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Wednesday, February 26, 2014

O cardápio de pessoas: minha experiência com o Tinder

Não comentei aqui, mas andei trocando de celular depois que o antigo morreu. É mais moderninho, de touch, e com ele eu comecei a usar alguns aplicativos que sempre achei legal, tipo o Instagram (o meu nome é superthais, se alguém quiser adicionar - só tem foto de comida, mas...), e por insistência dazamiga fui experimentar o tal do Tinder.
Bom, no primeiro dia, eu baixei o aplicativo e ele ficou horas rastreando sem encontrar ninguém. Achei que estava com defeito e deixei pra lá, mas no dia seguinte, uma segunda-feira no centro da cidade, o negócio bombou. Dezenas de fotos de homens eram apresentadas a mim numa sequência infindável, em que a pessoa tem duas opções: dá um 'x' se não gostar, um coraçãozinho se gostar, e caso o cara tenha dado um coraçãozinho para você também, ele acusa que vocês dois se 'gostaram' e libera o chat para vocês conversarem.
Em menos de 4h de uso do aplicativo, eu havia 'classificado' mais de cem homens, e vice-versa. Destes, uns 10 mais ou menos vieram falar comigo pelo chat, e sim, é possível pegar pessoas do Tinder em menos de 4h, se você for ninja (eu fui, meu par também era). Minhas amigas solteiras nunca mais passaram um final de semana sozinhas, sempre às voltas de administrar os boys do Tinder. E a dinâmica é essa, muito dinâmica mesmo.
Porém...
Ah, o porém. Depois de classificar tantos homens apenas pela foto, e de ter sido classificada por outros tantos, fiquei incomodada com essa forma de seleção. Porque lembrei de quantas pessoas interessantes já conheci, e que no Tinder eu não daria o coraçãozinho. Não aconteceu comigo, mas fiquei me perguntando se não devem acontecer casos de pessoas inconvenientes falando com você no chat, pois afinal, se você entrou no Tinder, está se dispondo a ser classificada pela sua aparência, e não dá coraçãozinho para ser amigo das pessoas, certo?
O dinamismo todo, tão mais rápido que a vida real, é uma vantagem, mas também fico me perguntando se não mascara as nossas relações, tirando ainda mais o nosso 'trabalho' em fazer uma relação funcionar. Em uma ocasião ao vivo, levo muito menos que 4h para conhecer uma pessoa e me decidir a ficar com ela, a depender do contexto, mas também existe a chance de você começar a conversar com alguém por outro motivo, ou mesmo, apenas encontrar uma pessoa que seja divertida, seja sua parceira, e apenas isso.
Na minha avaliação, curta de apenas um dia de uso do Tinder, perde-se um pouco da dimensão humana das relações quando se estabelecem os critérios como o desse aplicativo: relações reificadas, estabelecidas pelo contato visual estático (da foto), atrás do conforto do celular (sem o compromisso de se mostrar, ao vivo, se expressar), e que podem levar a qualquer lugar, mas pelo que vi dos casos que acompanho, não levam de fato a lugar nenhum.
Sem moralismo nenhum, pois faço uso constante das relações ocasionais, e gosto das paqueras, acho que esse 'avanço' tirou alguma coisa que considero legal e importante quando estou nessa função. Deixei pra lá.

A primeira do ano a gente não esquece

Incrível como a minha enxaqueca é tão inconveniente que chega a me dar quando estou dormindo. Dormindo, Brazil, e a desgraçada aparece no meio do meu sono.
Estou de molho hoje.

Tuesday, February 25, 2014

E o Carnaval?

Não sei se é a greve, ou se minha crise financeira (da qual estou me distanciando mas que ainda existe), mas esse ano ainda não entrei no clima. Não comprei adereços nem fantasias, não fui em nenhum ensaio nem bloco, e juro que considero fortemente a possibilidade de escapulir para São Paulo nesses dias que estarão calmos para ver o Miró e visitar a Liberdade tranquilamente.
Nem me reconheço!

