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Monday, July 08, 2013

Vou contar antes que me esqueça

Estou há uns dias escrevendo um post kilométrico sobre meus projetos culinários - o abandono de alguns e a retomada de outros. A versão resumida é que embora eu sinta prazer na descoberta de novos ingredientes e receitas (e continue acumulando muito mais que consumindo tanto de um quanto de outro), resolvi me ater a uma culinária mais frugal, mais para o meu cotidiano de dieta. Legumes saem de forma criativa, em porções reduzidas e quase sem gordura, muito mais parecidas com gororobas do que com um prato decente. Ainda tenho dúvidas se serviria a minha deliciosa sopa de pimentões a uma visita. Talvez alguém em cujo paladar eu realmente confie. Vamos ver. 
Tergiversações a parte, decidi que algumas comidas são excessivamente coletivas para eu comê-las sozinha em casa ou mandar pedir. Ou comer sozinha num restaurante. São coisas que até sei fazer, mas não com perfeição, e prefiro comer na rua, porque o trabalho é gigantesco, porque o custo-benefício não vale a pena, dentre outras razões. Ou porque o ritual de sair, descontraidamente, para fazer uma refeição ou um lanche vale a pena. 
Novas tergiversações a parte, eu como sushi numa frequencia insana, mas não posso mais resistir. É amor, é paixão, é loucura, é tudo junto. E como quantidades abissais de sashimis puros, me deliciando com o frescor e maciez das peças, como se não houvesse amanhã. Consumo tanto gengibre que devo dar prejuízo aos lugares. Não posso resistir.
Minha opção original é comer buffet livre ou rodízio, porque como loucamente, nunca consigo parar, e o sushi é mesmo um negócio caro. Mas sábado uma amiga minha me convenceu a experimentar (e finalmente chegamos no assunto!) o sushi do Ronin, que fica ali no Santa Mônica. Vendendo que era um sushi delicioso, e tudo mais,  o melhor da cidade, etc. 
Pedi para quebrar o gelo uma porção de sashimi de salmão, e sobre isso posso dizer sem medo de exagerar que é o melhor de Florianópolis. Os sashimis são um pouco maiores que a média, de um frescor impressionante. Derretia na boca! Vinha em bandejinhas de plástico, mas fora esse detalhe, a apresentação de todos os pratos era primorosa, com decoração de pepinos e nabos, muito bonito de se ver. E delicioso de experimentar. Então eles fazem diversas peças, e são criativos nas combinações: comi um de alho-poró com molho de ostra e shimeji empanado, usam tabasco, geleia de pimenta (esta ficou excessivamente doce), castanhas, enfim, uma miríade de ingredientes. Combina.
As coisas são bem-feitas, caprichadíssimas. Algumas, no entanto, pecam pelo excesso. Como ando nessa fase meio obsessiva pelo sabor puro do sashimi fresco, não gosto de combinações que omitem demais o peixe. Comi um temaki de filadelfia, básico, e ele era muito recheado, saboroso, mas com um único senão: cebolinhas meio trituradas demais - e eu adoro aquelas coroas verdes, crocantes, dando picância às peças. 
Ainda não sei se é o melhor da cidade. Para meu gosto, avalio que não. Porém, é decididamente bem-feito. O atendimento é decididamente ótimo. Você ganha um cartão fidelidade na saída. O lugar é agradável, pequeno, ao ar livre (na sua maioria), com cara de restaurante japonês: meio na penumbra, meio no silêncio.
O preço é semelhante aos demais lugares: 5 sashimis de tamanho maior que o comum saíam por R$13,90, e  8 peças fica por volta de R$15,00. De algo muito bem-feito, repito. E se você gosta desse crash de texturas, de um crispy junto com o macio do peixe, de molho de ostra com tabasco e outras diversas combinações, vai achar que é o melhor da cidade.
Assim que eu for uma pessoa civilizada e souber a hora de parar de comer, estou apta a voltar. Porque comi feito louca e paguei bastante por isso. Também me cobraram a porção de gengibre, o que acho que poderia ser cortesia (vem alguns de cortesia, mas acabei pedindo duas porções a mais - é o vício, Brazil).
Queria bater fotos, mas estava só com o celular e era escuro. Eles no entanto têm um site bem atualzinho, com menu e fotos, para quem quiser conferir antes de ir. 
Altamente recomendável!

4 comments:

Taís Moreira said...

rsrsrsrs comilona! Eu sou assim em rodízio de pizza, a gorda!

Cristiano said...

adoro comida japonesa... Bom d+! Não sei o nome de nada... mas como tudo.

Fala, Clarice said...

Tive um porre de vinho e sushi no começo do ano (olha as ideia). Até hoje não consigo ouvir falar em salmão, atum, etc. O vinho ainda desce mal, mas, ao contrário do sushi, consigo até sentir o cheiro sem ter qualquer mal estar.
E isso comprova que o que faz mal é sempre a comida, nunca a bebida, hahhahahahah.

Bah said...

Tá, aguei mesmo :(

Kisu!

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