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Thursday, November 28, 2013

Terei eu sido a grossa?

Candidato a boy magia na área. Não está com nada, mas segue insistindo. Resolveu ir para Montevideo na virada de ano (?) e está achando caras as passagens (quem não está?). Ele mora no Rio.

- Tem ônibus daí para MVD? É rápido chegar?
- Tem, mas não é rápido, é de 30h pra mais.
- IMPOSSÍVEL! Isso levaria daqui do Rio até lá!
- POSSÍVEL! Só do Rio até aqui leva 20h!
- Eu acabei de marcar a quilometragem no google maps...


Eu já não estava querendo nada com ele. Mas depois de ler que ele jogou no google maps Rio como ponto A e Montevideo como ponto B e acreditou que no caminho não há curvas, não há serra, não há engarrafamento, não há obstáculo nenhum, eu desisti completamente.

- Desculpa te desiludir quanto a isso, mas você não vai a 110km/h ininterruptamente até o Uruguai. Você precisa ver o tempo previsto indicado pelas empresas de ônibus. 
- Ah é? Maneiro!


Nada maneiro. Nada maneiro. 

Tuesday, November 26, 2013

A manhã que muda o resto do dia

Hoje o despertador tocou às 6h15, horário atualmente convencionado para minha alvorada (e com o qual, finalmente, fiz as pazes e consigo cumprir). Estou com as amídalas inchadas de tanto não-dormir e comer pouco. Sinto frio, mesmo com meu cobertor predileto, o Tartuffo. Meu ouvido estala de forma dolorosa, começando a ‘pegar’ meu problema de garganta. Havia deixado o telefone na sala ontem, carregando a bateria. Fui obrigada a levantar para buscá-lo, parar seu barulho infernal e poder deitar mais uns minutos. Comecei uma seqüência de ligar o soneca, e quando ia fazê-lo pela segunda vez, chega uma mensagem de bom-dia para mim. Responder essa mensagem era prioridade maior que dormir outros 5min com medo do despertador, e fiquei agradecida e feliz por isso, uma vez que cada minuto de manhã cedo é fundamental para que eu não me atrase. Fiz meus exercícios de respiração, tomei meus comprimidos, tomei banho, e decidi que hoje era um dia bom para usar aquela minha saia cor de creme super escândalo, tendência e ryqueza que havia comprado ano passado na Eslováquia. Ponderei vários minutos se a usava com uma camisa preta, se a usava com uma blusa azul marinho, se a usava com a blusinha vermelha. Escolhi a blusinha vermelha, que tem um cinto de enfeite, procurei o cinto, experimentei tudo, e por fim, subi o zíper da saia e fechei o colchete que a prende lá nas costas.
Prenderia.
A saia ficou folgada na cintura (oi, temos cintura!), acomodou-se com alguma facilidade nos quadris, descendo sua barra que já é de comprimento razoável. E, quando eu dou o primeiro passo para a frente, desliza como fosse um tecido sedoso daqueles de filme ruim de romance. De reco fechado, de colchete abotoado, folgada e no chão!
A mesma saia que, há pouco mais de um ano atrás, eu comprara porque sabia que ela era um clássico, uma coisa linda, e que mesmo tendo ficado um pouquinho apertada, eu deveria comprar, porque afinal, um dia eu ia emagrecer. Minha saia de alfaiataria escorrega pelo meu corpo e me deixa de bunda de fora, se eu não me cuidar. Daí que, apenas por curiosidade, resolvi experimentar aquelas pantalonas chiques de cetim cinza-rosa, compradas em Buenos Aires, que ficaram lindas, eram baratas e por isso vieram embora, mesmo meio apertadas na cintura, pois afinal, um dia eu haveria de emagrecer. Calça confortável na cintura.
Nisso eu já estava atrasada e deixei o assunto para lá, vindo trabalhar com uma calça e uma camiseta quaisquer, nada elegantes como minha saia de alfaiataria com minha camisa vermelha, só pensando naquela sacola cheia de coisas que, durante um bom tempo, deixei guardadas num cantinho, pois estavam me apertando em algum lugar do corpo. E louca para saber qual delas eu já estou apta a viver dentro outra vez.

Daí que hoje, num momento de incrível espanto por essa novidade, me pergunto se já é hora de mandar as roupas serem apertadas por uma profissional, ou espero até chegar no peso definitivo. Porque eu almejava apenas caber nelas, e agora não só eu caibo, como elas estão grandes!