Sunday, February 23, 2014

Dica para os interessados em espumante


Nesse ano eu não bebi cerveja. Quer dizer, bebi três vezes. Considerando que cerveja é a bebida mais sociável do mundo, eu ter bebido no verão inteiro apenas três vezes é praticamente uma revolução - até porque eu costumo beber três vezes na semana, por aí. 
Não parei de beber: estou bebendo drinques mas estou principalmente bebendo espumante. Farei 30 anos nesse ano e preciso que esse fígado funcione até eu morrer, de modos que optei por sobrecarregá-lo apenas no glamour e bebo espumante constantemente.
Primeiro, devorei o estoque de meus pais. Depois, devorei o meu. Quando acabaram ambos, passei a comprar e estou numa rica fase de experimentação, aprendendo e conhecendo muitos. Gosto de brut e não suporto essas coisas demi-sec. Só de olhar o nome minha têmpora esquerda lateja, com minha enxaqueca me ameaçando: não ponha isso aqui para dentro que eu saio para fora (isso não é mentira, dói na têmpora mesmo).
Daí que nessas, este final de semana resolvi tomar uma cava, coisa que aprecio imensamente, e que sempre me dá certo pesar lembrar que, quando estive na Espanha, quase nem tomei - eu estava apenas começando nessa vida e bebia praticamente só tintos. 
Encontrei esse no Imperatriz, por R$29,90 e foi uma surpresa muito agradável: é brut, mas a primeira nota tem uma doçurinha muito sutil, que não perdura no entanto, deixando o final bem agradável, sem aquela persistência enjoativa. Não tenho nenhum conhecimento científico sobre o que tem e o que não tem, mas confiem em mim: tenho o dedo mágico e podre, só gosto de coisa boa. Geralmente cara. Esse custo-benefício é incrível!
Farei um estoque, e aconselho os manezinhos a fazerem o mesmo!

A experiência de vender roupas no brechó

Lá fui eu cuidar de levar uma sacola cheia de roupas num brechó do centro da cidade. Levei peças muito novas, muito bonitas, algumas inclusive de marca. A garota disse que ia 'dar uma olhada' na minha sacola, e pude perceber que ela fez um ótimo negócio, pois ficou com todas. Me pagou R$40,00 por toda a sacola. 
Certamente, as roupas custaram muito mais que isso, talvez umas 10x mais. Mas essas roupas jaziam todas dentro de uma sacola para doar, e a pessoa a quem eu ia doar sumiu. Para quem ia apenas doar, ganhar R$40 é lucro. 
Ainda sobraram muitas coisas, que eu julguei que não teriam boa saída lá, pois vale mais a pena comprar nova, tipo, camisetas brancas, sabem? É um negócio que usado não vale a pena comprar. Essas peças, coloquei em outra sacola, junto com calçados, alguns casacos de moletom, talheres e utensílios domésticos e doarei para a ocupação urbana aqui da cidade. 
Esses dias quase não parei em minha casa, pois com a greve, a concentração é no centro e eu prefiro dormir na casa de meus pais, na praia - daqui tem mais opções de transporte público e à noite eu posso aproveitar para dar uma caminhada. Mas na semana que vem devo voltar para minha casa e continuar o processo. Estou me livrando de muitos objetos que não me interessam mais, independente de ganhar dinheiro com isso ou não, pois se precisar fazer a mudança em breve, já terei adiantado um bom trabalho. Também estou gostando da ideia de as coisas ficarem mais espaçosas, mais livres, apreciando não estar tudo atulhado. Se vocês vissem como meu guarda-roupas anda bom de lidar, me entenderiam.
A maratona de vendas passou; segue a maratona do destralhamento. Papeis inúteis, aí vou eu.

Friday, February 21, 2014

Será que vou? Será que não vou?

Marquei minhas férias para 10 a 31/03. Fui lá e comprei passagens aéreas para Buenos Aires (mas o real destino é Uruguai) para os dias 10 a 24/03. Você sabe se poderá ir? Nem eu. Com essa greve, tenho medo que cancelem minhas férias em represália por ter aderido.
Posso perder a passagem, e para não perder nada mais, ainda não reservei hospedagem nem alguns dos passeios que precisam de reserva. 
Todos os dias eu me lembro disso e fico um pouco assombrada. Pedirei para estagiária trololó investigar minha situação.

