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Monday, December 30, 2013

Brasil, um país de gordos

Não sei sinceramente se o Brazil é um país de gordos, estou apenas fazendo uma brincadeirinha com aquele slogan bem marromeno do Governo Federal. 
Só achei interessante mencionar que, neste momento em que minha Ilha se assoberba com mais que o triplo da população original habitando essa canícula, passa muita, mas muita gente mesmo que está gorda, gordinha, acima do peso, alguns obesos. Muita gente. Sério. 
Gente jovem, que tem menos idade que eu. E aí óbvio que essa amostragem pode ser uma simples coincidência, mas me deixou muito impressionada. É muito brasileiro com sobrepeso nesse verão. 
Isso me faz pensar em quantos e quantos textos sobre o fato de ser gordo não é um demérito que li neste ano, e no quanto são verdadeiros, uma vez que existe toda uma sorte de julgamentos morais muito cruéis em cima de quem está acima do peso, e muita pressão para que os corpos sejam magros, adequados esteticamente. Porém, aparentemente, essa pressão é menor, infinitamente menor que a pressão para que as pessoas se mantenham sedentárias, fator que é determinado parte pela patológica falta de tempo do mundo nosso de hoje, e juntado com os preços que se cobra por uma atividade física orientada por um profissional qualificado. 
Aparentemente, a pressão travestida de opção de um mundo de alimentos coloridos, saborosos, que misturam crocante com cremoso, quente com gelado, doce de leite com castanhas, gratinar tudo o que se vê pela frente, é maior que a pressão por um corpo esteticamente magro. 
Ainda bem que, ao contrário do que se lê pela blogosfera, esse povo todo não está pensando em abrir mão de sua praia. Acho que a pior coisa que se pode fazer uma pessoa sentir é o sentimento inexplicável de inadequação, de ser um ponto fora da curva. Acho que qualquer conselho que se dá a alguém sobre si mesmo que promova essa sensação foi um conselho essencialmente ruim. 
Mas acho, também, que entre quem milita pelo fat is ok, e quem milita pelo whey protein, precisa ter uma coluna no meio. Quero acreditar que estou nela, lutando por uma vida saudável, em que sinta disposição, com imunidade alta e com sabor. Nada de whey protein. 
A propósito, minha barriga ainda que tenha murchado muito, ainda balança quando caminho de biquíni na praia. :)

Friday, December 27, 2013

Tempos hostis

A única coisa que me faz ficar na repartição sem me queixar (muito) é que a climatização é ótima. Costumava ser: hoje o termômetro interno marca 27ºC. Tudo bem que lá fora está muito pior, mas ainda assim, é um ambiente hostil demais para nós. 
Avisei zippy boss que se não refrescar vou embora.

Esse blogue também é cultura: Exposição Stanley Kubrick no MIS

Continuando minha sequência nonsense de postagens aleatórias sobre São Paulo, deixem-me lhes contar dessa exposição que vi quando estava lá. 
Não sem antes fazer um blablablá prévio, claro. 
Não sou exatamente uma pessoa de museus, sabem? Não é que eu não goste ou não vá. Sempre que vou em uma cidade com museu, eu visito, mas saio sempre com a impressão de que não apreciei em sua totalidade, por minha ignorância no assunto (todos os assuntos de museu, via de regra, seja qual for a proposta, ignoro) e também porque acho que juntar muitas obras num único passeio não é bom. Fico blasé no final, já não dou o devido valor ao que estou vendo, enfim, não sei apreciar como se deve. Tenho certeza que minha experiência nos museus é aquém do que o museu oferece. Mas não deixo de tentar, porque penso que até essa minha experiência limitada é enriquecedora.
Daí que minha companheira de viagem falou dessa exposição que estava acontecendo no MIS, do Stanley Kubrick, e achamos que era uma boa ideia (minha ideia inicial de museu era a Pinacoteca, que também não conheço). 
Fazia um calor causticante na hora em que chegamos, cerca de 14h, e haviam umas 15 pessoas em nossa frente na fila. Ocorre que a fila era demorada, pois há um limite de pessoas que pode circular pela exposição com um mínimo de conforto. A gente reclamou uns minutos e eu até ensaiei um peripaque (calor anda me fazendo mal), mas no fim entramos em menos de meia hora. Estou falando da fila porque nós reclamamos daquele tisco de fila que pegamos e, naquela meia hora que ficamos ali, ela quintuplicou. De repente, havia uma fila eloorme atrás de nós, que esperou muito mais. Não estou acostumada com fila aqui em sonífera ilha. Gente mais cosmopolita que eu pode não se incomodar, sabe-se lá.
Quanto à exposição, particularmente (aliás como sempre), sei que não aproveitei quase nada dela. Haviam objetos de referência dos filmes, separados por salas, e em algumas salas era incrível a montagem, com elementos de som, ambiente e iluminação para compor com o filme a que se referia - as salas de Spartacus e Lolita eram destaque nesse aspecto. Não aproveitei, como dizia, porque não vi a maioria dos filmes dele, e por isso provavelmente não entendi muitas coisas da proposta da exposição (isso ficou claro pelos filmes que eu havia visto, em que cada elemento combinava com o filme e aprofundava a experiência). A única frustração foi a sala de Laranja Mecânica, sobre a qual alimentei muitas expectativas e era simplesmente algumas fotos, objetos, figurinos, nada grandioso como a sala de Lolita, por exemplo. 
Reparem que é a armação dos oclinhos dela, e que em cada armação são cenas distintas do filme. Pelo tempo que fiquei ali observando, era sempre uma cena tensa contra uma cena mais descontraída, para deixar a gente bem confusos. 
Cinéfilos estão indo em hordas, haviam globais no dia (a ala cult dos globais), enfim, gente mais entendida do assunto que eu.
Com o ingresso (R$10, muito razoável), vinha também o programa da exposição, com uma síntese dos filmes e fragmentos de críticas e falas dele. Levei para casa e está me servindo de provocação, para eu finalmente assistir a mais filmes de Kubrick e talvez pensar melhor sobre tudo o que vi lá naquele dia. Acabei de conferir que a exposição segue até 12 de janeiro, de modos que alguém pode apreciar passar uma tarde lá por esses dias.
Foto da sala de Laranja Mecânica, cena que não poderia faltar, né? 

