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Wednesday, January 29, 2014

A onda agora é trabalhar pelado!

No meu post anterior, a Bruxa do 203 comentou que está sem roupa nem sapato para trabalhar, e prestes a ir trabalhar pelada. 
Estou parecida!
Desde que desembestei a emagrecer, algumas coisas recuperei, que estavam apertadas, mas a grande maioria já ficaram mais que confortáveis e se tornaram folgadas. Não aquele folgado larguinho, charminho, mas aquele folgado que pode lhe deixar de bunda de fora se resolver andar e não ajeitar a saia no corpo.
Não tenho mais nenhum shortinho - todos caem. Das minhas então 3 saias, restou apenas uma, de elástico na cintura. Calças apropriadas para o verão: nenhuma, elas são de linho e escorregam até os joelhos.
Jeans: não tenho, mas se tivesse jamais conseguiria usar nesse calor que faz.
Madame Vestidos que sou, tenho um verdadeiro baralho deles, porém alguns são meio que inaceitáveis para o ambiente profissional, por causa do comprimento da saia ou da profundidade do decote. De modos que no inventário temos apenas três vestidos.
Com três vestidos e uma saia, tenho apenas modelitos para 4 dias da semana, sendo que nem sempre estão lavados e secos a tempo. Como não posso comprar nem um prego, não poderei comprar uma saia de emergência (porque blusas eu tenho mais), e terei que planejar para usar os mesmos três vestidos e duas combinações com a saia no decorrer das semanas.
Listei esse meu vasto inventário numa listinha aqui no Lagosto e vou arrumar um cronograma para utilizar as roupas.
Não queria estar tão pobre, mas seria pior se estivesse gorda e pobre. 
Ao final de fevereiro, me comprarei uma saia!

Tuesday, January 28, 2014

Projeto Money for Nothing

Vejamos por onde começo: não comprei nada. Não saí para comer ou para beber. No entanto, apareceram quase que por milagre umas coisinhas lá em casa, tipo uma pizza delivery... Estapeiem essa mulher!
Com a batida do carro, minhas finanças que já não eram aquilo tudo ficarão bem desequilibradas. Vou pagar a franquia, que é muito menos que um conserto, mas ainda é um alto valor. Mesmo parcelando, as coisas vão ficar difíceis neste mês. Claro que no decorrer do processo, surgiu uma despesa extra no aluguel (a parcela do IPTU), surgiu uma despesa extra médica (as lentes de contato) e, que me lembre, nada mais.
Mais ainda porque estou decidida a não piorar as coisas: fiz uma projeção da fatura do cartão de crédito do mês que vem, mais as outras despesas que devo, e concluí que, se eu realmente quiser ver o dinheiro sobrar, não posso comprar nem um prego. Pregos eu não comprarei, mas de algumas coisas não poderei fugir. Claro que o problema nunca é das coisas que não posso fugir, mas sim daquelas que posso e deveria fugir e nem sempre consigo, se é que vocês me entendem? Aqueles mesmos erros de sempre. 
Ciente de que não me adianta nada chorar sobre o mês derramado, que vai ser uma tragédia grega (crack geral nível Grécia), me restava projetar algumas coisas para os próximos. Então hoje fui lá e encarei o montante das pequenas dívidas que possuo, e que somadas me tornam uma pessoa sempre na corda-bamba. De posse deles, percebi que se não fosse o meu querido acerto de férias (falta muito para março?), a bola de neve iria piorar consideravelmente.
Mas como nem tudo nessa vida é tragédia, fui lá, analisei minhas finanças do acerto de férias, planejei financeiramente as minhas férias, e há bons ventos soprando quanto a isso. Para não misturar as coisas, marcarei minha viagem amanhã e aí conto sobre ela em detalhes. Elas custarão barato, pois o destino é barato (Uruguai - barato se comparado a outras alternativas que eu tinha cogitado) e porque vou viajar com milhas. As férias serão confortáveis e sem perrengues, com episódios de glamour e de baphos, mas mesmo assim o acerto das finanças consumirá uma boa parte do bolinho. 
Torçam por mim, coleguinhas: o mês vai ser punk!

Negócios idealizados

Não sei se isso tende a uma série, mas hoje consigo pensar numa mão cheia de negócios que eu abriria, porque sinto falta deles.

Negócio nº1: um bar especializado em servir vinho em taça

Por motivos que fogem à minha compreensão, os estabelecimentos cobram preços abusivos por uma garrafa de vinho na melhor das hipóteses mais ou menos vendido a R$15 no mercado. Isso piora se você resolver pedir a taça do cardápio e piora ainda mais se você quiser o vinho branco.
Fico aqui pensando se me inventassem um cardápio gigante cheio de taças de vinho, de todos os tipos. Eu ia ficar muito mais bêbada e gastaria muito mais. O que é péssimo para mim, mas ótimo para o negociante. As próprias garrafas se fossem just a little more acceptable, eu pediria quando entre mais pessoas.
Embuchada de cerveja como estou, estufada e ainda alcoolizada de ontem, me sinto mal, inchada, e não é o álcool, porque nem foi tanto assim. É o glúten, é o gás, é a sua característica mais 'pesada' que uma tacinha muito fresh. A cerveja é a bebida mais coletiva que existe, além de ser a mais acessível. Tanto no preço, quanto na oferta nos estabelecimentos. Eu não me importaria de beber vinho enquanto as pessoas bebessem cerveja. Só que não tem no menu.
Será que é viável um trem desses?

Vamos mais devagar!

Semana passada, logo depois de anunciar que ia me mudar, as coisas em minha vida aqui começaram a mudar. Sem entrar em detalhes, surgiu outra situação. E eu já não sabia mais o que escolher. Na dúvida, escolhi ficar e desfiz o processo de transferência para SJC.
No entanto, Deus apesar de não existir vigia pelas almas aventureiras feito a minha. Assim que oficializei a desistência, o que acarreta basicamente em ficar 180 dias excluída do Sistema Nacional de Transferência e só então poder novamente pleitear alguma vaga, minha ex-futura-chefe me alertou que não existe nenhuma possibilidade de preencherem a minha vaga antes disso. E que, quem sabe, a vaga não está de fato me esperando. 
Torcendo por isso, mas sem poder contar como certo, passarei os próximos 180 dias me preparando melhor. Acho que meu apartamento tende a ser um problema numa possível mudança, cheio de cacarecos como está. E que isso é um excelente incentivo para as minhas finanças estarem sanadas em definitivo (estamos no processo). No mais, percebi que tenho dificuldades com esse negódi sair correndo. Preciso de um pouco mais de tempo. 
Teoricamente, ganhei o tempo. 
De todo modo, tem muitas mudanças sendo estruturadas que valem a pena compartir. Eu chego nelas, aqui no blogue também. Já, já eu conto mais!

OBS - leitora Pati que comentou pela primeira vez quando eu contei que ia me mudar, tentei achar um contato seu para a gente se comunicar, mas não foi possível!

