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Friday, January 10, 2014

Pobre

Pense numa pessoa financeiramente broke, literalmente. Me sinto como um afogado, que quando consegue tomar um pouquinho de fôlego, leva outro pacote e afoga novamente. A diferença, nesse caso, é que eu mesma promovo a maior parte dos pacotes, sabem?
Meu projeto naufragou junto comigo. Quando vi, estava lá eu novamente toda enrolada. Na verdade, apenas no mês passado eu não tive culpa: meu plano de saúde simplesmente cobrou todas as minhas despesas médicas de meses duma vez só: R$700. Não sei como é isso para vocês, mas aqui, posso afirmar que R$700 são substanciais. Mas não foi só isso: antes que as visitas viessem, tratei de contratar uma pessoa para arrumar umas coisinhas em minha casa. Mandei manipular uns medicamentos novos, de minhas doenças novas. O amaldiçoado Natal. E obviamente, o meu próprio descontrole habitual.
Na semana passada, apesar de estar de recesso e com visitas, consegui ter um orçamento menor que o estipulado! Talvez tenha sido a chuva, mas um pouco também, porque minhas visitas são mais parcimoniosas, gastam menos. Noto que quando saio com alguém mais controlado, tendo a me controlar melhor também. 
Até segunda-feira, estou sem vale. Nessa mesma segunda, preciso dar uma corrida desabalada rumo ao posto de combustível, ao mercadinho, aos mercadões. Resolvi que, neste mês, além de anotar meus gastos, quero anotar os gastos do vale. Para fazê-lo durar melhor, para ver se ele se manifesta mais como 'dinheiro' do que tem sido recentemente.
Minhas férias estão agendadas para começar no dia 10 de março. Pouco antes disso, chega um dinheiro considerável. Com ele, faço minhas férias (decidi pelo Uruguai, mesmo, e vou sozinha). Um destino mais barato, dez dias de férias vendidos, e é ali que, me vejo, saindo do buraco das dívidas. Para quizas iniciar a poupar. Esse é o plano. Conto mais sobre ele em breve. 
Por ora, o Money for Nothing está renovado, até a data cabalística de 10 de março (faltam dois meses, portanto): sem compras, sem viagens, sem extravagâncias financeiras. Vai doer, porque vão surgir no mínimo duas viagens no meio desse caminho. Só espero que doa menos que ficar depois fazendo mil contas...

1 comment:

Neanderthal said...

Acho que você e pelo menos metade das pessoas que conheço estão quebradas. Pelo visto, você tem um "plus" que seriam as dívidas que não constava ter de pagar tudo junto, além de um orçamento menor do que o planejado.
Isso é foda mesmo!

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