Faz calor em minha humilde residência

Das 16h até quase 20h é insuportável estar em minha casa, pois pega o sol em cheio por todas as janelas. No inverno, que isso seria uma vantagem, devido à posição da Terra não tenho o mesmo raio de sol. O ar condicionado funciona, mas o controle precisa ser trocado e meu prestador de serviços é muito indolente. Adora me deixar na mão, embora garanta que já está de posse do controle. 
Vou ter que arrumar atividades externas para os próximos meses, pois está difícil ficar lá. Sei que vão me sugerir atividades físicas, mas lembrem-se de que são 3h. Talvez eu possa encontrar um banco com sombra para ficar lendo e aproveitar a luminosidade do dia, né?
O ideal seria que as praias do continente não fossem todas poluídas. Uma piscina ou cachoeira também era bom. Pesquisarei.

Thursday, December 26, 2013

Inventário dos colegas

Fico só reparando nas pessoas para ver o que ganharam. Meu vizinho de ilha, amigo meu, chegou de camisetinha pólo nova e eu já adivinhei: ganhou no Natal. 
Lara Croft, a chefe, está com uma aliança cafona daquelas de namorado, sabem? Na mão direita. Ela andou arrumando namorado novo aqui na repartição. Pelo jeito querem deixar claro que é coisa séria.

Inventário dos presentes de Natal

Vamos ver se lembro de tudo:

1 camisola
1 regata da Hering (vou trocar)
1 caixa de MDF para guardar bijuterias
1 saia longa da Angel (vou trocar)
1 short da Angel (vou trocar)
1 casaquinho da Angel
1 biquini
1 balde de gelo para bar
1 mix de pimentas da Bombay
1 coqueteleira de inox
1 rasteira amarela
1 tablet

De mim mesma: 1 casaco da Zara, um Rayban novo, de modelo diferente do aviador de sempre. E vocês? 
Adoro saber o inventário de presente dos outros!

Detox forçado

Não pensem vocês que porque não aprecio tanto assim os itens da ceia de Natal eu teria passado incólume à orgia das festas. Comi feito uma refugiada afegã em todos os outros momentos que não a ceia, principalmente uns picolés alemães cremosinhos por dentro e crocantes por fora que davam pinta no congelador. Choque-se, sociedade: eu bebi refrigerante e energético também nestes dias, item que é permanentemente ausente de minha vida. Não farei inventário de espumante que isso é necessário para a felicidade.
Foi onde que hoje eu tinha que terminar minha maratona de exames que estou fazendo: exame de sangue para testar intolerância à lactose. 8h de jejum, tira o sangue, bebe 50g de um líquido doce e nojento saborizado de limão e cheio de lactose, tira o sangue mais 2x e pode ir embora.
Devo ser mesmo muito intolerante, pois estou com um piriri furioso desde que saí do laboratório. A menina me disse que era possível eu ter desconforto abdominal e diarreia, e como tudo que é possível acontece, cá estou. Barriga estufada, sabe?
E nada parando aqui dentro. Detox!

Aliviando

Dileta audiência, feliz Natal para quem é de Natal. Não sou de Natal. Imaginem vocês que para uma ateia, portanto sem o elemento 'menino Jesus', o Natal é simplesmente ceia e presentes em família. Imaginem vocês que para uma pessoa que entrou em shopping center nesse ano menos de 5 vezes, isso dos presentes é um genuíno suplício. Para piorar, não gosto de praticamente nenhum dos itens servidos na ceia (em minha casa temos o peru recheado, macarrão - às vezes fazemos caseiro, mas esse ano foi industrial, salada de batatas com maionese, salada de legumes e alguma carne ensopada para comer com o macarrão - em geral é galinha, esse ano foi algo que não identifiquei mas acho que era cordeiro, e de sobremesa torta de amêndoas). Ou seja: nada disso me interessa. 
Pior ainda: dezembro é um mês insano, em que as pessoas pensam que precisam confraternizar o tempo todo, e eu acho que pode ser nos outros meses. Só acho. Também sou militante anti amigo oculto, pelo serviço de comprar mais presente e por nem sempre o grupo ser do meu agrado (sorte que na repartição não implementaram). É difícil fazer coisas comuns, principalmente se for em localidades próximas ao comércio. Eu enquanto louca do supermercado me sinto violentada em meu habitat natural invadido por uma horda ensandecida de pessoas comprando tudo que veem pela frente. 

Sou chata, podem me julgar.

Nesse ano, busquei me organizar com antecedência com o trem da compra dos presentes, e consegui fazê-lo em 2/3. Eu comprei presentes apenas para minha mãe, meu pai e meu irmão, com quem eu passaria a noite de Natal e seria deselegante não comprar. Um amigo meu todos os anos me compra um presente de Natal e esse ano fez de novo. Por sorte, a gente demora para fazer a troca dos presentes e poderei pensar no dele com calma daqui uns tempos, quando esquecer o aborrecimento todo deste mês. Mas voltando aos meus três presentes, comprei o do pai e do irmão em São Paulo, na Liberdade (eram itens para suas respectivas casas novas, utensílios que também servem como decoração), e o de mamis eu havia definido já o que seria, bastava comprar pois fica numa loja de bem fácil acesso.
Erro nº1: confiei que havia o item na loja e, obviamente, quando fui comprar em dezembro (logo no início), não havia mais e nem seria recebido. Até porque se recebessem, a turba enfurecida que me atingia com suas sacolas enormes levaria em menos de 30seg (e eu demoro para buscar as coisas). Fui para o plano B, tão fácil quanto o plano A, e novamente minha autoconfiança me mordeu na bunda, pois visitei 4 lojas da franquia em questão e o item estava em falta. Moral da história: me enfiei num shopping no dia 23 de dezembro sem saber o que ia comprar, e encontrei o presente num golpe de sorte. Ainda me havia pedido um CD com músicas, e obviamente eu esqueci o CD virgem em casa, o que me fez encarar o Angeloni no dia 24 à tarde.
Lição de auto-ajuda 1: manter uma lista com os prováveis presentes para os parentes desde o início do ano, evitando assim de comprá-los em dezembro. A meta para 2014 é finalizar todas as compras em novembro.
Lição de auto-ajuda 2: comprar os presentes embalados para presente, pois sou um desastre ao embalar e não tenciono desenvolver tal aptidão. 
Lição de sobrevivência: já que fui ao shopping e ao supermercado em dias hostis, não me adiantava nada ir com pressa. Fui entoando meu mal educado mantra para o final de ano (fodanocudecreuza) e relaxei na fila do caixa.
Ainda sobre o Natal em si, item ceia. Não gosto de nada, mas como de tudo. Porque, Brazil? Porque não gostar é uma coisa, desgostar é outra e tenho fome. Esse ano como estou de dieta, comi um pouquinho menos, e no dia seguinte, no famigerado enterro dos ossos, comi apenas a proteína (peru) e a salada. Mas de tarde, antes da ceia, lanchei um sanduíche de tomates que estava do jeito que gosto, o que provavelmente ajudou no processo.
Lição de auto-ajuda 3: lanche gostoso no final da tarde é necessário e precisa ser providenciado para não ficar com fome demais na ceia. Comer como fosse uma refeição normal, não uma experiência gastronômica festiva.
Sobre os encerramentos de final de ano, aprendi algo fundamental neste ano: não quero ir em nenhum. Dezembro é o mês de fechar relatório anual na repartição, de regime de semi-plantão em meu local de trabalho, de um compromisso de vendas anual (vendo agendas do ano seguinte nos meses de novembro e dezembro) e de tradicionais reposições de greve (jornada de trabalho estendida). De modos que já tenho agenda cheia de coisas mesmo sem querer, e preciso descansar quando não estiver sendo obrigada a ir a algum lugar. Gente que faz amigo oculto até da galera do futebol de terça: vocês são masoquistas. 
Lição de auto-ajuda 4: como todo mundo tem de tudo nesse mês, basta dizer a cada convite que receber que você já tem outro convite no dia. E negar absolutamente todos os amigo-ocultos que tentarem fazer. Podem rolar confraternizações e descontrações, desde que espontâneas, sem obrigatoriedades, sem fazer disso um grande operativo. O que me leva à lição de sobrevivência 2: evitar lugares que ofertam mesas compridas em dezembro. Fatalmente lá dentro estarão encerramentos e amigo-ocultos dos outros. Se eu evitei para mim, que sentido faz eu ir num lugar ouvir o dos outros?