Monday, January 27, 2014

Filme: Hugo


Sim, enquanto o mundo inteiro quer assistir o outro filme de Scorsese concorrente ao Oscar, cá estou eu, vendo o filme de dois anos atrás. Eu sou mesmo muito atrasada com esse negócio de filme. Duvido que alguém ainda não tenha visto!
Em minha defesa, eu realmente tentei ver o filme, principalmente porque havia ouvido diversas críticas positivas ao filme e aos efeitos em 3D. Tentei ir ao cinema, mas acabei perdendo a sessão duas vezes, uma delas inclusive lá em São Paulo dois anos atrás.
Bom, o filme merece todas as críticas positivas, e realmente em 3D teria sido muito mais mágico assisti-lo. Que coisa mais graciosa e cheia de detalhes incríveis! As cenas noturnas de Paris, as cenas do agito da estação de trem, o caminho sombrio até a casa do oficineiro de brinquedos... São de uma beleza impressionante. Mágicas, de verdade. As músicas complementam o encanto que você vai sentindo, tudo tão expressivo e tão belo que me dá vontade de morar dentro do filme. Tão incríveis quanto as cenas que descrevi, são aquelas em que Hugo circula pelo interior das paredes, cuidando dos relógios, e em vários momentos me lembrava aqueles desenhos animados da Disney, tão nítidos, tão bem-feitos eram os cenários e movimentos.
Hugo é um garotinho órfão de pai e mãe que foi acolhido por um tio alcoolista e negligente, cuja função é cuidar dos relógios da estação de trem. Este tio desaparece um dia, e Hugo fica sozinho fazendo o seu trabalho e tentando fugir da policia e de ser encaminhado a uma instituição. Achei isso incrível, o medo que a criança sente de ir parar numa destas instituições, o clima de terror que se instala quando alguma é pega, o sofrimento que envolvia a institucionalização das crianças na época. Claro que hoje em dia ainda é muito sofrimento, mas utilizando uma expressão brasileira para a situação, acho que a gente avançou na questão, tratando menos como 'caso de polícia' e mais como uma necessidade de proteção. 
Hugo é esperto, inteligente, e tinha um pai muito curioso e inventivo, com o qual ele tentava consertar um brinquedo antigo que havia sido abandonado num museu: um autômato. Com a morte de seu pai, Hugo busca sozinho a solução para o brinquedo, e a partir disso as pessoas importantes na sua pequena história vão surgindo. Para garantir o funcionamento do autômato, é que tudo se desenrola, de uma forma emocionante e muito triste.
Não é um drama de se lavar em lágrimas porque a história é contada de uma forma que salienta o lado mais fantástico e menos a tristeza toda do negócio - é muita, muita mesmo. Tem um lindo final feliz, meio predictible, mas o mais bonito nem é tanto a história em si, nem o seu final, e sim você se sentir um pouco criança e torcer por Hugo a cada minuto.
Muito lindo!

Friday, January 24, 2014

O melhor restaurante de 2013: Yamaga - Liberdade

Eu fui viajar ano passado para SP com uma amiga que, assim como eu, anda de meia furada mas não come Miojo nem matando. Então vários dias antes nós estávamos freakin out procurando os melhores restaurantes para fazer nossas refeições, e o dia da Liberdade era um dos mais esperados.
Fomos num sábado, dia que acho mais interessante porque o comércio está aberto totalmente, não só a feirinha. E o sol estava causticante, então depois de comprar presentes, artigos de decoração e ingredientes, já queríamos ir logo comer, para fugir do calor. Tentamos alguns restaurantes, olhamos os buffets, mas tínhamos uma pretensão de comer algo realmente especial, feito com capricho, e isso significava comer a la carte. Para mim, sushi a la carte nunca é um bom negócio, pois como muito mais do que se convenciona civilizado. Neste dia, não me importando tanto com o preço, decidi que se fosse o caso, pagaria muito mais e mandaria vir mais peças do que eu mais gostasse.
Pesquisamos no tal do foursquare (aplicativo que não tenho e não domino, mas ela usa compulsivamente e é a responsável pela meia-dúzia de check-ins que tenho no meu face) e encontramos a dica desse restaurante na rua Tomás Gonzaga, um pouco depois do fervo maior da feira, e um pouco depois do fervo maior da rua, que tem alguns restaurantes feitos para o gosto 'ocidental', com muito cream cheese e coisas assim. 
Entramos no restaurante e imediatamente nos sentimos num oásis, pois o ambiente é climatizado, de luzes baixas (não é aqueles artificialmente escuros, meio over, mas uma iluminação suave, que aproveitava a luz natural do dia), e era tudo confortável e espaçoso. Tem muitas mesas, muitas mesmo, mas o restaurante estava mesmo assim agradável e razoavelmente silencioso. Muitas famílias japonesinhas lá, mas também mesas cheias de ocidentais, e todo mundo num programa mais tranquilo, mais sóbrio, sem aquele caos de bebê chorando e crianças correndo por entre as mesas (um dos diversos motivos que me faz desistir da maternidade, pois considero isso a divina revelação do inferno). Achei curioso que em vários restaurantes naquela rua, inclusive o nosso, há avisos nas portas dizendo que NÃO servem rodízio - ivagina o quão recorrente é a pergunta.
Já instaladas, pedimos umas cervejas para refrescar, e estavam geladas honestamente. O preço do casco era algo em torno de R$7,00 - era alguma das premium, não lembro se Heineken ou outra, mas era destas. Pedimos uma porção de guiozas de entrada, e foi ali que vi que na verdade, não é que não gosto de carne de porco, é só que ninguém havia me servido uma tão bem temperada e cozida como aquela. Carne de porco guisada, com os temperos corretos, pode lhe fazer crer que morreu e foi ao céu. A massinha estava leve, quentinha, e foi o melhor abre-apetites que poderíamos ter.

Guiozas, cerca de R$12 essa porção com seis
                                         
Eu pedi um combinado, óbvio, e um temaki de filadélfia para 'reforçar' esse meu almoço, achando que ficaria com fome. Anuncio com satisfação que isso não aconteceu, e que ali eu entendi a missão do sushiman: me desestabilizar emocionalmente com as fatias mais bem-tiradas que já provei nessa vida. O peixe era tão fresco, o sashimi derretia tão lindamente na boca, que quase tive uma experiência espiritual ali mesmo. O arroz utilizado em algumas peças era arroz de jasmin, o que dava uma interessância toda nova aos sushis, e me fez entender porque sushi não é coisa para aventureiros. Eu gosto de sashimis de fatias um pouquinho mais altas, acho que isso eleva o sabor, e as deles são exatamente assim. Adoro quando os combinados vêm com uma apresentação bonita, e a deles nesse sentido não ficava devendo nada. Um primor.
Minha amiga andava louca atrás de comer um caldo com lamen, segundo ela, a comida do Naruto, um desenho animado que ela assiste. Na fotinho do meu combinado, aparece o seu caldo ao fundo. Que estava muito bom, segundo ela também, mas que eu sequer provei, tamanha minha animação com meu próprio prato. 
Meu combinado, o temaki e ao fundo a tal comida do Naruto
Quando já tínhamos terminado de comer, um grupo de turistas abriu a porta tentando decidir se entrava ou não e passou um tempo ali conversando de porta aberta. O sushiman, de meia-idade, gritou lá de seu posto de trabalho para eles irem embora e fecharem a porta. E foi assim que descobri quando um homem pode berrar comigo: quando me servir a comida que ele me serviu.
Ao ir embora, ainda, reparei que existem pequenos biombos em que as famílias comem sentadinhas em esteiras, em torno de mesinhas mais baixas. Estou louca para voltar lá e comer dessa maneira!
Ao total, comendo temaki, tomando cerveja e o combinado, paguei cerca de R$50 minha conta - no cartão, que eles aceitam, coisa que não é exatamente automático por lá. Vários estabelecimentos não trabalham com cartão. Recomendo entusiasticamente a todo mundo que vai na Liberdade atrás de uma comida deliciosa e old school!
Endereço e algumas opiniões encontrei aqui, pois o restaurante não tem site próprio.


