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Wednesday, January 15, 2014

Uma constatação fruto da experiência

Em dezembro, minha mãe veio passar um dia em minha casa fazendo uma faxina - a ideia não era explorar o trabalho gratuito dela, mas sim que a nossa querida secretária do lar viesse junto, mas a mesma estava cansada em dezembro. Quando perguntei ao telefone porque ela havia desistido, ela me respondeu dentre outras coisas que 'ser faxineira é foda'. Bom, se eu que sou Assistente Social, trabalho sentada no fresquinho, em dezembro já fico possuída pelo demônio, ivagina ela, que esfrega chão profissionalmente a semana toda? 
De modos que lá veio mamis, sozinha mesmo, fazer a tal da faxina. Não precisava, não era obrigada, mas ela quis, e eu que já estava há quase dois meses sem dormir em casa (quanto menos fazer faxina) fiquei bem feliz. Saiu de lá cheia de opinião sobre tudo o que encontrou, sobre a falta de manutenção, etc, mas num aspecto fui obrigada a concordar com a mulher: quem vê minha geladeira e minha despensa, sente-se seguro na iminência de um furacão. Minha cozinha regurgita de comida.
Para uma pessoa sozinha, é de se admirar que eu tenha uma reserva de 9 pacotes de macarrão, 7 dos quais abertos, afinal, cada um é de um tipo. Ou um pote de maionese Heinz lacrado, enquanto o outro aberto com 3/4 de seu conteúdo lá também jaz na geladeira. 3 tipos de polentas, 3 tipos de grãos orgânicos, 3 tipos de farinhas, dentre outros itens cuja repetição causaria neuvoso em qualquer pessoa normal também habitam meu exíguo espaço.
Tudo isso para toda semana eu comer salada com ovos, comer as mesmas frutas do mesmo jeitinho - e que deve continuar, uma vez que provou na prática que funciona.
E ontem, querendo facilitar minha vida na hora do almoço de hoje, decidi deixar pronto meu pizzocheri com folhas de agrião, pois o espinafre havia acabado, e ficar tão contrariada com meu almoço que bati dois ovos junto e fritei. O tempo todo eu pensava: não é isso que eu quero comer amanhã. Quero meu delicioso soba com pepinos, quero minha salada de camarões e manga, quero um crostini de tomates. E eu ali, sem meus pepinos, sem minha alface, sem meus tomates. Comi aquela fritatta como se fosse o pior alimento do mundo. E com isso, delineei uma decisão.
Não vou mais comprar itens de despensa. Não faz sentido que eu não coma as coisas que possuo, pelo amor de god! Eu preciso exterminar esse tanto de coisas. 
Vou tratar de abastecer minha geladeira com o que realmente importa. Toda semana eu preciso voltar no mercado para comprar as mesmas coisas. Simplifiquei a lista, mas ela é basicamente feita disso: limão, gengibre, legumes de salada (pepino, cenoura, rabanete), legumes de cozinhar (abobrinha, berinjela, cebola e pimentão), uma fruta grande (abacaxi ou melancia), uma fruta simples (banana, maçã ou laranja), uma fruta 'vermelha' (uva, morango, cereja), algum tipo de folha (geralmente alface americana, mais crocante) e ovos. E alho, claro. Quando me vi sem alho, ontem, me senti tão triste que quase desisti de preparar o almoço de hoje. 
Hoje já é quarta, mas acho um dia bom para iniciar um desafio: a desova da cozinha. Não entra comida que não seja fresca e vegetal naquela casa até o final da semana que vem. 
Pena que concluí isso tudo agora, quando já gastei os tubos com meu vale alimentação nesse mês. Mas está em tempo, quero crer que está. 
Adoraria compartilhar uma foto com vocês, mas aqui na repartição isso seria impossível. Vou ver se rola um update com a tragédia anunciada.

1 comment:

Taís Moreira said...

Acho ótima a tua resolução, também estou tentando fazer isso em casa. Beijão da Bruna.

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