Wednesday, February 19, 2014

A mudança de cabelo

Eu realmente devo estar muito mudada. Porque domingo, depois do banho, fui pentear os cabelos e fiquei frustrada e com vontade de jogar o pente longe enquanto tentava desembaraçá-los. Meu cabelo sempre fica bem embaraçado em cima, perto da cabeça, pois quando eu lavo, esfrego bastante o couro cabeludo, então embaraça sempre ali no mesmo lugar. Só que domingo eu não queria resolver, estava irritada, penteei com força e provavelmente arrebentei umas pontas nesse processo.
Acabou de acontecer a mesma coisa.
Sabem o que eu pensei domingo e confirmei hoje? Vou cortar essa cabeleira. Eu não mereço me frustrar penteando os cabelos logo de manhã.
Brazil, isso é um pensamento inédito nessa cabeça. Há mais de 5 anos que eu cuido, converso, mimo esse cabelo para ele crescer. Quando está muito embaraçando, vou lá, faço um tratamento no salão, compro uns produtos adequados, ajudo ele.
Agora eu só penso em cortar e me livrar do embaraço. Não tão curtinho, porque tenho rosto redondo e ficaria uó, mas um chanelzinho sabem? De repente com as pontinhas maiores? De repente jogar um marrom por cima desse loiro?
Estou amadurecendo as ideias e vendo fotos enquanto não tenho dinheiro nem para comprar um prego, quanto mais cortar o cabelo. Mas querer cortar mais da metade para não ter que pentear é algo novo. Inteiramente novo. 
Peles branquinhas, olhos claros e cabelos marrons e curtinhos que poderiam funcionar nessa cabeça:


Tuesday, February 18, 2014

A louca que se trata

Quando decidi ficar na sonífera ilha, e depois soube que poderei me mudar em 6 meses, fiquei contente porque poderia resolver as pendências burocráticas com calma, me desfazer do apartamento e da cacalheira que juntei, e também organizar as ideias para essa grande mudança.
Como quero estar bem de dinheiro, de tempo, de saúde e da cabeça, conversei com uma pessoa que entende as minhas cismas e desconfianças, anotei umas dicas e me arrumei uma terapeuta: Renata. Marcamos que às segundas de manhã irei lá falar meus problemas que são vários (mentira, são tão poucos, ainda bem), e na próxima segunda-feira terei minha primeira entrevista, 8h30 da manhã. 
Vem aí A Analista.

Sunday, February 16, 2014

A saga do carro

Como meu carro é novo e ainda tem garantia, encostei ele na concessionária há três séculos atrás. Primeiro a seguradora não concordou com o orçamento deles, mas graças ao meu querido amigo e corretor (na verdade, o querido casal Greycy e Juh, meus amigos atenciosíssimos e que recomendo a quem se interessar), no fim ficou tudo bem.
Fui ontem retirar o carro, e descubro que... Consertaram somente a traseira. Sim, meu povo, a frente está igual ao dia da batida!
Depois de mil discussões na funilaria, ligo para meus super-heróis, que dizem que posso retirar o carro: só devo pagar a franquia parcelada, pois essa história vai render um pouco mais e pode ser necessário um estorno daqui uns dias.
Bom, será pelo visto mais uma semana a pé. Vocês não têm ideia da falta que me faz esse carro quando não estou na repartição.


***

Outro detalhe curioso: na quinta-feira, me liga uma guria da Dimas, me lembrando que preciso fazer a vistoria. Gargalhando, explico a ela que meu carro está há três semanas na funilaria da Dimas por conta de um sinistro. E que assim que o conserto for providenciado por eles mesmos, eu agendo a vistoria para eles mesmos fazerem. Ainda me ameaçou alertando que se eu não a fizer até 31/03, perco a garantia. A ousada.


***

Meu carro reserva, que usei durante 7 dias, foi um Uno Vivace. Mil anos melhor de dirigir que o meu, com certeza absoluta na próxima troca voltarei a um carro Fiat. 