Thursday, January 23, 2014

Eu recomendo: comida congelada saborosa e não-alienígena


Desafio semanal: cumprido. Nenhum item de despensa adentrou aquela casa, aliás, item de nada, porque essa semana estou comendo bastante em restaurantes. Sim, às vezes eu me canso, não quero cozinhar, estou indisposta e vou comer fora. Não um 'comer fora' de ir num restaurante especial jantar, mas de ir no buffet de algum dos três restaurantes aqui perto e me servir de arroz, feijão, carne e salada, sem tem nada a ver com o cozimento e nem com a lavação de louça. Não é sempre, mas eventualmente me desgasta ficar montando o menu da semana, calculando se já comi os feijões necessários, se comi todos os grupos de vegetais, e aí prefiro ir logo em algum lugar e me servir de um pouquinho de tudo.
Tergiversações à parte, hoje eu não poderia sair para comer e nem havia cozinhado. E havia comprado tempos atrás essa caixinha com empanadas integrais de frango com requeijão para provar, pois se fossem boas, eu poderia levar para o lanche de vez em quando. Achei que hoje era um bom dia para testá-las e trouxe para almoçar na repartição.
Sem mais delongas, esquentei as empanadas durante 2min no microondas, e foi suficiente, sem nenhum erro de morder o centro de algo e encontrar gelo no meio (um dos principais motivos pelos quais nunca me interessei por microondas). O sabor é excelente, o tempero é gostosinho, a massa é fininha e fica molinha, talvez pelo microondas. De uma outra vez quero tentar no forno.
Muito gostosas, mas além disso, o que mais me deixou contente foi ler o verso, os ingredientes, enquanto esperava elas aquecerem: leite, peito de frango, cebola, colorau, proteína de soja, farinha integral, ovos. Simples assim. Nada de ingredientes alienígenas, nem de glutamato monossódico, nem de nada que você nem sabe pronunciar o nome.
Daí resolvi falar do produto aqui, pois em sendo eu uma entusiasta defensora de evitar os congelados, me encontrei com um cujos teores de sódio estão ok, os ingredientes, idem, e o sabor está excelente também.
Segundo o site deles, vende no Brasil inteiro. Mas é feito numa fabriqueta aqui em Palhoça. Se encontrarem, provem!
Da próxima vez, levarei uns de vegetais para provar. 

O módico conserto do carro

Orçamento despretensioso de uma oficina que fui ontem: 5mil reais e uns quebrados. Acionarei o seguro.

Eu continuo me incomodando

Depois de mais um mês tentando articular com a então coordenadora do programa de pós graduação de meu mestrado um encontro para coletar sua assinatura, fui até ela ontem, saí com as duas impressões assinadas e rumei à BU.
Você conseguiu finalmente entregar sua dissertação? Nem eu!
O Orientador faltou no dia de minha banca, e portanto, obviamente, falta sua assinatura em minha ata de aprovação. Ontem, simplesmente na minha quinta ida ao mesmo setor, resolveram implicar com isso.
Confesso que caí em prantos. Saí de lá soluçando de ódio por causa de mais uma pendência burocrática besta, que alguém poderia ter dito lá da primeira vez que fui. Pra que?
Só de relatar esse episódio me sobe o sangue de novo.

Há muita confusão por aqui

E nem é a bem-vinda e feliz confusão da mudança. É a confusão de quem tem boas chances de ser feliz, duas portas, e precisa decidir em qual vai entrar. Só pode uma, nesse momento.
E por não conseguir avaliar qual delas me faz mais feliz, fico estacada no meio delas, sem saber qual abrir. Acordo pensando na porta 1, tomo café pensando na porta 2, chego no trabalho convencida da porta 1, e vou almoçar certa de que prefiro a porta 2.
Eu preferia as duas, mas aparentemente, não pode.
Só há uma certeza muito certa: eu vou ser feliz em 2014, em qualquer uma das duas portas, porque ambas me transportam para onde quero ir. O problema é que quero tudo!

Tuesday, January 21, 2014

Ser mãe ou ter glamour?

São Paulo tem as calçadas bem largas, onde as pessoas podem andar emparelhadas de quatro em quatro, lado a lado. Brincamos eu e minhas amigas que a gente se sentia em Sex and The City, as quatro andando pelas avenidas. Saindo para beber, fazer compras, comer e tomar café no Starbucks(não acho o café muito bom, mas gosto da referência afetiva), era a versão possível do seriado - apesar de que ficamos só no 'the city' - no sex for us. 
No domingo, como comentei, a gente foi conhecer a tal da Feira Como Assim?, uma graça de feira coberta, climatizada e cheia de itens criativos e com preços pagáveis. Tem as lojas, como num shopping, e o stand dos expositores no meio dos corredores, e é lá que mora a coisa boa da feira. Nunca mais amargarei falta de criatividade nos presentes, já listei coisas incríveis para dar para a família inteira. 
Daí que enquanto a gente escolhia sérum para as mãos, vela que derrete e vira óleo de massagem, banho de espuma efervescente e outros quetais, me sai uma amiga minha com a seguinte constatação:
- Que bom não ter filhos, né? Assim a gente gasta nosso dinheiro todo no glamour! Sempre penso nisso: ser mãe ou ter glamour?
- Prefiro ter glamour, olha só que delícia esse cheirinho aqui! Ivagina eu fedendo gorfo?
- Fora o parto! Vai que vem cabeçudo? Vai estragar a mamãe!

Das coisas boas de estar em 2014: libertar-se da pressão social pelos filhos!

O engavetamento

A ponte estava engarrafada como sempre quando senti aquela bomba atrás de mim. Um carro havia bombado minha traseira com força, e eu fui sentindo o tranco de mais umas três batidas, aproximadamente. Bati no da frente também, ainda que bem pouquinho. Como o carro estava andando, fui-me embora, assim como os demais envolvidos na batida: acho que é convencionado que num acidente desses, a culpa é de ninguém e todo mundo ao mesmo tempo, e cada um paga o seu. Que ódio. Que medo que me deu.
Meu carro novinho, que nem tem seis meses de uso ainda, e ia essa semana para sua primeira revisão. Vai ao latoeiro primeiro, agora. Estragou meu para-choques traseiro, estragou a tampa de meu porta-malas que, obviamente, não está mais fechando. Estragou meu dia ontem. Ainda bem que já era final de tarde.
Levarei hoje num conserto ao lado de minha casa para o orçamento da brincadeira. Algo me diz que não sairá barato.

O final de semana em Sumpólo

Com a novidade da minha transferência para SJC tendo saído na sexta ao meio-dia, ivagina que o final de semana inteiro azamiga só falaram de minha possível mudança. Estando eu junto dazamiga de BH e com mais uma erradicada em SP, a campanha para morar mais perto delas foi forte. 
E durante todos os passeios, eu já ia anotando mentalmente os lugares que via, as coisas de que gostava, para poder repetir em breve, quando estiver morando pertinho. A 1h de distância da big city, podem apostar que irei muitas e muitas vezes. 
Outra coisa interessante foi que como eu já me sentia indo para lá, eu também não ficava desesperada em comprar as coisas e trazer embora. Porque a) eu vou gastar um bom dinheiro com a mudança, b) cada coisa a mais que eu adquirir, vou ter que pensar onde enfiar na casa nova, e c) porque posso voltar a qualquer momento e comprar em breve. Fui numa feira no domingo que seria em outros tempos a grande perdição de meu poder aquisitivo, e enquanto via minhas amigas comprando calçados, bolsas, mochilas, cosméticos e muito mais, eu simplesmente fui embora da feira sem levar nada para mim. Nothing. Sair com quatro amigas e passar a tarde olhando lojas criativas e cheias de coisas que eu adoraria ter e não levar nada é um ato de renúncia, Brazil!
Aproveito para comentar que consegui me manter dentro do orçamento previsto, sem nenhuma estripulia fora. Sinto-me de parabéns!

