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Sunday, October 20, 2013

Coisa que se eu pudesse, tornaria obrigatória

Dizem que o conselho é de graça, e se fosse bom, seria vendido. Aparentemente, todo mundo gosta de dar conselhos para os outros, estão sempre se dispondo. Então deixa eu confessar uma coisa para vocês: não eu.
Eu realmente não gosto de ter que dar um conselho no final do relato do meu interlocutor. Faço isso, caso seja solicitado. E faço o melhor que consigo, dentro da limitação do conselho vir carregado da minha subjetividade e das minhas experiências; é muito pessoal, é um 'se eu fosse você'. 
Em tempos em que a gente não tem tempo nem para se coçar, aconselhar os outros não é minha atividade predileta. Falar besteiras é bem melhor. Pelo bem das minhas relações, faço um esforço e mando um conselho quando uma pessoa amiga solicita. 
Eu raramente peço conselhos. Quando o faço, tenho aproximadamente duas pessoas da minha confiança a quem peço. Eu peço para decidir algo importante. Eu tenho apreço pelo tempo e bom humor do outro. Eu não peço conselho para não cogitar seriamente segui-lo. Eu parto do pressuposto que, se eu estou à vontade para pedir um conselho à pessoa, implicitamente, a outra parte tem o mesmo canal comigo, caso queira meu conselho. Mais importante que tudo: eu penso que a outra pessoa está me fazendo um grande favor, não uma diversão. E por isso. não peço por qualquer bobagem. 
Talvez por isso, talvez por nada disso, difundiu-se por aí uma fama de que sou boa confidente, boa conselheira. Tendo a achar que é verdade. Mas preciso dizer: não o faço por prazer. Faço por necessidade, e somente com pessoas que, sei, fariam o mesmo por mim. 
Dentre vários cansaços que se acumulam em mim, preciso anunciar que não sou um oráculo. Não sou colunista de revista que fala de relacionamentos. Eu sou assistente social lá da repartição, e se você trabalhar lá, marcamos um horário e eu faço os devidos encaminhamentos - por dinheiro, que fique claro. Sou paga para isso quando estou lá. 
De resto, eu não quero saber. Não quero me meter. Mas a pessoa sempre pode criar um blogue, pode não?
Ou pedir conselho para todo mundo que está ansioso para doar!

2 comments:

Neanderthal said...

Então, eu gosto de ouvir os conselhos e opiniões das pessoas, mas não necessariamente para seguí-los, mas para fazer uma reflexão sobre o meu comportamento e escolhas.
Ter o outro como parâmetro, ciente de que o que é dito está carregado de suas experiências e subjetividade, me faz pensar sobre mim mesma. E acho isso bom.

Bah said...

AUhauahua eu sou bocuda, as pessoas não me pedem e eu dou assim mesmo. Eu parto da premissa que se a pessoa vem falar alguma coisa pra mim, ela tem que esperar pelo feedback.

Kisu!

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