Monday, November 25, 2013

Projeto Money For Nothing: Semanas 5 e 6

Não sei se alguém estranhou, mas eu fiquei duas semanas sem falar do Projeto! Um pouco, porque a vida me demoliu, mas outro pouco, provavelmente, porque derrapei em algumas curvas. É mais difícil escrever sobre aquilo que a gente errou, né?
Mas de qualquer forma, quero relembrar a penúltima semana, aquela em que eu teria uma pequena viagem aqui por perto. Naquela semana, dois dias antes de viajar, sucumbi ao canto da sereia do instituto de depilação, que faz tudo tão rapidinho e com tanta competência. Sim, eu gastei R$31 fazendo depilação, e saí de lá com vontade de voar. São muito bem empregados esses R$31, não posso negar. Por culpa, fiz apenas aquilo que não consigo fazer sozinha, a virilha, e continuo fazendo meia-perna sozinha (fiz ontem, maior meleca). Na mesma semana, magoada com um resultado insatisfatório na pesagem semanal, acabei chamando uma pizza pelo telefone, e mais R$25 se somaram ao deslize. Dali por diante, já era sexta-feira e eu ia viajar na manhã seguinte para a Guarda, num final de semana de aniversário. Quanto a esse dia, parabéns para mim, que não só não ultrapassei o orçamento previsto, como me mantive abaixo dele! Passei longe de barzinhos, lojinhas de quinquilharias e outros quetais. Até o presente da minha amiga entreguei só na segunda-feira, quando passei no lugar em que ia comprá-lo no vale (não se preocupem que não dei uma coisa absurda de supermercado, comprei um girassol lindo de um mercado que tem uma oferta de flores bastante consistente por aqui).
Naquela semana ainda, não consegui resistir a sair para jantar com uma amiga, a mesma que ia comigo para São Paulo, comer um rodízio de sushi. A gente queria falar da viagem, comer um sushi, enfim, descontrair, sabem? E lá se vão mais R$58 nessa brincadeira... No dia seguinte, era aniversário da menina, e por ter uma reunião e por já ter saído na noite anterior, acabei deixando de ir na comemoração. Não foi exatamente um problema, porque eu tinha dito que talvez não fosse, porque a gente passou o feriado juntas em São Paulo, mas eu penso que se fosse para gastar dinheiro com uma saída naquela semana, fiz isso no dia errado!
Daí por diante, vem a orgia gastronômica e etílica na paulicéia desvairada. Tempos antes, eu havia definido quanto ia gastar com cada coisa na viagem, e certamente eu ultrapassei em mais de 50% a previsão inicial, juntando certa ingenuidade sobre os preços praticados lá e um pouco de fé excessiva no meu autocontrole. Resultado final: feliz, cheia de comidinhas e mendiga!
De posse do arrombo financeiro de São Paulo, passei por uma semana praticamente incólume, que foi essa última, em que consegui não cometer mais nenhum deslize, embora tenha feito um gasto aqui e outro ali com coisinhas como uns sanduíches de uma amiga (que estava vendendo para juntar dinheiro), e um jantar para comemorar a defesa da dissertação de um amigo de mais de dez anos. Teve ainda o aniversário de um outro amigo no sábado, mas foram todos eventos de ‘baixo impacto’, com contas baixas, menores de R$20. Na sexta de manhã, acordei sem tela do computador – enfiei algo entre a tela e o teclado e o cristal líquido se foi, me levando a mais uma paulada de R$400 para não ficar incomunicável nunca nessa vida. Em alguns momentos, percebi que havia perdido o controle das coisas, não no sentido de gastos muito altos, mas no sentido de que parei de pensar 3x antes de gastar.
Resumo da lambança: orçamento previsto para essas três semanas era de R$600 e o gasto foi de R$1.124! Mais que o dobro! Shame on you, Thais.
Eu já tinha noção de que as coisas haviam saído muito do planejado, mas fazer as contas sempre é uma revelação mais dura. Escrever o número torna tudo ainda mais complicado, você ter que admitir para as pessoas em público torna tudo ainda mais complicado. Que bom! Porque assim, eu consigo fazer uma semana diferente, sem vacilar, porque não é legal escrever sobre isso.
Aprendi com essas três semanas que eu tenho muita dificuldade em dizer não quando as pessoas me convidam para fazer alguma coisa, que sempre penso na lógica do ‘eu mereço isso’ e vou lá. Também aprendi que em viagem isso se potencializa muito, pela vontade de aproveitar ao máximo as coisas que o lugar oferece e por achar que a ocasião merece (e merece mesmo). Por fim, compro muitas coisas apenas porque elas estão ali, principalmente se tratando de comida. Lá na Guarda, eu havia previsto que gastaria uma quantia com comida e bebida na beira da praia, e ao chegar numa praia em que não havia isso, eu simplesmente não comi e nem bebi. E como podem imaginar, não morri de fome por isso. Já ontem, mesmo tendo levado algumas coisinhas para comer, quando vi um misto quente sendo vendido, comprei, apenas porque ele estava ali. Isso até acontece com outros objetos, como roupas por exemplo, mas é muito minoritário em minha vida. O que eu não posso ver na frente, mesmo, é comida. Sempre acho que comer vale a pena o gasto. Problemas de peso não vieram parar aqui nesse corpo ao acaso, e nem vieram aqui por meio de coxinhas de promoção (2 coxinhas mais 1 capilé por R$1,50). Cada kilo em excesso nesse corpo chegou aqui por uma história incrível de um lugar incrível com um ingrediente igualmente incrível do qual nunca me esquecerei. E eu não tenho a menor intenção de abrir mão dessa relação. Só preciso limitá-la até um ponto em que não represente mais problemas de saúde nem financeiros para mim.

