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Wednesday, September 11, 2013

I'm trying a little bit harder

Senta que lá vem a história.

Eu já escrevi esse post de diversas formas, e nunca terminei ou cheguei a publicar, porque nele contém uma confissão que, ao torná-la pública, me deixará ainda mais envergonhada. E eu enrolei mais de dois meses sem falar disso, porque esperava um dia feito hoje para poder contar que as coisas estão melhorando.

Houve um dia em que meu cartão de crédito estourou o limite, nesse ano. Não porque eu havia comprado demais, mas porque eu havia comprado R$540,00 de lentes de contato no mesmo mês em que havia trocado o óleo do carro e outras coisinhas um pouco mais dispendiosas. Naquela noite, intrigada com o fato, fui revisar minha fatura pelo internet banking, descobri o porquê do limite ter estourado (e fiquei aliviada, pois em outros momentos já fui freak de cartão de crédito) e ao mesmo tempo, perplexa com outro gasto, que complementara a minha chegada ao limite: comida. Comida que como fora, comida que como em casa mas compro fora, comida que mandei entregar em casa. A confissão é a seguinte: meu aluguel custa R$590. Eu gasto mais que isso comendo - fora o vale-alimentação.

De posse dessa informação, várias coisas eu analisei. A primeira é que é realmente uma sorte e um metabolismo muito bom que me leva a não ser obesa, a segunda é que esse dinheiro estava me fazendo falta, a terceira é que isso tinha de parar. E eu precisava cortar esse mal pela raiz. Naquele momento, foi fácil, afinal, eu não tinha limite no cartão de crédito, mas e depois?

Foi mais ou menos por ali que eu defendi minha dissertação e voltei um pouco à vida. Não reconheci em mim mesma aquela casa cheia de embalagens de pizza delivery, chegando noite após noite, enquanto minha vontade de fazer um queijo-quente era minúscula. Eu não cozinhava mais, sempre cansada e sem ânimo, e estava novamente almoçando no restaurante morte-lenta da repartição ou na padaria meia-bomba da esquina. Decidi que a primeira coisa que precisava resolver era essa má vontade de cozinhar. E passei a reler o blogue mais inspirador que já vi nessa vida, desde o início, os primeiros históricos, em que Ana se dá ao trabalho de dialogar com seus amigos adeptos do delivery, pessoas com quem eu nunca me identificara, mas em quem eu havia me tornado.

Então faz cerca de dois meses que eu voltei a cozinhar. Saíram novidades e coisas antigas, mas diariamente o meu almoço voltou a ser fabricado por mim. Eu havia novamente resgatado o encanto que sentia pelo hábito de cozinhar, e estava parcialmente resolvido meu problema financeiro: sem mais passadinhas na padaria meia-bomba, no restaurante morte-lenta da repartição, no Subway ou outra pizza delivery.

Daí que me restou aqueles momentos incríveis, mágicos, diferentes das passadas quando, cansada demais, eu resolvia comer um lanche. Eram as noites de rodízio de sushi, ou mesmo sem rodízio, em que eu ia, sozinha ou acompanhada, devorar os sashimis que eu amo.

Daí que nos mesmos dois meses atrás, eu determinei a mim mesma que não comeria mais sozinha nos meus restaurantes preferidos. Caso eu não tivesse companhia, não iria. Ataquei, assim, as fugidas sozinha que estava dando no domingo à noite quando, indisposta para cozinhar, tratava de comer sushi no shopping. 

Restaram só as saídas acompanhada, que eu passei a restringir dentro do mês, e que consegui cumprir no mês passado, e até então, estou cumprindo neste.

Mesmo assim, em dias de desorganização, eu paro em algum lugar e como alguma coisa rápido. Odeio o meu almoço de domingo: esfihas do Habib's, a única coisa aberta e perto de onde estava. Me dá nojinho de lembrar, e pagarei com raiva quando a fatura do cartão chegar. 

Daí que preciso agora ir para um patamar ainda mais hard de eliminação dessa comida toda fora, e passar a levar comigo, para todos os lugares, a minha própria comida. Domingo eu poderia ter comido um sanduíche feito por mim mesma, e teria sido bem melhor. Para a repartição eu sempre trago lanches, mas eventualmente eu quero uma sobremesa, e desço até a lanchonete atrás disso. Preciso providenciar minhas próprias sobremesas. Não posso mais esquecer do lanchinho e trazer só o almoço. Nas minhas reuniões semanais de quinta, eu não devo mais mandar chamar uma pizza. 

Isso vai dar trabalho, mas vai custar menos dinheiro, e vai ser muito melhor que o que eu venho comendo por aí, nesses dias corridos. Eu amo comida demais para tratá-la como algo banal, e ingerir Bibsfiha como se fosse algo bom. Meu bolso, espero, agradecerá. Oremos!

1 comment:

Bah said...

Minha nossa! Eu não comia tanto assim no Brasil, pq eu tinha uma alimentação boa, até. Aqui que a coisa desandou. Também tive que ir à cozinha e retirar não sei de onde, a força pra cozinhar pq senão eu passava fome.

Vou olhar esse site, fiquei curiosa.

Kisu!

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