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Thursday, January 09, 2014

Gente que merecia uma mordida de tartaruga

Domingo eu já estava desesperada sem saber o que fazer cazamiga que vieram lá de Minas pegar uma mísera semaninha de praia e já estavam há três dias só com chuva pela frente. Até que, muito engraçado, uma amiga mineira que nem é daqui veio com a sugestão brilhante da gente ir lá visitar o Projeto Tamar, na Barra da Lagoa. Por dez merréis a inteira ou cinco a meia, você visita o projeto, contribui com o projeto, vê tartarugas, fotos e fósseis em exposição, se chegar na hora certa alimenta tartarugas e pega uma visita guiada. É um passeio rápido (a não ser que você curta contemplar as tartarugas, daí demora), para o qual a mocinha da bilheteria só faz um pedido: não tocar nas tartarugas, nem alimentá-las.
Entrei de boa sem nem pensar nas orientações dela, uma vez que não sou do tipo que chega metendo a mão em bicho nenhum, seja de cativeiro, seja doméstico, seja de rua, uma vez que embora não sejam pessoas, parto do pressuposto que, já que a gente não se conhece, é melhor de começo não forçar intimidade. Assim como não gosto que metam mãos cheias de dedos em mim sem nem me olhar nos olhos, e nem de atendente que cumprimenta com beijinhos de oi.
Aparentemente, essa horda mal educada que assola a sonífera Ilha em dias de férias faltou na aulinha básica do 'não é não', pois em absolutamente todas as piscinas tinha gente metendo a mãozona na patinha da tartaruga. Eu me orgulho muito de ser chata e briguei com todo mundo, relembrando-os de que era proibido tocar nas tartarugas. Uma das mulheres, inclusive, estava ela, sua filha and sua neta metendo a mãozona na tartaruga, quando a repreendi, o que a fez pedir para a netinha de menos de 5 anos parar com aquilo - como se ela, a velha inconveniente, também não estivesse fazendo o mesmo.
Logo depois na visita guiada a mocinha falou que tartarugas embora sem dentes tinham uma mordida muito forte, que podia até quebrar as mãos, me regozijei por dentro pensando naquele bando de gente onerando as filas do SUS com suas mãozinhas quebradas pelas tartarugas do Tamar. Quem sabe assim não aprendiam?

5 comments:

Neanderthal said...

Eu já fui mordida por uma tartaruga. Bem no dedão do pé, quando estava no jardim de uma amiga!
Arranca pedaço e dói pacas!
Imagina de uma tartaruga gigante!!!

Valquíria Paula said...

Nossa, quantos posts em um dia! rsrsrs...

O projeto Tamar me parece ser um programa interessante, diferente. Quem sabe um dia, neh?

Cottage Regressiva said...

Um dia eu queria conhecer esse projeto!!! Deve ser liiindo!!! Mas o povo é triste mesmo, difícil... Meus sais!!! Um bjo e lindo fim de semana

Cristiano said...

Nunca fui no projeto tamar e gostaria de visitar...

Mas tem gente que tira foto em igreja que nao pode.

:P

Bruxa do 203 said...

Povo que não consegue olhar sem tocar, impressionante! Como aqueles que sabem que em determinadas praias tem tubarão e mesmo assim insistem em entrar no mar.

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