Saturday, February 15, 2014

O que tem pro almoço? Detox líquida

Com alguma regularidade, bimensal, talvez, eu gosto de fazer aquelas dietas detox líquidas, sabem?
Existe de tudo que é tipo por essa internet afora, de quantos dias a pessoa quiser, e prometem kilos e mais kilos de detox. Não sei nada de kilos, pois não me peso antes e depois, me peso apenas uma vez na semana na mesma balança, mesmo horário e com mesma roupa. Mas faço mesmo assim, pois estou mais interessada no detox do que na dieta em si.
Eu não lembro se tenho falado disso, mas ontem me pesei e estou com 65.400kg, o que significa que são 6.600kg desde que me propus à reeducação alimentar. Sem exercícios regulares (me mantenho ativa, mas não tenho um controle rígido sobre as caminhadas, e não tive disciplina para nadar ou fazer musculação) e comendo e bebendo álcool, o processo foi mais lento do que seria para alguém mais xiita. E ele continua, pois tenho uma indicação de perder no mínimo mais 5kg ainda, sendo o ideal perder 7kg de gordura (falo em kilos para facilitar o entendimento, mas tenho metas específicas de massa magra, medidas, IMC, etc). Ou seja: mais um ano me reeducando. 
No geral faço boas refeições com bastante vegetais, como muitas frutas, tomo suco verde e batidas com grãos integrais e orgânicos, quase nada de pão e nem de massas (minha antiga cesta básica), diversos chás e quetais. Porém, justamente pela dureza dessa dieta, por comer tão poucos carboidratos simples, como um belo sanduíche misto-quente com achocolatado (que em tempos de estudante era minha cesta básica), não-raro em algum dia da semana eu como uma pizza (pequena, de 4 fatias) sozinha, com um copo de refrigerante normal. Ou vou lá e me sirvo de batatinhas fritas no buffet, ou como um bife à parmegiana (coisa que minhas panelas nunca viram de perto). É tipo assim, umas 2-3 escorregadas boas na semana, em que mando ver no trash, e embora isso não seja recomendado por ninguém, me faz manter o equilíbrio no resto do tempo.
Semana passada foi uma dessas em que no domingo, sozinha no Tietê, comi um lanche no Bob's. E no dia seguinte, sozinha em casa, quis uma pizza de pepperone com escarola (sim eu sou bipolar e adoro os sabores vegetais da pizza). E almoçando no piquete da greve, me sirvo das malditas batatinhas, como filés à milanesa, tomo um capilé doce que dói e chupo uma sete belo de sobremesa. Por aí vocês vão vendo que eu precisava de um detox, certo?
Ao contrário da maioria das pessoas, eu faço tudo dia de semana: como errado, bebo, saio para dançar e com os boys. Final de semana é tudo muito cheio e muito aborrecimento para minha alma de eremita. Sempre me alimento melhor no sábado, quando estou tranquila e sozinha em casa. Aproveitei hoje para fazer uma detox líquida. Já fiz de vários tipos, e por isso desenvolvi algumas preferências. Farei apenas hoje, voltando amanhã aos sólidos, ainda que pegando leve. 
Se alguém tem esse tipo de curiosidade, seguem algumas informações básicas:

1 - É LÍQUIDA. Sim, apenas por hoje, o liquidificador é nosso amigo e tudo será comido assim, líquido. Não tenho problemas de inchaço, mas sinto-me bem melhor se não estiver com alimentos pesando no estômago, além da dilatação mecânica que os líquidos promovem e que me ajudam a sentir maior saciedade;
2 - É VEGETAL. Hoje não tem carne nem nenhum derivado de animais: meu fígado está num spa, digerindo apenas couves e limões. Também não tem nenhum cereal refinado, como farinha ou mesmo aveia, açúcar ou adoçante foram embora, nenhum laticínio, obviamente.
3 - É ORGÂNICA. Eu adapto as receitas também às disponibilidades sazonais da banca de orgânicos, para não acabar ingerindo alimentos abençoados pela Monsanto. Tem uma coisinha ou outra que não é (como o alho, o azeite de oliva, a erva do chá), mas em sua quase que absoluta maioria, é orgânico ou então de boa procedência (caso você tenha a hortinha ou quintal da vovó para ajudar).
4 - É SATISFATÓRIA. Ou seja, de 3h em 3h tem uma sopa, suco ou batida entrando aqui, intercalado com chás gostosinhos para acalmar o organismo e a mente. Isso é bem importante para você não mergulhar num cheeseburger de desespero, e por isso que também é bom fazer aos sábados.
5 - É LIMITADA. Eu não sou nutricionista, mas pelo amor de GOD, o bom senso precisa imperar e as pessoas entenderem que a pobreza de calorias, de carboidratos, de proteínas e tudo mais não é algo que deve ser uma constante em sua vida. Estou aqui de pernas pra cima nesse sábado, apenas preparando minhas refeições, lendo e vendo filmes. Dessa forma líquida, o máximo recomendado é 2 dias, mas mesmo algumas com alimentos sólidos deve jamais ultrapassar 5-7 dias. Essas restrições fazem mal, Brazil.

