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Friday, August 30, 2013

Tá pensando que meu cabelo é corrimão?!

Cabelo lisinho, comprido, fininho, razoavelmente disciplinado e com caimento. É o meu, loirinho e sem mistério. Lhe falta até um certo glamour, uns cachos meio de diva, umas ondas poderosas, mas o spray e o babyliss me ajudam quando preciso disso. 
Sempre soltos, exceto quando está sujo (e suja incrivelmente em menos de 12h), estou cozinhando ou na academia. Para cozinhar, um coque muito apertado, para a academia, um rabo de cavalo. Para os dias de sujo, spray no topo e rabo embaixo. Ele está comprido, o rabo chega no meio das costas. Começou a pesar mais agora, fica mais bonito no rabo (de cavalo) inclusive.
Daí que terça eu estava de rabo (e cabelo sujo), e no elevador, a gerentona foi falar algo comigo e pegou meu rabo de cavalo e deslizou a mão, até o fim do cabelo. Como está comprido, levou quase 3seg fazendo isso.
Daí que ela aparentemente descobriu que é gostoso alisar meu cabelo sujo, porque hoje, de rabo de novo, ela veio falar algo comigo e aproveitou para passar a mão nele de novo.
Daí que me pergunto: mas que intimidade é essa?! Meu cabelinho? Meu rabo de cavalo? 3seg de mão deslizando no meu cabelinho? 
Vou adotar o coque para dias de cabelo sujo na repartição. Espero que ela não passe a mão!

A gente só é pão-duro com aquilo que não se importa!

Uma amiga minha me disse isso segunda-feira, enquanto a gente pagava R$50,00 por um rodízio de sushi e ela dizia que a saqueirinha do lugar era cara (cerca de R$10,00). Segundo minha amiga, acha caro pagar isso num drink, embora pague relativamente mais se for cerveja.
Pago isso num drink numa boa, porque não bebo sempre e nem bebo vários - bebo para fazer uma gracinha esporadicamente. Pago fortunas num café porque não bebo sempre e é um momento especial.
Daí que querendo aprofundar meu auto-conhecimento e tendo finalmente conhecido uma ou outra psicóloga que me inspirou certa confiança, pensei em pagar uma terapeuta. Porém, a R$150 a sessão, eu vou comprar roupa e continuar sendo louca.
Resolverei meu auto-conhecimento nos restaurantes e bares da cidade!

Embebedando ozamigo

Mas pior que eu, que não prestei para nada inteligente ontem, foi meu amigo. Bêbado demais para ir embora, dormiu lá em casa, e quando eu desci para trabalhar, rumou ao ponto de ônibus.
Pegou o ônibus para o lado errado e ao invés de parar no TICEN, parou lá em Biguaçu. Pegou paralisação dos trabalhadores do transporte e, tendo saído de minha casa 10h30, chegou 14h lá na Trindade.
Mas como ele mesmo me disse, pelo menos conheceu uns lugares novos!

Thursday, August 29, 2013

Bora fazer uma corrente energética dessas?!

Eu não acredito em Deus, nos signos, nos orixás, em duendes, n'O Segredo e em nada derivado dessa linha. Acredito na amizade, no entanto: 
e por isso estou torcendo por você. Para que a resposta que estás esperando venha, e seja positiva. Você merece! Você é lindo, único, especial, e todo mundo que te conhece te adora. Arrase!
Torçam para que meu amigo consiga o emprego dele :)

Consumida na ressaca

Arrumei a casa todinha para receber visitas para jantar. De uma sentada só eliminamos metade dos pistaches, aquela caixa de leite condensado, um terço da polenta, umas 3 colheres da manteiga, um potinho quase inteiro de flor de sal... Operação não deixar coisas vencerem funcionou!
Mais que isso: depois de muito tempo recebi visitas para um evento em minha casa, e descobri que prefiro que venham três de cada vez. Levamos cutucada de vassoura dos vizinhos de baixo pela nossa exaltação de madrugada - e eu nunca imaginei que 7 garrafas de vinho fossem tão pouco para nós.
Amargo uma rebordosa de leve agora, não de bebida, mas de falta de sono, comida pesada, essas coisas. Quando acordei pela primeira vez, foi de agonia do cheiro de álcool que eu mesma exalava por todos os poros.
Ainda bem que não atendi ninguém na repartição hoje.
Ah! Claro que a casa já precisa ser limpa e arrumada tudo de novo.

O dia em que fui abordada pela polícia

Apesar de militante há muitos anos e ter levado uma cacetada aqui outra ali em dia de manifestação, nunca fui abordada, retida, interrogada nem presa. Acho que é uma questão de tempo, principalmente considerando como anda a nossa polícia, mas por ora sigo incólume.
Não podemos dizer o mesmo do meu guia gente-boíssima, o Jardel, que nos levou para passear na praia de Pipa duas semanas atrás. 
Quando já estávamos chegando novamente em Natal, todo mundo alegre e conversando, a Polícia Rodoviária Federal estava fazendo uma blitz e pede para nossa van encostar.
Depois de vários minutos de conversa entre o puliça e o nosso amigo, o puliça abre a van e vem conversar conosco. Nos explicou que ali no Rio Grande do Norte ocorrem muitos casos de frete clandestino, principalmente turístico, e que isso é problemático e prejudicial a nós mesmos, que não estamos segurados em caso de sinistro, e que eles estão tentando combater isso. Nos explicou que o motorista tinha apenas um contrato de locação (como se um de nós tivesse locado o veículo, e não contratado o passeio), mas que este contrato estava sem nome de quem locava, que isso era também ilegal. Tentou nos fazer dizer se havíamos ou não comprado cada qual o seu pacote, e minhas novas amigas paulistas tentaram mentir que não, que era mesmo locação, mas não deu muito certo. Segundo o policial, como já estávamos voltando, nós poderíamos seguir até o destino final na van, apenas com a notificação e multa do motorista.
E lá se foram os dois, ficar aproximadamente 60min na FILA de vans multadas naquele dia.
Eu fiquei meio surpresa com essa notícia, pois havia comprado meu pacote num quiosque que vendia passeios, peguei meu recibo, tudo mais, e não pensaria nunca em observar se a placa do veículo era branca ou vermelha. De todo modo, achei que estava comprando um passeio nos conformes das regularidades, e não sabia que haviam problemas. Talvez, se me oferecessem assim, dizendo que era algo clandestino, eu mesmo assim comprasse, não sei dizer - mas eu não sabia que era esse o caso! Acreditei totalmente que estava tudo bem.
Me pareceu que o Jardel está bem acostumado a ser multado. Deve valer a pena para ele continuar ilegal e pagando multa eventualmente (não o julgo - talvez eu fizesse o mesmo em seu lugar).
Porém me intrigou aquela blitz às 17h, no sentido de volta. Era óbvio que as vans naquele sentido e horário estavam voltando. Se a Polícia Rodoviária Federal quer tanto combater esse tipo de transporte, porque não fez blitz de manhã, na ida? Sei.
Daí que ao voltar, todo mundo perdendo a animação, brinquei com Jardel que como punição ele teria que me levar até em casa. Para minha surpresa ele berrou que ia ser um prazer. Como adoro uma carona mas tenho amor à vida, convenci logo todos os meus amigos de van a ficarem comigo, e fui a primeira a descer, lá perto de casa.
Daí que fica o alerta para vocês! Se se incomodam com a possibilidade de serem parados pela polícia, confiram se há seguro no contrato do passeio, se o veículo está habilitado (pois o Jardel era um terceirizado da agência que contratei o passeio), se está tudo nos conformes! 
Eu que sou assim, despachada, iria de Jardel outra vez na moral.

Wednesday, August 28, 2013

O que tem pro almoço? Feijão verde com queijo grelhado e tomates orgânicos


Logo no primeiro almoço em Natal fui apresentada a esse feijão verde. Coloquei no prato junto com um monte de outras coisas inusitadas e que não costumo ver por aqui, e reconheço que a propaganda foi forte – meu companheiro de almoço é um entusiasta defensor de seu sabor.
Como apreciadora de absolutamente todos os tipos de grãos e feijões (aliás estou para descobrir qual é o tipo de comida que eu não aprecio), óbvio que adorei esse feijão tão coloridinho, tão alegre. Ele fica para mim em termos de textura num híbrido entre grão de bico e a ervilha (em conserva), pois ele não gera caldo, mas fica maciozinho. Resolvi trazer para casa e fiquei toda preocupada, pois meu anfitrião me avisara que ele só é verde durante um breve período, e portanto eu deveria cozinhá-lo muito rápido para não perder. Dividi em três partes e distribuí entre amigos, e enquanto isso fui comendo a minha terça parte.
Consultei o meu oráculo de comidas nordestinas, o Pitéu, e obviamente encontrei o modo de preparo. A receita está aqui. Fiz basicamente como ela ensina, mas usei coentro no lugar da salsinha e foi lindo.

