Total Pageviews

Thursday, August 22, 2013

Primeiro dia em Natal: chovia em Ponta Negra

Pôr-do-sol em Ponta Negra. Queria conhecer essa mulher que saiu em minha foto, para poder mandar a ela um dia!


Então que na quarta-feira à tarde iniciei uma cruzada relativamente longa, de 7h, para chegar em Natal. Cheguei 00h e chovia, mas estava tão saturada de passar frio que achei já bem jogo o fato de não fazer frio, mesmo que chovendo. Passei praticamente todas as noites em claro, boemiamente, porque afinal de contas, mini-férias servem para a gente fazer tudo diferente do que faz no cotidiano. E me surpreendi quando, às 4h30 da manhã um galo começou a cantar. Está confuso vivendo na cidade, pensei. Mas confusa estava eu, porque em menos de meia hora já era dia claro. Da mesma forma que amanhece cedo, anoitece repentinamente a partir de 17h30. Às 18h já é noite escura, como nem aqui nos piores invernos sabe ser. 
Isso me deixou um pouco confusa.
Na quinta-feira, acordei no meio da tarde, para almoçar e finalmente fazer o que mais gosto na vida: comer! Acho que vou fazer um post só sobre as comidas, porque deveras passei muito bem lá. Naquela tarde comi uma quantidade razoável de coisas típicas e fui para o que me parecia ser o destino meio que obrigatório, a praia de Ponta Negra. 
A chuva havia parado, mas a tarde toda haviam nuvens, momentinhos de garoa, e o tempo ficou assim, meia-bomba. Caminhei pela orla (estava cheia de obras) e também pela areia, e fiquei intrigada com o quão extensa era a faixa de areia molhada pela água, ainda que as ondas não chegassem até onde estava molhado. Depois fui entender que lá esse lance de maré acontece com mais facilidade de se visualizar, bem diferente daqui. As marés também oscilam, mas é bem menos perceptível. Assim que lá fui eu, caminhando, até chegar nas lindas falésias e começar a desbundar com a beleza cênica daquelas formações todas, rochas, furadinhas, conchas, e ficar obsessivamente observando-as. Não sei se Cristiano costuma voltar para ler comentários (uma vez que de fato não tenho por prática respondê-los), mas nossa amiguinha (perdi o link de seu blogue, Ligia!) já o avisou que o Morro do Careca não pode mais ser visitado - está cercado. Fiquei ali tentando entender de fora como ele era, mas imaginem que não é lá muito satisfatório. 
Detalhe das pedras, das placas impedindo a entrada no morro, e mais uma turista anônima em minhas fotos
Foi mais ou menos nessa parte da história que eu resolvi que já não era sem-tempo de beber um coco, porque aqui eles costumam custar até R$4,50 e são todos de fora - aliás, que coisa linda ter coqueiros na paisagem, não? Isso sempre me encanta (e também não tem aqui). Enquanto eu tomava o coco fui sendo novamente atingida no meio das fuça por um cenário estonteante, do sol se pondo, de tudo ficar muito dourado e incrivelmente suave àquela luz. Pena que o sol lá (daquele ponto de vista da cidade) se põe atrás dos prédios. Mas mesmo assim foi inacreditável!
Dali por diante foi tudo muito rápido. Escurecendo muito rápido, a praia esvaziando muito rápido (por sinal estava bem vazia a tarde toda). Subi para encontrar amigas que havia feito no avião, tomar outro coco e passear naquelas lojinhas todas que ficam ali na orla.
Vi coisas bonitas nas lojas, e não considerei nada caro - mas isso provavelmente se deve ao fato de estar acostumada a pagar fortunas por qualquer prego aqui nessa Ilha. Foi já no primeiro dia que comprei os únicos souvenires que trouxe, e fiquei logo livre de pensar no assunto. Vendiam muitos tipos de castanhas de caju, mas por algum motivo eu não estava na vibe castanhas - o que é raro, porque sempre acho que qualquer tipo de castanhas são legais. Larguei elas pra lá e agora me arrependo, não porque queria comê-las, mas sim para poder compará-las e saber se são muito diferentes (melhores) que as que como aqui.
Foi ainda nessa orla que eu comprei o passeio para o dia seguinte, na praia de Pipa, e comi a primeira tapioca de várias. Mas talvez seja uma impressão minha, uma bobagem - achei que quando escureceu me impressionei e comecei a me apressar para ir embora. Fomos tentar ir para a casa onde me hospedei, mas nos perdemos diversas vezes (eu e minhas amigas), e resolvemos que era melhor ir no shopping jantar. Não consegui resistir e comi um sushi em Natal - estava mais ou menos, mas vou falar disso no outro post. 
O primeiro dia terminou assim cedo: logo depois de jantar, encontramos a casa e fui tomar banho e dormir, porque 7h30 da manhã do dia seguinte eu deveria estar outra vez em Ponta Negra, para o passeio.
Vou continuar pelos dias, me parece.
Ponta Negra é bem turística e com infra para as pessoas não passarem fome, sede, nem ficarem sem gastar seu dinheiro. Tem esse detalhe muito curioso das pedras, que achei lindo e nunca vi nada assim por aqui, mas eu ainda não estava convencida de que gostaria daquele tipo de praia...

4 comments:

Neanderthal said...

Te invejei ao longo de todo o post, com a foto, com as descrições e por saber que poderia ter ido junto, mas não deu pra ser dessa vez.
O que me surpreendeu é que vc só comeu tapioca ágora.
Como pode???
É uma delícia!!!

Inaie said...

que delicia. e a foto do por do sol é mesmo deslumbrante!!!!

acordei tarde e fui comer...sera que sou eu falando??? kkk

Cristiano said...

Tapioca.... hummm

Bah said...

Minha nossa, o preço do coco tá na beira da morte auhauaha

Kisu!

Blog Archive