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Thursday, August 01, 2013

Restaurante Peixe Frito

Pelo que observo, minha dileta audiência não é de ninguém em Floripa, mas mesmo assim resolvi começar a dar as dicas dos lugares por onde vou, se gosto ou não gosto, para o dia que vierem aqui, para algum incauto que seja daqui e resolva ler o blogue, ou apenas para eu lembrar mesmo!
Isso não é lá um grande conteúdo, pois eu, enquanto mulher conservadora e que frequenta exaustivamente os mesmos lugares e pede os mesmos pratos quando sai, não vario muito de restaurante. Mas de vez em quando aparece uma oportunidade (leia-se: alguém diferente me convida) de mudar de lugar, e eu vou, sempre num misto de felicidade por me desafiar a comer uma coisa diferente e mudar de ares, e meio ansiosa pensando se de fato vou gostar.
Niqui mês passado um amigo dos tempos de faculdade veio passar férias e a gente marcou aqueles reencontros, sabe? A gente faz isso bem pouco, mas é sempre muito bom, e como algumas pessoas já constituíram prole, a ideia era um almoço de domingo para poder ir esse pessoal com as criança-tudo-correno pelo meio das mesas – coisa que condeno na mesa dos outros, mas acho o máximo quando é na minha.
Uma amiga nossa sugeriu o Peixe Frito, lá na Lagoa, e eu que já tinha ido lá à noite mas nunca comi, fiquei vigorosamente de pé atrás. Porque da última vez que comi seqüência de camarão na Lagoa, estava tudo horrível – o que deveras me deixou revoltada. Acho inadmissível qualquer lugar de Florianópolis servir frutos do mar ruim, ainda mais se esse lugar for a Lagoa, onde teoricamente o acesso é fácil ao ingrediente. Mas como todo mundo concordou e eu nunca quero mudar de ambiente, lá fui eu.
Pedi um pastel de camarão com catupiry, uma casquinha de siri e uma seqüência de camarão gigante – do grado como se diz aqui (uma variação manezinha para graúdo) e um suco de laranja (antes da cerveja). E bom, comecei a me incomodar.
Sobre o pastel: congelado previamente, chegou à mesa com o recheio de requeijão (não era catupiry) ainda frio no centro, o que sempre é meio desagradável. Minha casquinha veio honesta, mas a de todos os outros da mesa veio congelada. A seqüência veio de camarões normais, nada gigantes, e tudo assim um pouco frio (coisa que ficou esperando entre sair da cozinha e chegar na mesa, sabe?) além de sem sabor. Qual é a dificuldade de fritar uns camarões? Na verdade, claramente haviam dois problemas: o do camarão nada fresco e o do cozinheiro de mal com o mundo. Suco de laranja, que deveria ser algo banal, veio com laranjas maduras demais, aquele gosto de coisa que quase-passou, sabe? Se o lugar erra no suco de laranja, não posso esperar muito mais.
Além do gosto, preciso mencionar que sou uma pessoa realmente pouco exigente no atendimento. Mas naquele dia, além do erro da seqüência de camarão vir trocada (a gente queria a dos camarões gigantes), os acompanhamentos vieram todos aos poucos – as batatas nunca chegaram, o arroz veio de uma seqüência só, não houve salada para nós e nem pirão. Nós reclamamos. Diversas vezes. A cada vez que isso acontecia, o gerente ou dono do restaurante vinha, tomava nota dos problemas e saía gritando com algum de seus funcionários, sendo rude, nos deixando com receio de falar mais alguma coisa para não fazer o pobre do garçom passar por mais uma humilhação. Falando mal do cozinheiro, falando mal do garçom para a gente. Não gosto nada disso. O restaurante não estava lotado, nós chegamos cedo, e mesmo assim, a comida demorou horrores, veio incompleta e mal-feita.
Odeio quando tenho razão em minhas desconfianças com restaurantes. Isso invariavelmente significa que comi mal. Também fico torcendo para alguém me levar num restaurante que eu ainda não conheço, e que vai me surpreender positivamente, e assim eu posso ter mais uma opção na manga para quando quiser. Não foi dessa vez. Sinceramente, fiquei com nojo.

De brincadeira comigo, o dono/gerente (who knows) me deu um único camarão gigante, este aí da foto, de cortesia. Estava bom, mas não compensou todos os dissabores daquele almoço de domingo. Sorte que a companhia era muito boa mesmo, para não estragar o bom-humor de ninguém.
De posse do famigerado e único camarão gigante

Por que isso, aliás, merece um parênteses: acho muito importante a gente ter discernimento de perceber que a comida está ruim – e isso eu tenho de sobra. Mas acho que é ainda mais importante a gente ter presença de espírito de não estragar um momento de confraternização com as pessoas que gosta por causa de uma comida malfeita. Todos os problemas de lá viraram mais um motivo de risos e piadas, e da próxima vez a gente tenta de novo em outro lugar. 

2 comments:

Cristiano said...

Nu... nunca comi um camarao tao grande.

Bah said...

Nossa, que delícia de camarão gigante! Comi apenas uma vez... agora, esse lance de atendimento, é melhor mesmo passar longe. Reclamação em restaurante pra mim é sinônimo de cuspe no seu prato rs.

Kisu!

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