Monday, January 20, 2014

Cuidado com o que deseja: pode se realizar

Dileta audiência, atentem para o comunicado importante que farei na sequência: estou abandonando minha sonífera ilha e São José da Terra Firme. Ainda em fevereiro fixarei residência em São José dos Campos/SP. Vou transferida pela minha repartição.
Isso significa mudança, entregar apartamento velho, arrumar apartamento novo, decidir o que é melhor levar e o que é melhor comprar, muitos gastos, muitas decisões pequenas (pois a grande, a de ir, já tomei), muitos detalhes e correrias. Hoje à noite já inicio a função de recolher caixas e ir encaixotando os objetos que não entrarão mais em uso. Mais do que nunca, não posso comprar comida para estoque: com certeza não terminarei o meu estoque atual, mas pelo menos preciso diminuí-lo significativamente. Quero aproveitar ao máximo, na medida do possível, esse restinho de verão no litoral, e as pessoas que amo. As próximas quatro semanas serão intensas, mas valerão a pena.
Afinal, estou organizando o resto de minha vida! ;)
Desejem-me sorte. 

Thursday, January 16, 2014

A temporada asiática vai continuar

Lembram de meu pequeno surto na Liberdade dois meses atrás? Pois é, confesso que até hoje tem coisa para abrir aqui em casa. Até agora dei sorte: tudo que abri, gostei e estou consumindo, sendo que alguns itens já acabaram. E sim, eu vou lá de novo. Porque certas guloseimas só encontrarei lá!
Dentro do desafio da semana, no entanto, me aterei apenas àqueles itens que de fato já terminaram, porque comi tudo, e que pretendo comer em breve. Me dá comichão pensar em ir embora e não levar nenhum pacotinho de lamen comigo, ou outro vidro de molho de ostra, mas considerarei como uma boa provocação para voltar quando tudo isso acabar. 
Snacks diferentes e divertidos, chicletes com estampas fofas, biscoitos Koala e pimenta coreana: aí vamos nós.
Já liguei lá, contando que vou no final de semana. A tiazinha que mal fala português está exultante!

Filme: Big Fish


Na primeira semana do ano voltei a assistir esse filme, do qual já não me lembrava tão bem, porque estava disponível na casa do boy. Ele me alertou que nós poderíamos ver, desde que eu prometesse não rir dele, que costuma chorar copiosamente nos filmes. Prometi e lá fomos nós.
Óbvio que por 'chorar copiosamente' eu não tinha ideia da epifania do homem quando o filme acabou. Tentava me dizer, soluçando, como ele gostaria de ser exatamente o mesmo pai para sua filha, que o pai do filme era. E eu, embora cumprindo minha promessa de não rir, não pude deixar de demonstrar alguma insensibilidade pela loucura que o acometeu, o que provavelmente fez com que o romance tenha decaído bruscamente depois dali.
Ao filme: trata-se da história de uma pequena família, de três pessoas (pai, mãe e filho), contada pela ótica do pai. Uma ótica cheia de detalhes fantásticos, de histórias incríveis, em que ele consegue dar saídas sensacionais para situações aparentemente insolúveis. Uma das histórias diz respeito ao dia do nascimento de seu filho, o dia em que ele pesca o maior peixe do lago, uma lenda na região. Em torno da família vamos vendo a história avançar, e desde o começo conhecemos os personagens em seus dias atuais.
Apesar do pai ser um cara boa-praça, divertido, o filho se irrita muito com este comportamento do pai, e é cheio de sentimentos contraditórios sobre ele. Quando o pai adoece e fica claro que vai morrer, o filho começa a tentar recompor algumas de suas histórias mais icônicas, atrás da real versão. E vai descobrindo, uma a uma. 
Ao final, finalmente reconciliado com a personalidade do pai e com as suas 'mentiras', ele se vê aos pouquinhos tentando repetir aquilo que demorou tantos anos para compreender: que seu pai era um homem simples, que passava muitas dificuldades, mas que queria tornar as coisas o mais especiais possível para a sua família. É mesmo uma linda história.
Lindo também é o filme: cheio de efeitos que tornam assisti-lo um deleite, com um destaque muito especial para as cenas noturnas, no meio da floresta. É tudo muito mágico, muito belo, como Tim Burton sempre faz. Tem também aquele toque excêntrico dentro desse contexto de beleza cênica todo. Uma graça!

Wednesday, January 15, 2014

Uma constatação fruto da experiência

Em dezembro, minha mãe veio passar um dia em minha casa fazendo uma faxina - a ideia não era explorar o trabalho gratuito dela, mas sim que a nossa querida secretária do lar viesse junto, mas a mesma estava cansada em dezembro. Quando perguntei ao telefone porque ela havia desistido, ela me respondeu dentre outras coisas que 'ser faxineira é foda'. Bom, se eu que sou Assistente Social, trabalho sentada no fresquinho, em dezembro já fico possuída pelo demônio, ivagina ela, que esfrega chão profissionalmente a semana toda? 
De modos que lá veio mamis, sozinha mesmo, fazer a tal da faxina. Não precisava, não era obrigada, mas ela quis, e eu que já estava há quase dois meses sem dormir em casa (quanto menos fazer faxina) fiquei bem feliz. Saiu de lá cheia de opinião sobre tudo o que encontrou, sobre a falta de manutenção, etc, mas num aspecto fui obrigada a concordar com a mulher: quem vê minha geladeira e minha despensa, sente-se seguro na iminência de um furacão. Minha cozinha regurgita de comida.
Para uma pessoa sozinha, é de se admirar que eu tenha uma reserva de 9 pacotes de macarrão, 7 dos quais abertos, afinal, cada um é de um tipo. Ou um pote de maionese Heinz lacrado, enquanto o outro aberto com 3/4 de seu conteúdo lá também jaz na geladeira. 3 tipos de polentas, 3 tipos de grãos orgânicos, 3 tipos de farinhas, dentre outros itens cuja repetição causaria neuvoso em qualquer pessoa normal também habitam meu exíguo espaço.
Tudo isso para toda semana eu comer salada com ovos, comer as mesmas frutas do mesmo jeitinho - e que deve continuar, uma vez que provou na prática que funciona.
E ontem, querendo facilitar minha vida na hora do almoço de hoje, decidi deixar pronto meu pizzocheri com folhas de agrião, pois o espinafre havia acabado, e ficar tão contrariada com meu almoço que bati dois ovos junto e fritei. O tempo todo eu pensava: não é isso que eu quero comer amanhã. Quero meu delicioso soba com pepinos, quero minha salada de camarões e manga, quero um crostini de tomates. E eu ali, sem meus pepinos, sem minha alface, sem meus tomates. Comi aquela fritatta como se fosse o pior alimento do mundo. E com isso, delineei uma decisão.
Não vou mais comprar itens de despensa. Não faz sentido que eu não coma as coisas que possuo, pelo amor de god! Eu preciso exterminar esse tanto de coisas. 
Vou tratar de abastecer minha geladeira com o que realmente importa. Toda semana eu preciso voltar no mercado para comprar as mesmas coisas. Simplifiquei a lista, mas ela é basicamente feita disso: limão, gengibre, legumes de salada (pepino, cenoura, rabanete), legumes de cozinhar (abobrinha, berinjela, cebola e pimentão), uma fruta grande (abacaxi ou melancia), uma fruta simples (banana, maçã ou laranja), uma fruta 'vermelha' (uva, morango, cereja), algum tipo de folha (geralmente alface americana, mais crocante) e ovos. E alho, claro. Quando me vi sem alho, ontem, me senti tão triste que quase desisti de preparar o almoço de hoje. 
Hoje já é quarta, mas acho um dia bom para iniciar um desafio: a desova da cozinha. Não entra comida que não seja fresca e vegetal naquela casa até o final da semana que vem. 
Pena que concluí isso tudo agora, quando já gastei os tubos com meu vale alimentação nesse mês. Mas está em tempo, quero crer que está. 
Adoraria compartilhar uma foto com vocês, mas aqui na repartição isso seria impossível. Vou ver se rola um update com a tragédia anunciada.