Em dezembro ainda cometi um erro amador que nunca mais repetirei: estava com consultas de rotina pendentes e alguns exames que estou fazendo até hoje, e os locais ficavam todos no centro da cidade. Assim que na semana passada, por exemplo, tive de ir ao centro da cidade absolutamente todos os dias. Encarar aquele povo todo se acotovelando, brigando por mais uma rasteirinha ou mais um tender. Eu não mereço isso, Brazil. 
Lição de auto-ajuda 5: a partir de 2014, consultas de rotina serão realizadas ou em novembro, ou em janeiro. Acho que janeiro será melhor, apesar de calor, pois muita gente estará de férias.

Agora é a fase boa de dezembro. Passou o frenesi todo do Natal, e as coisas baixam de preço e de movimento. Comprarei um panettone, comerei ele por 30% a menos do que custava até ontem, chuparei uns picolés e até irei ao comércio, em busca da bijuteria perfeita para meu Ano Novo.

Porque não tenho nada contra o Ano Novo. ;)

Friday, December 20, 2013

Estou só pela hora de ir embora

Hoje parece que nunca vai dar 17h.

Jingle Hell

Explicações necessárias ao mundo:

- fazer compras não é esporte;
- fazer compras não é lazer;
- shopping não é o parque da cidade, local muito mais adequado a se levar os filhos no domingo à tarde;
- comprar uma água mineral no quiosque é uma aventura muito mais arriscada em dezembro. Tomem cuidado.

Rebordosas

Estou com três garrafas de vinho e espumante pairando sobre minha cabeça. Mais uma sequência de embutidos, entradas, carne vermelha, e doce. Tudo ontem. Meu corpo implora por um detox e um par de horas de sono - o que não conseguirá, uma vez que estou com a bunda na cadeira da repartição até 17h de hoje.
Miséria humana - isso me sintetiza no dia 20 de dezembro do ano mais corrido do mundo.

