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Monday, January 27, 2014

Filme: Hugo


Sim, enquanto o mundo inteiro quer assistir o outro filme de Scorsese concorrente ao Oscar, cá estou eu, vendo o filme de dois anos atrás. Eu sou mesmo muito atrasada com esse negócio de filme. Duvido que alguém ainda não tenha visto!
Em minha defesa, eu realmente tentei ver o filme, principalmente porque havia ouvido diversas críticas positivas ao filme e aos efeitos em 3D. Tentei ir ao cinema, mas acabei perdendo a sessão duas vezes, uma delas inclusive lá em São Paulo dois anos atrás.
Bom, o filme merece todas as críticas positivas, e realmente em 3D teria sido muito mais mágico assisti-lo. Que coisa mais graciosa e cheia de detalhes incríveis! As cenas noturnas de Paris, as cenas do agito da estação de trem, o caminho sombrio até a casa do oficineiro de brinquedos... São de uma beleza impressionante. Mágicas, de verdade. As músicas complementam o encanto que você vai sentindo, tudo tão expressivo e tão belo que me dá vontade de morar dentro do filme. Tão incríveis quanto as cenas que descrevi, são aquelas em que Hugo circula pelo interior das paredes, cuidando dos relógios, e em vários momentos me lembrava aqueles desenhos animados da Disney, tão nítidos, tão bem-feitos eram os cenários e movimentos.
Hugo é um garotinho órfão de pai e mãe que foi acolhido por um tio alcoolista e negligente, cuja função é cuidar dos relógios da estação de trem. Este tio desaparece um dia, e Hugo fica sozinho fazendo o seu trabalho e tentando fugir da policia e de ser encaminhado a uma instituição. Achei isso incrível, o medo que a criança sente de ir parar numa destas instituições, o clima de terror que se instala quando alguma é pega, o sofrimento que envolvia a institucionalização das crianças na época. Claro que hoje em dia ainda é muito sofrimento, mas utilizando uma expressão brasileira para a situação, acho que a gente avançou na questão, tratando menos como 'caso de polícia' e mais como uma necessidade de proteção. 
Hugo é esperto, inteligente, e tinha um pai muito curioso e inventivo, com o qual ele tentava consertar um brinquedo antigo que havia sido abandonado num museu: um autômato. Com a morte de seu pai, Hugo busca sozinho a solução para o brinquedo, e a partir disso as pessoas importantes na sua pequena história vão surgindo. Para garantir o funcionamento do autômato, é que tudo se desenrola, de uma forma emocionante e muito triste.
Não é um drama de se lavar em lágrimas porque a história é contada de uma forma que salienta o lado mais fantástico e menos a tristeza toda do negócio - é muita, muita mesmo. Tem um lindo final feliz, meio predictible, mas o mais bonito nem é tanto a história em si, nem o seu final, e sim você se sentir um pouco criança e torcer por Hugo a cada minuto.
Muito lindo!

2 comments:

Cristiano said...

É muito bom esse filme... no começo ele é muito lento mas depois ele engrena e vai!

Bruxa do 203 said...

Lindo! Aquele menino é genial!

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