Assim que a semana recomeça. Não há nada previsto para acontecer de eventos sociais, o que é excelente, mas o verão vai chegando e eles vão surgindo, estou deveras ciente disso. Mas apenas nessa semana, só por essa curta semana, quero fazer diferente. Estou trabalhando na praia por esses dias (beijos, repartição), e dormindo fora da minha casa. Aniversário de mais um amigo na sexta-feira (mas como eu ando com gente que faz aniversário nessa época!). Vontade de chamar o menino pra sair. Um presente de Natal por comprar ainda (pretendo fazer isso com antecedência). Orçamento previsto para a semana: R$50. Oremos!

Thursday, November 21, 2013

Dando dias difíceis para as inimigas

Desde um final de semana lindo na Guarda, as coisas vêm numa crescente de ir melhorando na vida, junto com a chegada do verão, que chega a chamar a atenção, porque é um tal de viajar, de comer bem, de beber bem, de fazer coisas legais com as pessoas que eu gosto e de gostar de novas pessoas, que fazia tempo que não tinha. 
Mas a melhor foi acordar hoje, e, ao voltar de uma caminhada na praia (a água do mar finalmente esquentou para um mergulho), tomar um banho e achar que a pele está bonita e a olheira nem se destaca muito, desistindo de fazer maquiagem, saquei do armário uma camiseta M, justa na cintura e nas manguinhas (aliás, tá com todo o jeito de não ser minha) e ela escorregar pelo corpo, me fazendo ver que, dependendo do que for, eu já posso vestir M outra vez!
Todas comemora!

Tuesday, November 19, 2013

Sinais de que me aproximo mais dos 30 do que dos 20

Cronologicamente, isso já acontece faz um tempo. Mentalmente, tem ficado mais claro nos dias recentes, quando

- eu troco a cerveja pelos drinques mais elaborados;
- tenho tido menos vontade de esmaltes laranjas e rosas, e mais de metalizados e escuros;
- desisto de paletas de sombra de 99 cores e fico encantada com um estojo de meia dúzia, mas de qualidade incontestável;
- perco a paciência com homens que se atrevem a dizer que são sectários com cinema e literatura;
- aprecio São Paulo pela sua face mais urbana, mais cosmopolita, e o descontraído Rio não me soa tão atrativo;
- revisito os fatos de meu passado recente e reconheço que faria diversas coisas diferente;
- me preocupo em preservar minha integridade física e saúde com mais empenho do que nunca...


E a lista vai seguir. Mas eu definitivamente não era assim há bem pouco tempo atrás.

Se for para morrer, que seja de desastre aéreo!