Uma rota de fuga

Hoje quando o despertador tocou 6h, eu tinha certeza de que não conseguiria levantar. No entanto, havia sonhado com uma pessoa a noite toda, e quando o despertador trouxe junto consigo a conexão com o telefone (durmo de aparelho desligado, simplesmente porque a bateria de smartphones se esvai, mas também para evitar que apite notificações de facebook a noite inteira) e uma mensagem justamente da pessoa com quem sonhara, despertei. 
Apesar de despertar, não consegui fazer minha rotina matinal, e depois de ver que minha rotina se cumpria muito bem em menos tempo, deitei outra vez enquanto ia me decidindo a não trabalhar às 8h. 7h isso era uma certeza, e escrevi um e-mail dizendo que não ia.
8h10 fui me pesar na farmácia de hábito para descobrir que perdi mais 1kg, me embuchando de picolés como ando - deve ser a dieta do picolé. Cheguei para trabalhar 10h muito contrariada, mas ainda conformada, coisa que não se manteve quando saí para almoçar 2h depois: aquele céu de brigadeiro, com o sol me atingindo em cheio, foi feito um tapa na cabeça, que me fez decidir mais rápido que tudo: preciso ir à praia hoje. E amanhã também. E sexta-feira, também.
Chega de repor greve uns dias. Vou voltar a entrar no horário habitual para ir à praia ao menos pela manhã e final da tarde!

Gente que não aprende: eu

Eu sei que não tem nem 7 dias que postei estar na maior bancarrota financeira da Grécia. Eu sei. Sabem o que eu fiz de posse dessa decisão? Marquei um final de semana com amigas em São Paulo!
Prometo me redimir. Prometo fazer um orçamento pequeno. Prometo me comportar. Mas não resisti a viajar!

Tuesday, January 14, 2014

Engulhos

Hoje resolvi almoçar na padaria da esquina: cobram o preço de quem serve uma experiência gastronômica de alto nível, enquanto servem no máximo uma comida honesta. Mas é melhor que o morte-lenta aqui da repartição, eu estou sem feijões prontos em casa e preciso de comer arroz com feijão alguns dias na semana para minha absorção de ferro.
Arroz integral, feijão vermelho, farofa, brócolis, couve-flor, cenoura, alface, rúcula, beterraba e uma carne. Aparentemente, um bife assim ensopado. Peguei dois pedacinhos que, juntos, formariam o tamanho de um bife pequeno.
E então, já servida e quase terminando de comer, me veio uma coisa na cabeça: aquela carne macia, com as fibras tão soltinhas, cortadas em pedaços irregulares, pequenos e finos...poderiam ser línguas!
Será que eu comi língua? Eu não gosto de língua! Eu não sei nada do gosto da língua, só sei que partes estranhas de bicho, em geral, não como nenhuma. E estou aqui morrendo de dúvida de se comi língua ou não, e ligeiramente enjoada por isso. Tive medo de perguntar se era língua mesmo: vai que era? Daí eu vomitava. E se não era? Daí passei a tarde de hoje enjoando à toa.
A carne tinha gosto bom. O que me mata é pensar que pode ser que masquei uma língua. Desespero!

Monday, January 13, 2014

Glamour Fail

Passei o final de semana todo escondida nas montanhas, sem companhia, e tomando espumante. Muito espumante. Bolinhas de espumante se propagam dentro desse célebro e me tornam uma pessoa devagar. 
Daí ontem tinha show da Céu, de graça, em Santo Antônio de Lisboa, e eu que tinha combinado com o mundo inteiro de ir lá, fui tomar uns espumantes na casa de uma amiga antes. Cheguei a tempo de descobrir que Céu estava tocando sua última música e de pegar o trânsito de volta. 
O pior foi que como já tinha bebido muita espumante, comido muita moqueca e posto quase toda a conversa em dia cazamiga, o que eu tinha para fazer em Santo Antônio? Nothing. Fui embora.
Programação fail!

Friday, January 10, 2014

A verdade que liberta

Sou chata com bastante orgulho, pois sou chata com coisas das quais não posso abrir mão. Isso eventualmente me torna uma pessoa mal humorada, com pouca paciência, e como a paciência é pouca, preciso decidir muito direitinho com quem utilizá-la, porque se eu cair na besteira de usar com a coisa/pessoa errada, ficarei sem mais para quem realmente precisa e merece. Eventualmente, já me senti culpada pelo meu próprio mau humor, mas agora percebo que não é caso disso, pois mau humor é inevitável àqueles que têm senso crítico. E eu não sou nem um pouco o tipo da pessoa que recebe uma informação absurda e trata como normal, com cara de paisagem, apenas 'para não estragar o clima'.
Foda-se o clima. Fodam-se as informações absurdas. 
Havia esquecido como é libertador dizer uns palavrões, também. Humanidade, eu não sou ma samambaia: eu penso! Lidem com isso. 

Pobre

Pense numa pessoa financeiramente broke, literalmente. Me sinto como um afogado, que quando consegue tomar um pouquinho de fôlego, leva outro pacote e afoga novamente. A diferença, nesse caso, é que eu mesma promovo a maior parte dos pacotes, sabem?
Meu projeto naufragou junto comigo. Quando vi, estava lá eu novamente toda enrolada. Na verdade, apenas no mês passado eu não tive culpa: meu plano de saúde simplesmente cobrou todas as minhas despesas médicas de meses duma vez só: R$700. Não sei como é isso para vocês, mas aqui, posso afirmar que R$700 são substanciais. Mas não foi só isso: antes que as visitas viessem, tratei de contratar uma pessoa para arrumar umas coisinhas em minha casa. Mandei manipular uns medicamentos novos, de minhas doenças novas. O amaldiçoado Natal. E obviamente, o meu próprio descontrole habitual.
Na semana passada, apesar de estar de recesso e com visitas, consegui ter um orçamento menor que o estipulado! Talvez tenha sido a chuva, mas um pouco também, porque minhas visitas são mais parcimoniosas, gastam menos. Noto que quando saio com alguém mais controlado, tendo a me controlar melhor também. 
Até segunda-feira, estou sem vale. Nessa mesma segunda, preciso dar uma corrida desabalada rumo ao posto de combustível, ao mercadinho, aos mercadões. Resolvi que, neste mês, além de anotar meus gastos, quero anotar os gastos do vale. Para fazê-lo durar melhor, para ver se ele se manifesta mais como 'dinheiro' do que tem sido recentemente.
Minhas férias estão agendadas para começar no dia 10 de março. Pouco antes disso, chega um dinheiro considerável. Com ele, faço minhas férias (decidi pelo Uruguai, mesmo, e vou sozinha). Um destino mais barato, dez dias de férias vendidos, e é ali que, me vejo, saindo do buraco das dívidas. Para quizas iniciar a poupar. Esse é o plano. Conto mais sobre ele em breve. 
Por ora, o Money for Nothing está renovado, até a data cabalística de 10 de março (faltam dois meses, portanto): sem compras, sem viagens, sem extravagâncias financeiras. Vai doer, porque vão surgir no mínimo duas viagens no meio desse caminho. Só espero que doa menos que ficar depois fazendo mil contas...