Thursday, December 19, 2013

Postagem longa e carregada de mau humor: a saga da dissertação de mestrado

Depois que defendi o mestrado, enrolei por muito tempo até iniciar as correções sugeridas pela banca, depois enrolei para formatar, depois enrolei para aprovar a formatação que a pessoa de quem encomendou me fez, depois enrolei para levar na gráfica, depois enrolei para buscar na gráfica... E depois, quando finalmente fui na UFSC entregar O Volume, iniciou-se uma nova saga. Primeiro, que não havia ficado claro para mim que eu precisava entregar em CD também na BU, então cheguei apenas com O Volume impresso, e descobri que faltava o CD. Tentei em dois xerox diferentes dentro do campus até desistir de ficar perambulando sem ter certeza e voltei na gráfica em que havia impresso O Volume para gravar o CD. Gravei o CD. Voltei na BU. A garota comentou comigo que eu estava com uma pendência na biblioteca, e de fato, o último livro estava justamente em minhas mãos para ser devolvido assim que eu entregasse a dissertação, mas eu não sabia que uma coisa se comunicava com a outra. Até não se comunicava, mas a menina me recomendou devolver primeiro, assim que fui lá fazer isso, e voltei em seguida.
Voltei para ela descobrir que o título da minha dissertação tinha uma pequena divergência entre capa e folha de aprovação: na primeira, eu colocara apenas UFSC, enquanto na segunda eu havia escrito Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o que gerava dois títulos diferentes e, por isso, ela não poderia receber O Volume.
Naquele dia, possuída pelo demônio, depois de andar, correr, pular e o que mais fosse necessário para providenciar tudo sob um sol escaldante, tive vontade genuína de chorar. Não o fiz, no entanto, preferindo enfrentar 90min de fila para chegar em casa, trânsito corriqueiro para quem resolve sair da sonífera Ilha em direção ao continente nesse horário (eram 17h30). Vale mencionar que, para conseguir lograr êxito nisso tudo, eu pedi uma dispensa do trabalho para mais cedo. Estou devendo as horas.
Adoeci, fui trabalhar nos Ingleses, fiquei tão fraca e cansada que desfalecia nos dias subseqüentes, até que numa tarde qualquer, finalmente, eu havia me encorajado o suficiente para alterar os arquivos, reenviar a gráfica e pedir uma nova impressão. Ocorre que dentro disso tudo vai uma folha de aprovação, entregue a mim em duas vias pelo programa no dia de minha defesa, então sempre preciso levar isso lá para eles encadernarem corretamente. Eis que me desloco de Ingleses até os confins do Pantanal (entendedores entenderão, mas para os não-entendedores, eu fiz 40km) para levar a folha de aprovação e então aguardar os 3 dias úteis que levariam para aprontar O Segundo Volume. Quando esse prazo se finda, eu estou de folga da repartição no período da tarde, e rumo à gráfica para, finalmente, reaver O Segundo Volume e poder ficar em paz e em dia com a BU. Porém, naquele dia, eu ainda não havia percebido o quão os astros estavam alinhados por mim, e ao chegar lá, apesar de estar tudo pronto, a máquina de cartão do local não funcionava, e eu decidi, ao invés de tirar dinheiro e voltar em seguida, voltar lá só na manhã seguinte, porque eu tinha outros assuntos para resolver. Na manhã seguinte, logo 8h da manhã, lá estava eu possuidora do dinheiro e pronta para levar, finalmente, O Volume embora, quando percebo que a tia da gráfica, esperta toda vida, resolveu não imprimir o arquivo que eu havia lhe reenviado, e sim simplesmente utilizado o primeiro arquivo, aquele que a BU recusara. De modos que era necessário refazer, com os arquivos corretos, e assim eu fui embora sem O Segundo Volume, mas com a promessa de que ao final do dia ele estaria pronto. Também resolvi pedir para gravar um segundo CD, mas ao lhe telefonar pedindo por isso, ela me explicou que ‘não sabia gravar’ (sic) e por isso era para eu chegar mais cedo e gravar eu mesma. Bufando por dentro e sentindo o terceiro aneurisma estourar, rumo ao centro da cidade para mais uma sessão de aborrecimentos que relato em outra ocasião.
Quando dá 16h, reconheço que está muito em cima o prazo, uma vez que o setor fecha às 18h, e busco uma nova saída antecipada com zippy boss, e me ponho no caminho novamente do Pantanal, gravar o CD e finalmente reaver O Volume. 40min depois, continuo paralisada no terceiro quilômetro dos 21km que me separam da gráfica, e percebo que de nada me adianta chegar lá, pois dado o horário, eu não conseguiria mais uma vez entregar O Segundo Volume ontem na BU. Volto para casa com a certeza de ter desenvolvido um tumor benigno em algum lugar meio ali no esôfago.
Na manhã seguinte, a de hoje, ponho-me em marcha rumo novamente ao Pantanal, estrategicamente às 9h30 da manhã, pois o trânsito do continente para a Ilha de manhã é pesado. Levo 50min, mas ainda estou de bom humor, pois zippy boss havia me liberado mais uma vez para fazê-lo, e finalmente consigo resgatar O Segundo Volume e gravar o CD na gráfica. Em 5min estou na UFSC, para me deparar com a BU fechada, pois eu havia me esquecido que, desde o dia 17, funcionam apenas em horário de verão, portanto, só abriria às 13h. Ainda otimista, rumo pela quinta vez nesta semana ao centro da cidade, e termino minha outra maratona, a de exames. São 11h apenas quando decido que, considerando o tráfego intenso, a melhor coisa que posso fazer por mim é simplesmente ficar por ali, e 13h em ponto estar dentro da BU. Mas para que esse otimismo todo? Mamis havia combinado comigo que, hoje, ela viria em minha casa me ajudar a promover umas mudanças e estava justamente em Porto Belo, chegando em meia hora ali em minha casa, para a qual ela não tem chave. Suspiro, pegando o carro e indo para o encantador bairro Floresta, e tomando pé da dimensão do caos urbano que se tornara Florianópolis nestes dias pré-recesso, e chegando a tempo de lhe jogar as chaves pelo vidro e sair correndo outra vez para a UFSC – dessa vez por Barreiros, pensando que assim talvez eu pudesse ser poupada do suplício que vivenciara recentemente na Via Expressa. Levo cerca de 50min, mas chego miraculosamente 5min antes das 13h, e fico ali junto dos estudiosos que aguardavam ansiosamente pela abertura da BU até que nos liberam a entrada e vou entregar, finalmente, Segundo Volume e CD.
Apenas para ouvir da servidora que, na minha folha de aprovação, tem a assinatura de toda a banca, o carimbo da coordenadora de curso... sem a sua assinatura! Sem nem saber o que dizia, babando e revirando os olhos, pego novamente o carro e me despenco até o continente, enquanto faço contato com um amigo para o caso de a coordenadora estar na UFSC amanhã e ele poder buscar suas assinaturas. Ele pode. Só preciso torcer para essa mulher estar lá.
Ligo para o programa, apenas para descobrir que a coordenadora mudou. Apenas. Mas entramos num acordo, eu e o servidor do programa, que devo pegar a assinatura da anterior, e ele me passa o e-mail dela: ‘algumacoisacampeche@uol.com.br’. Algo me diz que vou parar no Campeche em breve, e não há de ser por veraneio.
Mando um e-mail desesperançoso para a mulher, já antevendo ela me ligar e dizer que vai passar as férias no Nepal mas retorna dia 28 de fevereiro. Para a minha imensa sorte, ela acaba de me retornar, enquanto escrevo esse relato: obviamente, não estará na UFSC amanhã, mas posso telefonar para combinarmos de eu pegar sua assinatura.
Dissolvem-se os tumores recém-adquiridos, enquanto tento definir qual seria o melhor dia para fazer isso. Não será amanhã, nem mesmo sábado. Quiçá, domingo. E aí já me afundo nas areias do Campeche, depois de tanto sofrimento.
Ainda não acabou. Ainda não consegui fazer algo que deveria ser simples.
Mas esqueci de contar a vocês a cereja do sundae dessa história incrível de desorganização minha e desatenção aos detalhes: a multa por atrasar a entrega disso na BU, R$5 ao dia. Dia 25, Natal, faz aniversário de 2 meses de atraso!
Comerei um bolo na ocasião, apenas para celebrar.
Obrigada a quem leu até aqui. Eu realmente precisava desabafar, pois estou possuída pelas trevas de Satanás.