No feriado acabei viajando para São Paulo de ônibus, porque a classe média também sofre com a alta nas passagens de avião, e eu em especial sofro porque não procuro passagem direito e ainda arrumo uma prova de concurso para fazer em pleno domingo, tendo que antecipar minha volta.
No entanto, especialistas deveriam pesquisar qual era o verdadeiro sonho de carreira dos motoristas de ônibus, pois a minha hipótese é que todos queriam ser dublês de filme de ação, pilotos de fuga, bombeiros ou qualquer outra profissão de risco e adrenalina constantes. Quando eles vão estrada afora carregar os passageiros, principalmente madrugada, quando todos dormem, realizam um pouco dessa sede de aventura sentando o pé no acelerador e nos fazendo acordar assustados ante uma freada brusca, uma curva em velocidade excessivamente alta, ou sendo destemidos a despeito das intempéries, como a chuva que caía loucamente a viagem inteira de volta.
Juro, eu não sou uma pessoa de sentir medo. Tanto que até pegava caronas de moto inadvertidamente. Mas nessas duas viagens em diversas ocasiões eu vi a morte de perto, e entre ficar assustada e morrer dormindo, sem sentir nada, preferi tentar conciliar o sono outra vez.
De modos que se for para morrer no caminho, prefiro que morra de avião, em que, me parece, morrerei de forma mais imediata. De ônibus, só se for obrigada.

Perfeccionista assim, melhor nem ser

Lembram que eu defendi minha dissertação de mestrado dia 25/07? Pois é. Lembram que eu tinha um prazo para entregar, 25/10? Pois é. Vocês entregaram? Nem eu!
Num ataque de auto-suficiência, julguei que poderia colocar sozinha o trabalho dentro da norma (que não é da ABNT, a UFSC é chata o suficiente para inventar a sua própria). Depois de me rebater com isso durante vários dias, cheguei à definitiva conclusão: não sei e não quero gastar meu célebro com isso. Não vou aprender, prefiro pagar. O fato de ter gastado valor superior ao pagamento de uma formatadora em frutas no Mercado Municipal de São Paulo ajuda nessa perspectiva. 
Domingo de manhã, toquei ficha na encomenda. Pagarei uma especialista porque não quero tomar conhecimento de como se faz isso!

Monday, November 18, 2013

B.

Querido,
Você me rejuvenesce. Você com sua barba macia, seu sorriso impecável, aquela fileira de 32 pérolas brilhantes e branquinhas (e que agora me fizeram lembrar de Os Dentes de Berenice), seu cabelo espetadinho que levanta na parte de trás de manhã. Você com seu sotaque xaropentinho de paulista, que em você fica até gracinha, seu jeitinho doce de conversar comigo e de me convencer a ficar mais meia horinha. A sua casa, toda descolada, toda bonita e toda moderninha, é a sua cara, bem como todas aquelas tatuagens que você tem espalhadas pelo corpo. Você é divertido, leve, me faz feliz só de lembrar que existe e tem um sorriso encantador – já falei dele?
Você me deixou indignada ao acordar ainda mais gato do que foi dormir, com sua bermuda e camiseta de corrida, seus óculos que escondiam os olhos lindos mas davam ainda mais evidência à perfeição do seu sorriso. Gente, que sorriso é esse. Se um dia eu for ter filhos, você aceita ser o doador de esperma? Porque essa sua horrorosa mania de pensar que legumes são veneno e a promessa de que faria ânsia de vômito se eu te oferecesse algum, eu resolvo no bebê. Desentorto o pepino de cedo e ele come legumes com os 32 dentinhos lindos e branquinhos que você deixa de herança para ele. Moreno, que mau humor desnecessário quando com sono, quase que não te reconheço no carro. Mas reconheci que você se policiou para mudar assim que fiz cara de quem não estava mais aturando tanta reclamação do trânsito.
Lembrei de te dizer antes de ir embora que o seu quarto é uma gracinha, cheio de detalhes interessantes e que falam muito sobre aquilo que você gosta e faz da vida. Mas esqueci de dizer que seu nome é lindo, combina com você, com seu jeito todo especial e com esse seu sorriso lindo e brilhante. Não é nada complicado de dizer, e eu já inventei duzentos mil apelidos para você e seu nome lindo, mas morreria de orgulho dizendo ele para o mundo, enquanto conto sobre o sorriso de derreter as calotas polares que você tem.
Quero que você saiba que eu passaria mais duzentas horas como aquelas que passamos, se você me prometesse que sorriria para mim de vez em quando. Te falaria e te ouviria sem nem prestar atenção no conteúdo, porque o que mais me encanta é sua boca se mexendo e o som de sua voz, e eu mais te assisto falar do que de fato te escuto. 
Por você, em 30seg tomei uma decisão da qual abrira mão há anos atrás, e não tive crise nenhuma em demonstrar para os outros que eu não estava disponível para ninguém, porque eu estava ocupada com você – e esse foi o único motivo pelo qual eu não estava disponível para ninguém. E quando você passou a mão pela minha cintura, me ajudando a montar o cenário, senti que tinha chegado num lugar adequado para mim, como há tempos não sentia ser. Essa sensação só aumentou quando você segurou minha mão ali adiante, enquanto eu te levava para conversar num lugar mais calmo e respondia com a maior segurança do mundo uma série de ‘sim’s que definiram de forma irreversível a minha trajetória. Essa sensação aumentou ainda mais quando você segurou minha mão outras vezes dali em diante. 
Tudo aquilo que poderia ser errado, apenas com você parece certo, porque você consegue demonstrar em segundos uma doçura e uma forma de se dedicar que não estão mais dando sopa pelo mundo. Você é raro, e se tem uma coisa que eu sei perceber quando eu vejo pela frente, é quando estou diante de uma relíquia, de uma preciosidade. Você é a preciosidade pela qual a minha vida inteira é de certa forma limitada, porque é justamente por saber que gente assim feito você existe é que eu não abro as portas de mim mesma para qualquer padrão mediano por aí.