Feijão verde com queijo grelhado e tomates orgânicos

1 xícara de feijão verde
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de alho em pasta
muito coentro picado
1 folha de louro
1 bastão de queijo coalho, daqueles para churrasco
2 tomates orgânicos sem sementes
1 colher de sopa de azeite trufado
sal e pimenta a gosto

Para cozinhar os feijões, cobri-os com bastante água, talvez o triplo de água, e pus para ferver com uma folha de louro. Cozinhei sem sal mesmo por cerca de meia hora numa panelinha normal. Ao terminar, escorri e guardei o caldinho para alguma sopa ou risotto no futuro.
Com eles ainda fumegantes, derreti a manteiga, adicionei o alho e joguei os feijões lá, para que ficassem com o gostinho do alho. Rapidinho, devo ter ficado 3min nisso. Ao final, já os coloquei na minha travessinha de vidro que uso para almoçar e ali adicionei o coentro picado e sal e pimenta moídos na hora. 
Com um fio de azeite, fritei os cubinhos de queijo coalho, muito rápido. Enquanto isso cortei os tomates e adicionei por cima de tudo, assim mesmo.
Ao final, adicionei mais sal e pimenta, o azeite trufado e ceboulettes picadas. Passei  o dedinho no fundo da travessa de tão bom que era o gosto. 


Tuesday, August 27, 2013

Falando em sono

Combinei comigo mesma que vou dormir sempre que puder, o quanto eu quiser. Desde que defendi a dissertação não vi mais motivo para levantar cedo, e tem feito muito frio esses dias. Eu durmo 23h30 para só acordar 8h30. São 9h de sono, o que é muito comparado com outros momentos, mas estou sentindo que preciso, Brazil. E não pensem que eu logo me levanto: fico quase 1h na cama ainda, assistindo o seriado da vez, e só levanto quando começa a dar aflição. 
Eu tenho gostado de ir na academia de manhã, porque é mais vazia, mas nessa semana ainda não fui. É provável que eu só vá amanhã, e mesmo assim nem tenho certeza, porque amanhã vou receber visitas à noite e tudo precisa estar lindo para isso. Com o frio sinto pena de mim mesma, e já que tenho buscado não me compensar com comida, me compenso com o direito à preguiça.
Nisso me peguei refletindo sobre a convenção de 8h de sono diárias. Sempre tento usá-la como referência: se tenho que levantar 6h, sempre tento dormir 22h. Mas já notei que tenho fases de precisar/querer pelo menos 9h. Em outras, geralmente se faz calor, eu levanto antes do previsto no meu despertador. As pessoas me dão depoimentos semelhantes.
Quero saber o depoimento de vocês: qual é sua média de horas de sono? A obrigatória e a ideal. Depois vou ver o que farei com a coleta de dados :)

A preguiça instalou-se por cima da menina

Eu viajei várias vezes nos últimos tempos, isso gerou malas, roupas por lavar, secar e dobrar, comidas apodrecidas na geladeira, bagunças de diversas ordens e eu... ainda não arrumei!
Desde que envenenei minha cama as coisas se precipitaram muito. Eu pouco fiquei em casa, e o pouco que fiquei usei majoritariamente para cozinhar - e nem sempre deixei tudo limpinho no final. No meio do caminho, entupiu a pia da cozinha (mistério, porque eu uso a tampinha de ralo), e sabe o que eu fiz?
Viajei para Natal!
Na volta é bem verdade que a primeira coisa que resolvi foi comprar o Diabo Verde e desentupi-la, mas vocês não imaginam a bagunça que dois dias sem pia causam na vida de uma pessoa. Foram mais dias, mas dois foram os dias que convivi diretamente com minha pia ausente. 
Num dia de especial vontade de usar minha camisetinha linda de Buenos Aires para ir na academia, pus o armário inteirinho abaixo e lá no chão jazem, até hoje, todas as roupas que habitavam o armário. Você achou a camisetinha? Nem eu. Disso para resolver 'aproveitar' o armário vazio e revisar tudo, foi-se menos de 1segundo para decidir. As roupas jazem no chão há oito dias. 
Daí que no domingo, depois de preparar meu almoço na segunda, abrir massa de pizza no braço, comer uma pizza, congelar a outra, duas necessidades se fizeram: 1 - limpar a mesa para poder abrir a massa de pizza, e 2 - limpar o chão da cozinha. E fazia um frio absurdo lá fora enquanto eu jogava um balde com os produtos no chão e esfregava tudo com vassoura - porque havia decidido que queria esfregado, e não passado de pano.
Essas duas pequenas ilhas de limpeza e organização começaram, mas vejam bem, só começaram a contagiar o restante dos cômodos. O banheiro agradeceu muito a revisão que recebeu hoje, só faltando trocar as toalhas e a lixeira.
Sabe o que pode ajudar? Mandei chamar quatro pessoas para jantar lá em casa amanhã. Por vergonha das visitas, a casa ficará novamente um brinco!
Mas enquanto ainda não é amanhã, eu ponho pelo segundo dia consecutivo o relógio para 7h e levanto espontaneamente às 9h. E as roupas jazem ainda no chão enquanto durmo o sono dos que não têm peso na consciência.

Monday, August 26, 2013

Filme: Frankenweenie

Eu já vi esse filme há alguns meses, mas resolvi falar sobre ele hoje porque descobri que ontem foi aniversário de Tim Burton!
Comecei a prestar mais atenção em seus filmes depois do Sweeney Todd, que me marcou pela beleza cênica, fotografia e tudo mais. Acho tudo tão bem-feito, um deleite para os olhos - uma forma de se transportar a uma fantasia que poderia ser minha. Assisto para olhar, não me canso de olhar e olhar os filmes de Tim Burton.
Nem preciso dizer que choro horrores cada vez que pego o final de Sessão da Tarde com o clássico Edward Mãos de Tesoura.
Então lá fui eu baixar esse filme esses tempos, uma animação - tem uma outra versão, da década de 80, também de Tim Burton, que ando curiosa para assistir. Essa, do ano passado, é um remake.
A história de um garotinho solitário que tem um cachorro como seu melhor amigo. E quando seu cãozinho morre, ele utiliza seus conhecimentos para revivê-lo, fazendo umas gambiarras eletrônicas e de outro tipo. Entre esconder o que fez, fugir dos bullies de sua escola, arcar com as consequências disso e viver sua amizade com o cãozinho, a historinha vai se desenvolvendo.
É uma linda historinha. Todo mundo que tem um cãozinho que já fez as vezes de seu melhor amigo entende os seus sentimentos. A qualidade da animação - termos técnicos que jamais saberei classificar, uso apenas 'gosto e não gosto' - é inquestionavelmente o padrão Tim Burton de qualidade. De cenas, de animações e de uma trilha sonora que consegue nos conduzir a sentir ansiedade, felicidade, tristeza e o que mais for necessário, conforme a história acontece.
É adorável!