Bad, bad server. No donut for you!

Cá está a pessoa que no décimo dia do ano já descumpriu uma das resoluções mais importantes: não dar trelelê para gente roubadora de energias.
Estapeio-me mentalmente, enquanto resolvo mudar outra vez. 

Thursday, January 09, 2014

Gente que merecia uma mordida de tartaruga

Domingo eu já estava desesperada sem saber o que fazer cazamiga que vieram lá de Minas pegar uma mísera semaninha de praia e já estavam há três dias só com chuva pela frente. Até que, muito engraçado, uma amiga mineira que nem é daqui veio com a sugestão brilhante da gente ir lá visitar o Projeto Tamar, na Barra da Lagoa. Por dez merréis a inteira ou cinco a meia, você visita o projeto, contribui com o projeto, vê tartarugas, fotos e fósseis em exposição, se chegar na hora certa alimenta tartarugas e pega uma visita guiada. É um passeio rápido (a não ser que você curta contemplar as tartarugas, daí demora), para o qual a mocinha da bilheteria só faz um pedido: não tocar nas tartarugas, nem alimentá-las.
Entrei de boa sem nem pensar nas orientações dela, uma vez que não sou do tipo que chega metendo a mão em bicho nenhum, seja de cativeiro, seja doméstico, seja de rua, uma vez que embora não sejam pessoas, parto do pressuposto que, já que a gente não se conhece, é melhor de começo não forçar intimidade. Assim como não gosto que metam mãos cheias de dedos em mim sem nem me olhar nos olhos, e nem de atendente que cumprimenta com beijinhos de oi.
Aparentemente, essa horda mal educada que assola a sonífera Ilha em dias de férias faltou na aulinha básica do 'não é não', pois em absolutamente todas as piscinas tinha gente metendo a mãozona na patinha da tartaruga. Eu me orgulho muito de ser chata e briguei com todo mundo, relembrando-os de que era proibido tocar nas tartarugas. Uma das mulheres, inclusive, estava ela, sua filha and sua neta metendo a mãozona na tartaruga, quando a repreendi, o que a fez pedir para a netinha de menos de 5 anos parar com aquilo - como se ela, a velha inconveniente, também não estivesse fazendo o mesmo.
Logo depois na visita guiada a mocinha falou que tartarugas embora sem dentes tinham uma mordida muito forte, que podia até quebrar as mãos, me regozijei por dentro pensando naquele bando de gente onerando as filas do SUS com suas mãozinhas quebradas pelas tartarugas do Tamar. Quem sabe assim não aprendiam?

A vingancinha dazamiga

Amiga minha morava com um catiço deveras inconveniente, do qual buscava se livrar já há alguns meses. Quando conseguiu, o safado foi embora devendo despesas, deixando parte de sua mudança para trás e o quarto imundo. De raiva que ficou dele, achou melhor sequer mandar um e-mail xingando e cobrando as contas, pois com um roomie desses, era melhor pagar as contas e limpar o quarto ela mesma. Mas tive que rir quando fala como se fosse algo brilhante:
- Em compensação, detonei ele no Lulu! Não vai comer ninguém!

Tive que rir. Pois conheço o cristão e sei que já não come ninguém. O que deve tê-lo deixado freak é o fato de estar mal avaliado no Lulu, pois ele é alucinado nesse tipo de ferramenta. Não duvido que daqui uns dias, minha amiga receba ligações implorando para que modifique as notas dadas...

Mas antes que a internet caísse...

Mandei um e-mail cheio de desaforos para uma pessoa que está merecendo ele há muito tempo. Fiquei levinha, levinha!

As chuvas de verão

Desde ontem à tarde estava ansiosa para chegar em casa - isso sempre estou que odeio meu trabalho, mas no caso, ontem, queria muito chegar em casa, pois estava decidida a me livrar de roupas no armário!
Daí que cheguei e resolvi baixar uns filmes para assistir, o tempo fechou, a internet caiu e não voltou até hoje (ao menos até 8h, quando saí). Daí que lá fui eu fazer uma chacina naquele armário, e foi coisa linda! Joguei para longe várias blusas estranhas, diferentes do que gosto de usar, de cores ruins e outras coisas do tipo. Deixei algumas sob júdice, para usar quando for fazer ginástica, e acabo de me lembrar que deixei também uma saia que no fundo, no fundo, não curto o modelo, apesar de curtir a estampa. Vai para o saco hoje ao meio-dia.
De lambuja, dei mais uma limada em alguns objetos de decoração, pequenos souvenires que ganho e não sei onde colocar, cosméticos cujo cheiro e/ou aspecto não aprecio, limpei e desinfetei o quarto todinho (de poeira), li dois dos livros que estou lendo, assisti novela, cozinhei um clafoutis, uma torta e umas batatinhas com linguiças de frango para o jantar, fabriquei picolés caseiros (ficaram estranhos) e lavei roupas.
Me sinto um ás da produtividade doméstica!

Wednesday, January 08, 2014

Indicando, mesmo que para ninguém

Ando freak no consumo da gojiberry. Me convenci completamente de que ela é fundamental para meu projeto de imunidade alta (recentemente mencionado nas resoluções de 2014), e isso significa que estou comendo umas coisinhas que no passado jamais provaria: semente de chia, flocos de quinoa, amaranto, linhaça, e também as frutinhas. Todas as noites, preparo este chá aqui. É difícil dizer, mas talvez, apenas talvez, eu não engordar depois de tudo que fiz de 'errado' nas festas seja por causa delas.
As minhas estavam acabando. Ganhei de mamis uns meses atrás, e renderam bem, mas era hora de reabastecer. Busquei com meu irmão que me comprasse as frutinhas em Curitiba, mas a alma sem luz não me abençoou com o presente - talvez a alma sem luz tenha sido minha cunhada, pois fiz o pedido com o intermédio dela.
Meio preocupada sobre se vendiam ou não por aqui, ontem caminhei até a lojinha de produtos naturais de Canasvieiras e perguntei se tinha. Tinha. Cerca de 200g (que durará uma vida) custou R$14,32, e enquanto eu escolhia, a moça foi muito simpática. Ao final, me disse:
- Você já comeu a sua de hoje?
- Não (eu estava de jejum).
- Então vamos lá!

E colocou em minha mão aberta um punhadinho, talvez umas dez gojiberries. Bem mais que minha porção diária. Achei uma gracinha, a simpatia da menina e sua pequena generosidade, de me dar um punhado de frutinhas secas que eu acabara de comprar(ela me deu das suas, não das minhas). Também gostei do jeitinho da loja, achei variada, organizada, e acho que passarei a comprar sempre lá as minhas frutinhas!
Daí que, embora ninguém aqui possa conhecer a lojinha, tenham em mente que caso venham a Floripa e queiram produtos naturais, a Companhia da Saúde de Canasvieiras tem um excelente atendimento!
Também estou fazendo isso para o caso de alguém cair na pesquisa do google :)
Companhia da Saúde - Avenida das Nações, 255 - Canasvieiras - ao lado da lotérica. Aceita cartão!