Assim, caso daqui a pouco você seja decepcionante ou mesmo diferente, ao menos você me serviu para me lembrar de que eu gosto mesmo é de gente que sorri escancarado, abraça apertado, beija sem pressa e se desdobra em pequenas e lindas atenções. E, antes que eu me esqueça de dizer: seu sorriso é mágico, encantador e me deixou obcecada.

Thursday, November 14, 2013

Obsessões


Então eu estava no mês passado flanando pelo supermercado quando vejo essa promoção aí em cima. Sabem, eu preciso confessar algo para vocês: eu não posso ver esse tipo de coisas 'compre dois e leve um brinde de plástico para casa'. Sempre quero. 
Nesse caso em especial, eu estava sem forminhas de cupcakes de tamanho adequado, pois a forma que eu tenho, daquelas que o furo é na própria forma, era de 6 elormes bolinhos. Estava difícil calcular quando ia assá-los. Também ando gostando muito de usar forma de silicone, porque não precisa untar, é uma belezinha.
Daí eu fui lá e comprei um kit com dois fermentos e 6 forminhas. Agora vou te dar um tempo para você olhar os seus livros de receitas e me dizer quantas delas são para 6 bolinhos. Pois é. Eu poderia até dividir a receita ao meio, desde que ela não incluísse '1 ovo'. Como dividir UM ovo?
Eu precisava de 12, portanto. Precisava, entendem?
Daí fui lá e postei no face o uso das minhas primeiras forminhas, e uma amiga minha pediu para si. Comprei um kit para ela, outro para mim. Ela comprou mais um para si, dentro da mesma lógica de que 12 é um bom número.
A moral da história é a seguinte: sou a feliz possuidora de nada menos que oito potes de fermento químico lacrado, porque achei R$5,25 um preço excelente para as forminhas!
Já doei dois. Faltam seis...

Wednesday, November 13, 2013

Deu crise!

O Angeloni, rede local de supermercados com maior variedade de itens, com maior preço inclusive, aparentemente, foi multado e de agora em diante só aceitará meu ryco vale alimentação em itens de alimentação. Tudo que for de limpeza, bazar, farmácia e eletrônicos não é mais para mim. Ao menos não no vale.
Achei paia!

Todo castigo pra corno é pouco

Justo nessa semana, que vou passar o feriado viajando, que vou bater fotos lindas, que não vou parar em casa, nasceu uma espinha bem no meio da bochecha. Daquelas que inflamam, que ficam vermelhas e que ficam em evidência até no escuro.
Isso me lembra que nem contei para vocês que, na véspera de viajar para o Rio esse ano, resolvi que queria fazer luzes na cabeça - e saí do salão com a cabeça branquinha e lilás em alguns pontos. De tão preocupada que fiquei, liguei para mamis na webcam, e no dia seguinte fui lá no salão trocar ideias com a cabeleireira, além de pedir opinião para outra coleguinha da repartição que entende meus dramas. Chegando no Rio, ninguém reparou em nada, de tão loira natural que sou. No fim, olho as fotos hoje e acho que meu cabelo estava até bonito.
Espero que pense assim da minha espinha da bochecha no futuro!

