas no dia seguinte, uma segunda-feira no centro da cidade, o negócio bombou. Dezenas de fotos de homens eram apresentadas a mim numa sequência infindável, em que a pessoa tem duas opções: dá um 'x' se não gostar, um coraçãozinho se gostar, e caso o cara tenha dado um coraçãozinho para você também, ele acusa que vocês dois se 'gostaram' e libera o chat para vocês conversarem.
Em menos de 4h de uso do aplicativo, eu havia 'classificado' mais de cem homens, e vice-versa. Destes, uns 10 mais ou menos vieram falar comigo pelo chat, e sim, é possível pegar pessoas do Tinder em menos de 4h, se você for ninja (eu fui, meu par também era). Minhas amigas solteiras nunca mais passaram um final de semana sozinhas, sempre às voltas de administrar os boys do Tinder. E a dinâmica é essa, muito dinâmica mesmo.
Porém...
Ah, o porém. Depois de classificar tantos homens apenas pela foto, e de ter sido classificada por outros tantos, fiquei incomodada com essa forma de seleção. Porque lembrei de quantas pessoas interessantes já conheci, e que no Tinder eu não daria o coraçãozinho. Não aconteceu comigo, mas fiquei me perguntando se não devem acontecer casos de pessoas inconvenientes falando com você no chat, pois afinal, se você entrou no Tinder, está se dispondo a ser classificada pela sua aparência, e não dá coraçãozinho para ser amigo das pessoas, certo?
O dinamismo todo, tão mais rápido que a vida real, é uma vantagem, mas também fico me perguntando se não mascara as nossas relações, tirando ainda mais o nosso 'trabalho' em fazer uma relação funcionar. Em uma ocasião ao vivo, levo muito menos que 4h para conhecer uma pessoa e me decidir a ficar com ela, a depender do contexto, mas também existe a chance de você começar a conversar com alguém por outro motivo, ou mesmo, apenas encontrar uma pessoa que seja divertida, seja sua parceira, e apenas isso.
Na minha avaliação, curta de apenas um dia de uso do Tinder, perde-se um pouco da dimensão humana das relações quando se estabelecem os critérios como o desse aplicativo: relações reificadas, estabelecidas pelo contato visual estático (da foto), atrás do conforto do celular (sem o compromisso de se mostrar, ao vivo, se expressar), e que podem levar a qualquer lugar, mas pelo que vi dos casos que acompanho, não levam de fato a lugar nenhum.
Sem moralismo nenhum, pois faço uso constante das relações ocasionais, e gosto das paqueras, acho que esse 'avanço' tirou alguma coisa que considero legal e importante quando estou nessa função. Deixei pra lá.

6 comments:

Cristiano said...

Depois da web paquera a mobile-paquera. Fico pensando qual será a próxima.

Nanda Silva said...

Concordo com você , não te achei no insta, me procure por lá nandalocka, beijo

Cambaxirra said...
This comment has been removed by the author.
Cambaxirra said...

Eu sou muito desconfiada, sempre acho que essa coisa de mal conhecer e aí já sair pro abraço não vai dar certo. Acho que essas "modernidades" não são pra mim, hahaha.

Bah said...

Gosto do Tinder pra dar um X pra ver se alivia auhauahua pelo amor de deus tem uns caras que só pela descrição já não são interessantes.

Achei UM! Um único que tô caidinha :( e que não deveria... Somos amigos, no Instagram, no Facebook, nos falamos todos os dias... lindo, fofo, mas ainda não descobri o seu defeito auahuahua

Não achei seu ID lá.. me adiciona: rominahorita.

Kisu!

Amanda R said...

Como que eu depois de ter dado "ok" desfaço isso...? (no tinder)

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