As madrugadas

Durante o dia, trabalho, confusão, e-mails que não param de chegar e que não consigo responder, consultas médicas, exames, relatórios pendentes e outros quetais. Uma coisa que se tornou constante e mandatária junto com essa confusão é o celular, sempre bem junto de mim, e o tal de whatsapp. Aquele que meus amigos me disseram para usar e eu disse que não pretendia fazer. Não uso com mais ninguém mesmo, mas uso. Gente, como uso esse negócio. Esse negócio de whatsapp e as madrugadas, sempre para o mesmo fim.
Meus dias praticamente não me pertencem, tomados que estão pelos diversos afazeres - que faço, mas faço malfeitos, porque as madrugadas também não me pertencem, pertencem praticamente de forma exclusiva às incríveis e saborosas manifestações de risos, de gestos tranquilos e angustiados de quem toma só mais um gole de sua pessoa predileta e que parece estar sempre mais correto fazê-lo enquanto a cidade teima em dormir. De madrugada, a gente ainda se engalfinha numa briga em que ninguém sai ferido nem morto, mas absolutamente exaurida de tanto viver e de tanto me embebedar de cada um de seus 10 dedos das mãos, de cada fio de barba e milímetro de uma pele quente e opaca e de todos os detalhes insignificantes que compõem o conjunto de sua pessoa inteira e que a mim não interessa partir, uma vez que inteira é melhor, mas de quem eu roubaria um pequenino tasco de orelha, talvez de nuca, quem sabe só o dedo mindinho, para carregar comigo em meu bolso e assim sempre estar ao alcance de meus dedos.

Filme: La vie d'Adele


Fica combinado que nunca lembro o nome do filme em português, mas estou me referindo ao filme mais comentado da semana, ao menos em meus círculos sociais e internéticos. Assisti ao filme anteontem, e até hoje continuo impactada por todas as infinitas facetas que ele apresenta e que mexeram comigo e me fizeram pensar.
A história de Adele, uma adolescente de 15 anos e a sua sexualidade despertando é o início. Mas gente, vão por mim: isso é só o início. Esse filme, de beleza impressionante (no sentido cênico/fotográfico, de trilha sonora...) e de tensão permanente, ao que me parece, já entrou para a história do cinema. Porque ele é absolutamente diferente de tudo que já vi nessa vida. Verdade, eu vejo poucos filmes, mas dentre os que eu priorizo assistir, muitas vezes estão os que tratam o tema das opressões, principalmente LGBT. E esse filme é totalmente diferente de todos os que já vi. Eu acho que é diferente porque vai mais fundo, porque ousa mais, porque tem um olhar menos formal sobre um universo tão delicado e tão invadido. Mas ainda assim, é formal, é às vezes invasivo, e é às vezes machista também. Tem estereótipos, também. Mas não como a gente costuma ver. É diferente. Sério, acreditem em mim. É diferente. É provavelmente o filme que vai ser assistido por legiões de adolescentes, jovens, que vão se identificar com aquele sentimento de inadequação de Adele, com o sofrimento de que ela é vítima na escola, por exemplo. Mas não é só para adolescentes: é para todo coração que já se partiu por ver o amor de sua vida romper consigo, é para todo homem branco-heterossexual-macho-alfa que pensa que é a fonte única de satisfação das mulheres. É para todo mundo que aprecia um bom filme, inovador, e para quem está disposto a repensar o que acha que sabe da sua própria sexualidade e da alheia.
Dessa vez, ao contrário de sempre, acho melhor não falar muito sobre a história e nem sobre o que pensei do filme. Porque o filme é rico demais em detalhes para que eu consiga sintetizar um textinho a respeito. Além disso, como todo mundo está meio que se programando para ver por esses dias (está em diversas salas de cinema Brasil afora), eu poderia dar spoiler demais (não ligo de fazer isso com os outros filmes, pois a maioria das pessoas já os viu há muito tempo, mas esse acabou de entrar praticamente e todo mundo está indo ver). 
De qualquer forma, essa recomendação é um grito mais forte que tudo que já confirmei neste blogue: ASSISTAM. Vale a pena cada mísero minuto das quase 3h de filme (que eu nem senti passar - aliás, não toquei uma única vez no boy o filme inteiro e nem fui olhar que horas eram no celular, e eu sempre faço isso). Assistam, assistam, assistam. Opinem, depois me contem, vamos falar sobre isso!
Em geral não faço isso, mas dessa vez vou compartilhar também dois links que me representam muito sobre o que refleti a partir do filme. Daí quem quiser pode também dar seu pitaco sobre isso:

Uma visão feminista sobre o filme. Interessante e que toca nas principais polêmicas envolvendo tanto o filme, quanto o elenco e o diretor.

Uma visão lésbica sobre o filme. Acho que não é uma palavra final, mas é uma voz importante e que precisa ser considerada com muito peso - afinal, uma obra sempre retrata um pouco de quem a fez, e esta foi feita por um homem heterossexual, e carrega em si esse olhar e seus limites também.



Wednesday, December 18, 2013

Me maquia, Torquato!

Sempre quando estou na casa de praia de minha família aproveito algo que não tenho mais em casa: TV. Quer dizer, eu tenho um aparelho de TV, mas eu não tenho mais TV a cabo, apenas uma anteninha interna que me fornece uma imagem sofrível, e mais serve para escutar RBS do que assistir. Sabem o que eu penso disso? Que é ótimo, e que eu não tenho mesmo o menor interesse em pagar por mais canais de tevê. Não ter TV me faz utilizar meu horário em casa com coisa mais interessante, ao invés de ficar prostrada no sofá absorvendo aquela radiação azulada.
De bônus, quando vejo TV, é tudo novidade, porque passei um tempo sem assistir, e costuma ser legal. E voltando ao início, sou especialmente fã da programação do GNT (principalmente os culinários, óbvio), mas também costumo gostar de outros como o Decora, Santa Ajuda, Saia Justa e por aí vai.
Um dos que vejo menos, mas às vezes calha de estar passando, é o tal do Superbonita. Acho a Luana Piovani uma chata, apesar de que apresenta bem esse programinha - o programa é curtinho e não oferece muito espaço para ela se colocar. Mas assisto mesmo e morro de inveja é das mulheres que ganham uma transformação de Fernando Torquato! Porque você nota pelas coisas que ele conversa com as mulheres, que além de maquiador, ele entende profundamente de rostos, formatos, jogos de luz, tipos de pele e tenho certeza que ele faria miséria com minhas maçãs do rosto que nunca sei como abafar (são bem altas, e fica uma saliência logo abaixo dos olhos).
Mas já notei que o programa só chama gente do Rio, e estava aqui conformada, pensando em ver se ele atende em algum salão de beleza lá e se eu não poderia ir um dia como cliente pegar umas dicas. Eis que descubro que o Superbonita Verão vai correr o litoral e vem inclusive para sonífera ilha!
Daí que resolvi vasculhar aqui e tentar escapulir para dentro dessa temporada, mas não me dei muito bem com as informações do site. Mas que vou tentar, isso vou!