Dilema

Ele não é nada pronto-e-acabado, mas tem potencial, e tem disposição. Novinho tem disso, precisa ensinar tudo. Por outro lado, novinho também tem disso, quer aprender e não acha que já sabe de tudo.
Até cozinhar para mim já se ofereceu. Antevejo que ou vou comer mal, ou vou ter que ficar dando opinião enquanto ele cozinha. Preguiça de ter que ficar opinando, sabem? Queria chegar, comer, que fosse bom, e nem ter que explicar nada.
Estou aceitando convites para almoço e jantar (de quem sabe cozinhar, por favor).

Friday, November 08, 2013

O retorno inacreditável do Millhouse

Alguém ainda se lembra do Millhouse? Forçando beijinho de oi's desnecessários, me chamando para programas inaceitáveis, forçando nossa amizade?
Adivinhem só! Ele reapareceu!
Essa semana organizei um evento aqui na repartição, voltado ao público que está prestes a se aposentar (god, como eu os invejo). Qual não é minha surpresa ao ver o querido Millhouse na fila para assinar a lista de presença? 
O Millhouse deve ter uns 5 anos a mais de experiência que eu, se tanto. Por isso, está deveras longe de se aposentar. Deu ainda um azar tremendo pois, quando chegou na vez dele de assinar, teve que ir na lista que eu não estava coordenando!
No final da palestra foi até engraçado: enquanto eu terminava de guardar alguns objetos, do lado de fora do auditório, ele passou e foi embora olhando para trás. Tropeçou num micro-degrau e por pouco não estourou a porta de vidro com seu corpo. Nem disfarcei a risada.
Desde aquele dia, ele dá plantão na entrada do prédio em que trabalho na hora do almoço...

Pergunto

Sei que tem gente aqui capaz de me sugerir coisas nesse sentido, então, dileta audiência, pergunto! 
O que vocês opinam sobre minha viagem para sumpólo semana que vem? Quero comprar comidas que tenho pouco acesso aqui (passarei horas na Liberdade atualizando minha despensa), quero comer comidas que tenho pouco acesso aqui (divide comigo os seus tesouros, por favor?), quero comprar presentes de Natal (mas apenas se rolar), e tenho apenas uma noite lá, em que quero me divertir – música eletrônica não é categorizado como diversão, obrigada por me aceitar assim! 
Então me contem, o que vocês me sugerem fazer? É óbvio que meu roteiro já está todo feito, com opções de lugares e programações para cada minuto do dia, mas sempre é bom reforçar, né?

Coisa que me deixa cabreira

Trocamos de estagiária trololó. Por outra que aparentemente é meio trelelê também - menos que a anterior.
Estou conversando com ela, explicando as nossas rotinas e procedimentos, passando leituras importantes para que ela reconheça seu campo de estágio... Ao final de 1h ela vem conversar comigo, pois 'cansou de ler'. Não consegue me ouvir falar uma ideia inteira sem me interromper. Ao final, pergunta algo que falei - lá naquele momento em que ela me interrompeu, geralmente. Não suporto interrupções. Não consigo tirar da cabeça que a pessoa pensa que o que estou falando não é importante, e que na verdade ela não me ouve. Odeio gente que não ouve. Vamos ter uma conversa hoje, sobre o hábito da escuta que ela terá que desenvolver aqui - ou como é que o usuário fica? Além de mim, claro. Que vou explicar as coisas mais de uma vez, óbvio, mas não vou explicar mais de uma vez para quem não ouve. Ao menos não com a mesma disposição.


Wednesday, November 06, 2013

A AS sem compostura

Eu, claro. Hoje de manhã, atendendo um usuário, fiquei tão à vontade com ele que, no meio da conversa, me espreguicei inteira na cadeira. Antes que eu bocejasse, voltei à consciência e me recompus. Ainda bem que eu fiquei à vontade porque ele também me deixou assim, estou tão acostumada a lidar com atendimentos tensos que quando o usuário é descontraído, eu não percebo que mesmo assim preciso me comportar.

O segundo atendimento do dia foi com um usuário tão gato, mas tão com aliança de casado, que até me deprimiu. Tão acostumada que estou a lidar com atendimentos tensos, que nunca reparo se o outro lado é feio ou bonito. Mas esse também estava descontraído e era irremediavelmente gato. Ainda bem que não era cheiroso - ao menos não da distância em que estávamos um do outro.

