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Wednesday, July 10, 2013

Souvenir de viagem que me interessa: os usáveis

Floral e bolinhas, amor puro.

Já vi casas em que as pessoas compram diversos objetos decorativos com referência aos locais em que viajaram e expõem como parte da decoração. Conheço ainda quem colecione postais ou chaveiros com o mesmo intuito. Eventualmente pensei em fazer isso, mas finalmente admiti que não quero ter esse tipo de coleção na vida nem em casa.
Então outro dia eu escolhia a minha roupa para trabalhar e, junto com o meu casaco caramelo super incrível, saquei da gaveta um cachecol listrado, de tecido sintético, cores brilhantes, uma espécie de arco-íris mais sóbrio. Ganhei ele dois anos atrás de uma amiga que foi para o Marrocos. Naquela noite em que ela me deu, nós vimos as fotos da viagem dela, falamos sobre as suas impressões, sentadas no sofá da sala de estar de sua casa que, na época, tinha uma janela que dava vista para uma vaquinha solitária no terreno ao lado. 
A pessoa que mais viaja nessa vida (e mais me presenteia) é minha mãe. Então quando eu saio do banho, piso os pés molhados no capacho que ela me trouxe mês passado de um passeio que fez na praia do Forte/BA. Tenho um presente de meus pais do ano passado quando foram à China: um par de brincos de jade e prata, que é minha única joia. Não coleciono joias, nem me interesso por elas, mas esta é a minha relíquia. 
De minha parte, quando viajo, sempre compro coisas que vou usar, não coisas para guardar. Eventualmente são roupas, muitas vezes são utilidades domésticas (principalmente comida e utensílios de cozinha), e nunca souvenirs. E a cada vez que interajo com estes objetos, me sinto mais próxima da viagem que fiz - ou fizeram, e lembraram de mim. Minha pequena cafeteira artesanal foi comprada no Carrefour de Chieri, a cidadezinha que passei a maior parte do tempo nas férias passadas. E o poster da Marilyn Monroe em sua foto mais clássica, que fica ao lado de meu espelho, para inspirar a produção que faço em mim mesma, também dialoga com a tarde de chuva em que comprei. Isso e mais um baralho de muito mais que 52 objetos me fez pensar que essa é a maneira que gosto de fazer referência às minhas memórias em casa. Gosto de contar que ganhei determinada pulseira de determinada pessoa, quando alguém me vê usando e elogia. E meio que sem pensar muito no assunto, sempre quando vou em algum lugar, eu compro alguma coisa, e trago para usar em casa. Sem expor com o único intuito de expor, mas expondo enquanto faço uso. 
Foi assim que esse par de fronhas lindas, absolutamente encantadoras, que custaram a bagatela de R$5,90 cada uma vieram comigo, lá da Leader, de Niterói. Na manhã de sábado, depois de dormir tudo o que queria, fui caminhando pelo sol até chegar quase nas barcas, e no caminho entrei na loja, para matar tempo, e porque achava que dali poderia vir alguma coisa. Sim, porque mesmo sendo de uma rede de lojas que vende produtos made in China, tê-los comprado naquela manhã de sábado, sentindo o calorzinho gostoso de maio e a preguiça de poder ir curtir o comércio de sábado sem pressa, são parte da lembrança que agora apoiam minhas espaldas para eu poder escrever esse post. 
Eu não tenho ferro de passar!
Pena que não tinha azul, nem verde, nem amarelo. Eu era bem capaz de fazer uma coleção de fronhas, de tanto que me apaixonei por elas!

3 comments:

Inaie said...

Eu também nao tenho ferro. Há anos, quando uma visita me enche muito o saco, saio e compro um pra ela...

:-)

adoro comprar coisas em viagens. coisas para usar, coisas para decorar a casa, coisas pra ter.
Sou uma shopaholic assumida.
Perdoem-me os contidos.

Bah said...

Adorei a estampa das fronhas! E na boa, só na época dos nossos pais que as mães passavam lençol rss eu tenho ferro em casa, mas não passo por preguiça. A gente vai deitar mesmo, ng vai ver rs. EU não ligo de dormir em lençol amarrotado, desde que esteja limpo rs.

E sobre essa estampa, tem uma loja aqui que eu BABO... Lindas estampas, tudo fofo, acho que vc ia curtir. Dá uma olhada: http://www.cathkidston.co.uk/

Kisu!

Neanderthal said...

Eu sei que loja é essa!
Você descreveu a caminhada a caminho das barcas e eu conseguí imaginá-lo perfeitamente com você entrando na loja! hahahaha
Muito bom isso!

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