Tuesday, December 17, 2013

Vou te contar um segredinho!

É incrível dizer isso, mas eu tenho blogue há mais de dez anos. O primeiro já foi desativado e ficou perdido no limbo da internet, enquanto o segundo, este aqui, persevera há sete fuckin’ anos. Sempre gostei dele, e às vezes gosto de olhar as postagens de antigamente para relembrar o que se passava em cada época – o que eu gostava de registrar, como escrevia, quem comentava... E antigamente, eram poucos comentários e visualizações, muito mais de gente que me conhecia ao vivo do que de pessoas desconhecidas. Agora, olha que incrível, eu estou conhecendo pessoas por causa dele! Todos os dias, praticamente, recebo uma mensagem de alguém que acompanha meu jibber-jabber de forma sistemática, mesmo quando o assunto nem é assim tão legal. Certos assuntos não me parecem úteis o suficiente para falar em qualquer outro lugar, e venho aqui esvaziar a mente e relatar o que me vai na cabeça, mostrar o que comi no almoço, falar se consegui poupar dinheiro ou emagrecer, dividir os blogues que leio todos os dias na barra de rolagem e outras coisas assim. E é assim que também acompanho a vida de algumas pessoas, torcendo para que consigam fazer aquilo a que se propõem, me divertindo e me emocionando conforme cada fase.
Há, porém, um porém. Sempre há um porém, né?
Com essa audiência dileta e constante, passei a filtrar um pouquinho melhor o que ia dizer. Já não podia desabafar e chamar alguém de motherfucker quando queria, por receio de que as pessoas não entendessem que era apenas um desabafo, que no fundo não sou nada assim. Já não posso mais relatar com a riqueza de detalhes de antigamente determinados rasgos de meu cotidiano, e não sei quanto a vocês, mas ter a mãe lendo o próprio blogue é(sorry, mamis, sei que lerá isso, mas este espaço ficou mais censurado com sua presença). Mas o mais importante é que, de uns tempos para cá, sinto que preciso escrever sobre coisas que estou sentindo de forma mais profunda, de forma mais livre. Preciso falar sobre como me sinto e não quero esquecer no futuro de como me sentia em 2013, trocando isso por um relato simples de o que acontecera.
Foi aí que criei outro blogue. Desta vez, não um blogue para ser lido nem comentado, apenas para ser escrito. Se lido, lido por mim, relido no futuro quando me sentir curiosa sobre o que pensei e senti há tempos atrás. Não fosse tão arcaico, eu faria um diário de papel, mas meus dedos digitam velozmente e já não acompanham meu pensamento. Ivagina escrever a mão.

No início, escrevi apenas coisas que me incomodavam, e que eu precisava desabafar. Aos poucos, no entanto, tornou-se um espaço de cultivo de pensamentos, de impressões acerca dos diversos acontecimentos, e até de resenhas de textos e de obras que me impactaram. Tenho hoje um blogue restrito somente a mim que é puro coração, que é livre para eu ser como quiser, e que me deixa mais tranqüila na vida como um todo. E eu sei que é paia falar de algo que existe e que ninguém mais acessa, mas mesmo assim quis falar disso hoje – de meu pequeno diário de emoções e reflexões mais profundas. Porque recomendo que vocês façam! Se vão fazer em público ou de maneira privada, fica ao seu critério, mas acreditem em mim quando digo que é mais interessante quando está apenas você por ali. E mesmo não dividindo com mais ninguém o que está lá, isso me modifica no restante das relações com o mundo. É por isso que recomendo!
E é por isso que este espaço aqui vai ficando cada vez mais besteirento. ;)

Monday, December 16, 2013

Projeto Money for Nothing - semanas 8 e 9

Não sei nem como arrumei tempo para tomar banho esses dias de dezembro. Caiu uma urgência do tamanho do mundo em meu colo no trabalho, e eu pedalei para dar conta, viu? Nesse meio-tempo, a locomotiva social se tornou uma constante, o que também me deixou meio confusa, mas ao fim e ao cabo estou sobrevivendo.
E economizando, estou?
Olha... eu avalio que em partes. Porque é uma época bem difícil de economizar. I don't give a shit para o Natal, mas vocês não imaginam o quiproquó que isso é para minha família. É constrangedor não se preparar minimamente para o evento, porque parece show de Ivete em Salvador! Comprei os presentes de todo mundo com antecedência, e não estourei o orçamento com ninguém. Comprei o meu próprio presente (sim, me dou, né?) há duas semanas atrás - para este, não estipulei orçamento, e avalio que deveria tê-lo feito, para poder controlar melhor o gasto. O mais provável é que meu lindo casaqueto branco com detalhes metalizados da Zara não fosse meu presente de Natal, mas ao menos, quando comprei, sabia que era um clássico daqueles que nunca mais vai embora de casa.
Dei algumas escorregadas: houveram dias em que, cansada demais até para pensar, corri num buffet para obter arroz com feijão. Inventei de cortar os cabelos no salão mais caro do mundo (porque mamis vai nele, mas eu só vou quando estou em Gothan e com os pontos acumulados dela - só que naquele dia não haviam pontos para isso e eu só soube em cima da hora). Inventei de começar um projeto de bar em casa e comprei dois copos para iniciar a coleção...
E foi assim que vi o descontrole ir tomando novamente lugar em minhas finanças. Verdade que, comparativamente, avancei bastante em relação a outros anos. Mas ainda tenho muito, muito mesmo o que fazer com relação a isso.
Monitorando a fatura do cartão de crédito, vi que neste mês gastei pouco mais da metade que o mês anterior! Isso é muito bom, mas precisa melhorar ainda mais! Me desafio a ir novamente à metade no próximo mês.
Meta da semana: organizar o planejamento financeiro do recesso, God! Ainda não está pronto!
Orçamento da semana: R$250 - nesta semana vou ter que pagar pela impressão de minha dissertação, pelo faz-tudo que vai promover melhorias em minha casa, tenho o almoço de final de ano na repartição e mais uma saída muito feliz para fazer. 
Lá vou eu!