Tuesday, November 05, 2013

Filme: As Aventuras de Pi

Assisti no final de semana no Telecine. É impressão minha ou de fato entrou um lote de filmes do Oscar no Telecine por esses dias?

Estou sempre atrasada com os filmes. Tentei assistir Lincoln, não me concentrei o suficiente.
Acho pouco provável que alguém não tenha assistido, mas caso não, Pi é um garoto indiano que sofre um acidente de navio, no qual ele perde toda sua família. Ele passa dias náufrago num bote, que ocupa com um tigre. A maior parte do filme desenrola a luta pela sobrevivência e a forma dos dois se relacionarem naquele ambiente hostil. O objetivo de Pi ao contar essa história é explicar a sua fé a um incrédulo.
Eu enquanto ateia costumo evitar esse tipo de obra, mas nesse caso, estava curiosa porque pessoas em quem confio no gosto falaram muito bem do filme. E no fim, isso era mais um detalhe do que qualquer outra coisa.
Em primeiro lugar, merece absolutamente todos os prêmios que ganhou, e olhe que só vi em 2D. Em certas cenas, fantásticas, ficava me perguntando sobre como teria sido assistir isso em 3D. Que capricho! Que lindo!
Em segundo lugar, o filme me deixou alerta e incomodada o tempo todo - o que me parece ter sido proposital. Você fica ali na espreita, torcendo pelo garoto, querendo que ele derrote o tigre, e entra em genuíno desespero a cada vez que algo parece que vai dar errado. De lambuja, me fez refletir sobre essa relação entre os animais, a dificuldade de ser bicho selvagem em dias tão urbanos no nosso mundo (não é fácil pra ninguém, nem para o tigre de bengala), sobre como a gente se choca com reações aparentemente tão naturais, como é comer o outro. Matar para comer. Comer algo que minutos atrás estava vivo, sem passar pelo cozimento, pelo requinte de uma cozinha. Como a nossa vida é distante disso tudo!
Terminei o filme sem saber direito como me sentia em relação a ele, pois não é exatamente agradável, e passei o resto da tarde pensativa. Não consigo dizer que adorei, nem que gostei, nem que não gostei, mas acho que posso dizer que prefiro ter assistido. E recomendo que vocês assistam - se é que alguém é tão retardatário assim...


Monday, November 04, 2013

Projeto Money For Nothing - Semana 4

Semana de deslize. Eu sei, eu sei, eu não deveria tê-lo cometido. Também fiquei arrependida! Na segunda-feira, uma amiga marcou um jantar comigo para combinarmos detalhes de nossa viagem a São Paulo, e fomos num rodízio de sushi. Estava ótimo, custou R$59 e eu fiquei feliz de ter ido. Depois, fiquei chateada de ter gastado o dinheiro, e cheguei à conclusão de que não deveria ter ido na semana passada sozinha, e sim esperado a oportunidade de ir acompanhada! Além disso, não consegui ficar a semana toda sem ir ao mercado: acabou meu produto de limpeza tira-manchas (para o qual ainda não obtive solução caseira eficaz) e eu precisava dar um jeito numa mancha. Aproveitei para comprar três mangas e cinco maria-moles de maracujá, tendo gasto com isso cerca de R$8,00, o que sempre me faz sentir um certo pesar. Na quinta-feira, eu tive um date, e custou R$7,50, e na sexta-feira, um desejo imperioso por um lanche daqueles bem fuleiros de lanchonete me fez gastar R$8. Para terminar a lambança, era tempo de abastecer o carro, e lá se foram R$50!
Em diversos momentos, na semana passada, eu senti que estava cansada de dar murro em ponta de faca, doida para mandar meu projeto definitivamente para os infernos e ir administrando a tragédia como sempre fiz. Sempre deu tudo certo no final, pensei. Mas aí aos pouquinhos me lembrei que no caminho até o final onde dá tudo certo, eu passo por perrengues, por pedir dinheiro emprestado, por inseguranças, e que isso não deveria ser a marca da minha vida. Se solteira, sem filhos e nem responsabilidades financeiras graves na vida eu não consigo poupar meu dinheiro, quando vou conseguir? Tem que ser agora.

