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Thursday, January 16, 2014

Filme: Big Fish


Na primeira semana do ano voltei a assistir esse filme, do qual já não me lembrava tão bem, porque estava disponível na casa do boy. Ele me alertou que nós poderíamos ver, desde que eu prometesse não rir dele, que costuma chorar copiosamente nos filmes. Prometi e lá fomos nós.
Óbvio que por 'chorar copiosamente' eu não tinha ideia da epifania do homem quando o filme acabou. Tentava me dizer, soluçando, como ele gostaria de ser exatamente o mesmo pai para sua filha, que o pai do filme era. E eu, embora cumprindo minha promessa de não rir, não pude deixar de demonstrar alguma insensibilidade pela loucura que o acometeu, o que provavelmente fez com que o romance tenha decaído bruscamente depois dali.
Ao filme: trata-se da história de uma pequena família, de três pessoas (pai, mãe e filho), contada pela ótica do pai. Uma ótica cheia de detalhes fantásticos, de histórias incríveis, em que ele consegue dar saídas sensacionais para situações aparentemente insolúveis. Uma das histórias diz respeito ao dia do nascimento de seu filho, o dia em que ele pesca o maior peixe do lago, uma lenda na região. Em torno da família vamos vendo a história avançar, e desde o começo conhecemos os personagens em seus dias atuais.
Apesar do pai ser um cara boa-praça, divertido, o filho se irrita muito com este comportamento do pai, e é cheio de sentimentos contraditórios sobre ele. Quando o pai adoece e fica claro que vai morrer, o filho começa a tentar recompor algumas de suas histórias mais icônicas, atrás da real versão. E vai descobrindo, uma a uma. 
Ao final, finalmente reconciliado com a personalidade do pai e com as suas 'mentiras', ele se vê aos pouquinhos tentando repetir aquilo que demorou tantos anos para compreender: que seu pai era um homem simples, que passava muitas dificuldades, mas que queria tornar as coisas o mais especiais possível para a sua família. É mesmo uma linda história.
Lindo também é o filme: cheio de efeitos que tornam assisti-lo um deleite, com um destaque muito especial para as cenas noturnas, no meio da floresta. É tudo muito mágico, muito belo, como Tim Burton sempre faz. Tem também aquele toque excêntrico dentro desse contexto de beleza cênica todo. Uma graça!

2 comments:

annarraissa said...

e eu não pude evitar de rolar de rir com o primeiro parágrafo, pobre do boy xD

Blog Simplifique said...

Assisti esse filme há alguns anos. Me deu vontade de assistir novamente!!

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