Sunday, August 25, 2013

Segundo dia da viagem: Praia de Pipa

No meu segundo dia em Natal, acordei muito cedo para estar em Ponta Negra 7h40 e partir para o passeio. Na tarde anterior, passeando pela orla, muitas pessoas me abordaram oferecendo passeios de todos os tipos, haviam agências e diversos cartazes por ali também.
Me chamou a atenção o anúncio que comprei de que o passeio para Pipa saía por R$35,00. Achei muito razoável e fui lá conhecer o itinerário. Não vou poder dizer o nome do local porque acabei jogando fora o papelzinho, mas logo depois do restaurante Mango, na orla de Ponta Negra, ficava um pequeno imóvel, um standzinho mesmo, que vendia diversos passeios. Eu paguei em cartão de crédito, mas foi numa lojinha ao lado do mesmo restaurante Mango chamada Rei do Cangaço (vou falar disso mais adiante que comi nela). Aliás, isso foi algo curioso: em todos os locais por onde fui - dos turísticos - as pessoas tentaram me fazer pagar no cartão de débito. Quando percebiam que por isso eu deixaria de comprar, aí autorizavam que eu pagasse no crédito. Não entendi porque até onde sei, o tempo para receber é mais ou menos o mesmo. Enfim.
Meu passeio seria numa van com 16 pessoas, iríamos ter duas paradas grandes de cerca de 2h para poder apreciar as praias. Nosso motorista fez as vezes de guia e foi muito gente boa. 
Primeiro fizemos muito mais paradas que isso. A primeira foi ainda em Natal, perto da base da FAB para a gente poder bater fotos (não bati, só desci para conhecer). A segunda foi em Pirangi, onde a gente conheceu o 'maior cajueiro do mundo'. Para visitar a parte de baixo do cajueiro, você paga um ingresso de R$5,00 e lá dentro tem passarelas de madeira por cima dos troncos do cajueiro e sob sua copa. Fiquei tentando descobrir 'o golpe', ver onde havia outro cajueiro, porque não conseguia acreditar que um único cajueiro ramificasse daquele jeito! Também tem um pequeno mirante, e dá para vê-lo de cima - a copa é bem fechada e não se vê muito mais que as folhas. No entorno do cajueiro, existem lojinhas de artesanato e coisas do tipo. Segundo nosso guia, a associação de moradores administra esse 'complexo' - o que me deixou mais feliz em pagar o ingresso. A maioria do pessoal da minha van não foi, achou o ingresso caro.
Um pedaço do cajueiro e a estrutura para passar por ele
Dali, partimos para nosso primeiro destino de praia - Tibau do Sul. Chegando ali, um outro guia, amigo de nosso guia original, nos ofereceu um passeio de lancha para vermos golfinhos, passarmos pelo mangue, tomar banho de lama e mergulhar perto de uma ilha. De novo, queriam que eu pagasse no débito, mas aceitaram no fim que eu pagasse no crédito. Também ali já estava esquematizado a barraca em que ficaríamos e a gente encomendou o almoço antes de sair. Nosso guia e motorista da lancha era também muito simpático e solícito. A gente viu diversos golfinhos, muito de pertinho, mas imaginem que não há muitas fotos interessantes, porque é tudo muito rápido. De lá, fomos para o mangue e eu tomei meu banho de lama - que fedia a óleo de barco. De lá para o último mergulho e cerca de 1h a gente estava de volta. Esse passeio custou novamente R$35,00 e eu achei ótimo. Meu almoço, na barraca Arco Iris, foi uma moqueca de peixe bem servida e gostosa, e me custou acho que R$28,00. 
Um lance da praia de Tibau do Sul...
Como uma boa turista, cheia de lama fedida
Dali, nossa próxima parada foi Pipa de fato, com mais 2h de parada. Dessa vez não topei nenhum passeio e fui caminhar pela praia, e depois ficar no sol e na areia. Quando entrei no mar, me chamou a atenção a quantidade de pedras/conchas no chão até bem fundo! Machuca, viu?
Essa parte não foi tão interessante, mas quem reclama de ficar 2h na praia? Não eu. Dali, nós ainda paramos em alguns pontos estratégicos para ter essas vistas maravilhosas, impressionantes lá de baixo. E isso com certeza é o que tem de mais bonito das praias que conheci. Essas vistas de cima, as cores, as pedras, falésias são totalmente diferentes de tudo que já vi. De ficar lá embaixo, na areia, achei que me dou melhor com as minhas mesmo.
Parte de meus amigos de passeio contra a vista
Um arco-íris de cores naturais
Nossa última parada seria ainda em algum lugar que vende artesanato, mas no meio do caminho havia um posto da Polícia Rodoviária Federal. E nós passamos mais de 1h lá, vimos anoitecer e nosso passeio estragou. Fail. 
Me parece que este post está comprido sem o relato do caso policial, então vou terminar e deixar isso para outro post, sozinho.
Considerei o passeio ótimo, agradável, mas fiquei pensando que existe uma rede muito fechadinha para pescar os turistas. Quem quiser fazer as coisas com mais autonomia pode se sentir irritado, porque o guia te leva em determinados locais, com determinados estabelecimentos e outros colegas, tudo dentro do mesmo esquema que parece ser majoritário. A mim nesse contexto não incomodou, pois fui sozinha e preferia não precisar escolher. Me poupou o dilema. Mas entendo se você for outro dia em amigos ou família e dizer que se sentiu incomodado com esses 'esquemas' todos. Em outras situações eu também me sentiria.
Cheguei em casa já quase 19h, depois de um dia muito animado. Meu grupo era ótimo, de pessoas divertidas e que cuidaram de mim que estava sozinha. As pessoas nos atenderam sempre bem, sempre dispostas a conversar e nos ajudar. 
Adorei!



Passeando com os amigos de grupo!

Friday, August 23, 2013

Eu jogo comida fora, e você?

Fui criada numa família muito católica e numa geração em que comer bem era comer bastante. Bochechas redondas e coradas serviam como indicador de saúde das crianças, e era importante 'comer de tudo'. 
Apesar de hoje ser uma compulsiva por tudo que se denomina comestível, eu era uma criança bem normal para comer - por normal, leia-se chata. Eu não apreciava legumes, verduras, tinha estranheza a algumas frutas e adorava comer besteiras. As besteiras eram rigorosamente controladas por meus pais, e mesmo assim eu posso dizer que comi diversas - não podia ter uma moedinha na mão que já transformava em chicletes. Meu sonho infantil, caso ficasse milionária, era ter uma casa cheia dessas guloseimas (meu sonho de adulta, caso fique milionária, ainda é uma casa cheia de guloseimas, mas agora de outro tipo).
Quando eu eventualmente não comia a minha parte na comida correta, balanceada do cotidiano, era comum que minha mãe dissesse que era pecado jogar comida fora, e apelar para 'as tantas crianças passando fome'. Nunca funcionou muito bem, mas quantas casas brasileiras na década de 90 não eram exatamente iguais?
Quando o tempo passou e eu cresci, embora tenha me tornado ateia e não ligue para o conceito de pecado, e entenda que para ajudar as 'tantas crianças passando fome' eu não tenha que entuchar o meu estômago com comida, eu fiquei com alguma coisa lá dentro de mim me impedindo de jogar comida fora. De modos que caso eu pedisse uma pizza gigante e ganhasse um refrigerante, teria que comer e beber daquilo por dias, teria que comer o pacote inteiro de Passatempo mesmo já tendo matado minha vontade na segunda bolachinha, tendo que comer os três pães restantes do saco se alguém tivesse deixado eles para trás.
Daí que a partir de um determinado momento, não sei bem como, eu passei a jogar as coisas fora. Não assim, sistematicamente, comprando ou ganhando para depois jogar fora. Porque eu planejo as compras, recuso presentes e não costumo ter muitas sobras de comida. Mas por exemplo, quando me esqueço de avisar na pizzaria que não quero o refrigerante de 600ml de brinde, eu bebo um copo (porque é Pureza, e nem eu resisto a uma Pureza) e jogo imediatamente o restante da garrafinha no ralo da pia. Houve um tempo, espero que não volte mais, em que pedi pizza pelo telefone várias vezes, e foram várias garrafinhas. A pizza de quatro fatias que mando vir em casa me custa sempre os mesmos R$25,00. Caso eu vá aumentando o tamanho, o preço vai diminuindo, podendo eu pagar R$30 por oito fatias e ganhar um refrigerante maior. Mas hoje em dia não sinto mais essa economia como obrigatória. Talvez quando eu tiver mais gente comigo, volte a valer a pena. Caso eu resolva comer um lanche na rua, e sobre parte dele em meu prato, ao contrário de outros tempos, eu não me interesso mais em embalar para levar. Ele fica lá (às vezes levo a carne enrolada num guardanapo para alimentar os cães). E finalmente consigo abrir meu pacote de Passatempo, comer as três bolachinhas de abandoná-lo em algum lugar - geralmente na repartição, mas pode ser em qualquer outro lugar. E se não tiver esse lugar, podem apostar: ele vai direto pro lixo.
Pode parecer um ode ao desperdício escrever essas coisas, mas preciso muito falar sobre como me sinto bem em não ser obrigada a comer tudo. Em não sentir a pressão de comer 'para não jogar fora'. Porque demorou vários anos até eu perceber que quando eu como para não jogar fora, eu estou jogando fora...só que pra dentro! Estou colocando em meu corpo algo simplesmente para não pôr no lixo, como um dique entre o produto e o lixo. A última opção daquele produto antes do lixo sou eu - e não consigo deixar de pensar que isso é tratar a mim mesma um pouco como o lixo. 
Acho que não custa nada reiterar: eu não desperdiço de propósito. Eu não compro coisas a mais, eu não trago para casa doações de coisas a mais. Tudo aquilo que eu posso redistribuir eu o faço. As coisas que posso transformar em outras, congelar para um outro momento, dar a alguém ou qualquer outro destino, ganham esse destino. Mas por experiência própria quero dizer que as pessoas também têm lá seus pruridos e não costumam aceitar sanduíche mordido por outrem, refrigerante entreaberto e meio choco, e que na repartição (meu grande desaguadouro de sobras) ficaria bem estranho eu abandonar uma dose de caldo de peixe que alguém me deu em excesso, uma fatia de pizza de ontem, um bife à parmegiana ou coisa do tipo. Da mesma forma, quando vou lá fazer uma experiência ótima de um crumble de tofu que só eu consigo comer uma única porção, por dó da gororoba, não passo ela adiante, uma vez que até para mim ficou ruim demais. 
Não sei porque, mas me parece que se eu não fizesse esse parágrafo inteiro, ia ter que ler gente falando que é radicalmente contra o desperdício, quando não é disso que estou falando. Estou falando de uma única adulta sozinha para comer que não dá conta de comer tudo nas porções pré-determinadas pelo mercado. E que não come tudo até o fim apenas para não pôr fora. Que nas ocasiões em que por distração ou imposição, tem sobras de comida, e esgotadas suas opções de repassar adiante, aí sim, não sente culpa em jogar fora.
E que se sente muito liberta por ser capaz de fazer isso!