Resoluções de Ano Novo - 2014

Preparem-se para um ano bastante egoísta. Ou do nome que preferirem chamar. Fato é que nesse ano, não quero me aborrecer com as coisas e pessoas que me aborreci em 2013. Tive que ouvir opiniões que não solicitei de pessoas que sequer considero terem boas opiniões a emitir, tive que participar de compromissos com os quais não estava realmente comprometida e, nisso, vi minha paciência ser pouca para quem realmente a merecia, além de meu tempo e minha energia. Fato é que nesse ano, só vou fazer o que for obrigada, e as obrigações diminuirão, porque deixarei de me sentir obrigada a algumas coisas. Numa onda que parece estar grande nesse mundo virtual de meu Deus, também quero limar de minha vida coisas que não me servem. Ano passado, num almoço com uma amiga, ela me disse após assistir um acesso de tosse meu, que ‘eu vivo doente’. Aquilo mexeu com meus brios e me deixou encafifada. De modos que preciso cuidar de mim e de não viver mais doente, dos pés à cabeça. Sendo assim, a minha lista de 2014 é a seguinte:

1 – SAÚDE. Isso representa aumentar minha imunidade, melhorar meus níveis de triglicerídeos e colesterol, ter mais disposição, flexibilidade, e talvez, em decorrência disso, baixar meu peso;

2 – TRABALHO. Quero sair daqui, e para isso preciso fazer outros concursos ou outros processos seletivos;

3 – ORGANIZAÇÃO. Maior controle e gestão do tempo, menos tarefas que chegam de surpresa, rotinas matinais e noturnas, além de rotinas para organizar o trabalho e as minhas outras tarefas;

4 – COMIDA. Quero comer radicalmente diferente, sem desperdício de dinheiro, de ingredientes caros (ou baratos), ficar satisfeita e de forma correta. Para isso, preciso planejar os menus, as compras, controlá-los, me organizar para não pedir comida e nem sair sozinha para comer em restaurantes (as duas maiores torneiras de dinheiro de meu orçamento);

5 – VIAGENS. Voltar em alguns lugares amados, como Buenos Aires (está previsto para logo), conhecer alguns lugares novos (está previsto para logo, mas quero ir no mínimo duas vezes este ano viajar), conhecer o Inhotim, tirar meu visto americano.

6 – NOVIDADES. Quero novos livros (2 ao mês está bom), novos filmes (12 ao mês está bom), novos lugares (item 5), novas experiências e novas pessoas.

7 – CABEÇA NO LUGAR. Quero ser uma pessoa concentrada, focada, que respira e que medita direitinho, que reflete sobre o que diz e faz (e sobre o que não diz e não faz).

8 – FINANÇAS. Quitar todas as dívidas e poupar 3 meses de salário.

9 – MINIMIZAR ou FRUGALIZAR? Outro dia li sobre a diferença entre um e outro, e sinceramente tenho dúvidas do que exatamente preciso mais. Acho que nesse momento o minimalismo me faria mais sentido, pois estou numa intensa troca de muitas quinquilharias por poucas coisas de genuíno valor. Quero ter comigo apenas coisas realmente boas, coisas amadas, coisas que valem o que custam – e quero saber quando essas coisas aparecerem.

10 – AS PESSOAS. Em primeiro lugar, é tempo de eliminar em definitivo gente chata, gente que não agrega nada, gente que opina sem ser consultada, que julga sem saber do que fala, e que essencialmente não me escuta, pois pensa me conhecer tão bem que não há nada sobre mim que não possa aprender. As que não sou obrigada, basta eliminar, as que sou obrigada, basta restringir ao mínimo obrigatório. Por minha vez, devo eliminar meus julgamentos e minhas conversas à toa, aprendendo a guardar minhas opiniões para quando forem solicitadas (quanto a isso, considero que já estou bem avançada – os julgamentos é que precisam diminuir muito).
Em segundo lugar, aproximar as pessoas que agregam, que não importunam, não julgam nem aborrecem com sua presença. Gente que não rouba nossa energia, gente que está lá quando solicitada e sabe quando é necessária, gente realmente disponível a uma troca benéfica. E obviamente, ser essa pessoa para as pessoas!


Para cada item desses, tem um monte de pequenas tarefas sendo desempenhadas, que precisam funcionar, e várias que conversam entre si, pois, eu ter uma alimentação essencialmente mais correta, me fará cumprir melhor a meta da saúde e a meta das finanças. Eu eliminar compromissos que considero imbecis (como troca de presentes de Natal com amigos, coisa que consegui dia desses fazer com um amigo meu, depois de três anos me submetendo a essa rotina que odeio e que me massacra), por exemplo, se refletirá em minhas finanças, uma vez que não gastarei sequer a gasolina de me deslocar até onde estão as pessoas. E por aí vai. Para que eu não me perca, dessa vez, eu preciso ter algumas previsões, de quando cada coisa vai acontecer, além de outras especificações. Para isso, a meta 3 de organização vai ter que funcionar lindamente. Ainda dentro disso, meus checklists mensais devem voltar, pois eles me ajudavam bastante a colocar as coisas a funcionar, e provavelmente os desafios semanais também. É o que tem para hoje, aqui! E aí? 

O que tem pro almoço? Salada. E nada mais.

A pergunta também poderia ser: a que ponto você já aceita almoçar uma salada? Em que grau se encontra de desprendimento do carboidrato simples, da carne vermelha? 
No meu caso, foi fácil, fácil. Depois de me comportar feito uma refugiada afegã à mesa durante as festas e o recesso, passei o dia de ontem inteirinho tomando suco detox, sopa detox, tudo líquido detox. Mas isso tem um limite, sabem, e o meu é de um dia. Precisava voltar a comer alimentos sólidos, e hoje de manhã comi tapioquinhas. De meio-dia, estava louca para comer uma salada bem fresh, porque havia uma novidade entre os ingredientes: a alface frisée, uma coisa assim bem crespinha, verde-escura, crocante e deliciosa.
Nem sei se deveria colocar modo de preparo, mas lá vai como sugestão:

Salada verde com maçã e queijo coalho

2 bastões de queijo coalho para churrasco
1/2 maçã vermelha
1 punhado de agrião
1 punhado de alface
2 colheres de sopa de semente de girassol

MOLHO

2 colheres de sopa de azeite trufado
1 colher de chá de vinagre de vinho tinto
1 colher de chá de mostarda de Dijon
1 colher de chá de mel
sal

Aqueça uma frigideira antiaderente muito bem, corte o queijo em cubos e coloque para 'fritar', sem óleo, só com o calor. Vá virando para os lados ficarem bem tostadinhos. Na mesma frigideira, por cerca de 1min, ao final, adicione as sementes de girassol para tostarem e ficarem aromáticas. Pique a maçã em cubinhos, pique as folhas e misture bem. Misture todos os ingredientes do molho num potinho pequeno, tape ele e agite várias vezes, para incorporar tudo e emulsionar. Adicione o queijo, as sementes e por fim o molho às folhas, misturando tudo com os dedos para o molho atingir bem todos os elementos da salada.

