Total Pageviews

Thursday, August 29, 2013

O dia em que fui abordada pela polícia

Apesar de militante há muitos anos e ter levado uma cacetada aqui outra ali em dia de manifestação, nunca fui abordada, retida, interrogada nem presa. Acho que é uma questão de tempo, principalmente considerando como anda a nossa polícia, mas por ora sigo incólume.
Não podemos dizer o mesmo do meu guia gente-boíssima, o Jardel, que nos levou para passear na praia de Pipa duas semanas atrás. 
Quando já estávamos chegando novamente em Natal, todo mundo alegre e conversando, a Polícia Rodoviária Federal estava fazendo uma blitz e pede para nossa van encostar.
Depois de vários minutos de conversa entre o puliça e o nosso amigo, o puliça abre a van e vem conversar conosco. Nos explicou que ali no Rio Grande do Norte ocorrem muitos casos de frete clandestino, principalmente turístico, e que isso é problemático e prejudicial a nós mesmos, que não estamos segurados em caso de sinistro, e que eles estão tentando combater isso. Nos explicou que o motorista tinha apenas um contrato de locação (como se um de nós tivesse locado o veículo, e não contratado o passeio), mas que este contrato estava sem nome de quem locava, que isso era também ilegal. Tentou nos fazer dizer se havíamos ou não comprado cada qual o seu pacote, e minhas novas amigas paulistas tentaram mentir que não, que era mesmo locação, mas não deu muito certo. Segundo o policial, como já estávamos voltando, nós poderíamos seguir até o destino final na van, apenas com a notificação e multa do motorista.
E lá se foram os dois, ficar aproximadamente 60min na FILA de vans multadas naquele dia.
Eu fiquei meio surpresa com essa notícia, pois havia comprado meu pacote num quiosque que vendia passeios, peguei meu recibo, tudo mais, e não pensaria nunca em observar se a placa do veículo era branca ou vermelha. De todo modo, achei que estava comprando um passeio nos conformes das regularidades, e não sabia que haviam problemas. Talvez, se me oferecessem assim, dizendo que era algo clandestino, eu mesmo assim comprasse, não sei dizer - mas eu não sabia que era esse o caso! Acreditei totalmente que estava tudo bem.
Me pareceu que o Jardel está bem acostumado a ser multado. Deve valer a pena para ele continuar ilegal e pagando multa eventualmente (não o julgo - talvez eu fizesse o mesmo em seu lugar).
Porém me intrigou aquela blitz às 17h, no sentido de volta. Era óbvio que as vans naquele sentido e horário estavam voltando. Se a Polícia Rodoviária Federal quer tanto combater esse tipo de transporte, porque não fez blitz de manhã, na ida? Sei.
Daí que ao voltar, todo mundo perdendo a animação, brinquei com Jardel que como punição ele teria que me levar até em casa. Para minha surpresa ele berrou que ia ser um prazer. Como adoro uma carona mas tenho amor à vida, convenci logo todos os meus amigos de van a ficarem comigo, e fui a primeira a descer, lá perto de casa.
Daí que fica o alerta para vocês! Se se incomodam com a possibilidade de serem parados pela polícia, confiram se há seguro no contrato do passeio, se o veículo está habilitado (pois o Jardel era um terceirizado da agência que contratei o passeio), se está tudo nos conformes! 
Eu que sou assim, despachada, iria de Jardel outra vez na moral.

3 comments:

Liu said...

Eu confesso que achei o passei muito barato, pro padrão daqui, hahaha.

Inaie said...

Eu já andei em muito veículo não autorizado, principalmente em bahrain, onde tudo é uma zona.
O que eu nao entendi é você achar que quem estava errada nessa estória era a policia.
na minha opinião estava errado o kiosque que te vendeu o pacote, o departamento de turismo que não fiscaliza esse tipo de pratica ( pq se vc está indo num passeio "ilegal" vc deveria pelo menos saber o que estava fazendo) , o Jardel que podia começar a pagar os seguros dele...
Mas a policia esta fazendo o trabalho dela!

Bah said...

Cof cof, sou um exemplo de pessoa e cidadã uahuahuaa


Kisu!

Blog Archive