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Thursday, December 19, 2013

Filme: La vie d'Adele


Fica combinado que nunca lembro o nome do filme em português, mas estou me referindo ao filme mais comentado da semana, ao menos em meus círculos sociais e internéticos. Assisti ao filme anteontem, e até hoje continuo impactada por todas as infinitas facetas que ele apresenta e que mexeram comigo e me fizeram pensar.
A história de Adele, uma adolescente de 15 anos e a sua sexualidade despertando é o início. Mas gente, vão por mim: isso é só o início. Esse filme, de beleza impressionante (no sentido cênico/fotográfico, de trilha sonora...) e de tensão permanente, ao que me parece, já entrou para a história do cinema. Porque ele é absolutamente diferente de tudo que já vi nessa vida. Verdade, eu vejo poucos filmes, mas dentre os que eu priorizo assistir, muitas vezes estão os que tratam o tema das opressões, principalmente LGBT. E esse filme é totalmente diferente de todos os que já vi. Eu acho que é diferente porque vai mais fundo, porque ousa mais, porque tem um olhar menos formal sobre um universo tão delicado e tão invadido. Mas ainda assim, é formal, é às vezes invasivo, e é às vezes machista também. Tem estereótipos, também. Mas não como a gente costuma ver. É diferente. Sério, acreditem em mim. É diferente. É provavelmente o filme que vai ser assistido por legiões de adolescentes, jovens, que vão se identificar com aquele sentimento de inadequação de Adele, com o sofrimento de que ela é vítima na escola, por exemplo. Mas não é só para adolescentes: é para todo coração que já se partiu por ver o amor de sua vida romper consigo, é para todo homem branco-heterossexual-macho-alfa que pensa que é a fonte única de satisfação das mulheres. É para todo mundo que aprecia um bom filme, inovador, e para quem está disposto a repensar o que acha que sabe da sua própria sexualidade e da alheia.
Dessa vez, ao contrário de sempre, acho melhor não falar muito sobre a história e nem sobre o que pensei do filme. Porque o filme é rico demais em detalhes para que eu consiga sintetizar um textinho a respeito. Além disso, como todo mundo está meio que se programando para ver por esses dias (está em diversas salas de cinema Brasil afora), eu poderia dar spoiler demais (não ligo de fazer isso com os outros filmes, pois a maioria das pessoas já os viu há muito tempo, mas esse acabou de entrar praticamente e todo mundo está indo ver). 
De qualquer forma, essa recomendação é um grito mais forte que tudo que já confirmei neste blogue: ASSISTAM. Vale a pena cada mísero minuto das quase 3h de filme (que eu nem senti passar - aliás, não toquei uma única vez no boy o filme inteiro e nem fui olhar que horas eram no celular, e eu sempre faço isso). Assistam, assistam, assistam. Opinem, depois me contem, vamos falar sobre isso!
Em geral não faço isso, mas dessa vez vou compartilhar também dois links que me representam muito sobre o que refleti a partir do filme. Daí quem quiser pode também dar seu pitaco sobre isso:

Uma visão feminista sobre o filme. Interessante e que toca nas principais polêmicas envolvendo tanto o filme, quanto o elenco e o diretor.

Uma visão lésbica sobre o filme. Acho que não é uma palavra final, mas é uma voz importante e que precisa ser considerada com muito peso - afinal, uma obra sempre retrata um pouco de quem a fez, e esta foi feita por um homem heterossexual, e carrega em si esse olhar e seus limites também.



2 comments:

Cristiano said...

Esse filme ta na lista de filmes que quero ver...

Liu said...

Assista TATUAGEm, assista, assista!!!!!

http://www.tatuagemofilme.com.br/

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