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Thursday, December 19, 2013

Postagem longa e carregada de mau humor: a saga da dissertação de mestrado

Depois que defendi o mestrado, enrolei por muito tempo até iniciar as correções sugeridas pela banca, depois enrolei para formatar, depois enrolei para aprovar a formatação que a pessoa de quem encomendou me fez, depois enrolei para levar na gráfica, depois enrolei para buscar na gráfica... E depois, quando finalmente fui na UFSC entregar O Volume, iniciou-se uma nova saga. Primeiro, que não havia ficado claro para mim que eu precisava entregar em CD também na BU, então cheguei apenas com O Volume impresso, e descobri que faltava o CD. Tentei em dois xerox diferentes dentro do campus até desistir de ficar perambulando sem ter certeza e voltei na gráfica em que havia impresso O Volume para gravar o CD. Gravei o CD. Voltei na BU. A garota comentou comigo que eu estava com uma pendência na biblioteca, e de fato, o último livro estava justamente em minhas mãos para ser devolvido assim que eu entregasse a dissertação, mas eu não sabia que uma coisa se comunicava com a outra. Até não se comunicava, mas a menina me recomendou devolver primeiro, assim que fui lá fazer isso, e voltei em seguida.
Voltei para ela descobrir que o título da minha dissertação tinha uma pequena divergência entre capa e folha de aprovação: na primeira, eu colocara apenas UFSC, enquanto na segunda eu havia escrito Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o que gerava dois títulos diferentes e, por isso, ela não poderia receber O Volume.
Naquele dia, possuída pelo demônio, depois de andar, correr, pular e o que mais fosse necessário para providenciar tudo sob um sol escaldante, tive vontade genuína de chorar. Não o fiz, no entanto, preferindo enfrentar 90min de fila para chegar em casa, trânsito corriqueiro para quem resolve sair da sonífera Ilha em direção ao continente nesse horário (eram 17h30). Vale mencionar que, para conseguir lograr êxito nisso tudo, eu pedi uma dispensa do trabalho para mais cedo. Estou devendo as horas.
Adoeci, fui trabalhar nos Ingleses, fiquei tão fraca e cansada que desfalecia nos dias subseqüentes, até que numa tarde qualquer, finalmente, eu havia me encorajado o suficiente para alterar os arquivos, reenviar a gráfica e pedir uma nova impressão. Ocorre que dentro disso tudo vai uma folha de aprovação, entregue a mim em duas vias pelo programa no dia de minha defesa, então sempre preciso levar isso lá para eles encadernarem corretamente. Eis que me desloco de Ingleses até os confins do Pantanal (entendedores entenderão, mas para os não-entendedores, eu fiz 40km) para levar a folha de aprovação e então aguardar os 3 dias úteis que levariam para aprontar O Segundo Volume. Quando esse prazo se finda, eu estou de folga da repartição no período da tarde, e rumo à gráfica para, finalmente, reaver O Segundo Volume e poder ficar em paz e em dia com a BU. Porém, naquele dia, eu ainda não havia percebido o quão os astros estavam alinhados por mim, e ao chegar lá, apesar de estar tudo pronto, a máquina de cartão do local não funcionava, e eu decidi, ao invés de tirar dinheiro e voltar em seguida, voltar lá só na manhã seguinte, porque eu tinha outros assuntos para resolver. Na manhã seguinte, logo 8h da manhã, lá estava eu possuidora do dinheiro e pronta para levar, finalmente, O Volume embora, quando percebo que a tia da gráfica, esperta toda vida, resolveu não imprimir o arquivo que eu havia lhe reenviado, e sim simplesmente utilizado o primeiro arquivo, aquele que a BU recusara. De modos que era necessário refazer, com os arquivos corretos, e assim eu fui embora sem O Segundo Volume, mas com a promessa de que ao final do dia ele estaria pronto. Também resolvi pedir para gravar um segundo CD, mas ao lhe telefonar pedindo por isso, ela me explicou que ‘não sabia gravar’ (sic) e por isso era para eu chegar mais cedo e gravar eu mesma. Bufando por dentro e sentindo o terceiro aneurisma estourar, rumo ao centro da cidade para mais uma sessão de aborrecimentos que relato em outra ocasião.