Thursday, August 22, 2013

Primeiro dia em Natal: chovia em Ponta Negra

Pôr-do-sol em Ponta Negra. Queria conhecer essa mulher que saiu em minha foto, para poder mandar a ela um dia!


Então que na quarta-feira à tarde iniciei uma cruzada relativamente longa, de 7h, para chegar em Natal. Cheguei 00h e chovia, mas estava tão saturada de passar frio que achei já bem jogo o fato de não fazer frio, mesmo que chovendo. Passei praticamente todas as noites em claro, boemiamente, porque afinal de contas, mini-férias servem para a gente fazer tudo diferente do que faz no cotidiano. E me surpreendi quando, às 4h30 da manhã um galo começou a cantar. Está confuso vivendo na cidade, pensei. Mas confusa estava eu, porque em menos de meia hora já era dia claro. Da mesma forma que amanhece cedo, anoitece repentinamente a partir de 17h30. Às 18h já é noite escura, como nem aqui nos piores invernos sabe ser. 
Isso me deixou um pouco confusa.
Na quinta-feira, acordei no meio da tarde, para almoçar e finalmente fazer o que mais gosto na vida: comer! Acho que vou fazer um post só sobre as comidas, porque deveras passei muito bem lá. Naquela tarde comi uma quantidade razoável de coisas típicas e fui para o que me parecia ser o destino meio que obrigatório, a praia de Ponta Negra. 
A chuva havia parado, mas a tarde toda haviam nuvens, momentinhos de garoa, e o tempo ficou assim, meia-bomba. Caminhei pela orla (estava cheia de obras) e também pela areia, e fiquei intrigada com o quão extensa era a faixa de areia molhada pela água, ainda que as ondas não chegassem até onde estava molhado. Depois fui entender que lá esse lance de maré acontece com mais facilidade de se visualizar, bem diferente daqui. As marés também oscilam, mas é bem menos perceptível. Assim que lá fui eu, caminhando, até chegar nas lindas falésias e começar a desbundar com a beleza cênica daquelas formações todas, rochas, furadinhas, conchas, e ficar obsessivamente observando-as. Não sei se Cristiano costuma voltar para ler comentários (uma vez que de fato não tenho por prática respondê-los), mas nossa amiguinha (perdi o link de seu blogue, Ligia!) já o avisou que o Morro do Careca não pode mais ser visitado - está cercado. Fiquei ali tentando entender de fora como ele era, mas imaginem que não é lá muito satisfatório. 
Detalhe das pedras, das placas impedindo a entrada no morro, e mais uma turista anônima em minhas fotos
Foi mais ou menos nessa parte da história que eu resolvi que já não era sem-tempo de beber um coco, porque aqui eles costumam custar até R$4,50 e são todos de fora - aliás, que coisa linda ter coqueiros na paisagem, não? Isso sempre me encanta (e também não tem aqui). Enquanto eu tomava o coco fui sendo novamente atingida no meio das fuça por um cenário estonteante, do sol se pondo, de tudo ficar muito dourado e incrivelmente suave àquela luz. Pena que o sol lá (daquele ponto de vista da cidade) se põe atrás dos prédios. Mas mesmo assim foi inacreditável!
Dali por diante foi tudo muito rápido. Escurecendo muito rápido, a praia esvaziando muito rápido (por sinal estava bem vazia a tarde toda). Subi para encontrar amigas que havia feito no avião, tomar outro coco e passear naquelas lojinhas todas que ficam ali na orla.
Vi coisas bonitas nas lojas, e não considerei nada caro - mas isso provavelmente se deve ao fato de estar acostumada a pagar fortunas por qualquer prego aqui nessa Ilha. Foi já no primeiro dia que comprei os únicos souvenires que trouxe, e fiquei logo livre de pensar no assunto. Vendiam muitos tipos de castanhas de caju, mas por algum motivo eu não estava na vibe castanhas - o que é raro, porque sempre acho que qualquer tipo de castanhas são legais. Larguei elas pra lá e agora me arrependo, não porque queria comê-las, mas sim para poder compará-las e saber se são muito diferentes (melhores) que as que como aqui.
Foi ainda nessa orla que eu comprei o passeio para o dia seguinte, na praia de Pipa, e comi a primeira tapioca de várias. Mas talvez seja uma impressão minha, uma bobagem - achei que quando escureceu me impressionei e comecei a me apressar para ir embora. Fomos tentar ir para a casa onde me hospedei, mas nos perdemos diversas vezes (eu e minhas amigas), e resolvemos que era melhor ir no shopping jantar. Não consegui resistir e comi um sushi em Natal - estava mais ou menos, mas vou falar disso no outro post. 
O primeiro dia terminou assim cedo: logo depois de jantar, encontramos a casa e fui tomar banho e dormir, porque 7h30 da manhã do dia seguinte eu deveria estar outra vez em Ponta Negra, para o passeio.
Vou continuar pelos dias, me parece.
Ponta Negra é bem turística e com infra para as pessoas não passarem fome, sede, nem ficarem sem gastar seu dinheiro. Tem esse detalhe muito curioso das pedras, que achei lindo e nunca vi nada assim por aqui, mas eu ainda não estava convencida de que gostaria daquele tipo de praia...

Tuesday, August 20, 2013

Voltei, Brazil!

Em primeiro lugar, preciso dizer que foram poucas fotos, porque resolvi aproveitar muito os momentos e confiar na memória para as lembranças. Quero poder dizer as coisas em detalhe, porque fiz um passeio que aparentemente é obrigatório a quem vai por aquelas bandas, tive uma pequena aventura com a polícia por causa disso, e porque vivi lindos momentos!
Mas não hoje, não ainda. Estou já trabalhando no interior e nesse momento falo direto do hotel. Com a barriga cheia de sushi e a cabeça cheia de boas lembranças é que tento passar uma boa energia através desse post para vocês, minha dileta audiência, que sempre está aqui para ler minhas trivialidades.
Choveu bastante enquanto estive por lá, mas chuva no calor é bolinho doce para quem tomou neve nas fuça semanas atrás. Voltei toda feliz, toda satisfeita e toda cheia de animação para cuidar da vida. Como é bom tirar um feriado, né?
Descobri que o nordeste dá ótimos feriados para a gente descansar, descontrair, viu?

Wednesday, August 14, 2013

Só uma coisa a declarar

Neva em SC outra vez, e eu embarco para o Nordeste no final do dia. Beijos, sociedade! Terei fotos e post de viagem na volta!

Tuesday, August 13, 2013

A imposição da convivência com gente burra

Semana passada fui apresentar uns relatórios para colegas de repartição sobre o ambiente de trabalho deles. Haviam diversos gráficos, e no início do relatório eu explico que de tantas pessoas que trabalham lá, x responderam, totalizando y% de participação. Nesse lugar em específico, eu não tinha o dado correto de número de pessoas trabalhando lá, e a pessoa me deu imediatamente o número. Grifei o percentual errado no texto no momento da impressão e disse novamente que haviam dados para ser corrigidos, e entreguei para a pessoa ler.
Eis que sete dias depois a pessoa me liga desesperada, dizendo que meu relatório está todo errado, o percentual está errado, que não dá para ler, que eu errei no cálculo, e fica insistentemente me dizendo quantas pessoas trabalham no local e quantos por cento isso daria...zzzzzzzzz...
De verdade, se alguém entregasse para vocês um relatório com um grifo amarelo em cima do número, vocês não perceberiam imediatamente que ali havia um dado a ser corrigido? Porque eu sim. Eu com certeza perceberia isso. Mas caso vocês não percebessem, vocês não sendo surdos e tendo ouvido eu dizer no momento em que eu entrego o relatório, que haviam dados para serem corrigidos que estavam grifados, mas que nenhum deles alterava a análise dos gráficos posteriores, vocês fariam o que?
a) ao lerem o número total e o percentual grifado de amarelo, caso soubessem o dado correto, anotariam no cantinho da folha;
b) ao não saberem o dado correto, mas ficarem intrigados com o número, pensam que o grifo em amarelo deve sinalizar o erro;
c) ao perceberem o erro, notam que está grifado em amarelo e lembram que a pessoa que lhes entregou o relatório, havia dito que haviam dados por corrigir;
d) ao perceberem o erro, param a leitura do relatório imediatamente, fazem o cálculo correto, não lêem mais o relatório até dali a sete dias, quando então liga para mim, me dizendo loucamente que o percentual está errado, e ao ouvirem que eu sei disso e que marquei em amarelo justamente por isso, e avisei do erro justamente por isso, continuam insistindo em provar pela conta de porcentagem o erro que cometi.
Reflito sobre esse tipo de burrice que faz a pessoa daltônica (e não ver um grifo amarelo), surda (e não me ouvir dizer ao telefone a justificativa), desmemoriada (pois havia sido alertada do erro uma semana atrás), porém curiosamente com habilidade para fazer a continha de porcentagem! 