Resoluções de Ano Novo de 2013 - o Julgamento Final

Ando com postagens na cabeça, mas sem tempo ou paciência para escrever. Especialmente porque tenho escrito textos muito longos, que me cansam escrever, e deve cansar ainda mais quem lê, levei 9 dias de atraso para falar de minhas resoluções de Ano Novo do ano passado. E no meio disso, resolvi fazer o inventário, que para minha felicidade, serviu de referência para outras pessoas fazerem os seus (olhem o da Bruna e o da Valquiria! E façam os seus!).
Mas hoje parece ser um dia tão bom quanto todos para fazer a análise final. Segue:

terminar o mestrado – defendi, escrevi a versão final, e ainda não entreguei na BU (caso longamente descrito neste post aqui);
emagrecer 10kg  - ao total foram 6kg;
fazer uma poupança – embarassement total: continuo sem poupança e com muita bagunça financeira;
publicar meu trabalho  - publiquei e apresentei um trabalho num Congresso em agosto;
parar mais tempo para ler, assistir filmes, conhecer coisas diferentes – neste ano eu assisti cinco shows (Mundo Livre - 2, Luis Melodia, Monobloco, Zé Ramalho) e foram todos de graça! Li pouca literatura, porque estava dedicada no mestrado, também vi poucos filmes por causa disso;
usar menos internet – aumentou, Brazil. De uma determinada parte do ano em diante, o descontrole aumentou muito, por causa de algumas pessoas que entraram em minha vida majoritariamente por esse meio;
mais foco e dedicação ao trabalho  - melhorou muito, mas ainda impera a desorganização, a dispersão, enfim, qualquer mosca me distrai;
 me mover para sair da repartição – nada de importante: apenas dois concursos (eram bons), mas para os quais não estudei como deveria;
praticar atividade física regularmente – praticamente o ano inteiro;
ser MUITO mais organizada  - eu fui MUITO mais organizada que costumava ser, mas isso de longe significa que ficou tudo bem;
viajar menos a trabalho  - apenas duas viagens em um ano inteirinho;
planejar minhas férias de 2014  - planejei duas opções de roteiro e começo a pensar num terceiro. Defini que, assim que sair o aviso de férias, faço a opção por um deles (mas já escolhi lugares, fiz orçamento das coisas, etc).


Penso que as metas eram possíveis, se eu fosse mais organizada. Mas passei o ano todo lidando com emergências de prazos entrando em minha vida (e isso inclui principalmente os prazos do mestrado), o que me deixava fora de combate. Outra coisa é que adoeci diversas vezes: uma alergia aqui, uma tosse ali, nenhuma crise de coluna (graças), mas era comum alguma sensação de desconforto, um cansaço sem medida, uma atribulação louca. Foi um ano essencialmente confuso, do ponto de vista de tudo que eu queria fazer, o que eu precisava fazer, e o que eu realmente fiz. Fiz tantas coisas! Ao mesmo tempo, deixei de fazer tantas que eram importantes. 
Estou aqui quebrando minha cabeça com as resoluções de 2014, em primeiro lugar, anotando tudo aleatoriamente numa lista, para depois ver como afunilo as resoluções. Mas quanto a 2013, nada a reclamar, só de mim, que preciso aprender a gerir meu tempo muito melhor!

Tuesday, January 07, 2014

A doença da sorte

Nem tudo é azar nessa vida. Estou com uma conveniente conjuntivite, tão típica do verão, que me concedeu dois dias de licença médica. Repousando enquanto meu colírio faz efeito. Eu pingo no olho e sinto gosto de remédio na boca!

Monday, January 06, 2014

Quanto a 2013 - o inventário

Vi alguns questionários, gente revisando o seu ano nessa blogosfera, escolhendo seus posts prediletos, essas coisas. Nenhum deles me contemplou integralmente, de modos que fiz um frankenstein daquilo que achei mais legal de mencionar, para que eu não esqueça disso no futuro!

O melhor livro de 2013 - infelizmente, ao contrário do que pretendia, li tão pouquinho. Lembro de ter lido Dom Casmurro, O Poder do Hábito, Eu Não Consigo Emagrecer (Dukan), Moda Intuitiva, um baralho de livros técnicos do mestrado e estou lendo Casos de Familia (Clarice) e O Amor nos Tempos do Cólera. O preferido, curiosamente, não foi um livro de literatura, mas sim o livro Epidemiologia Crítica, de Jaime Breilh, que é basicamente a coluna vertebral da minha revisão de literatura para o mestrado e também me deu insights poderosíssimos para outras reflexões que necessito fazer no trabalho e em outros espaços.

O melhor filme de 2013 - indiscutivelmente, La Vie d'Adele, sobre o qual iniciei a falar aqui neste post. Este filme certamente entrará para a história do cinema e eu vejo estudantes de ensino médio assistindo-o e discutindo em sala de aula por gerações a fio.

A pessoa mais marcante de 2013 - ano de poucas pessoas, cada ano são menos pessoas. A pessoa com quem mais me identifiquei e pude fazer boas trocas e momentos enriquecedores desse ano foi Grethi, que foi uma companheira de viagem e de programas de todas as ordens. Além dela, convivi com outras pessoas excelentes, mas lembro de muitas conversas nossas que me ajudaram a refletir e, de certa forma, renovar meus conhecimentos.

A melhor viagem - neste ano, viajei apenas pelo Brazil: Rio, Garopaba, Curitiba, Natal, Guarda, São Paulo. Não incluí viagens a trabalho nem de militância nessa conta. Todas foram lindas viagens, em que me diverti muito, mas escolhendo a melhor, acho que São Paulo foi a mais completa, porque foram dois diazinhos em que teve de um tudo que eu mais gosto.

O melhor momento: lindas e emocionantes jornadas de junho.

O pior momento: segunda-feira de Carnaval. A decepção com a mesma pessoa de sempre, pelos mesmos motivos de sempre. Ali aprendi a nunca mais confiar em quem já lhe provou tantas vezes que não é confiável.

A melhor compra do ano: em primeiro lugar, meu carro, pois ele é novo, zero, tem ar-condicionado e não gera manutenção. Em segundo lugar, meus óculos escuros novos, que estou adorando usar, pois são confortáveis e bem escuros.

A pior compra do ano: a máscara da Moroccanoil. Não vale o que custa. Uma Pantene dá resultado igual ou bastante parecido.

A melhor comida de restaurante: isso foi bem fácil definir: restaurante Yamaga, na Liberdade em São Paulo.

A melhor comida caseira: simplifiquei muito a comida desse ano, por causa da reeducação alimentar, e muitas vezes foram legumes praticamente puros que comi. Então acho que foi essa raita aqui, muito saborosa e que devo almoçar novamente hoje.

A música que define 2013: Silva - A Visita. O passo é feito de esperança, e espero amar depois.

O que aprendi em 2013: muitas coisas, mesmo! Mas acho que a principal lição é que preciso cuidar de mim, e que 'não sou obrigada'.

O que não aprendi em 2013: a ser uma pessoa com controle de suas finanças.

Post preferido de 2013: este, em que finalmente faço as pazes comigo por jogar comida fora. 

Post preferido que não escrevi de 2013: fiquei muito em dúvida quanto ao post, mas nenhuma quanto ao blogue. No fim, acho que este aqui da Ana foi ótimo para que eu refletisse um pouco sobre as coisas que a gente compra sem pensar, principalmente de comer. Foi ali que pensei mais claramente em como cortar os estímulos ao consumo, principalmente de comida, apenas por tédio ou por desorganização.

Amiguinhos, aqueles que quiserem, que se sentirem animados, por favor, façam esse inventário! 2014 chegou, mas a louca das listas se mantém aqui!


Dias difíceis

Depois de cinco dias usando apenas Havaianas e turistando em minha própria cidade (coisa que receber amigos de fora nos propicia), hoje caí aqui na realidade hostil da repartição: fim do recesso, amigos indo embora, as contas vencendo tudo hoje.
Eu diria que neste ano, é o pior dia que já tive!

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