Dito isso, segue o relato do dia de hoje (ainda em andamento):

10h40 ao acordar: 1/2 limão siciliano espremido em um copo d'água. Depois de 20min, suco verde feito com suco de 2 laranjas, 1/2 limão siciliano (a outra metade da água viram?), 1/2 maçã e 1 folha de couve-manteiga. 
12h - uma caminhada leve de 30min, em ritmo lento, passeando pela praia, indo até a loja de produtos naturais comprar hibisco.
12h45 - uma xícara de chá de hibisco.
13h20 - sopa-creme de palmito (orgânico, for sure), com alho e 1 batata inglesa miudinha para dar consistência.
14h - mais uma xícara de chá de hibisco com cravo.
16h - batida de leite vegetal com 1 banana, 1/2 maçã, cravo, canela e 1 colher de sopa de amaranto em flocos (orgânico).
16h45(agora!) - 1 xícara de chá de hibisco.
18h30 - sopa-creme de batata-doce com agrião.
19h - 1 xícara de chá de gengibre com gojiberry (chega de hibisco né?).
21h - suco de melancia, limão e gengibre com sementes de chia.
23h - suco de maracujá.

E para terminar o post que nunca acaba, a dica do leite vegetal, feito com avelãs e amêndoas: 
1.coloque as nuts num recipiente com água mineral e cubra por cerca de 2h. Nessa quantidade, assim pouquinho já resolve. 

Bata no liquidificador por alguns minutos, peneire e vivencie o milagre: leite! Com um gosto bem pronunciado de avelã!





Adicionei mais água, amaranto, maçã e banana para minha batida. Pois assim puro ele ficou meio aguado, e eu não tinha muitas oleaginosas para fazê-lo aqui em casa. Mas rendeu um copo cheinho de vitamina deliciosa!

Friday, February 14, 2014

A famosa frente fria

No inverno passado, apesar da neve e de ter adquirido uma tosse nervosa, e de ter sim sentido certo frio, sobrevivi dignamente aos revezes do frio e eventualmente da chuva, desconfortável mas não impossível.
Esse verão, no entanto, tão extremo quanto o outro inverno, me fez perceber que não dou conta. Vivo boa parte de minha vida enfurnada na repartição com sua eterna climatização a 21ºC, várias vezes menos, e simplesmente isso me tornou mole para o verão. 
Essas semanas de greve, em que a concentração é na Praça XV no centro da cidade, deixaram isso latente. O quanto eu simplesmente não dou conta desse calor. 
Terei que vender o rim para pagar a conta de luz, pois o ar condicionado foi ligado quase que permanentemente em cada minuto que estive dentro de casa. Não comi quase nada almoços a fio, com a dificuldade de manipular alimentos e também o problema de ingerir comida quente. Não poucas vezes, preparei meu almoço na noite anterior, uma polenta por exemplo, apenas para poder comê-la gelada no dia seguinte, sem requentar. 
Ontem, apesar da chuva e da queda sensível de temperatura, preciso declarar que continuo sentindo um calorzinho desconfortável, sabem? Tinha uma ilusão de que dormiria de janelas abertas, mas arreguei e liguei o ar menos de 1h depois. Para comemorar, comi um cupcake de chocolate. Viva a chuva!

Wednesday, February 12, 2014

A história dos R$50 que ganhei hoje

De posse de minhas resoluções, anunciei meus produtos no grupo do facebook (apenas para saberem é um grupo de Floripa, este aqui), e no primeiro dia, tive dificuldade com o flood pelo fato de ter anunciado dois vidros de perfume, ambos com mais da metade do conteúdo, por R$25 cada. A mulherada enlouqueceu e quis muito, e eu estou simplesmente com R$50 do meu primeiro desapego.
Com isso, aprendi que esse tipo de produtos, principalmente de marca, sai rapidinho. As roupas, que são todas lindas, nenhuma delas chamou a atenção. Estou pensando em montar um kit com batons, porque tenho vários que não me interessam mais - acabei de ganhar dois MAC de mamis e pretendo usá-los rapidinho.
De modos que preciso levar minhas roupas num brechó. Ainda não fiz isso porque estou a pé, mas sexta-feira eu vou e conto-lhes tudo. 
Depois que vi o desespero das meninas, percebi que talvez poderia ter cobrado mais pelos produtos que anunciei; mas aí pensei no vidro de perfume há simplesmente 5 anos comigo, talvez até alterado no aroma, sem ter chego nem na metade do frasco. E no outro, com mais de 2/3 do frasco, que comprei em 2011, e com cujo cheiro jamais me entendi, uma vez que em mim ele não ficou tão gostoso. Daí fiquei feliz em ter vendido por um preço legal, honesto, considerando que essas coisas têm validade. E as meninas ficaram super felizes com suas aquisições.
Eu que não posso comprar nem um prego, fiquei feliz com meus R$50. Eles servirão para bancar minhas despesas da quinzena, que têm sido altas, pois estou pagando pelo meu transporte diariamente até a greve, enquanto sigo sem carro (e também porque vou andando até a repartição, e não estou trabalhando).
Primeira experiência portanto foi um sucesso; recomendo que vocês que comentaram ter vontade de fazer isso procurarem os grupos das suas cidades, porque eu sequer precisei me locomover fora da rota :)

