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Tuesday, August 13, 2013

A imposição da convivência com gente burra

Semana passada fui apresentar uns relatórios para colegas de repartição sobre o ambiente de trabalho deles. Haviam diversos gráficos, e no início do relatório eu explico que de tantas pessoas que trabalham lá, x responderam, totalizando y% de participação. Nesse lugar em específico, eu não tinha o dado correto de número de pessoas trabalhando lá, e a pessoa me deu imediatamente o número. Grifei o percentual errado no texto no momento da impressão e disse novamente que haviam dados para ser corrigidos, e entreguei para a pessoa ler.
Eis que sete dias depois a pessoa me liga desesperada, dizendo que meu relatório está todo errado, o percentual está errado, que não dá para ler, que eu errei no cálculo, e fica insistentemente me dizendo quantas pessoas trabalham no local e quantos por cento isso daria...zzzzzzzzz...
De verdade, se alguém entregasse para vocês um relatório com um grifo amarelo em cima do número, vocês não perceberiam imediatamente que ali havia um dado a ser corrigido? Porque eu sim. Eu com certeza perceberia isso. Mas caso vocês não percebessem, vocês não sendo surdos e tendo ouvido eu dizer no momento em que eu entrego o relatório, que haviam dados para serem corrigidos que estavam grifados, mas que nenhum deles alterava a análise dos gráficos posteriores, vocês fariam o que?
a) ao lerem o número total e o percentual grifado de amarelo, caso soubessem o dado correto, anotariam no cantinho da folha;
b) ao não saberem o dado correto, mas ficarem intrigados com o número, pensam que o grifo em amarelo deve sinalizar o erro;
c) ao perceberem o erro, notam que está grifado em amarelo e lembram que a pessoa que lhes entregou o relatório, havia dito que haviam dados por corrigir;
d) ao perceberem o erro, param a leitura do relatório imediatamente, fazem o cálculo correto, não lêem mais o relatório até dali a sete dias, quando então liga para mim, me dizendo loucamente que o percentual está errado, e ao ouvirem que eu sei disso e que marquei em amarelo justamente por isso, e avisei do erro justamente por isso, continuam insistindo em provar pela conta de porcentagem o erro que cometi.
Reflito sobre esse tipo de burrice que faz a pessoa daltônica (e não ver um grifo amarelo), surda (e não me ouvir dizer ao telefone a justificativa), desmemoriada (pois havia sido alertada do erro uma semana atrás), porém curiosamente com habilidade para fazer a continha de porcentagem! 

5 comments:

Bruxa do 203 said...

Além disso, a maioria não presta atenção. A gente explica e eles dizem que já sabem, aí entregam tudo errado.

Luana said...

"De verdade, se alguém entregasse para vocês um relatório com um grifo amarelo em cima do número, vocês não perceberiam imediatamente que ali havia um dado a ser corrigido?" - Nao... Exatamente por isso que eu peco para os meus alunos mandarem tudo por email, com anotações no texto (usando o "Review" do Word, por exemplo) pra deixar bem claro o que eh o que. Porque uma semana depois de receber um relatório eu não sou obrigada a saber tudo que a pessoa me disse, ou adivinhar o que eh um numero grifado de amarelo.
Contudo, eu nao ia concluir, por conta de UM erro, que todo o relatório estava errado e nem te ligar "desesperada".

Gisa said...

Quando eu li que ele te ligou depois de uma semana fiquei me perguntando se ele passou uma semana fazendo as contas.... hahahaha

Bah said...

Pior é que geralmente esses tipos de pessoas são do RH ou da parte financeira que mexe com o teu salário auhauahua

Kisu!

Inaie said...

Menina, vc tem que comemorar!! A pessoa leu o seu relatório!!! A maioria vai pro lixo sem nem ter sido aberto.

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