Run, Forrest!

Tem coisas que a gente precisa vivenciar para aprender. Nesse final de semana em Gothan City aprendi que não se pode visitar o filho recém nascido do amigo, passar o dia em Curitiba, tomar café cubano, comprar blusinhas maneiras, ir no salão de beleza, tomar café com a tia, visitar os avós, passar na casa do outro amigo buscar um documento, fazer uma reunião, sair para dançar e dormir com regularidade - ao menos não tudo ao mesmo tempo, em 48h.
Passei o final de semana inteirinho correndo, tentando não me atrasar mais que 15min para o próximo compromisso que havia enfiado na programação. E me perguntando como é que foi que eu me enfiei nessa armadilha!

Eu e minha cama envenenada

Na minha casa tem móveis com cupim. É duro admitir que aceitei cupins em casa, mas aceitei e eles vieram, muito cupinizados, ornamentar minha sala e meu quarto. Comprei um produtinho maneiro que promete destruir as colônias todas, e de vez em quando passo uns borrifos pelos móveis e ameniza a situação. Mas é hora de jogar eles fora, pode bem ser que faça isso mês que vem...
Daí que semana passada, enquanto a minha internet nova dava problema (sim, eu devolvi os aparelhos todos, instalei a internet nova e ela ficava oscilando, e recebi em menos de 1 semana 3 visitas técnicas), eu resolvi naquela manhã à disposição do técnico (que era um gatinho muito xuxu) fazer uma coisa que eu vinha evitando há uns dias: fui atualizar o veneno dos móveis!
Esvaziei minhas gavetas todas, passei aspirador, joguei tudo em cima da cama e mandei ver. Tshhh, era veneno jorrando pelo dosador da Jimo. Li depois de praticamente mergulhar e dançar no meio do spray de veneno que eu tinha que evitar contato com olhos, pele e respiração. Ainda bem que não morri!

Porém com a desarrumação das gavetas adquiri outro problema, que foi o de tirar um tempo para recolocar tudo de volta no lugar, removendo a fina película de veneno que recobriam os móveis. Comecei a organizar isso no domingo e só terminei hoje de manhã. Desde quinta-feira passada estava dormindo no meu outro quarto, por medo de morrer envenenada junto com os cupins. Hoje estou apta a retornar, eike alívio!
Morte longa aos cupins!

Monday, August 12, 2013

Filme: Soul Kitchen

Tudo que fala de comida me interessa, seja livro, seja filme, seja uma pessoa, programa de TV, revista, rótulos e muito mais. Há algum tempo atrás, num grupo do facebook que eu participo (sobre comida óbvio), o pessoal começou a listar os filmes que tratam de comida, direta ou indiretamente. Desses eu tenho uma pueril preferência pelo Ratatouille. Fui assistir Soul Kitchen por causa disso.
Baixei o filme, mas só encontrei legenda em inglês, e achei que não seria um problema. Reconheço que foi um pequeno problema em alguns momentos, e no final fiquei até um pouco insegura, pensando se tinha perdido algum lance importante da história por ter visto assim. Daí que fui ler as resenhas das pessoas e percebi que entendi o filme direito. Preâmbulos findos, vamos a ele...
Soul Kitchen é o nome de um restaurante xexelento na periferia de Hamburgo, que serve uma comida sofrível e que todo mundo conhece: todo mundo conhece aquela lanchonete com balcão eternamente grudento de gordura, louças feias, ingredientes baratos, tudo frito no mesmo óleo, preço pagável. As pessoas vão lá matar a fome e ir embora, quem nunca? Parece com qualquer lanchonete de posto de gasolina ou de rodoviária. 
Daí que o mocinho, Zinos, o dono e cozinheiro do Soul Kitchen, tem uma travada nas costas e por isso fica sem conseguir cozinhar. Na mesma noite, ele vai num restaurante fino com a família da namorada, e um chef é mandado embora por discutir com os clientes. Eles conversam e alguns dias depois, o chef assume a cozinha sofrível do Soul Kitchen, reformulando completamente o menu, o público-alvo (os anteriores ficam revoltadíssimos), e aos poucos, o ambiente. 
Enquanto isso vai acontecendo, tem outros dramas se desenrolando: a dor de Zinos nas costas, o relacionamento dele com a namorada, o relacionamento dele com o irmão, com o inquilino, com um amigo de infância e com o chef. As histórias são todas dali, daquelas pessoas que orbitam à volta do Soul Kitchen, e ali elas se sustentam, se conhecem, se apóiam, se relacionam. Os personagens são na minha opinião bem consolidados, não deixa dúvidas sobre o caráter de ninguém, e você meio que vai adivinhando o que vai acontecer na cena seguinte. Na verdade, a história não tem absolutamente nada de surpreendente, as coisas vão se dando numa seqüência bem óbvia, mas muito, muito divertida. As cenas são engraçadas de um humor meio tragédia, e eu ri compulsivamente quando Zinos e o irmão fogem do incêndio que eles mesmos causaram no apartamento dele. Zinos e suas dores também rendem risadas muito fáceis. 
O final do filme é uma irrelevância: um pouco de resgate de algumas coisas que ficaram mal resolvidas no meio do filme e felicidade no amor. Final feliz. Mas apesar de ser assim, tão pouco profundo, não é aquela comédia hollywoodiana clássica, o que a torna mais divertida e menos fantástica (no sentido de fantasia, de longe do real). As pessoas do filme são reais, os atores são reais, não têm aquela beleza perfeitinha e intocável dos elencos americanos, e os diálogos, mesmo numa comédia boba, são mais bem-feitos, mais interessantes. Muito mais.Valeu a pena gastar 2h da vida assistindo, pela descontração!

Sigo na ilegalidade

Viajei e voltei sem que me pegassem desabilitada a dirigir. Brincando com o perigo, na sexta-feira em Gothan City fui arrastada à custa de insistência dozamigo para uma night, quando eu só queria beber uma cerveja despretensiosa - além de eu nunca ir em lugares 'para dançar', eu ia para Curitiba na manhã seguinte, com alvorada marcada para as 6h30.
Mas fui, e reconheço que me diverti. Não bebi muito para a minha capacidade de beber, mas bebi muito para a lei de trânsito. Ao sair do lugar, encontrei uma blitz posicionada a 200m de onde jazia meu carro. Analisando a correlação de forças, percebi que as ruas de antes eram ambas contramão para mim. Eu tinha que passar pela blitz. Eu, meu sangue alcoolizado e minha CNH vencida. Sentei no banco, refleti, ponderei. Saí do carro de novo, olhei bem a esquina sedutora ali adiante, com uma contramãozinha tão fácil. Observei os guardas de trânsito na esquina dessa contramão. Entrei no carro de novo, fechei os olhos e considerei dormir ali um pouco. Desconfortável.
Saí do carro, tranquei tudo e caminhei as três quadras que me separavam de casa. Antes que alguém pergunte porque não fiz isso antes, respondo que não fiz porque mocinhas desacompanhadas pela rua de madrugada são alvos de crimes, e porque chuviscava um pouco. Mas venci as três quadras em segurança e fui dormir. Eram 3h30. Quando deu 6h, o telefone despertou e eu ensaiava uma escapada estratégica, antes que a casa despertasse, para buscar o carro. Como sempre, minha mãe já perambulava de pé.
Caminhei rapidinho até o carro, que permanecia incólume no mesmo lugar, e levei-o para casa. 
Estamos todos bem e com sorte!