Friday, December 13, 2013

Convenientes confraternizações

Chamaram uma festa de final de ano de meu setor aqui na repartição. Declinei do convite que não suporto quase ninguém.
O que eu não sabia é que muito mais pessoas pensam assim - eram tão poucas confirmações que a gerentona preferiu só fazer um lanchinho aqui mesmo um dia de semana.
Eis que dias depois veio uma possibilidade de liberar a turma toda uma tarde de expediente, desde que as pessoas de fato participem da confraternização.
De modos que para poder folgar uma tarde, na terça-feira degustarei de um emocionante almoço de fim de ano com essa gente. 
Vou felizona, porque faço coisas muito menos legais por meu salário. Almoçar com a gentalha para poder tirar a tarde de folga? Já fui!

Ainda sobre organização e gestão do tempo

Sábado estive em Gothan City. À noite, saí com os amigos para beber e dançar. Não necessariamente nessa mesma ordem: bebi a noite toda, mas primeiro, no primeiro bar, eu não dancei, apenas bebi. Quando cheguei, perguntei aos amigos o que eles haviam feito naquela tarde, esperando que respondessem todos que dormiram a tarde toda (chovia e fazia frio). Eis que justamente o mais conhecido por ser um procrastinador contumaz de tudo me sai com o seguinte relato:
- Fui à academia e fiz faxina em casa!

Sábado à tarde de chuva. A pessoa tira a tarde de sábado à tarde com chuva para fazer faxina e malhar. Ivagina minha cara de decepção (comigo mesma, óbvio).

Wednesday, December 11, 2013

Tempo, vida, e o que eu tenho a ver com isso?





Quando penso que vai melhorar, vem mais coisa. Imagine você no mar, engolindo água, levando aquele pacote, e quando pensa que está nadando para fora, dá outra cabeçada na areia, e engole mais água.
É assim comigo: termino alguma coisa, penso que agora vou respirar, e pronto, vem mais uma onda louca. 
Me planejo para fazer as coisas, para aproveitar meu tempo, e quando vejo, nãTeo deu tempo outra vez.
Fui dormir ontem 23h, com sono atrasado de outra madrugada insone na segunda-feira (não é que me falte sono, é que me sobra ansiedade de estar junto às pessoas), planejando levantar 6h e colocar três pendencinhas em dia.
Num lapso de inconsciência, ao invés de apertar o soneca, apertei o cancelar. Acordei 9h2, hora que já deveria estar sentadinha em minha mesa no trabalho. 
Cheguei há pouco em casa e, precisando dar cabo de três tarefas hoje, caí na besteira de entrar no face. E intoxicada de tanta informação e gente me requisitando, eu sem tempo para minhas tarefas, e ainda menos sem tempo para as pessoas, me vi aliviada fechar aquela maldita janela e poder escutar uma música, escrever esse post e me decidir por fazer minhas coisas.
Eu preciso me organizar. 
E eu estou tão cansada.
E foi ouvindo música e me fechando para as requisições de gente que, no fundo, nem precisa tanto assim de mim, que me sinto apenas um pouquinho mais aliviada.


Monday, December 09, 2013

O japonês metódico

Eu até hoje não contei nada de minha viagem para São Paulo porque ela me preencheu de uma forma difícil de lidar. Em todas as minhas conversas recentes, em tudo no meu cotidiano tem algo dessa viagem para mencionar, e até agora não organizei direito as memórias para poder relatar no blogue. Acho que contar uns fragmentos pode ser mais fácil que organizar um relato cronológico.
A isso, então.
No sábado dia 16/11 a nossa programação era ir para a Liberdade, na feirinha, comer e comprar ingredientes asiáticos. A feirinha no sábado não tem a mesma interessância de domingo, ou talvez a gente não estava com o olhar apurado. Parecia uma feira de bugigangas encontráveis em qualquer feira do Brasil, com poucos elementos mais orientais, e por isso, acabamos não nos demorando tanto nela.
Comprei alguns artesanatos para dar de presente, minha amiga para sua casa, mas não poderei fotografar porque são presentes de Natal. 
Quanto aos ingredientes, só tenho essa foto:

Parte singela de meu processo de loucura

Sabendo que eu ia gastar os tubos com comida, bebida, com o que mais surgisse, tratei de procurar algum mercadinho na liberdade que aceitasse meu vale alimentação. Cheguei inclusive a telefonar para vários deles, quando então parei de ser burra e fiz o caminho mais simples: entrei na rede credenciada da Sodexo e vi por lá quais eram os estabelecimentos da Liberdade que aceitavam meu cartão. Anotei diversos endereços e, num deles, lá embaixo da Galvão Bueno, bem depois de todo o furdunço passado, estava a pequenina Mercearia Kosaka. Pequena mesmo, menor que uma padaria, mais ou menos do tamanho dessas lanchonetes de centro, sabem? Dois pequenos corredores com tudo, alimentação e limpeza. Sem funcionários, só a pequena família. Mas para minha sorte, em primeiro lugar, aceitava mesmo o cartão, e em segundo lugar... Tudo dentro daquela pequenina loja era objeto de meu desejo.
Apanhei a cestinha e iniciei uma sanha compulsiva e sem reflexão nenhuma de pegar tudo que achei fofo, neném, curioso, interessante, exótico ou que por ventura pudesse ser saboroso. Transbordei a cestinha de chás, temperos, lamens, molhos, chicletes, e mais um lote safado de biscoitos Koala. 
O menino do caixa riu de mim e minha empolgação, enquanto ia colocando os objetos de fora da cestinha no balcão para passar. E quando vi a maneira metódica e organizada dele tirar as coisas para me cobrar, não tive dúvidas. Lancei:
- Moço, você poderia arrumar minha bolsinha para eu levar embora viajar, né?
- Arrumo, sim! (todo sorridente de olhinhos apertados)
E foi assim que encontrei a bolsa mais bem arrumada de minha vida, numa organização tão perfeita que, por pouco, não esvaziei a despensa inteira e enfiei a bolsa lá dentro, do jeitinho que ele me arrumou. No fim obviamente a desfiz, e ainda hoje, quase um mês depois, sigo numa temporada de comidas asiáticas longe de terminar. Porque tem muito o que comer, e porque gastei quase R$300 de vale alimentação num monte de coisinhas deliciosas e exóticas. E a cada vez que me delicio com uma salada de vermicelli (macarrão vietnamita muito curioso e delícia), recordo os bons momentos passados lá na Liberdade e no feriado como um todo. :)

Consegui!

