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Tuesday, November 26, 2013

A manhã que muda o resto do dia

Hoje o despertador tocou às 6h15, horário atualmente convencionado para minha alvorada (e com o qual, finalmente, fiz as pazes e consigo cumprir). Estou com as amídalas inchadas de tanto não-dormir e comer pouco. Sinto frio, mesmo com meu cobertor predileto, o Tartuffo. Meu ouvido estala de forma dolorosa, começando a ‘pegar’ meu problema de garganta. Havia deixado o telefone na sala ontem, carregando a bateria. Fui obrigada a levantar para buscá-lo, parar seu barulho infernal e poder deitar mais uns minutos. Comecei uma seqüência de ligar o soneca, e quando ia fazê-lo pela segunda vez, chega uma mensagem de bom-dia para mim. Responder essa mensagem era prioridade maior que dormir outros 5min com medo do despertador, e fiquei agradecida e feliz por isso, uma vez que cada minuto de manhã cedo é fundamental para que eu não me atrase. Fiz meus exercícios de respiração, tomei meus comprimidos, tomei banho, e decidi que hoje era um dia bom para usar aquela minha saia cor de creme super escândalo, tendência e ryqueza que havia comprado ano passado na Eslováquia. Ponderei vários minutos se a usava com uma camisa preta, se a usava com uma blusa azul marinho, se a usava com a blusinha vermelha. Escolhi a blusinha vermelha, que tem um cinto de enfeite, procurei o cinto, experimentei tudo, e por fim, subi o zíper da saia e fechei o colchete que a prende lá nas costas.
Prenderia.
A saia ficou folgada na cintura (oi, temos cintura!), acomodou-se com alguma facilidade nos quadris, descendo sua barra que já é de comprimento razoável. E, quando eu dou o primeiro passo para a frente, desliza como fosse um tecido sedoso daqueles de filme ruim de romance. De reco fechado, de colchete abotoado, folgada e no chão!
A mesma saia que, há pouco mais de um ano atrás, eu comprara porque sabia que ela era um clássico, uma coisa linda, e que mesmo tendo ficado um pouquinho apertada, eu deveria comprar, porque afinal, um dia eu ia emagrecer. Minha saia de alfaiataria escorrega pelo meu corpo e me deixa de bunda de fora, se eu não me cuidar. Daí que, apenas por curiosidade, resolvi experimentar aquelas pantalonas chiques de cetim cinza-rosa, compradas em Buenos Aires, que ficaram lindas, eram baratas e por isso vieram embora, mesmo meio apertadas na cintura, pois afinal, um dia eu haveria de emagrecer. Calça confortável na cintura.
Nisso eu já estava atrasada e deixei o assunto para lá, vindo trabalhar com uma calça e uma camiseta quaisquer, nada elegantes como minha saia de alfaiataria com minha camisa vermelha, só pensando naquela sacola cheia de coisas que, durante um bom tempo, deixei guardadas num cantinho, pois estavam me apertando em algum lugar do corpo. E louca para saber qual delas eu já estou apta a viver dentro outra vez.

Daí que hoje, num momento de incrível espanto por essa novidade, me pergunto se já é hora de mandar as roupas serem apertadas por uma profissional, ou espero até chegar no peso definitivo. Porque eu almejava apenas caber nelas, e agora não só eu caibo, como elas estão grandes!

4 comments:

Cristiano said...

Só curtindo o corpo novo...

Bruxa do 203 said...

OOohhhhh Isso é muito bom!!!!!!!!

Inaie said...

Emagrecer é coisa boa demais!!!!!!!!!!!

Mas eu fiquei triste de saber que vc está com dor de garganta. :-( Ninguém merece, né?

O nome do oleo que eu uso é on guard . Tem vidrinho com o oleo puro e tem capsulas que vão direto pro estomago, pra evitar o gosto que nem sempre é agradável.

Ainda não tem ai no Brasil, mas me avisa se vc quiser que eu te mando. :-)

Valquíria Paula said...

Hahaha, to imaginando a cena da saia deslizando... eu teria dado muita risada. Taí uma ótima sensação: sentir as roupas ficando folgadinhas no corpytcho.
Ah, valeu pelo comentário no blog. Bjs

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