Friday, August 09, 2013

O funcho maldito

Um dos chás recomendados pela dieta era o chá de erva-doce. Resolvi comprar na semana passada um bulbo de funcho, mesmo sabendo que não gosto desse negócio. É muito forte o cheiro de azul (também conhecido como cheiro de anis), e eu não gosto, é isso.
Mas se o Jamie Oliver usa tanto, como eu posso não gostar? Estou fazendo algo errado! 
Comprei o bulbo de funcho, uma profusão de folhas lindas. Queria que os meus rabanetes viessem assim cheios de folhas, não o maldito funcho. Mas vai que é dessa vez que eu aprendo a gostar, certo?
Errado. 
Domingo eu resolvi arrumar minhas coisinhas, lá em beach house, para a semana da dieta ficar devidamente organizada. Ocorreu-me assim de mandar as folhas embora, só guardando um raminho para o chá, e conservando o bulbo para alguma experiência futura. Cortei aquele folharedo todo, joguei na pia, liguei o triturador de lixo...
E acho que fundi a engenhoca. De um ponto em diante, ele começou a demorar a descer a água, até que, finalmente, desligou para não mais ligar. Algo me diz com muita certeza que há raminhos de funcho por toda a extensão do negocinho, e eu entrei em genuíno desespero.
Tentei obter com mamis o telefone do conserto, mas ela se mostrou resistente em me fornecer (ou procurar). De modos que o triturador segue silencioso, a pia está certamente entupida, e eu sonhei a noite passada com ramos de funcho subindo pelo ralo de casa.
E obviamente, não consigo tomar o maldito chá de funcho, e nem olhar aquele bulbo maldito, que comprei tentando me reconciliar com ele. 
Acho que dessa vez a briga é eterna!

Estou na ilegalidade

Descobri quando fui comprar meu carro que minha CNH venceu em março. Oi? 
De verdade, onde é que eu ia anotar cinco anos atrás que em 2013 era tempo de renovar a carteira? Não o fiz! Daí que eu, que estava tranquila até então, comecei a ficar cabreira. Tenho dirigido pouco e tudo mais. E nessa semana me programei para finalmente ir lá renovar.
Aconteceram diversas coisas nessa semana, de modos que fui hoje lá no Mundo Car onde fica o CIRETRAN de São José da Terra Firme. Um CIRETRAN dentro do shopping - vamos pagar estacionamento, oba!
Cheguei 8h20, e o negócio abria 8h30. Rapidinho entreguei meus documentos, ganhei meu código e fui ali fora esperar o Banco do Brasil abrir (9h) para pagar, fazer o exame médico e ir embora!
Mas que nada... Sentei num banco no corredor e fiquei absorta no livro que levei pensando nas esperas, e quando a menina finalmente abriu a porta, li os dizeres de 'somente dinheiro' colados nela. Fail.
Paguei os R$3,00 de estacionamento e fui-me embora com metade da tarefa do dia cumprida. Já imprimi a boleta para pagar aqui no caixa eletrônico da repartição, mas fiquei meique mal né? Acordei cedo, fiz tudo direitinho, e não levei dinheiro! Vou pagar mais R$3,00 por isso na segunda-feira.
E não é só isso (entonação de vendedor de Polishop)! Vou viajar hoje à noite para Gothan City com o cunamão por estar com  CNH vencida!
Oremos.

Restaurante Macarronada Italiana

No dia da minha defesa eu estava bastante sem forças, mas meus pais queriam que a gente fosse almoçar para comemorar. Meio sem idéias, porque era um dia frio e nublado,e almoçar na praia não era uma opção, resolvi ir comer na Macarronada Italiana, na Beiramar. Foi um risco, mas pensei que não poderia haver muito erro em me servir um macarrão. Queria ter fotos para mostrar, mas infelizmente, estava fraca, vocês já sabem, não tive condições. 
O restaurante é grande, e bonito, com aquelas decorações de trattoria, talvez um pouco mais clean. Pedi uma massa com cogumelos trufados e molho de... cogumelos. Era um raviolli, que me recorde – eu estava fraca, vocês já sabem... 
Bom, sobre a minha massa, atesto que estava realmente impecável, os cogumelos eram trufados de verdade, e a massa era artesanal. A porção, individual, teria servido folgadamente duas pessoas, e eu deixei uma parte do meu prato ir embora. Não tive forças para a sobremesa. As porções que meus pais pediram também era grande e estava bem feita (mas não lembro direito o que eles comeram). O ambiente é climatizado, mas no dia estava bem frio e a parte de trás onde a gente ficou não estava aquecida. Eu achei os pratos caros: cada prato individual saiu por cerca de R$70,00. 
Gostei, mas acho que não voltaria. Porque é caro, os pratos são muito grandes e eu gosto de experimentar muitas coisinhas, o que lá não é possível. Na verdade, esses restaurantes todos da Beira Mar me deixam com pé atrás. Imagino que o ponto seja caríssimo, e por isso em primeiro lugar os lugares sejam caros. Também deve existir aquela noção distorcida de 'nivelar o público pelo preço', e por isso seja tão caro. Mas no fim, também acho que quem procura um restaurante que vá lhe servir um tesouro, algo realmente incrível, diferente, não se satisfaria com o que tem ali. Acho que os restaurantes dali servem mais ou menos a isso: ao dia em que a pessoa não pode se jogar até o Sambaqui por uma comida, e vai ali comer num lugar onde a comida não faz feio, o ambiente é adequado (mas não muito original), e se paga um pouco demais por isso.
E isso para mim não tem nada de trattoria italiana, porque uma comida feita de ingredientes baratos não pode custar os olhos da cara.
Segue o site para quem quiser alguma informação sobre o lugar.

Wednesday, August 07, 2013

Com um corretor desses, quem precisa de inimigo?

Então eu contei para vocês da minha troca de carro, lembram? E então eu tinha que fazer um seguro para meu carro novo, e pedi ao corretor do ano passado que fizesse isso para mim. Você fez uma proposta para mim? Nem ele. Depois de uma tarde inteira trocando e-mails e pedindo que ele fizesse a proposta, ele silenciou mortalmente. Tenho um amigo pessoal que é corretor de seguros e no fim acabei fazendo com ele. Meu carro está segurado então desde 26/07, o dia em que o retirei da concessionária. Eis que hoje, 06/08, o safado me liga perguntando ‘se eu já retirei o carro’. Considerei responder que não, que ainda está lá, apesar de pago, esperando a proposta dele! Mas não o fiz, falei logo que sim, que o carro está segurado, e mandei logo a conversa terminar. Mas o que me deixou mais impressionada foi que ele me ligou imaginando isso, dava para perceber no tom de voz que ele sabia que a possibilidade era inexistente. E na verdade ele só queria confirmar a informação para continuar cuidando de meu carro anterior, perguntando com quem ele deveria falar. Gente indolente. Humpf. 

Magra de araque!

Eis que ao me pesar ontem descubro que ganhei 400g desde segunda-feira passada. Como assim, produção? Alguém me explica? Eu comi batata-doce, couve! Eu só comi coisas líquidas o final de semana todo! Estou cumprindo essa dieta infernal, e ganhei 400g?
Bom, talvez as duas pizzas delivery da semana passada, associadas ao rodízio de sushi, mais a tortinha de sardinhas e a pizza de caixinha da sexta tenham feito mais estrago que o ‘previsto’. Aham, eu comi essas coisas todas, bebi dois copos de refrigerante, comi biscoitos Passatempo e queria ter emagrecido por dois dias de detox! Vai ver emagreci mesmo, porque se só ganhei 400g fazendo essa folia toda, devo me considerar no lucro!

A fase sólida do ‘detox’ continua, mas está me parecendo tão fácil que fico com medo de algo estar errado. Sexta-feira vou me pesar de novo, para verificar que história é essa de 400g. Já cumpri minha meta de musculação nessa semana, mas ainda tenho dois dias de aeróbico pela frente. Oremos.

A parede iniciando a ser feliz

Havia um tempo que eu vinha guardando uns postais lindos que sempre recolho no Café François, sobre o qual até já falei aqui. São imagens das guloseimas que eles servem lá, e que eu tinha a ideia inicial de colar na minha geladeira. Domingo aproveitei uma passada na livraria para comprar o presente do meu pai e comprei essa famosa fita banana, também chamada de fita dupla-face, e fui-me embora para casa. Eram seis postais, sendo que dois eram iguais. Resolvi então usar só cinco, mas não mais na geladeira, e sim, na parede da sala que corresponde à minha área de ‘jantar’, com a mesa e as cadeiras. Primeiro, fiz uma espécie de mosaico, dois em cima, dois embaixo e um no meio. Achei que ficou estranho, amador, e tive então uma outra ideia.
Cavocando em meu baú de tesouros encontrei esse quadrinho que eu mesma fiz há três anos atrás, quando freqüentava minhas aulas de artesanato em madeira. Esse quadrinho foi feito quando eu já havia adquirido alguma técnica, pois apesar de parecer simples, exigia uma certa destreza para fazer os detalhes: a maneira de aplicar o pôster, as camadas para dar o efeito provençal (que vocês não vão enxergar na foto pela distância), e a aplicação do efeito vitrificado. Mas esse post não é sobre as técnicas de artesanato em madeira, é sobre a nova parede da sala. Achei que ficaria mais mimoso se eu colocasse todos os postais na vertical, com o quadrinho de lado. Gastei todo o meu rolo de fita na primeira aventura: uma tira de 5cm no verso de cada postal e umas 6 de 10cm no verso do quadrinho (ele não vinha com aquele suporte para pregar). Eu tenho mais um quadrinho, igualmente fofo e mimoso, de um chef gordinho, e foi por isso que ficou aquele espaço ali, ao lado direito da chefzinha.
Mais de pertinho, as imagens inspiradoras para minhas refeições