Já dei a desculpa para não comparecer ao almoço de final de ano para o qual aceitei convites sem querer. Estou liberta! 

A tosse do amor

Há algumas semanas venho amargando uma tosse que me dobra ao meio em alguns momentos, tamanha a força dos acessos. Isso se deve ao fato de eu pouco dormir, mal comer, viajar muito, e viver noites e mais noites atormentada por pensamentos incríveis mas desestabilizadores. 
Estou relendo O Amor nos Tempos do Cólera, que embora esteja anos-luz de distância da obra prima de Gabito, é realmente muito bom. Leio sobre Florentino Ariza vomitando pelas sarjetas enquanto sua de febre pensando em Fermina Daza, e sobre o desespero de sua mãe pensando que ele havia contraído cólera - mas era só amor.
Penso que minha tosse vem com tamanha força porque cada acesso é uma declaração de amor que meu ser tenta gritar e eu teimo em silenciar. Tossindo apaixonadamente, receio que contraí a tosse do amor. Enquanto sigo gelada do suor da tosse que me atormenta, morro de pavor que um dia a tosse saia de mim.

Thursday, December 05, 2013

Vacilei. Capitulei.

Minha colega de trabalho chegou me convidando para um almoço em sua casa no terceiro sábado de dezembro e eu disse sim, por não saber como negar.
E agora, como desmarcar? 
Vou ter que inventar uma desculpa de compromisso surgido de última hora!
Dezembro, eu te odeio.

Tuesday, December 03, 2013

Antecipando a felicidade de final de ano

Prometi para mim mesma que não marco mais nada com ninguém esse mês. N-a-d-a. Se me der vontade de ver uma pessoa em algum dia, ligo na hora e convido para fazer alguma coisa. 
Falta comprar o último presente de Natal. Ao menos já sei o que vai ser. Não posso viajar, pois não tenho férias, e por um motivo muito importante e que me faz encher dezembro de planos e cronogramas: receberei visitas na virada! Sim, uma de minhas amigas mais queridas lá de BH vêm vindo aí e chegam dia 29!
Isso já pôs minha cabeça em parafuso. Já estou louca arrumando planos, ideias, pensando nas melhorias que preciso fazer em casa para ficar todo mundo confortável. Pensando no que vamos fazer de bom, que horas, que praia eles devem preferir (esqueci do namorado dela) e o que fazer na virada. 
Se esperar por uma festa é melhor que a própria festa, ivagina esperar pelas férias dozamigo em sua casa! É muita alegria num coração só!

Monday, December 02, 2013

Projeto Money for Nothing - semana 7

A vida melhora, as finanças também. Semana passada, depois de toda a locomotiva social, resolvi assentar um pouco a poeira e cuidar direito de coisas que eu também aprecio, tipo passar uma noite tranquila em casa e por aí vai.
Para a minha sorte e azar, além de ter trabalhado mais que uma criança chinesa (houve um dia em que trabalhei por 12h30), também adoeci. Estou com as amídalas inchadas e bastante tosse. Por um lado, isso me manteve fora de eventos sociais; por outro, me fez achar que poderia me dispensar do ato de cozinhar em alguns momentos!
Acabei chamando um delivery na quinta passada, o dia em que trabalhei até 20h, quando cansada demais até para tomar banho (mas tomei, antes que me gonguem), percebi que jamais transformaria aquelas berinjelas em jantar. 
Para variar, gastei dinheiro saindo para comer e comendo fora, a minha nêmesis. Fui convidada para uma festa de final de ano de colegas de trabalho, e nessa eu não podia faltar. Chamei a pizza no dia em que estava fraca demais, e no domingo, atrasada indo para uma reunião e novamente fraca para cozinhar qualquer coisa, passei num drive thru da vida atrás de lanchinho. 
Além disso, era tempo de abastecer o carro e precisei comprar remédios para minha tosse. 
Sei que parece que foi uma coisa louca, mas acho que só vendo o que foi a semana daria para entender que eu realmente me superei. Além desses eventos, eu recusei outros três acontecimentos sociais, e sinceramente não entendo que sanha toda é essa de ter que ver todo mundo em dezembro. Sério, gente, vamos nos encontrar em janeiro? Ou de repente em novembro, ano que vem? Estou querendo!
A verdade é que aparentemente eu vivo cercada por aniversariantes de final de ano, muita gente indo embora e voltando da cidade e eu tentando me focar. Capengando, julgo que tenho conseguido!
O orçamento previsto para a semana passada era de R$50. Gastei R$88, considerando ainda os gastos com remédios, que totalizaram R$20. Significa que saí R$18 do previsto, uma vez que os remédios eu não poderia deixar de comprar. 
Ao mesmo tempo, vejo que algumas coisas eu precisaria repor, coisas que há tempos não compro e que têm feito falta. Melhorias como o ar condicionado que estragou ou a troca das cortinas que não podem mais esperar. De modos que nessa semana preciso projetar esses gastos para poder ver como continuar a minha saga rumo a uma vida financeira de fato saudável!
Tarefa da semana: fazer o orçamento das reformas de casa, e das festas de final de ano (receberei visitas).
Orçamento da semana: já está estourado nesse minuto, pois hoje tive que almoçar fora e mandei chamar comida! R$15 para as compras de rotina, fora os gastos com minha dissertação e que só saberei o valor final amanhã. Oremos!

Cooof

Vou te dizer uma coisa pra você, tá difícil essa vida de amidalite há coisa de uma semana. Há coisa de uma semana tenho dificuldades para respirar, e desde ontem a tosse virou para algo que resulta em ranho (green code, para quem vê Big Bang) e julgo ser o processo de cura acontecendo.
O pior é não ter nem tempo para poder enfiar o nariz no travesseiro e só sair de lá para buscar mais lencinhos ou água. Não, o pior mesmo é ter tido a infeliz ideia de chamar um date para sexta passada, quando julgando estar melhor (e com vontade de ver a pessoa) achei que estava apta outra vez ao mundo dos vivos.
Ainda não! Acho que o pior mesmo é ir numa festa e não beber. 
Não sei o que é pior, mas acho que é tudo ruim. Inaie querida, obrigada pela sua generosa oferta de me mandar óleos essenciais. Mas se eu ainda estiver precisando deles quando eles chegarem, a coisa ficou feia para o meu lado!

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