Quando dá 16h, reconheço que está muito em cima o prazo, uma vez que o setor fecha às 18h, e busco uma nova saída antecipada com zippy boss, e me ponho no caminho novamente do Pantanal, gravar o CD e finalmente reaver O Volume. 40min depois, continuo paralisada no terceiro quilômetro dos 21km que me separam da gráfica, e percebo que de nada me adianta chegar lá, pois dado o horário, eu não conseguiria mais uma vez entregar O Segundo Volume ontem na BU. Volto para casa com a certeza de ter desenvolvido um tumor benigno em algum lugar meio ali no esôfago.
Na manhã seguinte, a de hoje, ponho-me em marcha rumo novamente ao Pantanal, estrategicamente às 9h30 da manhã, pois o trânsito do continente para a Ilha de manhã é pesado. Levo 50min, mas ainda estou de bom humor, pois zippy boss havia me liberado mais uma vez para fazê-lo, e finalmente consigo resgatar O Segundo Volume e gravar o CD na gráfica. Em 5min estou na UFSC, para me deparar com a BU fechada, pois eu havia me esquecido que, desde o dia 17, funcionam apenas em horário de verão, portanto, só abriria às 13h. Ainda otimista, rumo pela quinta vez nesta semana ao centro da cidade, e termino minha outra maratona, a de exames. São 11h apenas quando decido que, considerando o tráfego intenso, a melhor coisa que posso fazer por mim é simplesmente ficar por ali, e 13h em ponto estar dentro da BU. Mas para que esse otimismo todo? Mamis havia combinado comigo que, hoje, ela viria em minha casa me ajudar a promover umas mudanças e estava justamente em Porto Belo, chegando em meia hora ali em minha casa, para a qual ela não tem chave. Suspiro, pegando o carro e indo para o encantador bairro Floresta, e tomando pé da dimensão do caos urbano que se tornara Florianópolis nestes dias pré-recesso, e chegando a tempo de lhe jogar as chaves pelo vidro e sair correndo outra vez para a UFSC – dessa vez por Barreiros, pensando que assim talvez eu pudesse ser poupada do suplício que vivenciara recentemente na Via Expressa. Levo cerca de 50min, mas chego miraculosamente 5min antes das 13h, e fico ali junto dos estudiosos que aguardavam ansiosamente pela abertura da BU até que nos liberam a entrada e vou entregar, finalmente, Segundo Volume e CD.
Apenas para ouvir da servidora que, na minha folha de aprovação, tem a assinatura de toda a banca, o carimbo da coordenadora de curso... sem a sua assinatura! Sem nem saber o que dizia, babando e revirando os olhos, pego novamente o carro e me despenco até o continente, enquanto faço contato com um amigo para o caso de a coordenadora estar na UFSC amanhã e ele poder buscar suas assinaturas. Ele pode. Só preciso torcer para essa mulher estar lá.
Ligo para o programa, apenas para descobrir que a coordenadora mudou. Apenas. Mas entramos num acordo, eu e o servidor do programa, que devo pegar a assinatura da anterior, e ele me passa o e-mail dela: ‘algumacoisacampeche@uol.com.br’. Algo me diz que vou parar no Campeche em breve, e não há de ser por veraneio.
Mando um e-mail desesperançoso para a mulher, já antevendo ela me ligar e dizer que vai passar as férias no Nepal mas retorna dia 28 de fevereiro. Para a minha imensa sorte, ela acaba de me retornar, enquanto escrevo esse relato: obviamente, não estará na UFSC amanhã, mas posso telefonar para combinarmos de eu pegar sua assinatura.
Dissolvem-se os tumores recém-adquiridos, enquanto tento definir qual seria o melhor dia para fazer isso. Não será amanhã, nem mesmo sábado. Quiçá, domingo. E aí já me afundo nas areias do Campeche, depois de tanto sofrimento.
Ainda não acabou. Ainda não consegui fazer algo que deveria ser simples.
Mas esqueci de contar a vocês a cereja do sundae dessa história incrível de desorganização minha e desatenção aos detalhes: a multa por atrasar a entrega disso na BU, R$5 ao dia. Dia 25, Natal, faz aniversário de 2 meses de atraso!
Comerei um bolo na ocasião, apenas para celebrar.
Obrigada a quem leu até aqui. Eu realmente precisava desabafar, pois estou possuída pelas trevas de Satanás.


3 comments:

Luana said...

Que? MULTA? Cara... Caraaaaaa! To espumando.

Nanda Silva said...

e ainda depois deste stress todo tem uma multa aff.

annarraissa said...

tive um ódio imenso da tia da gráfica

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