O resultado, apesar de parcial, é imediato: fico passando por ali pela parede e sorrindo para ela. Estou há quase dois anos nesse apartamento e as paredes da sala continuam praticamente nuas, o que considerei um absurdo sem tamanho! Mais absurdo se eu pensar que os quadrinhos estavam há anos guardados comigo, e os postais há meses!
Isso ainda me fez pensar em outra coisa: minha mesa da sala de jantar é um hotspot, provavelmente o maior lá de casa. Vive cheia de papéis, objetos, casacos pendurados nas cadeiras e um longo etc. E eu nunca, nunca mesmo, como à mesa. Como no sofá, às vezes até no quarto, mas nunca à mesa. Então hoje de manhã, enquanto preparava meu café, ia me decidindo a mudar isso. Não fazia sentido eu decorar uma parede para a qual eu nunca fico de frente, certo? Afastei os objetos de lado, e tomei meu café da manhã ali. Resolvi que agora preciso organizar a mesa em definitivo, e deixar ali o meu lugarzinho fixo para as refeições. Cumpri a tarefa ontem à noite, deixando tudo arrumadinho para eu sempre comer ali. Daí que disso já se derivaram outras necessidades: um jogo americano, de repente, pendurar as bruxinhas belgas que ganhei de presente (uma já foi), encontrar o outro quadrinho para pendurar, colocar meu porta-guardanapos na sala porque eles são todos lindos e ajudam a enfeitar, continuar preenchendo a parede ao lado, emoldurar minha foto do Chaplin, e a fita banana foi pouca e vou precisar de mais uns três rolos. Eike emoção!
Ah, sobre a fita, preciso dizer que ela é bem forte mesmo. Eu errei um pouco quando apliquei os postais e quando retirei da parede, deixou marcas! Mas considerei uma solução excelente, ainda mais nessa vida de apartamento alugado em que cada furo é uma decisão tão importante. 



Sim, ficou tortinho, mas sabe porque eu não ligo? Porque coisas feitas à mão são assim mesmo! :)

Monday, August 05, 2013

Detox, detox

Então no sábado eu resolvi iniciar a dieta detox que passei a semana toda quase me preparando para fazer (fazendo a extensa lista de compras, comendo compulsivamente de véspera, etc). Estou no terceiro dia e sinceramente não sei muito bem como me expressar a respeito. 
Os dois primeiros dias foram só de líquidos, e segundo a reportagem, eu perdi até 1kg se fiz tudo direitinho. Eu fiz quase tudo direitinho: no final do dia de ontem enquanto preparava o almoço de hoje eu dei umas colheradas no estrogonofe de frango - umas duas, talvez três. 
De resto, eu comi couve, batata-doce, ameixa-seca e quinoa, todas coisas absolutamente fora de meus padrões de consumo. Comi outras várias coisas além disso, é lógico. Nos dois dias de líquido, só por diversão, vou dizer o que rolou: brócolis, couve-flor, mandioquinha, agrião, abacaxi, morango, hortelã, gengibre, tomate, cebola, cebolinha, salsinha, orégano, banana, laranja, maçã, cenoura, abóbora, abobrinha e mais um longo etc. Também fui introduzida no ato de beber chá de capim-santo e de hibisco - ambos bons. Quinoa em flocos é coisa nova também. 
Hoje estou podendo comer sólidos novamente, e estou com menos fome do que se poderia supor. Menos mal humorada e indisposta também. Estou querendo me pesar à noite para saber se já surtiu efeito. Fico me perguntando se de fato as coisas aqui por dentro estão se purificando com esses dias de dieta detox. Sabe-se lá. Vou seguir com ela até sexta-feira, embora a recomendação fosse até domingo. Não vou cumprir o cardápio no final de semana visitando Gothan, i'm sorry. Na verdade, a maior vitória foi ter cumprido os dias líquidos. O que fizer daqui por diante é lucro, na minha opinião. Mas queria fazer isso, tirar dois dias para fazer tudo corretamente, para acostumar o corpo, o estômago, a cabeça se possível, com um outro padrão de alimentação.
Oremos.

Filme: Precisamos Falar sobre Kevin

Esse filme passou no sábado no Telecine Cult (acho paia só o Cult não ter HD). Já fazia um tempo que queria ver, desde quando saiu no cinema, mas eu sou uma desorganizada para essas coisas de ir ao cinema e nunca assisti. Lembro que na época que esteve em cartaz muita gente falou sobre ele, e acho que até concorreu ou ganhou premiações, mas não tenho muita certeza.
De qualquer forma: oh my god. Que filme tenso! Que filme horrível! Fiquei travada no sofá, estática, assistindo, tentando esmiuçar os detalhes e explicar aquilo que não tem explicação: a maldade que nasce com a gente, que não se esmorece nem com amor, nem com dinheiro, e nem com a própria maldade. Fiquei lá, depois que o filme acabou, tentando encontrar explicação para as inúmeras maldades cometidas pelo Kevin, e na verdade, ela não existe. Talvez psiquiatricamente, talvez neurologicamente. Não sei como dizer. O fato é que o Kevin me fez odiá-lo desde as primeiras cenas, como quando sua mãe o leva para passear de carrinho para tentar acalmar o seu choro, e isso também não adianta. Durante alguns segundos, ela para numa obra no meio da rua, ao lado de uma britadeira, fecha os olhos e aprecia o ‘silêncio’, os gritos de Kevin abafados pelo som da obra. Mas isso dura poucos segundos: logo o grito consegue ser mais alto até que uma britadeira de rua. As suas inúmeras pequenas provocações, seu olhar, os gestos, tudo que ele faz, vão me desestabilizando muito mais que a própria mãe. Uma mãe nada perfeita como as mães idealizadas, mas uma mãe que faz o melhor que pode. E nada é suficiente. Uma mulher que vê a sua vida ruir ao seu redor, junto com a sua paz. E ao final, vai se agarrar justamente àquilo que tirou sua paz: o fato de ser a mãe de Kevin, de ter que cuidar dele, de mantê-lo em sua vida, mesmo quando ele lhe tirou todo o resto. Me parece que não mais porque é obrigada, mas por que ele é a única conexão com sua vida que ainda resta.
É um baita filme. Um filme impressionante, de verdade. Sei que a maioria das pessoas já devem ter assistido, mas caso não tenham feito isso ainda, assistam!

Uma pessoa vitoriosa!

Esse post aí de baixo é coisa do passado. Programei minha TV ontem, Brazil!
Meu pedido de ajuda foi porque as minhas tentativas clássicas (ler o manual, jogar no google e pedir para alguém entendido do assunto) não lograram êxito, e eu queria uma TVzinha despretensiosa para de vez em quando, curtir uma novelinha, um RBS notícias, mas nada demais - eu decidi que TV demais não me interessa, e essa minha vai ser um item de apoio para o aparelho de DVD. Ou para assistir do computador direto na TV, assim que eu me inteirar dessa tecnologia. Mas isso são tergiversações, vou contar como faz para resolver esse probleminha...
Você pega o seu controle remoto, clica em menu (não QMENU, MENU), vai em canais, vai em programação automática, seleciona TV e desce com a setinha para 'iniciar'. Ele vai começar a buscar todos os canais que existem, e vai 'gravar' isso na memória da sua TV. Quando terminar, é só dar um enter em 'concluir' (acho que no meio do caminho rola também um 'avançar') e aí você vai zapeando e encontrando os seus canais!
Anteninha meia-bomba
Bom, feito isso, preciso dizer que infelizmente a anteninha não sobreviveu incólume a tantas aventuras: está assim, perneta! O que significa que minha imagem é um borrão muito louco, não dá para assistir do mesmo jeito. Porém, se eu quiser apenas escutar, já dá (às vezes faço isso quando estou na cozinha, antes que alguém me imagine no sofá olhando o borrão e 'escutando' TV). Vou ter que comprar uma anteninha nova, mas pelo menos resolvi um problema que precede, o problema de sair da programação cabo!
Eike orgulho de mim mesma!
Obrigada pelas tentativas de me ajudar. :)

Friday, August 02, 2013

Fortelecendo azamiga fazendo favô!

