Total Pageviews

Friday, December 27, 2013

Esse blogue também é cultura: Exposição Stanley Kubrick no MIS

Continuando minha sequência nonsense de postagens aleatórias sobre São Paulo, deixem-me lhes contar dessa exposição que vi quando estava lá. 
Não sem antes fazer um blablablá prévio, claro. 
Não sou exatamente uma pessoa de museus, sabem? Não é que eu não goste ou não vá. Sempre que vou em uma cidade com museu, eu visito, mas saio sempre com a impressão de que não apreciei em sua totalidade, por minha ignorância no assunto (todos os assuntos de museu, via de regra, seja qual for a proposta, ignoro) e também porque acho que juntar muitas obras num único passeio não é bom. Fico blasé no final, já não dou o devido valor ao que estou vendo, enfim, não sei apreciar como se deve. Tenho certeza que minha experiência nos museus é aquém do que o museu oferece. Mas não deixo de tentar, porque penso que até essa minha experiência limitada é enriquecedora.
Daí que minha companheira de viagem falou dessa exposição que estava acontecendo no MIS, do Stanley Kubrick, e achamos que era uma boa ideia (minha ideia inicial de museu era a Pinacoteca, que também não conheço). 
Fazia um calor causticante na hora em que chegamos, cerca de 14h, e haviam umas 15 pessoas em nossa frente na fila. Ocorre que a fila era demorada, pois há um limite de pessoas que pode circular pela exposição com um mínimo de conforto. A gente reclamou uns minutos e eu até ensaiei um peripaque (calor anda me fazendo mal), mas no fim entramos em menos de meia hora. Estou falando da fila porque nós reclamamos daquele tisco de fila que pegamos e, naquela meia hora que ficamos ali, ela quintuplicou. De repente, havia uma fila eloorme atrás de nós, que esperou muito mais. Não estou acostumada com fila aqui em sonífera ilha. Gente mais cosmopolita que eu pode não se incomodar, sabe-se lá.
Quanto à exposição, particularmente (aliás como sempre), sei que não aproveitei quase nada dela. Haviam objetos de referência dos filmes, separados por salas, e em algumas salas era incrível a montagem, com elementos de som, ambiente e iluminação para compor com o filme a que se referia - as salas de Spartacus e Lolita eram destaque nesse aspecto. Não aproveitei, como dizia, porque não vi a maioria dos filmes dele, e por isso provavelmente não entendi muitas coisas da proposta da exposição (isso ficou claro pelos filmes que eu havia visto, em que cada elemento combinava com o filme e aprofundava a experiência). A única frustração foi a sala de Laranja Mecânica, sobre a qual alimentei muitas expectativas e era simplesmente algumas fotos, objetos, figurinos, nada grandioso como a sala de Lolita, por exemplo. 
Reparem que é a armação dos oclinhos dela, e que em cada armação são cenas distintas do filme. Pelo tempo que fiquei ali observando, era sempre uma cena tensa contra uma cena mais descontraída, para deixar a gente bem confusos. 
Cinéfilos estão indo em hordas, haviam globais no dia (a ala cult dos globais), enfim, gente mais entendida do assunto que eu.
Com o ingresso (R$10, muito razoável), vinha também o programa da exposição, com uma síntese dos filmes e fragmentos de críticas e falas dele. Levei para casa e está me servindo de provocação, para eu finalmente assistir a mais filmes de Kubrick e talvez pensar melhor sobre tudo o que vi lá naquele dia. Acabei de conferir que a exposição segue até 12 de janeiro, de modos que alguém pode apreciar passar uma tarde lá por esses dias.
Foto da sala de Laranja Mecânica, cena que não poderia faltar, né? 

1 comment:

Bah said...

Auhauha adorei. Eu tenho vergonha de mim mesma quando vejo exposições que ocorrem em SP nos blogs alheios. É minha cidade, mas mal conheço ela culturalmente

Vegonhoso!

Kisu!

Blog Archive