Daí que o final de semana foi rígido, sem nenhum gasto extra, apesar de ter sentido vontade de comprar um sem-número de coisas – todas de comer, para variar. Mas tive presença de espírito de esperar uns minutinhos e ver que vontade é, mesmo, coisa que dá e passa. Estou oficialmente sem vale alimentação pelos próximos nove dias, o que me deixa meio insegura (pensar que posso até não ter dinheiro, mas sempre vou ter o que comer, é algo que me deixa bem). Vai ser uma semana de aproveitar tudo aquilo que jaz em meus depósitos, e posso garantir a vocês que se passaria um mês inteiro antes de eu poder dizer que estou passando fome. É engraçado também ver tudo que eu compro, quando na realidade só consumo sempre os mesmos itens. 
Por fim, tenho uma viagem nesse final de semana para uma cidadezinha aqui perto. Estipulei um orçamento para ele, e vai ser um desafio pequeno me ater. É um treino para São Paulo, com tantas mais tentações de gastar dinheiro.
Saldo da semana passada: R$117,50, sendo que somente R$50 eram realmente necessários. R$67,50 de gastos supérfluos numa semana é muito menos do que eu costumava fazer, mas ainda é muito para quem quer sair de onde está. O hábito de não gastar dinheiro o tempo todo é difícil de instalar, mas eu prefiro acreditar que estou no meio do processo.
Tarefas da semana: não ir ao supermercado, não fugir de meu orçamento para o final de semana, levar meus boletos de condomínio na imobiliária, pois há um valor a ser ressarcido pela proprietária. Boa semana!

Saturday, November 02, 2013

O que tem pro almoço? Raita de pepino


Amiguinhos, essa semana eu perdi apenas 400g. Algo me diz que as cervejas, o rodízio de sushi, os brigadeiros, o x-salada (que dei umas mordidas no do boy na quinta-feira, e na sexta resolvi comprar um inteiro para mim) têm a ver com esse declínio no emagrecimento. 
Por outro lado, feliz da vida, fui medir minha cintura e descobri que, 12 dias depois desde a última medição, estou 4cm mais fina! E isso é ótimo, porque a gordura abdominal, segundo sempre conversamos (médicos e eu) é a mais perigosa para nós, e eu, que estou com índices ruins, preciso observá-la com maior rigor.
Daí que, feliz da vida com essas conquistas (meus rycos 400g e meus milionários 4cm), vim animada para a praia em fazer uma alimentação correta. 
Eu ando comendo pepinos com muito gosto, pois eles são orgânicos, gostosos, fresh e enchem minha pancinha sem ser de macarrão. Eles cumprem o mesmo papel que a melancia para mim, me encho de pepinos nas refeições e com isso fico fisicamente satisfeita (melhor ter o estômago dilatado por pepino do que por polenta, certo?) e tenho adorado comê-los, crocantinhos, refrescantes, verdes!
Bem, então tempos atrás eu estava vendo um episódio do Que Marravilha! Revanche, e uma família árabe preparou um prato gostoso à base de arroz e carne moída (que pretendo imitar um dia desses), e de acompanhamento, uma raita ou tzatziki de pepino. Acho que chamaram de raita. E fiquei obcecada com a ideia de comer meus pepinos daquela forma. 
Preparei meu molho conforme me recordava e com aquilo que julguei combinar melhor com a receita, e depois vi que foi bobagem adicionar azeite de oliva e que os limões não fizeram falta, como julguei que faria. Agora, um pouco de raspas de limão, esses sim, pretendo que entrem na próxima repetição da receita. Usei pimenta do reino, e penso que chilli picado seria melhor. Assim, a receita é um frankenstein de receitas que vi por aí e daquilo que considerei melhor para o meu, mas me parece que você pode fazer como achar melhor!
Eu comi puro, mas é um excelente acompanhamento, especialmente para carne vermelha, porque é leve, é refrescante e é verde :)

Raita de pepino

1 pepino fatiado no fatiador
1 dente de alho ralado
1/2 copo de iogurte
sal a gosto
raspas de limão
cheiro verde a gosto
1/2 xícara de hortelã picada (não abra mão disso)
pimenta a gosto (recomendo chilli picadinha)

Modo de fazer

Rale o alho, adicione o sal e a pimenta, misture tudo com o iogurte e adicione os pepinos fatiados. Quanto mais tempo ficar pegando gosto, mais gostoso. Quanto mais fino o pepino for fatiado, mais gostoso. Eu não descasco meu pepino porque ele é orgânico e acho a cor da casca linda, além de dar 'interessância' ao prato por ficar crocante - mas você é quem sabe sobre isso.

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