Então ontem eu contei dessa minha característica burra de me apegar às coisas, mesmo sendo uma internet porca que nunca está online. Depois que postei, fiquei me sentindo comprometida em resolver logo este problema e assim não passar pela humilhação de relatar que paguei dois planos de internet no mesmo mês.
Niqui a mocinha me deu a opçã de levar os aparelhos diretamente à 'matriz' deles, não ficando assim dependente dos técnicos virem buscar, agendamento, etc.
De modos que ontem faltei na academia para ir entregar os aparelhos, saí correndo, e quando eram 17h20 e eu continuava presa no trânsito, percebi que teria que deixar para hoje. 
Voltei para casa e resolvi reativar minha anteninha interna para sintonizar eternamente na Globo e... nada feito.
Pluguei a anteninha, mas a TV não me deixa mudar de canal. Ela está eternamente no canal 3, o da TV a cabo, mesmo sem cabo plugado, sem aparelho, sem nada. Eu já usei essa anteninha há um ano e meio atrás, assim que me mudei e não havia TV a cabo. Desconfio que o problema não seja da anteninha, e nem da TV, mas da minha obtusidade em descobrir como reprogramá-la para a TV normal. Alguém tem a dica? É uma LG daquelas fininhas (não sei nada de modelos de TV).
Tudo bem que não quero pagar TV a cabo, mas eternamente no chuvisco, daí já é vandalismo! Ajudem-me!

Thursday, August 01, 2013

Thais, uma mulher conservadora e meio burra

Não sei se já mencionei aqui, mas minha tiponet é terrível. Quando me mudei, havia um anúncio de TV a cabo mais internet por R$49,90 no meu condo, e foi isso que contratei. Descobri que minha internet não tinha nem 1MB de velocidade (e isso é o máximo que oferecem), que aqui não é NET, é uma franqueada (por isso a brincadeira com a tiponet, que eles dizem na TV para você evitar, mas em São José eles recomendam usar), o modem e o aparelho de TV são aqueles primeiros que existiram, e eu tenho uma ninharia de canais.
Tudo isso era nada até que a internet não parava de cair, defeito sobre defeito, e no mês de fevereiro deste ano, simplesmente decidiu que não ficaria mais disponível a noite. Briguei e xinguei todos os funcionários possíveis que me atenderam pelo telefone, passei muitos dissabores, mas a falta de opção de custo-benefício interessante (esqueci de mencionar que eu pago R$100 para ter esse 1MB e a ninharia de canais) me fez ir ficando, ficando...
Até que surgiu a tal de Actual Networking se anunciando: 10Mega por R$49,90. Aderi! Hoje de manhã foram lá instalar e ainda não posso dizer nada, porque não fiquei quase no computador.
Agora preciso cancelar a tiponet e o mais engraçado (para não dizer ridículo) é que ainda não telefonei para fazê-lo. Um senso besta de conservação do antigo, sabem?
Mas vou me encorajar e ligar, já já vou ligar.
Não vou mais ter TV a cabo, a miséria de canais disponíveis, e vou usar uma anteninha dessas internas mesmo para sintonizar a Globo. No fim é o canal que sempre ligo quando estou vendo TV e não pretendo gastar mais tempo nem dinheiro com essa atividade. Economizarei metade da despesa atual e terei uma internet melhor!

Restaurante Peixe Frito

Pelo que observo, minha dileta audiência não é de ninguém em Floripa, mas mesmo assim resolvi começar a dar as dicas dos lugares por onde vou, se gosto ou não gosto, para o dia que vierem aqui, para algum incauto que seja daqui e resolva ler o blogue, ou apenas para eu lembrar mesmo!
Isso não é lá um grande conteúdo, pois eu, enquanto mulher conservadora e que frequenta exaustivamente os mesmos lugares e pede os mesmos pratos quando sai, não vario muito de restaurante. Mas de vez em quando aparece uma oportunidade (leia-se: alguém diferente me convida) de mudar de lugar, e eu vou, sempre num misto de felicidade por me desafiar a comer uma coisa diferente e mudar de ares, e meio ansiosa pensando se de fato vou gostar.
Niqui mês passado um amigo dos tempos de faculdade veio passar férias e a gente marcou aqueles reencontros, sabe? A gente faz isso bem pouco, mas é sempre muito bom, e como algumas pessoas já constituíram prole, a ideia era um almoço de domingo para poder ir esse pessoal com as criança-tudo-correno pelo meio das mesas – coisa que condeno na mesa dos outros, mas acho o máximo quando é na minha.
Uma amiga nossa sugeriu o Peixe Frito, lá na Lagoa, e eu que já tinha ido lá à noite mas nunca comi, fiquei vigorosamente de pé atrás. Porque da última vez que comi seqüência de camarão na Lagoa, estava tudo horrível – o que deveras me deixou revoltada. Acho inadmissível qualquer lugar de Florianópolis servir frutos do mar ruim, ainda mais se esse lugar for a Lagoa, onde teoricamente o acesso é fácil ao ingrediente. Mas como todo mundo concordou e eu nunca quero mudar de ambiente, lá fui eu.
Pedi um pastel de camarão com catupiry, uma casquinha de siri e uma seqüência de camarão gigante – do grado como se diz aqui (uma variação manezinha para graúdo) e um suco de laranja (antes da cerveja). E bom, comecei a me incomodar.
Sobre o pastel: congelado previamente, chegou à mesa com o recheio de requeijão (não era catupiry) ainda frio no centro, o que sempre é meio desagradável. Minha casquinha veio honesta, mas a de todos os outros da mesa veio congelada. A seqüência veio de camarões normais, nada gigantes, e tudo assim um pouco frio (coisa que ficou esperando entre sair da cozinha e chegar na mesa, sabe?) além de sem sabor. Qual é a dificuldade de fritar uns camarões? Na verdade, claramente haviam dois problemas: o do camarão nada fresco e o do cozinheiro de mal com o mundo. Suco de laranja, que deveria ser algo banal, veio com laranjas maduras demais, aquele gosto de coisa que quase-passou, sabe? Se o lugar erra no suco de laranja, não posso esperar muito mais.
Além do gosto, preciso mencionar que sou uma pessoa realmente pouco exigente no atendimento. Mas naquele dia, além do erro da seqüência de camarão vir trocada (a gente queria a dos camarões gigantes), os acompanhamentos vieram todos aos poucos – as batatas nunca chegaram, o arroz veio de uma seqüência só, não houve salada para nós e nem pirão. Nós reclamamos. Diversas vezes. A cada vez que isso acontecia, o gerente ou dono do restaurante vinha, tomava nota dos problemas e saía gritando com algum de seus funcionários, sendo rude, nos deixando com receio de falar mais alguma coisa para não fazer o pobre do garçom passar por mais uma humilhação. Falando mal do cozinheiro, falando mal do garçom para a gente. Não gosto nada disso. O restaurante não estava lotado, nós chegamos cedo, e mesmo assim, a comida demorou horrores, veio incompleta e mal-feita.
Odeio quando tenho razão em minhas desconfianças com restaurantes. Isso invariavelmente significa que comi mal. Também fico torcendo para alguém me levar num restaurante que eu ainda não conheço, e que vai me surpreender positivamente, e assim eu posso ter mais uma opção na manga para quando quiser. Não foi dessa vez. Sinceramente, fiquei com nojo.

De brincadeira comigo, o dono/gerente (who knows) me deu um único camarão gigante, este aí da foto, de cortesia. Estava bom, mas não compensou todos os dissabores daquele almoço de domingo. Sorte que a companhia era muito boa mesmo, para não estragar o bom-humor de ninguém.
De posse do famigerado e único camarão gigante

Por que isso, aliás, merece um parênteses: acho muito importante a gente ter discernimento de perceber que a comida está ruim – e isso eu tenho de sobra. Mas acho que é ainda mais importante a gente ter presença de espírito de não estragar um momento de confraternização com as pessoas que gosta por causa de uma comida malfeita. Todos os problemas de lá viraram mais um motivo de risos e piadas, e da próxima vez a gente tenta de novo em outro lugar. 

Checklist de agosto

A louca das listas voltou nesse início de mês! Nos últimos meses combinei comigo mesma que focaria totalmente na dissertação e esse era o único item da vida que eu precisava cumprir. Tendo cumprido ele, estava com vontade de fazer uma nova lista. Agosto vai ser pequeno para tudo: congresso, viagem (duas), entrega da dissertação em versão definitiva, campanha salarial da repartição, e a minha famigerada lista. Segue:

- renovar minha CNH;
- escrever a versão final da dissertação;
- colar meus postais na geladeira;
- fazer uma dieta detox (escolhi essa aqui para fazer a partir de sábado);
- não pedir comida pelo telefone nenhuma vez!;
- não gastar nada fora do planejamento;
- perder 2kg! (essa meta é herança do projeto BCK, está escrito no dia 10 resumidamente para quem ficar curioso)


Lista enxuta para mês cheio e com metas alcançáveis para não me desmoralizar. Se eu fizer isso e ainda conseguir cumprir minhas obrigações diárias, estou mais que feliz!

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