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Friday, January 24, 2014

O melhor restaurante de 2013: Yamaga - Liberdade

Eu fui viajar ano passado para SP com uma amiga que, assim como eu, anda de meia furada mas não come Miojo nem matando. Então vários dias antes nós estávamos freakin out procurando os melhores restaurantes para fazer nossas refeições, e o dia da Liberdade era um dos mais esperados.
Fomos num sábado, dia que acho mais interessante porque o comércio está aberto totalmente, não só a feirinha. E o sol estava causticante, então depois de comprar presentes, artigos de decoração e ingredientes, já queríamos ir logo comer, para fugir do calor. Tentamos alguns restaurantes, olhamos os buffets, mas tínhamos uma pretensão de comer algo realmente especial, feito com capricho, e isso significava comer a la carte. Para mim, sushi a la carte nunca é um bom negócio, pois como muito mais do que se convenciona civilizado. Neste dia, não me importando tanto com o preço, decidi que se fosse o caso, pagaria muito mais e mandaria vir mais peças do que eu mais gostasse.
Pesquisamos no tal do foursquare (aplicativo que não tenho e não domino, mas ela usa compulsivamente e é a responsável pela meia-dúzia de check-ins que tenho no meu face) e encontramos a dica desse restaurante na rua Tomás Gonzaga, um pouco depois do fervo maior da feira, e um pouco depois do fervo maior da rua, que tem alguns restaurantes feitos para o gosto 'ocidental', com muito cream cheese e coisas assim. 
Entramos no restaurante e imediatamente nos sentimos num oásis, pois o ambiente é climatizado, de luzes baixas (não é aqueles artificialmente escuros, meio over, mas uma iluminação suave, que aproveitava a luz natural do dia), e era tudo confortável e espaçoso. Tem muitas mesas, muitas mesmo, mas o restaurante estava mesmo assim agradável e razoavelmente silencioso. Muitas famílias japonesinhas lá, mas também mesas cheias de ocidentais, e todo mundo num programa mais tranquilo, mais sóbrio, sem aquele caos de bebê chorando e crianças correndo por entre as mesas (um dos diversos motivos que me faz desistir da maternidade, pois considero isso a divina revelação do inferno). Achei curioso que em vários restaurantes naquela rua, inclusive o nosso, há avisos nas portas dizendo que NÃO servem rodízio - ivagina o quão recorrente é a pergunta.
Já instaladas, pedimos umas cervejas para refrescar, e estavam geladas honestamente. O preço do casco era algo em torno de R$7,00 - era alguma das premium, não lembro se Heineken ou outra, mas era destas. Pedimos uma porção de guiozas de entrada, e foi ali que vi que na verdade, não é que não gosto de carne de porco, é só que ninguém havia me servido uma tão bem temperada e cozida como aquela. Carne de porco guisada, com os temperos corretos, pode lhe fazer crer que morreu e foi ao céu. A massinha estava leve, quentinha, e foi o melhor abre-apetites que poderíamos ter.

Guiozas, cerca de R$12 essa porção com seis
                                         
Eu pedi um combinado, óbvio, e um temaki de filadélfia para 'reforçar' esse meu almoço, achando que ficaria com fome. Anuncio com satisfação que isso não aconteceu, e que ali eu entendi a missão do sushiman: me desestabilizar emocionalmente com as fatias mais bem-tiradas que já provei nessa vida. O peixe era tão fresco, o sashimi derretia tão lindamente na boca, que quase tive uma experiência espiritual ali mesmo. O arroz utilizado em algumas peças era arroz de jasmin, o que dava uma interessância toda nova aos sushis, e me fez entender porque sushi não é coisa para aventureiros. Eu gosto de sashimis de fatias um pouquinho mais altas, acho que isso eleva o sabor, e as deles são exatamente assim. Adoro quando os combinados vêm com uma apresentação bonita, e a deles nesse sentido não ficava devendo nada. Um primor.
Minha amiga andava louca atrás de comer um caldo com lamen, segundo ela, a comida do Naruto, um desenho animado que ela assiste. Na fotinho do meu combinado, aparece o seu caldo ao fundo. Que estava muito bom, segundo ela também, mas que eu sequer provei, tamanha minha animação com meu próprio prato. 
Meu combinado, o temaki e ao fundo a tal comida do Naruto
Quando já tínhamos terminado de comer, um grupo de turistas abriu a porta tentando decidir se entrava ou não e passou um tempo ali conversando de porta aberta. O sushiman, de meia-idade, gritou lá de seu posto de trabalho para eles irem embora e fecharem a porta. E foi assim que descobri quando um homem pode berrar comigo: quando me servir a comida que ele me serviu.
Ao ir embora, ainda, reparei que existem pequenos biombos em que as famílias comem sentadinhas em esteiras, em torno de mesinhas mais baixas. Estou louca para voltar lá e comer dessa maneira!
Ao total, comendo temaki, tomando cerveja e o combinado, paguei cerca de R$50 minha conta - no cartão, que eles aceitam, coisa que não é exatamente automático por lá. Vários estabelecimentos não trabalham com cartão. Recomendo entusiasticamente a todo mundo que vai na Liberdade atrás de uma comida deliciosa e old school!
Endereço e algumas opiniões encontrei aqui, pois o restaurante não tem site próprio.


2 comments:

Cambaxirra said...

Ai, mas que vontade de comer essa comida mais do que maravilhosa!!! Como é bom encontrar comida de boa qualidade! ;)

Beijo

Leila said...

Já fui várias vezes na Liberdade, mas nunca fui a este restaurante. Juro que lendo o seu post me deu uma vontade imensa de conhecê-lo.
Beijos

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