Tuesday, February 11, 2014

A tentativa de fazer dinheiro

Semanas atrás, numa sanha de me livrar de coisas que atolavam a minha casa e com isso quem sabe me ajudar a me mudar daqui a alguns meses, enchi uma sacola daquelas de carregar eletrodomésticos dentro de coisas que não queria mais: desde roupas, passando por bijuterias e maquiagens, até objetos e utensílios domésticos. Eu tinha intenção de doar para nossa secretária do lar, mas nesse meio tempo ela se demitiu e eu fiquei sem saber o que fazer.
Bom, daí que numa dessas tardes aleatórias, de greve, resolvi me aventurar numa coisa que nunca fiz: vender meus itens usados. Joguei a sacola no chão e fui loucamente batendo fotos de tudo com o tablet para divulgar. Devia ter batido uma foto de como ficou a casa depois disso, mas abafa o caso.
Selecionei aquilo que me parecia que poderia interessar às pessoas e fotografei. Nisso se incluiu desde bolsas até perfumes que já não gosto mais do cheiro, e postei uma leva hoje num grupo do facebook. Um vidro de perfume recebeu três ofertas em menos de 5min, mas o restante ainda não levantou pretendentes.
Daí que de posse desse fato novo, me resolvi a re-selecionar as coisas, e montar um lote (leve, possível de carregar a pé) para levar aos brechós do centro da cidade. Vou fazer isso amanhã.
Porém muitas dessas coisas não serão compráveis, e sem Rose fiquei sem ter a quem doar. Porém, para a minha 'sorte', surgiu a oportunidade de doar as minhas roupas e calçados aos moradores da Ocupação Amarildo de Souza, aqui de Floripa, e também poder enviar utensílios e utilidades domésticas, que a mim não interessam mais, mas que podem interessar às tantas famílias que estão lá recomeçando a montar suas casas. 
O saldo da brincadeira até agora é de R$25 positivos, o que poderia desmotivar uma pessoa ansiosa feito eu, mas se considerar que, sem fazer nada, eu continuaria com R$25 a menos, achei um ótimo lucro. Li neste post aqui, cujo blogue conheci outro dia e estou adorando, que esse tipo de venda não é feito para você lucrar, mas sim, recuperar um pouco do dinheiro que já gastou e que, de outra forma, você não obteria. Nesse espírito, meus R$25 têm um arzinho de vitória, ainda mais nesse mês que não acaba nunca, enquanto o salário já se foi há tanto tempo.
Amanhã eu relato como foi minha ida ao brechó. 

Too busy surviving

Minha gente, acho que nunca na história desse blogue eu fiquei tantos dias sem atualizá-lo. Foi até meio estranho, mas quando a vida manda chamar é melhor atender do que ficar blogando, certo?
A vida continua me requisitando, anyway. Tudo indica que demorarei mais que a média para postar. E os motivos são:

1 - a greve. Sim, estou em greve novamente na repartição, dessa vez contra a privatização de nosso plano de saúde (que é um bom benefício e um dos grandes motivos da maioria dos funcionários se submeter ao baixo salário pago);
2 - a eleição. No meio desse processo de greve, haverá uma eleição para o sindicato de minha repartição, e eu obviamente estarei metida nisso;
3 - a mobilidade. Eu sigo sem carro, mas me prometeram que fica pronto sexta. Só que com isso, eu demoro muito mais para ir e vir por aí;
4 - a viagem. Passei o último final de semana novamente em São Paulo, o que me tira ainda mais de circulação;
5 - a locomotiva social. De drinques com amigas, passando por jantares com amigos, praias com outros e a visita de mamis, tive poucas noites livres;
6 - o calor. Por último, mas não menos importante, estou com bastante dificuldade para sobreviver e não sucumbir a esse calor causticante que só enfrento quando sou obrigada. Eu não paro de reclamar do calor, e fico imediatamente de mau humor quando abro a porta do quarto e enfrento o bafo do lado de fora.

De modos que temos bastante do que falar, e tentarei aos pouquinhos restabelecer o boteco. Senti saudades!

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