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Thursday, December 19, 2013

As madrugadas

Durante o dia, trabalho, confusão, e-mails que não param de chegar e que não consigo responder, consultas médicas, exames, relatórios pendentes e outros quetais. Uma coisa que se tornou constante e mandatária junto com essa confusão é o celular, sempre bem junto de mim, e o tal de whatsapp. Aquele que meus amigos me disseram para usar e eu disse que não pretendia fazer. Não uso com mais ninguém mesmo, mas uso. Gente, como uso esse negócio. Esse negócio de whatsapp e as madrugadas, sempre para o mesmo fim.
Meus dias praticamente não me pertencem, tomados que estão pelos diversos afazeres - que faço, mas faço malfeitos, porque as madrugadas também não me pertencem, pertencem praticamente de forma exclusiva às incríveis e saborosas manifestações de risos, de gestos tranquilos e angustiados de quem toma só mais um gole de sua pessoa predileta e que parece estar sempre mais correto fazê-lo enquanto a cidade teima em dormir. De madrugada, a gente ainda se engalfinha numa briga em que ninguém sai ferido nem morto, mas absolutamente exaurida de tanto viver e de tanto me embebedar de cada um de seus 10 dedos das mãos, de cada fio de barba e milímetro de uma pele quente e opaca e de todos os detalhes insignificantes que compõem o conjunto de sua pessoa inteira e que a mim não interessa partir, uma vez que inteira é melhor, mas de quem eu roubaria um pequenino tasco de orelha, talvez de nuca, quem sabe só o dedo mindinho, para carregar comigo em meu bolso e assim sempre estar ao alcance de meus dedos.

1 comment:

Bah said...

Cara, Whatsapp é praticamente um face uahauahu todo mundo só usa isso agora rs

Kisu!

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